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domingo, 10 de novembro de 2013

"Ranking" de escolas - Receita para uma fraude


Tomem-se quatro escolas.
1. Um colégio privado de luxo, caríssimo, frequentado exclusivamente pelos filhos da alta e altíssima burguesia, recheado de betinhos e betinhas com as vidas já apontadas para os cursos superiores que têm já o pai, a mãe, os irmãos mais velhos, todos estes com capacidade para enquadrarem e apoiarem os jovem estudantes, servidos em casa por empregada que lhes confecciona os lanches a horas (ou tira os caroços das cerejas, como fazia a empregada da “infeliz” mandatária para a juventude de José Sócrates), que têm nos seus quartos individuais computares topo de gama, etc, etc, etc, etc... ad nausea.
2. Um colégio privado daqueles que vivem do roubo que alguns oportunistas organizaram, no sentido de desviar do ensino público as verbas que permitem a alunos que, embora com menor “poder de compra” ainda têm um ambiente familiar propício ao seu desempenho escolar e actividades lúdicas e transportes confortáveis para a escola, proporcionados pelos tais fundos roubados aos alunos mais necessitados do país.
3. Uma escola pública situada, digamos, numa pequena cidade ou vila do interior, onde tudo fica perto, onde a escola fica à distância de apenas uma ruas, permitindo o gozo de tempos livres entre amigos e família, em segurança e com qualidade de vida. Uma escola onde os mais pobres têm lugar, apoio público, em alguns casos, transportes fornecidos pela autarquia... e onde a meia dúzia de casos “complicados” vindos de famílias desfuncionais e outras realidades semelhantes, estão devidamente identificados e acompanhados.
4. Uma escola pública do subúrbio de uma grande cidade do litoral, com a sua mistura feita de muitas centenas (quando não são milhares) de alunos provenientes de famílias de trabalhadores do estado, de trabalhadores do privado com poucas posses, pescadores, operários, alunos vindos de todo o lado, desde bairros pacatos, aos chamados “problemáticos”, representando várias etnias, várias culturas, várias “línguas-mãe” e um empenhamento na aprendizagem que pode ir do razoável até ao zero.
Em todas estas escolas há excepções. Em todas há estudantes estúpidos como portas. Em todas há miúdos geniais... independente da ajuda ou do travão constituído pelo seu meio ambiente social e familiar.
Posto isto... digo eu, que pouco entendo de pedagogia, que não há forma de comparar estas escolas! Não há uma forma de juntar todas estas realidades diversas, a que se pode juntar a motivação, ou ausência de motivação de um corpo de docentes sujeitos diariamente a este habitat, que pode ir do prazeroso ao terror, da realização pessoal e profissional à humilhação das agressões sofridas dentro da sala de aula... e estabelecer uma classificação (ou ranking, que é mais fino) minimamente credível. A única forma de fazer uma hierarquização minimamente séria de escolas, nestas condições, seria levando a cabo estudos de uma tal complexidade que, a chegarem a algum lado, não seriam “legíveis” por pessoas fora do sistema.
Resultado: atiram-se os dados todos para dentro de um computador, mistura-se tudo, divide-se pelo número que tiver que se dividir... e dá um “ranking”. Ainda por cima, no caso deste “ranking” com que agora não se calam, recorreram apenas às médias das notas nuns exames... o que nunca servirá para definir uma escola, em toda a sua complexidade, mas apenas os alunos que fizeram esses exames específicos.

