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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Suécia/Portugal – A História também tem sentido de humor?





Daqui a umas horas joga-se o Suécia-Portugal entre selecções, com vista ao apuramento para uma viagem ao Campeonato do Mundo de Futebol que se realizará no Brasil.
E pronto! No que diz respeito a futebol é tudo o que sei sobre o jogo de hoje. Nem “quatros três três”, nem “losangos”, nem "pressão alta", nem “autocarros” frente à baliza... nada! Como já muita gente sabe, para se ficar “doente” da bola é preciso ser-se mordido pelo “bichinho” da dita ainda muito novo. Não fui! Na verdade, a indiferença é tal, que se ao mesmo tempo que está a passar na televisão uma daquelas partidas que toda a gente considere um grande jogo de futebol e num canal ao lado estiver a ser transmitida uma partida de “snooker” (e nem é preciso que esteja a jogar o Ronnie O'Sullivan)… fico a ver o jogo de snooker.
Sendo assim, perguntarão alguns de vós: por que dianho é que estás a falar do “Suécia-Portugal”? E perguntam com toda a razão! A verdade é que me pelo por uma boa ironia! E assim chegamos à verdadeira protagonista deste texto... e que não é, de todo, a Selecção Nacional de Futebol.
A Vera Guita é uma amiga, natural de Montemor-o-Novo. Filha de professores, Maria Emília e Vítor Guita, criadores de petiscos tão insuperáveis quanto inesquecíveis para todos o que têm o privilégio de pertencer ao seu círculo de amigos. Aluna brilhante. Cantora, desde a juventude, num dos melhores grupos corais amadores que conheço, o Coral de São Domingos. Curso superior de Filologia Germânica (chama-se assim?) tirado com excelência, a que juntou o gosto por mais uns tantos idiomas. Uma inteligência rápida, divertida, atraente. Trabalhadora. Capaz de cativar (como diria a raposa do Principezinho)... e manter amigos e amigas fieis. Professora com gosto de o ser.
Feita esta apresentação da Vera, diríamos que é uma jovem com lugar garantido em Montemor, ou pelo menos, no seu país. Errado! A Vera teve que pegar na trouxa e nas receitas de petiscos do seu Alentejo, mais a memória dos sons da nossa música... e rumar à Suécia, onde depois de dura batalha que já leva dois anos, encontrou o seu lugar de professora de várias línguas que não são a sua.
Então e onde está a ironia anunciada? A Vera é emigrante; e depois?! – perguntam novamente alguns de vós.
A ironia é que esta miúda que o Estado português chutou para fora (ai o futebol!) é que vai estar lá, no estádio sueco, mais logo, se tudo correr como previsto, cantando o Hino Nacional de Portugal antes de começar o jogo (ao que parece, tão importante) entre a Suécia e Portugal. E vai estar muito nervosa e de voz perigosamente embargada e com uma lágrima a querer fugir-lhe... mas linda, desde o alto da grande e admirável ironia do seu gesto!


Adenda:
Última hora!
O convite para a Vera cantar o Hino português foi-lhe feito pela Federação Sueca.
Esse acto da Federação Sueca, oferecendo a “prenda” do Hino cantado por uma portuguesa radicada na Suécia, era um gesto de simpatia para com Portugal e a Federação Portuguesa de Futebol.
A federação Portuguesa rejeitou a oferta e não permite que a Vera cante o Hino Nacional. Deixando de lado as tricas que parece haver entre federações, alegam que a Federação sueca não os informou atempadamente… 
Lamentando esta maldade indigente que deixou a minha amiga (que já estava no local para ensaiar o som) no estado de espírito que facilmente se imagina, direi que o feio gesto “tuga” não altera nada do que antes tinha aqui escrito.
Nem sobre a Vera... nem sobre os lamentáveis grunhos e burgessos que dirigem o futebol profissional português... nem sobre o próprio futebol.
Que ganhe pois quem calhar… (o voto é secreto)!!!

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Aí está o futebol! – E continuam a chamar-lhe desporto...


