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segunda-feira, 31 de agosto de 2020

PRISÃO




Corrente de ferro ferrugento, ou corrente de ouro.

Corda de cânhamo, ou cordão de seda…

Não importa a qualidade da prisão.

Prisão, é prisão!

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Repulsa





Tudo nesta historieta da noiva libanesa que não interrompeu o casamento enquanto se ouviam as tremendas explosões em Beirute… causa alguma repulsa. 

Desde a insensibilidade de continuar com a bosta das fotografias do casamento e com o jantar e a noitada… independentemente do que era mais do que evidente, estaria a acontecer na vida de milhares de pessoas, para além das muitas dezenas que morreram… até à tão solidária declaração de que, apesar de terem ficado bem, regressarão rapidamente aos EUA, onde a noiva já vive, porque não há condições para continuar no Líbano.

Seja como for, o pior das declarações desta pobre imbecil, é a profunda arrogância com que agradece a “deus” tê-la protegido, assim como a todos os que estavam na festa. O que é que esta grande "vaca" acha que tem, que a faça ser merecedora de “protecção” do tal “deus”… ao contrário dos milhares de feridos, desalojados e mortos… para os quais o seu “deus” se borrifou?
Nunca hei-de entender porque é que “deus” transforma pessoas aparentemente normais nesta espécie de bestas sem empatia para com o sofrimento do seu semelhante e que acha sempre que a sua salvação de qualquer desastre é, no fundo, obra sua e do seu mérito... e que o tal "deus" só cumpriu o seu dever.
Pode ser que o seu “deus” de fancaria se veja bastante atrapalhado para a “proteger” do racismo e da xenofobia de que será alvo nos EUA… como quase todos os imigrantes e refugiados... mesmo os aparentemente endinheirados, como ela.


https://www.jn.pt/mundo/continuamos-a-cerimonia-conta-noiva-que-sobreviveu-a-explosao-em-beirute-12500682.html

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O protocolo


Os jornais, sempre atentos às coisas “realmente” importantes, dizem-me que o bebé real britânico vai ter sete padrinhos… o que é uma sorte para ele. À cautela, a dar-se o caso de os sete padrinhos não lhe servirem para nada na sua terra… pode sempre fazer uma carreira fulgurante na “nossa” JSD. Depois, quem sabe…
Seja como for, começo a ficar farto das notícias recorrentes sobre o facto de os príncipes da casa real britânica (o novo Papa também é algo atreito) estarem, volta que não volta, a “quebrar" o protocolo.
E depois? Qual é o drama? Não são ricos, balhamedeus?!

Comprem outro!!!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Pensar com os pés...


É uma velha e farta tradição, alimentada por muitos futebolistas, descontados aqueles que não dizem nada e aqueles que sabem o que dizem:
Ao mesmo tempo que lhes vão saindo maravilhas dos pés... saem-lhes rios de asneiras pela boca fora!
Por este andar... haverá (espero!) cada vez mais gente a esquecer os “Pelés” deste mundo... e a pensar nas suas próprias vidas e no futuro dos seus filhos. Cada vez haverá mais gente a trazer para as ruas a sua indignação e palavras de ordem como esta:
«Brasil, vamos acordar! Um professor vale mais que o Neymar!»

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Homofobia violenta – O melhor disfarce...


Um velho fascista francês, assassino de profissão, pelo menos durante o tempo em que “militou” na organização assassina paramilitar francesa, OAS, decidiu pôr fim à porca vida que viveu.
Alegadamente em protesto contra a lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, entrou na catedral parisiense de “Notre Dame”... e deu um tiro nas hastes. Dado o lugar do falecimento, presumo que esperasse ir directamente para o céu... o que indicia que seria um ultra-católico assaz ignorante sobre as regras de entrada no mítico paraíso.
De quando em vez, lá temos estes fanáticos homofóbicos nas ruas, nas televisões, nos jornais, nas redes sociais... declarando o seu ódio “cristão” e sem limites aos seus “irmãos” homossexuais.
Fazem-no por pura estupidez, por julgarem que o facto de existir uma lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo os pode vir a obrigar, algum dia, a tornarem-se homossexuais... ou pela razão que eu sempre acho a mais provável:
Por estarem convencidos de que o excesso de ruído que produzem contra a homossexualidade... é a melhor forma de abafarem quaisquer ecos do seu passado, que relatem episódios equívocos, passados entre coleguinhas de escola, da catequese, dos acampamentos de escuteiros, daquele dia nas traseiras do púlpito da igreja lá da terra (católica ou das outras) com aquele saudoso padre ou pastor... ou no presente, com aquele, ou aquela colega do emprego...
Tudo coisas que se querem bem mortas e enterradas no passado... e ainda mais bem escondidas e negadas no presente!
Adenda: Apesar de correr o risco, diga o que disser, de haver uma ou outra alma mais simples e sensível que ache que estou a cantar aleluias pela morte do homem... ainda assim digo que não. Não festejo nem lamento! Apenas lamento o tremendo susto dos turistas que visitavam a catedral. Isso é que era escusado!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

“Primeiro levaram os comunistas...”