Desculpem estar a (tentar) ocupar um espaço tão grande do vosso domingo com esta divagação pela qual, provavelmente, pouco interesse terão, embora isso não me faça sentir sozinho, porque felizmente não estou... mas tudo isto vem a propósito de uma cena vista num canal de televisão, durante um noticiário.
Um senhor (de quem não fixei o nome) com ar moderado, sereno, dando mostras de dominar os temas de que estava a falar, explicava por palavras de uma simples e clara erudição, tudo isto que eu acabei de vos dizer desta minha forma atabalhoada, tentando demonstrar que um “ranking” de escolas, a ter alguma vez alguma utilidade (isto já sou eu que digo), teria que ser feito honestamente, separando o que não é miscível... não comparando o que é incomparável.
O pivot da televisão, sem o deixar sequer acabar o raciocínio, atira-lhe, cortante, e num tom de pouquíssimo velada censura:
- Quer dizer que o senhor está a desvalorizar estes números?!!!
E o “senhor”, realmente como um senhor, disse que não… e repetiu praticamente tudo o que tinha dito antes... mas numa linguagem própria para ser usada num infantário.
Atendendo ao facto de que o negócio do ensino privado envolve muitos milhões e que, não poucas vezes, roça a falcatrua, a fraude, a corrupção (é sempre bom ver, ou rever este trabalho jornalístico sobre o tema!), é evidente que esta teimosia em repetir que no “ranking” das escolas, as primeiras não sei quantas da lista são escolas privadas, constitui um gigantesco anúncio publicitário, a valer muito... e que alguém paga.
Resta saber quantos jornalistas e comentadores o fazem de forma corrupta, ou quantos apenas não se importam, para agradar aos patrões... de se fazerem passar por estúpidos.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Momentos televisivos para a História


Na “SIC”, ontem, durante o "Jornal das oito", deram notícia de um momento "histórico" passado num outro canal da mesma estação. Aí, o lamentável Mário Crespo entrevistara Octávio de Oliveira, secretário de Estado do Emprego. A certa altura, achou por bem contar-lhe a estória de uma sua amiga licenciada a quem os serviços de emprego não apresentaram mais do que ofertas de estágios para cabeleireira, ou jardinagem.
Não quero, nem por sombras, desvalorizar as dificuldades da jovem amiga de Mário Crespo. O que me impressionou foi a “solução” oferecida pelo secretário de Estado... mais palavra menos palavra:
“Terei todo o gosto , de forma discreta e recatada, de acompanhar essa situação”
Nem quero saber como é que o senhor vai fazer para, pessoalmente, resolver e "acompanhar" os caso do milhão de portugueses desempregados, de uma forma “discreta e recatada”... sob pena de este momento televisivo passar a ter um nome bastante feio!
Duas coisas sei:
1.  O senhor Mário Crespo não devia ter a carteira de jornalista há muito tempo!
2.  O governante em causa devia ser demitido ainda hoje!

domingo, 3 de novembro de 2013

Eclipse...



Diz-me a notícia que este domingo teve lugar um eclipse parcial do Sol. Pode ser um acontecimento raro para muitos... mas para mim é corriqueiro! Na verdade, experimento o prazer de um eclipse praticamente total do “Sol”, todos os fins de semana, sem falhar.
Na verdade, quase só vislumbro o cabeçalho, numa ou outra banca de jornais e, já que toda a gente sabe o quanto é perigoso olhar para aquilo directamente, faço por evitar, defendendo-me de possíveis lesões oculares... ou, com mais fortes razões ainda, defendendo-me dos possíveis danos que poderia sofrer a módica inteligência com que fui agraciado, caso lesse os escritos verdadeiramente “encandeantes” do senhor director Saraiva... & Companhia.
Nessas alturas, quase sempre, opto por um momento de recolhimento... lembrando todas as árvores inocentes que foram brutalmente “assassinadas” para produzir todo aquele papel.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Um dedo para o Cerny