E pronto! Começou o campeonato... ou liga... ou lá o que agora lhe chamam!
Embora a bola já tenha, normalmente, um lugar esmagador na totalidade das conversas e preocupações dos portugueses, ainda assim, estes primeiros dias serão excepcionais. Durante algum tempo será tarefa quase impossível fazer passar um assunto que não tenha que ver com bola. Quase nada conseguirá romper a barreira dos habituais desaires, das vitórias, das esperanças sempre renovadas, omnipresentes nas conversas acaloradas.
Depois do jantar de domingo, a única forma de, também eu, ver um pouco de futebol, foi o facto acidental de ir beber a bica a um café que tinha um enorme televisor escancarado para cima dos clientes, transmitindo a “sport tv”, que exibia um jogo do Vitória de Setúbal e Futebol Clube do Porto.
A dada altura, num ataque do Setúbal, o guarda-redes portista defendeu corajosamente uma bola que um jogador “sadino” se preparava para tentar introduzir na baliza do visitantes. Resultado, um choque medianamente aparatoso, mas que deixou o guarda-redes do Porto deitado no relvado, com fortes queixas.
E chegamos finalmente ao assunto do post. Como é, infelizmente, já habitual nestas situações, o jogador setubalense ficou a rondar por ali, meio bloqueado, com um olhar parado de boi no pasto... sem se ir embora, nem ter a coragem de se dirigir ao seu colega de profissão. Ainda que sem culpa e sendo evidente que o árbitro não estava sequer a ponderar qualquer advertência... seria de esperar uma palavra, um gesto de solidariedade, um “desculpa lá, pá...”
Mas nada! Partindo do princípio de que estes jovens não treinam futebol durante 24 horas por dia... haveria de sobrar algum tempo para outras actividades, outras conversas, o tempo da formação, o tempo de serem devidamente “apresentados” ao conceito do famoso “fair-play”, o tempo de serem ajudados a crescer como seres humanos...
Decididamente, não vou à bola com esta bola!

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Gary Lineker – Ai esta minha “euro-desconfiança”...


Gary Lineker... já devem ter ouvido falar. O nome, até para mim, está ligado ao futebol de alta competição. De facto este britânico foi um grande jogador de clubes e de Selecção, mas, dada a minha olímpica inaptidão para as questões do futebol, prefiro pensar no “outro lado” de Gary Lineker: o de um homem invulgarmente leal e um verdadeiro “cavalheiro”.
Na verdade, ter conseguido a “intrigante” proeza de varar uma carreira de muitos anos de jogador da bola, sem ter sido castigado uma única vez (sim, nem um cartão vermelho ou, sequer, amarelo!)...  requer um carácter que é muito raro, dentro ou fora dos relvados.
Há uns anos, quando já tinha pendurado as botas e se dedicava ao comentário desportivo para a BBC, ao ser interrogado sobre o que pensava quanto à presença constante da Alemanha nas grande finais futebolísticas, produziu uma frase que fez História:
"Um jogo de futebol tem 90 minutos, são onze contra onze... 
e no fim ganha a Alemanha."
Eu sei, eu sei… como já disse, até eu sei que a especialidade dele era o futebol… mas experimenten tirar da frase o “onze” e substití-lo por, digamos, “vinte e oito”, esqueçam os “noventa minutos”… e macacos me mordam se a irónica tirada, em vez de saída da boca de um comentador desportivo, não parece muito mais uma frase dita por um “politólogo”, especialista em política da União Europeia!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Pensar com os pés...


É uma velha e farta tradição, alimentada por muitos futebolistas, descontados aqueles que não dizem nada e aqueles que sabem o que dizem:
Ao mesmo tempo que lhes vão saindo maravilhas dos pés... saem-lhes rios de asneiras pela boca fora!
Por este andar... haverá (espero!) cada vez mais gente a esquecer os “Pelés” deste mundo... e a pensar nas suas próprias vidas e no futuro dos seus filhos. Cada vez haverá mais gente a trazer para as ruas a sua indignação e palavras de ordem como esta:
«Brasil, vamos acordar! Um professor vale mais que o Neymar!»

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Taça de Portugal - Ó pá... passa aí a jarra!




