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domingo, 23 de agosto de 2020

A coisa imunda

 








Este cartoon, mostrando uma “UE” retratada como ingénua inocente a ser capturada pelo nazi-fascimo que os “distraídos” julgavam enterrado, foi publicado no “Courrier International” faz para aí 4 anos.

- Sim… mas isso foi há 4 anos. Como é que está a saúde política da “UE” agora?

- Está bem pior… a cada dia que passa... e ela continua a fingir-se surpreendida e assustada!


«Ainda está fecundo o ventre de onde surgiu a coisa imunda» (Brecht)

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Iulia Timoshenko – Abra os olhos, minha senhora!!!

Iulia Timoshenko, a vistosa ex-governante ucraniana, dona de um ultra-reaccionarismo assinalável e de uma igualmente assinalável “panca” por tranças loiras (razão pela qual nunca terá andado pelo Chiado o dia inteiro, apregoando raminhos de violetas)... decidiu entrar em greve de fome para forçar o governo da Ucrânia a assinar um acordo com a União Europeia.
Alguém deveria informar Iulia Timoshenko, a vistosa ex-governante ucraniana, dona de um ultra-reaccionarismo assinalável e de uma igualmente assinalável “panca” por tranças loiras... que existem alguns milhões de cidadãos europeus (e outros) que passam fome, exactamente porque os seus governos caíram na esparrela de assinar acordos com a União Europeia!
No caso de Iulia Timoshenko, a vistosa ex-governante ucraniana, dona de um ultra-reaccionarismo assinalável e de uma igualmente assinalável “panca” por tranças loiras, não saber para onde começar a olhar... repare em Portugal!

sábado, 19 de outubro de 2013

Claro que os “governantes” portugueses, mais uma vez, agacham-se e mostram “as partes”...


Mais uma vez, os grandes bancos a deixarem bem claro que os seus lucros e interesses em geral, estão muito acima da Constituição dos pequenos países. Pela voz dos seus lacaios em Bruxelas, como é Durão Barroso. Ainda que, logo a seguir, tentem esconder a mão com que atiraram a pedra. Adoraria ver estes pobres palhaços ricos a endereçarem recados destes ao Tribunal Constitucional alemão!
Claro que se agora eu dissesse o que penso sobre estes repetidos "atropelamentos" ao trabalho, à dignidade e à independência do Tribunal Constitucional português, o que penso sobre estas repetidas faltas de respeito pela Constituição de um país e se, sobretudo, dissesse o que penso sobre Barroso, a Comissão Europeia, sobre a nossa permanência na Zona Euro… e até na própria União Europeia… seria imediatamente classificado como radical, para além de extremamente malcriado.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Gary Lineker – Ai esta minha “euro-desconfiança”...


Gary Lineker... já devem ter ouvido falar. O nome, até para mim, está ligado ao futebol de alta competição. De facto este britânico foi um grande jogador de clubes e de Selecção, mas, dada a minha olímpica inaptidão para as questões do futebol, prefiro pensar no “outro lado” de Gary Lineker: o de um homem invulgarmente leal e um verdadeiro “cavalheiro”.
Na verdade, ter conseguido a “intrigante” proeza de varar uma carreira de muitos anos de jogador da bola, sem ter sido castigado uma única vez (sim, nem um cartão vermelho ou, sequer, amarelo!)...  requer um carácter que é muito raro, dentro ou fora dos relvados.
Há uns anos, quando já tinha pendurado as botas e se dedicava ao comentário desportivo para a BBC, ao ser interrogado sobre o que pensava quanto à presença constante da Alemanha nas grande finais futebolísticas, produziu uma frase que fez História:
"Um jogo de futebol tem 90 minutos, são onze contra onze... 
e no fim ganha a Alemanha."
Eu sei, eu sei… como já disse, até eu sei que a especialidade dele era o futebol… mas experimenten tirar da frase o “onze” e substití-lo por, digamos, “vinte e oito”, esqueçam os “noventa minutos”… e macacos me mordam se a irónica tirada, em vez de saída da boca de um comentador desportivo, não parece muito mais uma frase dita por um “politólogo”, especialista em política da União Europeia!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

UE – “Viva la muerte!”