Deixando e lado as considerações estéticas e artísticas, assim como de bom ou mau gosto... o artista David Cerny (diz-se “cherni”... como se fosse um alentejano a chamar o Durão Barroso) poderia ter escolhido várias oportunidades para “erigir” a sua obra provocatória em frente à sede do poder do seu país, a República Checa.
Poderia ter dedicado o seu “dedo” à corrupção dos governos de direita, ao desemprego, à maior recessão da Europa Central, à profunda crise provocada pelo capitalismo selvagem com que os “herdeiros” da crise dos países do campo socialista pensaram poder apagar da História uma ideia de sociedade que (expurgada dos tremendos erros que levaram à sua derrota) continua, nas questões que se prendem com a justiça social, a cultura e a própria civilização, anos-luz à frente da barbárie capitalista que a substituiu.
O Cerny teve anos para apontar este dedo aos corruptos e vendidos que há anos vêm arruinando o seu belo país. Não o fez. Decidiu fazê-lo agora porque, diz ele, «está horrorizado» com a possibilidade de os comunistas, ainda que apenas na forma de um acordo governativo com os sociais-democratas e numa posição minoritária, poderem voltar à esfera do poder, atendendo aos valores das intenções de voto no Partido Comunista divulgados nas sondagens publicadas em vésperas de eleições. 

Claro que o artista Cerny deve estar certo... e os quase 20% de eleitores que anunciam a sua vontade de votar comunista é que estão errados. Claro que não haverá jornal da família do "Público", ou televisões da mesma estirpe, que não lhe dêem razão.
Claro que o Cerny está no seu direito... tal como eu me sinto no direito de lhe dedicar, também, o meu dedo bem esticado. Menos monumental, menos roxo, menos mediático... mas com uma imensa sinceridade!

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Conversa de café – Tanques e jornalistas...



À medida que ia avançando pelo cair da tarde calma a nossa conversa de café sobre a 8ª e 9ª sessões de “culambismo” (obrigado, MEC!) aos empregados da troika, por parte dos lacaios que ocupam o lugar de governantes de Portugal, a "vasta panóplia" de adjectivos utilizados para classificar tanto uns, como os outros, como as suas políticas, foi subindo de tom e “colorido”.
A dado momento, talvez apenas para respirar fundo, dar uns passos atrás e recomeçar... o meu amigo tentou “relativizar”, recorrendo a uma frase-feita:
- Bom, pá... pelo menos não temos ainda “os tanques na rua e os jornalistas na prisão”! Não é?
- É... mas não pelo que tu pensas! Os tanques não estão nas ruas porque os bandalhos que governam esta “europa” e a maior parte do mundo, já não necessitam de tanques. Isso passou a ser uma coisa “terceiro-mundista” que vai mal com a fina decoração dos seus luxuosos escritórios nas sedes dos grandes bancos e empresas.
Na “europa” civilizada e “democrata”, o terror é imposto pela arma do desemprego esmagador e destruidor (pelo simples facto de existir) de qualquer noção de direitos no trabalho, pela insegurança na doença, pelo abandono na velhice, pela destruição do futuro dos jovens. É imposto pela “bota cardada” do empobrecimento planificado e premeditado de todo um povo, tendente a criar uma sociedade de escravos. Tudo mantido de pé... por uma ilusão de “democracia de quatro em quatro anos”, tão esporádica quanto aldrabona.
Ah... esquecia-me dos “jornalistas”! Esses, hoje, já só muito raramente vão para a prisão. Quase todos tiveram a “esperteza” de se colocarem ao serviço dos donos, dos agressores, dos assassinos. Como cantou o Zeca, “defendem os tiranos contra os pais”. Como quaisquer “eunucos” que se prezem, “não matam os tiranos, pedem mais”.

domingo, 4 de agosto de 2013

Droga – O que interessa saber é quantos anos de prisão “vale”...