Quem me conhecer realmente, ou tiver lido os textos certos neste “estabelecimento”, deve já ter chegado à conclusão que os resultados dos jogos de futebol, de quaisquer jogos de futebol, mesmo os que envolvem a “nossa” selecção... me são iguais ao litro.
Para ser honesto, há situações em que “torço” um poucochinho e, caso o resultado vá no sentido para que eu “torço”, não posso evitar um sorriso, nem que seja só com os meus botões. É quando uma equipa pequena, de preferência se for uma das chamadas “tomba gigantes”, vinda da segunda ou terceira divisões, ganha à equipa “grande” e favorita. Mesmo não sendo exactamente esse o estatuto da equipa de Guimarães...
Seja como for, este texto não é sobre futebol. Quer ser um texto “político”... passe a pretensão.
Explicando... por mais que tenha achado piada à ideia dos cartões vermelhos, mais um dos actos simbólicos do movimento “Que se lixe a troika”, a imagem que me prendeu a atenção, quando, acidentalmente, vi num telejornalo o momento em que a Taça de Portugal era entregue aos jogadores do Vitória, foi o verdadeiramente “olímpico” desprezo que os atletas dedicaram a Cavaco Silva.
Na verdade, uns (talvez a maior parte), por serem estrangeiros, nem fazem ideia de quem seja a figura. Outros, educados e formados por anos de divórcio dos cidadãos com a democracia e as suas instituições, não valorizaram minimamente o facto de receberem o troféu das mãos do Presidente da República. O jogador que, pessoalmente, recebeu a taça entregue por Cavaco, sacou-lhe aquilo das mãos, nem o cumprimentou, nem sequer para ele olhou... e foi à sua vida.
Pelo significado que encerra, foi, no meio da festa, um momento triste... por mais que eu deteste (e como detesto!) Aníbal Cavaco Silva.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Um abraço de vida!


O dia já vai longo… e entre dezenas de notícias do Papa, desgostos futebolísticos mais locais, ou mais nacionais, mais do mesmo quanto aos habituais crimes deste governo, surpresa quanto à ousadia de um ex-ministro de Sócrates… nenhum nome se destaca com a grandeza e dimensão humana e trágica deste açoriano que morreu por amor.
Para esta futura mulher, agora ainda apenas com quatro anos de idade, a bela terra de São Miguel terá sempre a memória e o cheiro do abraço do seu pai.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Mourinho e Ronaldo – Uma pequena pausa...


Poderia, com alguma facilidade, escolher um, ou dez, ou mesmo ainda mais temas da actualidade cultural, social, ou política diferentes, para aqui comentar.
Poderia fazê-lo com a costumeira e, provavelmente, apenas esperançosa pretensão de que as minhas escolhas e comentários interessam realmente a quem quer que seja.
No entanto, aconselham-me, ou melhor dizendo, gritam-me as aberturas dos jornais televisivos, as parangonas dos outros, em papel, mais os biliões de bytes usados pelos restantes, online... que o mais avisado e “patriótico” da minha parte, será guardar algumas horas de respeitoso silêncio solidário com os momentos de desilusão e dor por que estão a passar José Mourinho, Cristiano Ronaldo... e aquilo que parece ser o "país real".
Pedimos desculpa por esta alienação!
Portugal segue dentro de momentos!

sábado, 29 de dezembro de 2012

João Loureiro – De triste memória



O clube portuense de futebol, Boavista, parece não conseguir libertar-se das mãos da “famiglia” Loureiro. Depois de muitos anos sob a botifarra militaresca e a berraria desatinada de Valentim, passou mais uns anos sob a bota de João. Caiu na ruína!
Ao que leio, encabeçando uma "combativa" lista única e legitimado pela espantosa votação de quinhentos e poucos sócios, num universo de votantes de seis mil, menos de 10%, portanto... o João está de volta.
Pelos vistos, os boavisteiros preferem lembrar os êxitos desportivos do tempo do João, em vez da ruína de que ele foi protagonista... e tentam que a História se repita. Faço votos, em atenção à gente boa que torce por aquele clube, que só a parte dos êxitos desportivos se repita!
E poderiam muito bem perguntar alguns de vocês: “mas então agora interessa-te pelo futebol e pela vida interna dos clubes?”
Não! – respondo eu – Mas a partir de agora terei o desprazer de ver mais vezes nos jornais o nome de um cromo de que já quase não me lembrava. Quando, infelizmente, me lembrava dele, era como o desgraçado líder de um grupo de pop/rock ("Ban") mais ou menos insuportável (para o meu gosto), muito por culpa da voz (chamemos-lhe assim) do jovem Loureiro, ou como se isso não fosse bastante, como o “garoto” que disse um dia numa entrevista que a melhor recordação que guardava da juventude, era ter andado com o pai Valentim e alguns dos seus amigos terroristas e bombistas, no “verão quente”... a incendiar sedes de sindicatos de esquerda e alguns centros de trabalho do PCP.
Francamente, preferia não ter sido lembrado da miserável existência deste “desportista”...