Perante o “justo” desespero dos poderosos industriais da morte, fabricantes de armamento franceses e ingleses, os seus dois países estavam a ponto de cometer a “loucura” de furar o embargo da União Europeia ao fornecimento de armas aos “rebeldes sírios” (chamemos-lhes assim).
Perante o embaraço internacional que tal atitude acarretaria, os restantes países membros, “corajosamente”, deixaram caducar o embargo em vigor... sem fazerem nada para o renovar.
Ou então... eu estou redondamente enganado nas minhas suspeições e foi Durão Barroso que, mais uma vez, viu a luz na forma de provas da existência das recentemente comentadas “arma químicas” usadas pelo regime de Assad... exactamente como, há uns anos, viu as provas da existência das armas de destruição maciça de Saddam Hussein, do Iraque.
Se, mais uma vez, estiverem enganados, como já estiveram no caso do Iraque, o sangue, pelo menos aparentemente... é das coisas que mais facilmente se lava das mãos.
Das consciências, parece que custa muito mais a lavar... mas, muito providencialmente, este tipo de gente, incluindo Durão Barroso e os restantes assassinos da famosa Cimeira dos Açores... nasce sem esse pesado e tão incómodo fardo.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Mudar – Um acto de coragem!


O comissário europeu Lászlór Andor descobriu a pólvora! Diz o génio que uma forma de os trabalhadores contornarem o fenómeno do desemprego nos seus países... é estarem dispostos a ir trabalhar para outro país onde a sua força de trabalho seja necessária.
Feita esta espantosa revelação, em milhares de casas portuguesas há milhares e milhares de pessoas absolutamente estupefactas. Nunca ninguém tinha, até hoje, pensado nessa possibilidade. Quem haveria de imaginar que os milhões de portugueses que, ao longo de décadas e décadas, têm demandado o Brasil, o Canadá, os EUA, a França, a Alemanha, a Suíça, o Luxemburgo, etc., etc, divertindo-se como loucos no seu papel de turistas... poderiam ter aproveitado as estadias nesses países para trabalhar!!!
Agora a sério, também acho importante que, perante a penúria, a fome, ou simplesmente a total falta de horizontes e perspectivas de um futuro, muitos portugueses, para salvar as suas vidas e a das suas famílias, tenham a força e a coragem de mudar de país.
Claro que – mas isso é cá uma coisa minha – mantenho a esperança de que um número ainda muito maior de portugueses tenha a força e a coragem de mudar o país!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Um pequeno contributo para a indústria e comércio de panos encharcados...



Passado o tempo em que a mera sugestão de mexer nos prazos de pagamento da dívida, da sua renegociação, ou qualquer forma de crítica ou questionamento ao usurário e exorbitante montante  dos juros que pagamos, era uma atitude banida dos media e fustigada violentamente por toda a máquina do pensamento único... entramos numa fase nova.
Na verdade, ou por serôdia convicção, ou por oportunismo, seja para agitar os equilíbrios de poder dentro da coligação, ou lançar as sementes de uma candidatura presidencial – como é o caso de Durão Barroso – aparecem de todo o lado as vozes que declaram a austeridade excessiva e a absoluta premência de passarmos ao crescimento.
Como alguém tem que alinhar pelos fanáticos da austeridade, aí temos a senhora Sharon Bowles, a eurodeputada britânica que preside à Comissão de Economia do Parlamento Europeu, mostrando as maiores dúvidas sobre a possibilidade de abrandamento da austeridade em Portugal, chegando mesmo a dizer com uma bastante insolente ligeireza... «Não sei se não precisam de mais!»
Desconheço aquilo que a senhora sabe sobre Portugal e sobre o que os portugueses “precisam”.
Em contrapartida, eu tenho uma ideia bastante clara sobre o que a senhora deputada precisa... em cheio na cara!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Miguel Beleza – Gostava de ter dito isto...