Sempre existiram. Desgraçadamente, o mais provável é que continuarão a existir por muito tempo. Sempre foram, são e serão um dos sustentáculos e verdadeiro “abono de família” do patronato e do capital... a somar ao poderio económico, quando não mesmo da força das armas, que esse patronato já detém.
Falo dos trabalhadores que, confrontados com uma acção de luta movida por outros trabalhadores das suas empresas e estando contra essa luta, não se limitam a estar contra e não participar, como seria, no limite, o seu direito. Antes, optam por fazer de cães de guarda do patronato, ou do governo, atacando violentamente os seus companheiros de trabalho.
Claro que estes vendidos e traidores nunca dirão não a uma qualquer conquista que seja conseguida por estes colegas a quem insultam. Nunca rejeitarão um euro que seja, de aumento de vencimento, que seja conseguido por um sindicato “dos comunas”... apesar de, durante as lutas e reivindicações, não pouparem nos insultos a esses que, ao longo da História, os têm vindo a arrancar ao trabalho escravo... por má consciência. Por sentimento de culpa típico dos traidores.
Só assim se explica a acção de um trabalhador dos CTT que, perante a luta dos seus colegas contra a anunciada privatização e destruição do serviço público de correios, opta... por tentar atropelar esses colegas com um camião.
Claro que o faz por pura cobardia. Porque teme que lhe aconteça o que já acontece a mais de um milhão de desempregados, preferindo, de forma invertebrada, ficar do lado dos poderosos, esperando vir a ser, por isso, recompensado.
Lembrando o famoso poema que parece do Brecht, mas provavelmente não é... chegará o dia em que ouvirá à sua porta os passos daqueles que vão buscá-lo, como antes foram buscar os comunistas, alguns operários, sindicalistas... mas quando der por isso já será tarde!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Obama – O “culambismo” em directo...


Diz uma das notícias sobre a tomada de posse de Obama, que ele está decidido a «apoiar a “democracia” desde a Ásia a África, das américas ao Médio Oriente»... frase que me faz lançar a primeira dúvida:
Eles terão assim mesmo tantas bombas, tanques, navios, aviões e soldados?!
Adiante! É uma velha questão de filosofia política. Quem é mais culpado? Aquele que, pela primeira vez na História da Humanidade, delimitou uma parte do território, até aí sem donos, declarando “Este território passa a ser exclusivamente meu!”... ou todos os restantes que o ouviram e aceitaram a imposição daquela nova realidade... sem luta?
Ao ver o grau de subserviência acrítica com que todas as nossas televisões fizeram “directos” da tomada de posse de Obama, dos seu discurso, da nova franja de Michele... voltando a repetir-se tudo nas aberturas dos telejornais, com comentários, análises e toneladas de “graxa ao cágado”... não posso deixar de me colocar, de novo, a tal velha questão.
Quem é realmente culpado pelo facto de os EUA se sentirem – e bastantes vezes serem de facto – os polícias do mundo?
Ainda fiquei para aqui a fantasiar sobre como seria muito bem feito se eu pudesse “obrigar” os norte-americanos a ver o vídeo da tomada de posse de Cavaco Silva... mas, pensando bem, isso seria, para além de uma enorme crueldade da minha parte para com pessoas que, na sua grande maioria, nunca me fizeram mal algum... uma retaliação bastante desproporcionada em termos de violência visual.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

“Zico” – E se tomássemos os medicamentos?!