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

François Hollande - Mais um fim da crise!!!



O Presidente francês François Hollande diz que a «crise da zona euro está ultrapassada». Assim de pé prá mão... só me ocorrem três explicações.
1. Hollande está a falar de uma outra “zona euro” de que nunca ouvimos falar.
2. Hollande é adepto do Benfica... e sendo assim, até se entende (vagamente) o entusiasmo festivo, embora deslocado do assunto.
3. É parvo.
Claro que podem existir outras explicações mais profundas...

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Jornalismo miserável


Ontem, num intervalo das “obras” de misturas e montagens musicais que tenho em mãos, resolvi trincar umas bolachas de água e sal com o “pecado” da manteiga de amendoim, à hora do jornal das 12 na SIC-N.
Tudo como é costume, muito moderno, muito ritmado, notícias curtas, variadas... a famosa “excelência de conteúdos” de que fala repetidamente o paspalhão do Mário Crespo.
Praticamente ao ritmo cadenciado das dentadas, fui ficando a saber coisas “vulgares”, como o facto de ninguém parecer estar convencido da utilidade da extinção de centenas e centenas de freguesias planeada pelo génio político de Relvas... e manifestar-se para o demonstrar... ou da nova realidade que está a levar vítimas de agressões (por exemplo resultantes de assaltos) que quando se dirigem aos postos de saúde para obter tratamento aos ferimentos... a optarem por mentir sobre a causa dos ferimentos, já que almas iluminadas resolveram que as vítimas de agressões, se não puderem identificar os agressores e a polícia não estiver em condições de o confirmar... têm que pagar os tratamentos na íntegra, sejam ou não utentes do SNS, com custos que podem ascender às centenas de euros. Como se calcula, é a medida mais humana a aplicar a uma pessoa que, para além de agredida, pode ter acabado de ser roubada em todo o dinheiro que tinha para se sustentar.
Ia a coisa por aí fora, neste “rame-rame de desimportância”, quando saiu no alinhamento a – pensava eu – também curta notícia da deslocação do Benfica a Barcelos. Grande galo! A notícia até foi curta... só que, de repente, o mundo parou. Entrou em cena um cromo qualquer que, depois de abancar ao lado da pivot do jornal, ficou a tecer considerações sobre as opções de Jesus, os novos jogadores de Jesus, a atitude do Benfica, a resistência do Gil Vicente e mais isto e mais aquilo e ainda aqueloutro e os seus significados tácticos e profundamente filosóficos... durante uma eternidade. A “box” da televisão permite andar com as imagens para trás, o que me permitiu medir a “eternidade”. Durou exactamente dez longos minutos de telejornal!
Claro que poderia ter sido a propósito de outro qualquer clube de bola... bem, talvez só de mais um ou dois, mas nem isso me serviu de “consolação”.
Jornalismo miserável!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Portugal – Azerbaijão... o resumo possível


Só para que não digam que eu não ligo ao futebol e à “nossa” Selecção... aqui fica o resumo do jogo Portugal-Azerbaijão, da corrida para o Mundial 2014:
Os portugueses marcaram três golos. Os do Azerbaijão... ficaram “azeris”.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Selecção Nacional – Ganhou!!! (apesar de certas presenças agoirentas)


Ainda a propósito de Miguel Relvas, um leitor devidamente identificado enviou-me por mail esta imagem que terá visto, por uns segundos, durante o jogo Portugal/República Checa, que a Selecção Nacional ganhou, dizem-me que muito bem.
É um mail com algumas dúvidas sobre se, por exemplo, o ministro "pagou a viagem do seu bolso", se a estada na estranja lhe é "descontada no vencimento", etc., etc.
Claro que partilho as dúvidas deste leitor, sendo que, ainda por cima, a fotografia não ajuda lá muito a esclarecê-las... fotografia em que, confesso, apenas distingo três figuras que consigo identificar:
1. Eusébio – Grande jogador de bola!
2. Luís Figo – Grande jogador de bola (e frequentador de pequenos-almoços famosos).
3. Miguel Relvas – Grande... grande... bem, agora não me ocorre nada, mas que é grande, isso é!!!