Não costumo identificar-me com quase nada do que diz o economista Miguel Beleza nas suas recorrentes visitas às televisões. Muito menos aprecio o ar enfastiado com que costuma dizer tudo o que diz.
Posto isto, há sempre uma primeira vez para tudo.
Estava Miguel Beleza comentando o facto de tanto o FMI, como a Comissão Europeia acharem agora que a prioridade são as políticas de crescimento e alertarem para a "insuficiência dos sacrifícios", quando estiveram na base da imposição da austeridade cega que se abateu sobre Portugal. Na sequência, o economista insinuou desconfiar que, no caso de Barroso, anda gato escondido com rabo de fora, com o fim de juntar “créditos” para atacar outros voos mais altos (o que começa a ser evidente). Quando achou que se tinha explicado... saiu-se com esta pérola, que lhe invejo grandemente:
«É como se um indivíduo que mata o pai e a mãe, vá depois para o tribunal pedir clemência... por ser órfão.»
Brilhante!!!


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Passos Coelho – A voz da dona...


O “Diário de Notícias” atira-me de chofre:
Como se o título não bastasse, Passos ainda tenta fundamentar a coisa, desenrolando a cassete do costume, sobre a crise... e alegando que a Alemanha e a UE nos têm ajudado.
Basta ver os estado da nossa indústria, das pescas e da agricultura - para ficar pelo básico - e reparar quem ganhou e continua a ganhar com a “telecomandada” destruição desses sectores da nossa economia, para perceber o alcance tanto da “ajuda”, como da baboseira do primeiro-ministro.
É por demais evidente o conjunto de razões que devem levar os portugueses a, também neste caso, fazerem exactamente o contrário daquilo que Passos “espera”.
Como é mais ou menos pacífico afirmar que Pedro Passos Coelho não é estúpido como uma porta... a única justificação para esta afirmação só pode ser uma miserável hipocrisia, servilismo, falta de vergonha na cara... e a esperançosa vontade de ficar bem perante a dona!

sábado, 13 de outubro de 2012

Nobel da Paz – Pontos de vista...


Em plena tormenta, um Nobel da Paz para a União Europeia – diz o título de um dos jornais que falam do assunto. Barroso está muito feliz...
Já o meu filho do meio, jornalista a recibos verdes e “contratado” à peça, que não devia estar lá muito bem disposto, nem num dia de grande europeísmo, comentou na sua página do facebook:

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Durão Barroso – Pensar com os pés...


Confirmando mais uma vez que a arte dos clichés é uma coisa bastante fofa, Durão Barroso achou que o facto de estar a falar para uma plateia com muitos jornalistas brasileiros, justificava transformar tudo o que se passa com os países da União Europeia e com a Moeda Única... em imagens ligadas ao futebol.
Assim, pudemos assistir a um verdadeiro festival de termos como “prolongamento”, “golos”, “jogadores europeus”, “segunda parte”, “expulsões”... ... ...
Cada qual fala como quer! Ainda assim...
1. Se o Presidente da Comissão Europeia vai começar a falar futebolês, não seria melhor (e muito mais divertido!) colocar lá o Rui Santos?
2. Não seria melhor nomear o grande Cândido de Oliveira para Presidente do Conselho Europeu? Eu sei... eu sei que o senhor já morreu, mas não mais do que o actual Presidente Herman Van Rompuy...
3. Se realmente tudo na Europa se vai reger pelas regras do futebol, não estaria na altura de começarmos a falar seriamente da descarada batota, dos roubos de secretaria, dos resultados combinados e da generalizada corrupção entre os “dirigentes, jogadores e árbitros”?
Ah... e se resolverem transformar os parlamentos em estádios... temos um exército de desempregados para garantir a manutenção. Se alguém percebe de “relvas”, somo nós!

Adenda: Sou tão nulo em matéria futebolística, que tinha trocado o nome ao senhor Cândido de Oliveira. Felizmente, há amigos atentos e dispostos a ajudar... :-)


sábado, 16 de junho de 2012

Grécia - História antiga


Este título de jornal esconde uma realidade bem mais negra do que a “suspensão” da Europa. Quem tem a vida suspensa é o povo grego. A vida suspensa por ameaças diárias, chantagem descarada vinda de todos os lados, ingerências vergonhosas nas suas decisões eleitorais... e a austeridade fanática imposta pela "troika" e pelos seus apoiantes, defensores e lacaios.
A mostrar que, como já se sabia desde os tempos imemoriais em que os “Sócrates” eram realmente cultos (embora pelo menos um deles afirmasse nada saber)... que  não se pode agradar ao mesmo tempo a gregos e “troikanos.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Bruxelas – Fascismo económico travestido de democracia


