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domingo, 23 de agosto de 2020

A coisa imunda

 








Este cartoon, mostrando uma “UE” retratada como ingénua inocente a ser capturada pelo nazi-fascimo que os “distraídos” julgavam enterrado, foi publicado no “Courrier International” faz para aí 4 anos.

- Sim… mas isso foi há 4 anos. Como é que está a saúde política da “UE” agora?

- Está bem pior… a cada dia que passa... e ela continua a fingir-se surpreendida e assustada!


«Ainda está fecundo o ventre de onde surgiu a coisa imunda» (Brecht)

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Duarte & Companhia (*)









O senhor Duarte, pensionista de luxo da República sem ter feito nada para o merecer… diz que o hipotético despejo do senhor Juan Carlos em Portugal seria muito bom para o turismo.

Primeiro… esta do turismo, se não envolver jaula para ir ver o “macacão” corrupto… não estou a ver.

Segundo e mais importante, dado ter alguns amigos que sonham com o regresso da monarquia, mesmo nunca lhes tendo perguntado em que moldes… sou solidário com o embaraço que devem sentir de cada vez que este inútil senhor Duarte bolça patetices deste calibre… mostrando estar prontíssimo para ser rei de tudo, farturas, frangos, leitões, sucata, móveis usados, bifanas… tudo, menos de um país.


(*) Com um pedido de desculpa ao Rogério Ceitil e todo o elenco da “mítica” série de televisão estreada em 1985.


terça-feira, 24 de setembro de 2013

“Isto é matemática” – SIC


O senhor Rogério Martins tem um programa na SIC sobre matemática. Chama-se "Isto é matemática". Pretende ser de divulgação e vulgarização da coisa. Não gosto!
Não gosto do programa, porque sou daquelas pessoas que, embora utilizando a matemática para milhares de gestos do dia a dia... faço questão de a manter no seu lugar: meramente utilitário. Reconheço a enorme importância da matemática... mas para gostar, prefiro outras coisas.
Não gosto, ainda, do programa, porque o senhor Rogério faz gestos a mais, é demasiadamente “expressivo” (aquilo a que cá em casa se chama “panela de expressão”)... e é “contentinho” demais!
Como se tudo isto não bastasse, o senhor Rogério resolveu acabar, de vez, com o meu já tão fraco interesse pelo seu trabalho... e resolveu fazê-lo com estrondo, como se pode ver no vídeo que encontrei no blog do meu amigo Sérgio Ribeiro.
Se virem o vídeo - e deve ser visto e ouvido com atenção! - entre o minuto um e os dois minutos e trinta, verão uma peça extraordinária, em que o “alegre” Rogério pretende caricaturar uma ida ao pediatra “no seu tempo”. Não fosse dar-se o caso de o público não perceber as “piadas” políticas ultra-reaccionárias vomitadas em catadupa no espaço daquele minuto e meio... juntou-lhe, como banda sonora, a “Carvalhesa”, para que fique bem claro quem ele pretende agredir nestes dias de campanha eleitoral, já que o programa foi para o ar na SIC, no passado dia 21.
Para terminar, acalentando o “sonho” de que, por um qualquer acidente informático o “contentinho” venha a saber deste meu desabafo sobre o seu programa tão científico... digo-lhe directamente:
- Olhe, Rogério! Como não lhe bastava a notável infelicidade de ser, como faz questão de demonstrar, um refinado e alternadíssimo filho de puta... ainda houve alguma coisa, ou alguém, que o fez pensar que tem gracinha. Pense melhor!!!

sábado, 3 de agosto de 2013

Relvas – O divulgador da língua...




Talvez “derivado” a ser dia 2 de Agosto e eu estar mais ocupado em descobrir como se deve comportar uma pessoa já com 61 anos, logo, a transpor a fasquia da “meia idade”... confesso estar-me olimpicamente nos pigmentos para o futuro desse subproduto, ou “organismo”, como diz uma amiga... que dá pelo nome de Miguel Relvas, ou para o facto de ele ser Alto Comissário da Casa Olímpica da Língua Portuguesa... ou da língua de vaca estufada.
Mais, estou-me pouco lixando para os interesses escondidos por detrás de uma defesa da língua portuguesa levada a cabo de borla e sem gastos públicos, graças, ao que se diz na notícia, ao facto de existirem uns grupos privados interessados (sabe-se lá porquê!) em promover a língua de Camões, Pessoa, Saramago (agora estou a esticar-me! Em Saramago não devem estar lá muito interessados!) a nível planetário.
Ainda mais, estou-me borrifando para os tachos futuros que virão agarrados, no fim da linha, quando esta nova palhaçada “relvista” terminar... sabendo-se que o homem tem muitos e muitos milhares de euros de favores para cobrar.
Só peço uma coisa simples: peço que o "saudoso" Miguel Relvas, o grande cultivador da língua pátria, que o vídeo aqui tão bem ilustra, sempre que se deslocar seja aonde for para “promover a língua portuguesa”... o faça de boca fechada! 
Obrigado!


terça-feira, 30 de julho de 2013

Cultura – Porra... até o António Ferro era melhor!!!