sábado, 9 de junho de 2012

Passos Coelho, Carlos Manuel... e eu




Diz-me o “Público” na sua edição electrónica, que Passos Coelho «recorda espectacular golo de Carlos Manuel frente à Alemanha».
Já se eu fosse “ao” Carlos Manuel... recordaria o espectacular “galo” de Portugal frente a Passos Coelho.
Mas não sei... não conheço o Carlos Manuel suficientemente bem.
Em contrapartida, já vou (já vamos) conhecendo o "láparo" de ginjeira!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Selecção Nacional de Futebol – Nós, os ricos...


Subitamente, descubro que um terço dos produtos à venda nos supermercados têm tudo que ver com futebol, com o jogador a, b, ou c, com a Selecção Portuguesa e, sobretudo, com patriotismo. Muito patriotismo. Patriotismo a rodos.
No entanto, nenhum produto se funde tanto com o espírito da quadra desportiva, como a cerveja! São corredores inteiros de espírito patriótico espumante e fresquinho. Ofertas de copos, cachecóis, camisolas, porta-chaves, bolas de praia, bonés... e pilhas para a telefonia. E tudo se vende. Às caixas, garrafas, latas, paletes, barris. Porque uma coisa é certa:
Ainda não se descobriu em que é que o português consome mais cerveja; se a regar os festejos, ou se a afogar os desgostos. Mas nunca falha... bebe-se sempre!
Vá... não fiquem a olhar assim para mim. Não sou adepto, mas gosto dos meus amigos o suficiente para fazer votos de que, como cá na minha área de trabalho, um mau ensaio geral seja seguido de uma grande estreia.
Um lugar no pódio deste Europeu de Futebol já ninguém nos tira: o da selecção com maior orçamento para instalações de luxo e demais mordomias adjacentes.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

José Mourinho, Ronaldo e Companhia


É oficial! Somos um país coalhado de débeis mentais!
Não, não... não estou atacado de nenhuma espécie de ódio ao futebol (e a quem o apoiar) nem estou a chamar débeis mentais exclusivamente aos outros. Eu, decididamente, também faço parte  do rebanho.
Pelo menos, tenho a certeza de que deveria ter feito muito mais, desde que me lembro de ser gente, para conseguir viver num país em que as televisões (como vi, pelo menos numa) não abrissem o Telejornal, durante longos, loooooongos minutos, com a vitória no campeonato... de um clube espanhol, com o pedestre pretexto de que é treinado por um português e onde jogam mais dois ou três (é como aquela célebre coisa das mijinhas...).
Temos que compreender o ponto de vista das televisões:
Primeiro, o país está a atravessar um momento em que, praticamente, não há notícias que mereçam esse nome. Está tudo a correr sobre rodas.
Segundo, eles sabem muito bem a que público se dirigem.
Tanto que poderia agora aqui escrever sobre José Mourinho e Cia... mas, felizmente, os meus colegas "The Macaques" já o fizeram por mim, numa bela "canção de texto e intervenção"... decididamente, a escutar até ao fim.
Resumindo e para utilizar uma expressão habitual num dos comentadores deste “estabelecimento”... enquanto continuarmos a pensar com os pés, não teremos (nem merecemos) nada melhor do que isto!



segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Passos e o Europeu





Pedro Passos Coelho, que em vez de um político a exercer o cargo de primeiro-ministro de um pais soberano, mais parece um “gestor de massa falida” (sim, às vezes o Pacheco Pereira acerta) diz-se «sem medo de greves e disposto a todas as batalhas»... para “justificar” os consecutivos ataques aos trabalhadores.

Aquilo que, de momento, o traz verdadeiramente apreensivo (digo eu...) é o resultado do sorteio que colocou a Selecção Nacional no mesmo grupo da Alemanha, para a luta pelo próximo título europeu de futebol.