Este jornalista do Expresso, não fôssemos nós não entender o balúrdio que a droga apreendida renderia se chegasse ao mercado e às mãos das vítimas... fez questão de “desenhar um boneco”:
E qual será o interesse dessa informação?
Não me parece que o senhor jornalista esteja a sugerir que o Governo deveria colocar a cocaína no mercado e ganhar esse dinheiro. Logo...
Ao não destacar as pesadas penas de prisão a que estão (ou deveriam estar) sujeitos os traficantes de droga, nem as mortes que esta actividade provoca, diariamente, por todo o planeta, antes pelo contrário, destacando as fabulosas fortunas que estão ao alcance dos traficantes que não se deixem apanhar... está, objectivamente, a atrair mais uns tantos para esta actividade criminosa e tão (potencialmente) “lucrativa”.
Infelizmente, esta é a prática comum em todas as notícias sobre apreensão de droga pelas polícias!
Que diabo! Nem tudo pode ser explicado pelo meu mau feitio... ou justificado pelos “sacrossantos critérios jornalísticos”!

Silly season


A mostrar que para alguns dos nossos e nossas inefáveis jornalistas a “silly season” não se limita ao pico do verão, mas que, muito pelo contrário, é um “estado de espírito” que os acompanha desde o tempo da escola... a nossa amiga Ana Meireles, do “DN”, chama 2000 escadas ao que, evidentemente, são 2000 degraus (2041, mais exactamente) que os trepadores tiveram que correr para subir ao topo de um prédio de 82 andares, o mais alto de Pequim.
E pronto... a coisa lá se deu... ganhou não sei quem... e já que estamos na “silly” season”, também eu opto por entrar neste domingo com uma anedota:
Parece que, embora a notícia o tenha ocultado, um dos atletas mais conhecidos e no qual milhões de adeptos depositavam grandes esperanças, acabou desclassificado.
Terá, alegadamente, tomado uma “substância proibida”...
o elevador.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Alegria no trabalho *


Um grupo de juízes entendeu enveredar pela comédia, ao tecer este tipo de considerações sobre um trabalhador alcoolizado. Pelo teor do acórdão que exalaram... perdão!, exararam... imagino que estariam, eles próprios, também bastante alegres no trabalho.
Já a senhora jornalista do “Público”, Ana Henriques, que parece ter redigido a notícia que li online... também tem que se lhe diga.
Na primeira calinada, identificou o trabalhador, como “de leste”. Leste de quê? Para aqueles lados as pessoas não têm nacionalidade? É que dito assim e em relação à secretária de trabalho da senhora jornalista... o homem tanto podia ser natural de Kiev... como de Elvas.
Na segunda calinada, informa-nos de que o trabalhador acusava uma taxa de alcoolemia que «ascendia às 2,3 gramas por litro».
Como não acredito que a senhora jornalista pense que “o leste” é um lugar, ou que não saiba que “grama” não é um substantivo feminino (a menos que se trate de relva… no Brasil), presumo que também terá dado forte na bebida antes de ir trabalhar.

Resumindo... é uma alegria!!!

* Não, desta vez não se trata de fazer um paralelismo com a fascista Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho (FNAT)! É mesmo apenas uma grande parvoíce!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Eina ca ganda notícia!!! *


São recorrentes as notícias sobre o Duque de Edimburgo, o príncipe Filipe, casado com a rainha de Inglaterra.
Ora vê o seu nome ligado a um qualquer escândalo ligado a dinheiro ou sexo, ora comete mais uma das suas costumeiras gaffes (quase sempre de carácter vincadamente racista, mas também quase sempre disfarçadas de "humor inglês")... ora, repetidamente, é hospitalizado para ser operado a isto ou aquilo.
Fora isso, tem que suportar todo aquele protocolo cinematográfico, toda aquela família (i)real... e sim, já disse, é, desde tempos imemoriais, casado com Isabel de Inglaterra.
Não consigo vislumbrar de onde diabo tiraram os britânicos a ideia peregrina de que o homem é um “príncipe consorte”!
* E isto é para não dizer o que realmente penso sobre a parolice dos media portugueses, sempre de perna aberta para estas estorietas sobre a “realeza”... talvez para pagar a extrema atenção diária que os jornais e televisões desses países dão a Portugal e aos portugueses. Deprimente!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Desemprego jovem – Mais uma vez, a descoberta da pólvora...