No meio da catadupa de notícias sobre impostos obscenos, recessão acima do “previsto”, relatórios assassinos do FMI sobre a criação de um “estado novo” em Portugal, etc., etc., etc... fui tentando não ligar peva às movimentações de tantos milhares de portugueses no sentido de salvar o cão perigoso que esfacelou o cérebro a uma criança de 18 meses, matando-a. Creio que esta notícia que agora me saltou à vista... é a gota d’água:
Quando é que estas pessoas “abandonaram” a vida real e se perderam no mundo de banda desenhada, onde os cães são culpados ou inocentes, são condenados ou perdoados, têm direitos e deveres iguais às crianças, têm "motivos" compreensíveis que os podem levar a matar crianças...
Será defeito meu... ou esta paranoia está a atingir níveis de demência?
Serei apenas eu a estar a atingir o nível de vómito com esta sequência de notícias sobre petições, rasgar de vestes e pedidos de clemência... uma náusea que nem uma vida inteira de convívio e carinho por diversos (e alguns saudosos) animais domésticos consegue atenuar?
Felizmente, os milhares de crianças que estão à espera de serem adoptadas, ou não sabem ler (ainda), ou não têm acesso a estas notícias!
Principalmente aquelas crianças que quase ninguém quer adoptar... por não serem brancas, por não serem “perfeitas”, por já não serem bebés...

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Mourinho e Ronaldo – Uma pequena pausa...


Poderia, com alguma facilidade, escolher um, ou dez, ou mesmo ainda mais temas da actualidade cultural, social, ou política diferentes, para aqui comentar.
Poderia fazê-lo com a costumeira e, provavelmente, apenas esperançosa pretensão de que as minhas escolhas e comentários interessam realmente a quem quer que seja.
No entanto, aconselham-me, ou melhor dizendo, gritam-me as aberturas dos jornais televisivos, as parangonas dos outros, em papel, mais os biliões de bytes usados pelos restantes, online... que o mais avisado e “patriótico” da minha parte, será guardar algumas horas de respeitoso silêncio solidário com os momentos de desilusão e dor por que estão a passar José Mourinho, Cristiano Ronaldo... e aquilo que parece ser o "país real".
Pedimos desculpa por esta alienação!
Portugal segue dentro de momentos!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Jornalismo miserável


Ontem, num intervalo das “obras” de misturas e montagens musicais que tenho em mãos, resolvi trincar umas bolachas de água e sal com o “pecado” da manteiga de amendoim, à hora do jornal das 12 na SIC-N.
Tudo como é costume, muito moderno, muito ritmado, notícias curtas, variadas... a famosa “excelência de conteúdos” de que fala repetidamente o paspalhão do Mário Crespo.
Praticamente ao ritmo cadenciado das dentadas, fui ficando a saber coisas “vulgares”, como o facto de ninguém parecer estar convencido da utilidade da extinção de centenas e centenas de freguesias planeada pelo génio político de Relvas... e manifestar-se para o demonstrar... ou da nova realidade que está a levar vítimas de agressões (por exemplo resultantes de assaltos) que quando se dirigem aos postos de saúde para obter tratamento aos ferimentos... a optarem por mentir sobre a causa dos ferimentos, já que almas iluminadas resolveram que as vítimas de agressões, se não puderem identificar os agressores e a polícia não estiver em condições de o confirmar... têm que pagar os tratamentos na íntegra, sejam ou não utentes do SNS, com custos que podem ascender às centenas de euros. Como se calcula, é a medida mais humana a aplicar a uma pessoa que, para além de agredida, pode ter acabado de ser roubada em todo o dinheiro que tinha para se sustentar.
Ia a coisa por aí fora, neste “rame-rame de desimportância”, quando saiu no alinhamento a – pensava eu – também curta notícia da deslocação do Benfica a Barcelos. Grande galo! A notícia até foi curta... só que, de repente, o mundo parou. Entrou em cena um cromo qualquer que, depois de abancar ao lado da pivot do jornal, ficou a tecer considerações sobre as opções de Jesus, os novos jogadores de Jesus, a atitude do Benfica, a resistência do Gil Vicente e mais isto e mais aquilo e ainda aqueloutro e os seus significados tácticos e profundamente filosóficos... durante uma eternidade. A “box” da televisão permite andar com as imagens para trás, o que me permitiu medir a “eternidade”. Durou exactamente dez longos minutos de telejornal!
Claro que poderia ter sido a propósito de outro qualquer clube de bola... bem, talvez só de mais um ou dois, mas nem isso me serviu de “consolação”.
Jornalismo miserável!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Cristiano Ronaldo – É uma grande tristeza!!!