Instalados no conforto dos seus salários de muitos milhares de euros mensais, pagos pelos trabalhadores, os burocratas do antidemocrático poder europeu, apesar de serem responsáveis pelo brutal aumento do desemprego, pelo obsceno aumento de impostos, pelos criminosos cortes nos apoios sociais, roubo de salários e pensões, etc., etc., não hesitam em insistir na sua “receita” para “criar” a riqueza que irá encher os seus próprios bolsos, os bolsos da banca e demais especuladores apátridas:
Começa a ser altura de se perceber que a ideia do “país de brandos costumes” é uma invenção do Estado Novo de Salazar, mas que nunca passou de um mito, sustentado apenas pela repressão de ferro da ditadura fascista.
Começa a ser altura... de acabar com o mito!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

François Hollande e Angela Merkel – Todo o cuidado é pouco!!!


Na sua primeira tentativa de viajar para ir falar com Merkel, o avião de François Holande foi atingido por um raio.
Por contraste, a Angela Merkel, não parece haver raio que a parta!
Pelo sim, pelo não... fazem bem os dois em ir vigiando os céus...

quarta-feira, 18 de abril de 2012

UE – União Empresarial?


Por mais que, em princípio, simpatize com a medida adoptada pela Presidente Cristina Kirchner, não possuo “ferramentas” que me permitam fazer uma análise séria ao que se está a passar entre o governo da Argentina e a petrolífera Repsol. Nem quanto à justeza, nem à legalidade, nem à oportunidade e utilidade real da nacionalização, nem ao que realmente possa estar por detrás do caso. Ainda assim...
Mesmo que a chamada União Europeia já nos tenha habituado à ideia de que os seus dirigentes e burocratas (quase) só levantam os nutridos rabos das cadeiras para arranjar dinheiro para os bancos (ou para si próprios)... ainda assim, o que se está a passar com relação a este episódio é nojento!
Nojento é mesmo uma palavra suave para classificar uma UE que, ao mesmo tempo que assiste, quase impassível, ao massacre dos trabalhadores de vários dos países que a integram... está numa agitação assinalável, reagindo mesmo violentamente à “agressão” do governo argentino... a uma gigantesca empresa privada espanhola.
Pena... que os simples trabalhadores contribuintes não sejam defendidos com esta garra! Pena... que os cidadãos não possam, a título individual, “desariscar-se” desta tremenda e descarada vigarice que é a chamada União Europeia!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Merkozy & Sarkozel


(O cartoon valeu bem o trabalho de traduzir o texto)

Por muito que isso custe ao pessoal do Castelo, do Bairro Alto, de Alfama, da linda Madragoa e “outros bairros seus iguais”... a marcha da UE é liiiiiinnnda!!!!
Agora a sério, apesar dos “não!” escandalizados dos “dirigentes europeus” e dos “nem pensar!” do vazio Durão Barroso, todos em coro garantindo a saúde do Euro e o risonho futuro da União Europeia, batendo solenemente no peito... como se os problemas europeus e do Euro remetessem, não para a política, mas para a área da investigação cardio-torácica... a verdade é que se adensam os fumos da verdade inconveniente sobre a partilha de poder entre a Alemanha e a França, protagonizada pela frau Merkel e o monsieur Sarkozynho, manobra que passaria por “despachar” vários países para fora da Zona Euro.
Por mim... nem se deveria ter entrado, mas enfim...
Na verdade, não sei o que é mais ridículo; se imaginar os dois trastes como Imperadores da Europa... se como demenciais “presidentes” do condomínio de um prédio em ruínas.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Referendo – Uma carga de nervos...