Chegados a casa, já bem depois das 21 horas, jantámos tendo como banda sonora um noticiário, já nem sei de que estação de televisão... só tendo para me apoiar um link da RTP, que não foi a estação em causa.
Papagueava a “jornalista” com os olhos embargados e a voz esbugalhada (ou então era ao contrário?):
«Um estudo do “Eurostat” sobre o desemprego entre os jovens revelou resultados de “cortar a respiração”!»
E, com a respiração assaz cortada, lá especificou que o desemprego jovem em Portugal se tinha multiplicado, estando já a rondar os 40%. Tudo com ar de notícia de última hora, de espanto, de quem está a destapar a descoberta do século.
Foi preciso um estudo do “Eurostat”?! Onde é que alguma desta gente tem andado a fazer de jornalista? Em Marte?!!!

sábado, 27 de abril de 2013

Redacções – A caminho do imenso rebanho acéfalo



Existe apenas um programa no universo da programação da TVI que vejo voluntariamente. Nem sempre vejo... mas quando vejo é porque quero ver. Nem sequer é na TVI principal, mas no cabo.
Tirando esse, só por infeliz acidente assisto a alguns escassos segundos do que aquela estação de televisão tem por norma verter para o chão sem antes, sequer, fazer passar os infectos fluídos por uma qualquer ETAR.
Assim sendo, não conheço a jornalista Ana Leal, nem a sua produção jornalística. Só sei que terá feito um trabalho sobre cuidados de saúde, trabalho que era suposto ter passado em “horário nobre”, mas que continha algo que fez a comissária Judite de Sousa não só não o passar, como tê-lo remetido para um tal de “25ª hora”, que como o nome indica, passa para lá da meia noite.
A jornalista queixou-se ao chefe, José Alberto de Carvalho... o tal do "não faz sentido sermos condenados por não cumprirmos regras do tempo do gonçalvismo". Queixou-se de Judite e do que terá chamado censura, eufemisticamente... ou por considerar ter sido de facto censurada.
Em condições normais isso seria dirimido dentro da redacção. Em condições um pouco menos normais... daria uma repreensão ou qualquer outra punição simbólica, caso a acusação fosse infundada. Em condições de gravidade comprovada, daria lugar a um processo disciplinar, precedido da obrigatória investigação.
Mas não! Estamos em Portugal e sob este abjecto regime de tiques fascizantes!
Assim sendo, a ousadia da jornalista, ousadia que, insisto, pode ter sido deslocada ou não, deu direito, à partida, a uma suspensão com proibição de entrada no local de trabalho.
Que outra melhor forma haveria de mostrar (com estrondo e garras de fora) aos jornalistas que ainda fazem um esforço de alinhamento pela liberdade que o que se quer por estes dias nos diversos órgãos de comunicação social não são redacções compostas por verdadeiros jornalistas, mas sim rebanhos de lacaios dos donos?

terça-feira, 12 de março de 2013

Papa e “pop” - Os “anjos” possíveis...


Pressente-se que algo vai muito mal no jornalismo e na comunicação social de um país quando, como nas últimas horas, num país com um milhão de desempregados, sendo que uma grande parte já nem tem acesso a subsídio de desemprego, com milhares de doentes sem consultas, ou dinheiro para elas ou para os medicamentos, com milhares de estudantes sem futuro nem dinheiro para as propinas e todas as despesas que hoje um curso acarreta, com milhares de velhos tratados como lixo em “lares” indignos de acolher até animais vadios, um país ocupado por forças estrangeiras, com um governo vendido a essas forças, com um Presidente aposentado...  mas estou a “perder-me”.
Dizia que algo vai muito mal no jornalismo e na comunicação social de um país quando, aparentemente, as notícias mais importantes são as tricas de bastidores para a escolha de um novo chefe de estado para o Vaticano e as peripécias dos concertos em Portugal de uma estrela mais ou menos indigente da “pop” juvenil, de nome JustinBieber.
Quanto ao jovem cantor canadiano, fico a saber que o mais relevante da sua música parecem ser os atrasos, as “agressões” a fotógrafos, os números de bilheteiras...
Quanto ao futuro Papa, para além de suspeitar que o único responsável pela escolha do candidato, alegadamente, o “Espírito Santo”, já farto de piadas parvas que o ligam a um banco português irrelevante, está a virar-se para as grandes agências de apostas internacionais no sentido de influenciar a votação... estou convencido de que, no momento em que for eleito não terá o topete de aparecer ao seu público envergando umas asas de anjo... como fez o juvenil artista “pop”.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Chávez... e os amigos