Puxando a brasa à minha sardinha, viro-me hoje para a política cultural deste governo em “novo ciclo”... ou, para ser mais exacto, para a ausência, verdadeiramente enxovalhante para o país e para a inteligência, dessa política.
Por mais voltas que deem os marmanjos que nos governam, por mais números de que falem, por mais orçamentos e verdades que “martelem”... um país, ou uma qualquer geração desse ou de qualquer país, um povo, uma época, são lembrados pelas suas realizações enquanto seres portadores de espírito e sim!, pela sua criação cultural. Nunca pelo cinzentismo bacoco dos “passos coelhos”, das histéricas e irrevogáveis cambalhotas dos “paulos portas”, ou com a sonsice insuportável das “marias luíses albuquerques”, a pouca vergonha dos “machetes”.
Mais uma prova do plano miserável de destruição de Portugal que estes bandalhos estão a levar a cabo... é, seja no “velho ciclo”, no “novo ciclo” e com ou sem remodelação... a total ausência de notícias sobre qualquer actividade governativa que se pareça, ainda que vagamente, com uma política para a cultura.
Destruído que foi o Ministério da Cultura – o que é uma coisa que fica sempre bem a um país com criadores como tem Portugal – Viegas, feito “secretário”, não deu conta do recado. Provavelmente, porque não havia qualquer recado para dar conta.
A seguir, Passos contratou um empregado de que nem guardei o nome (e nem sei se foi reconduzido na remodelação), que lhe vai tratando de uns “recados” que não possam de todo ser evitados e, com a pontualidade de um relógio, vai assinando cortes sobre cortes sobre tudo o que cheire a cultura. O pobre coitado não tem existência! As pouquíssimas notícias que é possível arrancar à internet sobre actos oficiais ligados à cultura, aparecem "assinados", anonimamente, pela Secretaria de Estado.
Depois fiquem ofendidinhos e com dói dói... se os compararmos aos outros que sempre que lhes falavam de cultura, puxavam da pistola!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Sob que regime vivemos?


Sob que regime vivemos, quando o traste que faz de Presidente da República faz tudo o que o seu poder permite para evitar eleições, apenas por saber que o seu partido sairia humilhado do acto eleitoral?
Sob que regime vivemos, quando o mono que faz de Presidente da República protege o bando de criminosos garotos do seu partido, mesmo quando estes (e os seus aliados) já deram provas da mais vergonhosa falta de sentido de estado, de sentido patriótico, de competência... e até de honestidade?
Sob que regime vivemos, quando numa altura em que o conjunto de partidos que suportam o governo reunem pouco mais de 30 por cento nas intenções de voto, o líder do partido da direita mais reaccionária, dentro da coligação, neste momento com uns meros cerca de 8 por cento nas sondagens, provocou um golpe de estado, conseguindo que o seu líder, Paulo Portas, acabe detendo praticamente todo o poder dentro do executivo?
Sob que regime vivemos, quando o “novo” primeiro ministro de facto - mas não eleito - dá todos os dias provas da mais rasteira e “irrevogável” falta de palavra, de honestidade, de vergonha na cara?
Sob que regime vivemos, quando a burguesia de direita, que inventou uma espécie de democracia que serve exclusivamente os seus fartos interesses... já nem as regras dessa “democracia” manhosa respeita?

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Marques Guedes – O “respeito” selectivo *


Parece uma regra dos novos ministros: quererem recuperar o atraso em relação aos que estão no governo há mais tempo, aumentando o caudal de lixo que lhes sai pela boca fora. Desta vez, tocou ao recém chegado Marques Guedes.
Não fossem os trabalhadores ficarem confundidos pelo facto de os membros do governo estarem constantemente a ladrar o seu apreço pelo “inalienável direito à greve” que, repetidamente, juram respeitar... Marques Guedes fez questão de esclarecer que o governo respeita mais os que não fazem greve.
Independentemente do significado "afascistado" da declaração, é uma bela originalidade! Um governo que, publicamente, admite respeitar mais uns cidadãos dos que outros.
Já sabíamos que o país está a ser governado por um bando de canalhas! Não precisavam de o confirmar, todos os dias, com uma tal “candura"!
* Devemos assumir o desrespeito desta corja... como se fosse uma condecoração!