Neste "paraíso" global das multinacionais, já não há, praticamente, decisões económicas que digam respeito a um país, que sejam realmente tomadas nesse país. As multinacionais controlam dois terços de todo o comércio mundial. Um tal poder económico transforma-os nos verdadeiros mandantes das nações, restando aos governos – a quase todos os governos – o papel de lacaios desse poder económico.
Têm o seu exército – os mercados – a sua tropa de choque – as agências de rating – e os seus peões – os milhares e milhares de politólogos, comentadores, analistas, “jornalistas” arregimentados e políticos a soldo.
Têm o seu “super-estado”: uma máquina global de funcionários e organismos que ninguém elegeu, mas que tomam todas as decisões que afetam as vidas de milhões.
O papel dos grandes partidos políticos nacionais da área do poder e, no nosso caso particular, para além desses, as “instituições” europeias, é o de manter o povo dentro da rotina das “liberdades” e de um arremedo puramente ritual de democracia, enquanto é diariamente roubado... dando força à frase que diz: «Não há maior escravo do que aquele que vive na ilusão de ser livre».
Uma decisão como esta do anúncio de um referendo, na Grécia, mesmo podendo não passar de um acto de desespero do governo, leve ela o caminho que levar e tendo em conta que isso significa uma possível tomada de posição, de forma direta, pelo povo, num referendo que, dada a situação que se vive naquele país, deverá ser muito participado e vivido de uma forma apaixonada... aterroriza esta corja.
Desde há horas que andam como doidos, oscilando entre as ameaças e o já habitual arrancar desesperado de cabelos.
Até à hora a que escrevo, já atendi duas vezes o telefone ao Sarkozy. Lá tive que lhe dizer, no meu melhor francês, que non et non, monsieur... não sou a senhora Merkel, pardon... mas também não sou o Papandreou... nem o Berlusconi, ni la puta madre!!!... Au revoir... adeusinho!!!
...tal é a carga de nervos com que o homem anda a digitar os números “ao calhas” no telemóvel!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

UE – Cimeira




Este título de imprensa não poderia retratar melhor o espírito desta grande e tão aguardada cimeira europeia. Exactamente como o cartoon aqui em cima.
Ainda haverá alguns “bombeiros” realmente convencidos de estarem a trabalhar para o bem comum?

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Cavaco, Europa, caretos e alertas...


Aníbal Cavaco Silva disse esperar que «tenham soado as campainhas de alerta na UE» e que os dirigentes europeus tomem decisões firmes, determinadas e claras, quanto ao Euro... e demonstrem estar à altura dos "Delores, Helmut Kohles e Miterrãns" que os precederam.
Depois, só para garantir, agitou-se energicamente mais umas quatro ou cinco vezes... e foi pra dentro.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Se eu tivesse vinte anos...


Se eu tivesse vinte anos... e formasse uma banda rock, provavelmente, ao contrário dos GNR, faria uma canção defendendo a saída de Portugal da CEE, ou como agora se diz, da UE e do Euro.
Os jovens GNR, ainda com o experimental Vítor Rua e sem o Rui Reininho, fizeram sucesso nos idos de 1981 com a sua entusiástica apologia da entrada de Portugal na CEE. Era a miragem do progresso, a inocência do cordeiro que se vai meter na boca do lobo. Confirmou-se tudo. Houve algum progresso (até nas formas e na intensidade da exploração de quem trabalha) e o lobo abocanhou, como se esperava, o cordeiro. No essencial, começou a inclinar-se a ladeira que aceleraria o nosso afastamento dos ideais e conquistas de Abril. Foi esse o objectivo, desde Soares, objectivo que se vai cumprindo e agravando até hoje.
Hoje, se tivesse vinte anos e, como já disse, fizesse uma cantiga a gritar pela saída de Portugal da UE e do Euro, acredito que não tivesse o sucesso popular dos jovens GNR... mas na verdade, ao contrário do que aconteceria há uns poucos anos, não seria trucidado pela crítica e teria até um ou outro aceno aprovativo de figuras “respeitáveis”, o apoio de economistas conceituados (mas, curiosamente, a condenação por parte de Louçã)... em vez de ser entendido apenas pelos mesmos “comunas” de sempre, que já em 81 não acharam muita graça à canção dos GNR.
Provavelmente, à semelhança do que tem acontecido nos últimos tempos com outros protagonistas de algumas inesperadas canções de “intervenção”... eu andaria por aí, passados quinze dias, a desdobrar-me em entrevistas apelando à calma e a explicar que não senhor, não escrevia canções políticas e muito menos participava na política ativa, que era apenas artista e tal...
De qualquer maneira, teria pelo menos introduzido a discussão e reflexão sobre o tema entre os da minha idade... isto, claro, se tivesse vinte anos.