Compreende-se. Com que cara é que Passos Coelho vai andar a lamber os sapatos, ou mesmo o anafado rabiosque, a Angela Merkel... ao mesmo tempo que milhões de adeptos da Selecção portuguesa gritam desalmadamente contra os alemães?

Isto, quando até o futebol atrapalha, não é nada fácil!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Porto vs. Braga – Informação e jornalismo de excelência


Tenho andado todo o santo dia a fazer autênticas gincanas para evitar o contacto visual com televisores ligados, já que decidi levar a sério a ameaça terrorista feita ontem por vários canais de televisão, dizendo que iriam passar todo o dia a fazer diretos de Braga, diretos do Porto, diretos das festas (tenho uma ou outra sugestão para sítios de onde poderiam também fazer diretos... mas não seria educado da minha parte), diretos das alegrias, das tristezas... e até do próprio jogo de futebol entre o Porto e o Braga, entre o "menino da Foz" e o "gaiato de Leça".
Nesta altura já pouco me importa que ganhem uns, que ganhem os outros, ou até, embora me pareça que isso não seja possível, que percam todos. A grande informação, aquela que faltava, aquela que define um serviço de notícias de excelência, foi-me dada ontem por um “jornalista” da RTP que, diretamente de Dublin (onde uma multidão de tugas desdenha da crise) e depois de uma demonstração prática de como é possível ficar de microfone na mão, falando durante uma eternidade, mas sem dizer coisa nenhuma (o Jorge Lacão daria um grande repórter desportivo!), rematou com a tal informação que me encheu as medidas:
«A equipa do Sporting de Braga regressará a Portugal na próxima quinta-feira... quer ganhe ou perca o jogo.»
Nem imaginam o quanto eu fiquei aliviado com esta garantia! E se os jogadores bracarenses, ou por causa da ramboia da vitória, ou “derivado aos nervos” da derrota... decidissem nunca mais voltar?!!!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Real Madrid, protofascismo e... Shakira?!


Por vezes perguntam-me de onde me veio o indisfarçável desamor pela realidade do futebol profissional, o que tem uma resposta muito simples. Não se trata de nada muito profundo. Simplesmente, a educação a que, para o mal e para o bem, fui sujeito em criança, manteve-me afastado da influência do fenómeno da bola. Esse “vírus” dificilmente se apanha depois, na idade adulta.
Agora passamos à questão “o que é que está aqui a fazer a cantora “pop” Shakira? Faz parte da estória de hoje. A Shakira, cuja música ligeira ou as coreografias incendiárias não me fariam escrever, em princípio, uma linha, é uma miúda simpática, simples e inteligente, a quem a fama planetária acompanhada do rio de dinheiro que normalmente vem atrás de um tão grande sucesso, não cegou. Não é notícia pelos consumos de álcool ou drogas, nem por orgias em casa do Berlusconi... mas sim por ser uma cidadã atenta, empenhada (seriamente e não para a fotografia) em várias causas humanitárias, algumas ligadas às crianças pobres e órfãs, filhas de gente miseravelmente explorada, injustiçada e assassinada no seu país, a Colômbia. Fez, no entanto, uma coisa que de todo não deveria ter feito: apaixonou-se pelo rapaz errado... pelo menos para alguns.
E aqui voltamos ao futebol, quanto mais não seja para, além de "admirar" esta estória, termos a consolação de confirmar que não é só em Portugal que alguns clubes de futebol são dirigidos por energúmenos, por vezes a roçar o débil mental (entre outras grandes e similares qualidades) e, ao mesmo tempo, perceber aonde é que algumas “claques” de “adeptos” vão beber a inspiração para os ventos de fascismo que transportam consigo.
Em poucas linhas, a jovem Shakira apaixonou-se pelo jogador do BarcelonaGerard Piqué (pecado mortal!) e ambos já assumiram publicamente o seu namoro... razão considerada suficiente por quem manda no Real Madrid, para a banir do seu estádio, ou mais precisamente, decretar que as suas músicas passam a estar proibidas de passar no sistema sonoro do Estádio Santiago Barnabéu.
Brilhante! Está dado o mote. É meio caminho andado para que elementos das claques madrilenas vão aos concertos da cantora, insultá-la, boicotando e espalhando a violência nos espectáculos.
Lá, como cá, serão mais umas centenas, ou milhares, com coisas “bem mais importantes” em que pensar... do que a maçada da situação económica, capitalismo, exploração, precariedade, desemprego, partidos, eleições, alternativas políticas...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Portugal - Argentina