Enquanto o “nosso” Cristiano Ronaldo não arranjar maneira de ficar alegre... temo que vá continuar a pairar sobre todos nós, nesta espécie de balneário futebolístico gigante que é Portugal, uma espessa nuvem de tristeza... um verdadeiro manto de soluços, lágrimas furtivas e nós nas gargantas.
Por muito importante que seja haver quem insista em denunciar a desgraça que alguns trafulhas tentam vender-nos como “sucesso”, temo que uma boa parte dos portugueses não tenha olhos nem ouvidos... senão para a comovente “infelicidade” do multimilionário príncipe dos pontapés.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Euro 2012 – Eu e a mania das citações!


Por estes dias, poucas coisas há que consigam sobressaltar o rebanho.
Pouco ou nada interessa (ao rebanho) que o desemprego continue a subir, empresas a falir, serviços públicos a fechar.
Pouco ou nada interessa (ao rebanho) que Rui Rio, o protofascista disfarçado de populista de tasca e presidente da Câmara do Porto, proponha que nas autarquias endividadas deixe de haver eleições, passando o poder local para uma comissão não sei das quantas, nomeada por não se sabe bem quem.
De pouco ou nada interessa (ao rebanho) que muitos milhares de portugueses gritem alto e bom som que não querem pactuar com o crime continuado de que o país está a ser vítima.
O rebanho não se deixa impressionar. O rebanho está absolutamente concentrado no “essencial”: a bola. Bola e mais bola e ainda... bola.
O rebanho é preguiçoso. Não gosta de pensar... e o verde dos relvados dos estádios é o que tem de mais parecido com o pasto que já lhe vai faltando. Os media fazem (e alimentam) a vontade do rebanho, abrindo, fechando e preenchendo serviços noticiosos de rádios, televisões e jornais, com bola. Bola e mais bola.
Citando (ainda que mal) o Sérgio Godinho (via Manel Freire e Fanhais)...
“Cá se vai andando com a cabeça entre as ovelhas!”

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Selecção Nacional de Futebol – Nós, os ricos...


Subitamente, descubro que um terço dos produtos à venda nos supermercados têm tudo que ver com futebol, com o jogador a, b, ou c, com a Selecção Portuguesa e, sobretudo, com patriotismo. Muito patriotismo. Patriotismo a rodos.
No entanto, nenhum produto se funde tanto com o espírito da quadra desportiva, como a cerveja! São corredores inteiros de espírito patriótico espumante e fresquinho. Ofertas de copos, cachecóis, camisolas, porta-chaves, bolas de praia, bonés... e pilhas para a telefonia. E tudo se vende. Às caixas, garrafas, latas, paletes, barris. Porque uma coisa é certa:
Ainda não se descobriu em que é que o português consome mais cerveja; se a regar os festejos, ou se a afogar os desgostos. Mas nunca falha... bebe-se sempre!
Vá... não fiquem a olhar assim para mim. Não sou adepto, mas gosto dos meus amigos o suficiente para fazer votos de que, como cá na minha área de trabalho, um mau ensaio geral seja seguido de uma grande estreia.
Um lugar no pódio deste Europeu de Futebol já ninguém nos tira: o da selecção com maior orçamento para instalações de luxo e demais mordomias adjacentes.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

José Mourinho, Ronaldo e Companhia


É oficial! Somos um país coalhado de débeis mentais!
Não, não... não estou atacado de nenhuma espécie de ódio ao futebol (e a quem o apoiar) nem estou a chamar débeis mentais exclusivamente aos outros. Eu, decididamente, também faço parte  do rebanho.
Pelo menos, tenho a certeza de que deveria ter feito muito mais, desde que me lembro de ser gente, para conseguir viver num país em que as televisões (como vi, pelo menos numa) não abrissem o Telejornal, durante longos, loooooongos minutos, com a vitória no campeonato... de um clube espanhol, com o pedestre pretexto de que é treinado por um português e onde jogam mais dois ou três (é como aquela célebre coisa das mijinhas...).
Temos que compreender o ponto de vista das televisões:
Primeiro, o país está a atravessar um momento em que, praticamente, não há notícias que mereçam esse nome. Está tudo a correr sobre rodas.
Segundo, eles sabem muito bem a que público se dirigem.
Tanto que poderia agora aqui escrever sobre José Mourinho e Cia... mas, felizmente, os meus colegas "The Macaques" já o fizeram por mim, numa bela "canção de texto e intervenção"... decididamente, a escutar até ao fim.
Resumindo e para utilizar uma expressão habitual num dos comentadores deste “estabelecimento”... enquanto continuarmos a pensar com os pés, não teremos (nem merecemos) nada melhor do que isto!