Não... não vou comentar e analisar o jogo de futebol que pôs ontem frente a frente as seleções nacionais de Portugal e da Argentina. Primeiro, porque não quero. Segundo porque não sei. Ou então... na verdade não sei porque não quero, ou não quero porque não sei... não interessa!
Uma ida ao café da esquina mostrou-me que o tão (e tão mal) anunciado jogo, estava mesmo a acontecer. Mesmo sendo curto o tempo de uma bica acompanhada de umas frases de circunstância, ficam duas constatações:
1. O aspecto patusco da composição das equipas, quase apenas com jogadores que não jogam nem em Portugal, nem na Argentina... e que, nalguns casos, até jogam “para o mesmo lado”, como acontece, pelo menos, com o português Ronaldo e o argentino Di Maria, ambos jogadores do Real Madrid.
2. A miserável motivação que devem levar para o campo muitos dos jogadores, que viram durante vários dias o jogo ser anunciado nos média como um fantástico “embate de estrelas”... mas apenas entre dois jogadores: Cristiano Ronaldo e Lionel Messi.
Na verdade, pensando bem, onde é que está escrito que é obrigação do jornalismo desportivo ser interessante e inteligente?
Claro que, para além do estatuto de únicas estrelas, também têm em comum a “arte” de levar para casa todos os meses, os dois somados, à volta de dois milhões de euros, o mesmo ordenado que cerca de 4.000 trabalhadores portugueses auferindo o salário mínimo nacional. Quatro mil! Todos os meses!
Mas isso é uma discussão inútil, sobretudo para aqueles que já se “converteram” à pura lógica do “espetáculo desportivo” e desculpam todos estes excessos dos seus ídolos e do sistema demente que os produz, esquecendo que já houve um tempo em que os “ídolos” do futebol (e não só) praticavam realmente desporto, feito do famoso “amor à camisola”, sem deixarem de dar grandes espetáculos... mas vivendo dos empregos que tinham fora do clube, ou, se eram pagos pelo clube, era com vencimentos que tinham que ver com "a realidade" da vida das pessoas. Nem por isso, pelo facto se não serem multimilionários, eram menos craques ou menos admirados e amados pelos seus adeptos.
Para quem não ia dizer nada... já me “estiquei” a falar de coisas que, como disse logo a abrir, pouco sei.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O pascácio Aníbal - E se ele em vez de...?


O triste pascácio Aníbal, que não precisava de me dar mais razões para não o considerar meu Presidente, mesmo assim optou por fazê-lo. Num discurso de vitória eleitoral vazio, miserável, ressabiado, revanchista e de frio ajuste de contas com os adversários, deixou claro ao que vem neste segundo mandato, dando assim mais umas escuras pinceladas no já sombrio retrato da sua falta de dimensão e fraco carácter.
De qualquer modo, até hoje, não avançou uma explicação que seja para os casos que o envolvem, casos a que bem pode ir chamando “vil baixeza”, mas que nem por isso deixam de existir – pensei eu, enquanto corria os olhos pelo jornal.
Numa mesa, bem ao meu lado, discutia-se o empurrão de Jesus a não sei quem. Numa outra, mais afastada, o já recorrente tema do uso ou não uso, por parte do pascácio Aníbal, da “bomba atómica”, o nome meio parvo que alguns decidiram dar ao facto de o Presidente da República ter o poder constitucional de dissolver o Parlamento.
Será que esta maioria com maior percentagem, embora com menos meio milhão de votos lhe dá uma “legitimidade reforçada”? Será que, pelo contrário, ele se sentirá mais à vontade com o paspalho Sócrates do que com o disparatado neoconservador Passos Coelho... – conversavam, tentando resistir à fantástica massa sonora da discussão sobre a Comissão Disciplinar da Liga e do relatório do árbitro.
- O café do costume?
E eu alheado das conversas e do dono do café - Se ele em vez da “bomba atómica” usasse antes a “bomba anatómica”... pelo menos ser-lhe-ia bem mais fácil enfiá-la pelo... - Sim, sim... desculpe! É um café. Curto, se fizer favor!