Para atacar um “ditador” eleito democraticamente mais vezes do que muitos dos tão “democráticos” dirigentes europeus, sendo que alguns desses dirigentes europeus, extremamente “democráticos”, nem sequer foram eleitos... não é fácil encontrar argumentos que não cheirem a preconceito, tarefa paga, racismo. Não é fácil disfarçar o facto de todos os “argumentos” não passarem de areia para atirar sobre a realidade. Por exemplo, a realidade dos milhões de seres  humanos arrancados à pobreza. Por exemplo, a realidade de isso ter sido feito ao mesmo tempo que se “punham em sentido” os interesses daqueles que, há gerações e gerações, são os responsáveis por essa miséria, na Venezuela e no resto do planeta.
Um certo tipo de “jornalistas” que, infelizmente, alastrou como uma praga por quase toda nossa comunicação social, está a ficar sem mais argumentos, estorietas, ou insinuações com que possa denegrir a memória e a história de vida de Hugo Chávez. Aproveita-se tudo...
Um dos grandes “defeitos” de Chávez, ao que parece, foi ter sido “amigo” de Kadafi, como se pode constatar na primeira fotografia. “Defeito” que é repetido e destacado até à exaustão.
Como muito bem lembra o Luis Garcia, um dos meus amigos do Facebook, mas daqueles de quem também sou amigo na “vida real”, parece que Kadafi tinha muitos mais “amigos”, para além de Hugo Chávez, como se pode ver nas restantes imagens que arrebanhei por aí à pressa... com Obama, Durão Barroso, Sócrates, Cavaco, Amado... e que podiam ser bastante mais numerosas e apresentar quase todos os dirigentes ocidentais.
Apesar de alguns destes “amigos” de Kadafi terem, entretanto, feito uma “vaquinha” para o assassinar, numa operação que foi um sucesso aplaudido internacionalmente... os sorrisos não enganam. Eram “amigos”!!!

Tal como o meu amigo Luis, acho que Chávez também se fez fotografar acompanhado de gente bem pior que Kadafi!




quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O senhor da Ponte – Lapso... ou relapso?




Esperava-se qualquer tipo de reacção aos dois embaraços sofridos pelo desavergonhado Relvas, envolvendo a Grândola. Tudo... menos o que, afinal, aconteceu: o coro de uns poucos dos seus companheiros de partido... e, misteriosamente, de figuras gradas do PS que, hipocritamente, vieram agitar a bandeirita ridícula (por aplicada a este caso) da “liberdade de expressão”.
Esta estória, em que trabalhadores da RTP se insurgem contra a ameaça de despedimento que paira sobre a cabeça do jornalista Nuno Santos, jornalista que, independentemente dos contornos da estória que serve de desculpa para o processo disciplinar de que está a ser vítima, não caiu, decididamente, nas boas graças da Administração, nem de Relvas... pode explicar muitas coisas, nomeadamente duas:
1. Explica que Relvas, que tutela a RTP, tem um sentido muito apurado sobre liberdade de expressão. Que o digam, para além de Nuno Santos, aqueles que já tiveram a infelicidade de contrariar o genial e douto ministro. No “Público”, na “Antena 1”... ...
2. Que o “não-sei-quantos” da Ponte, o tal que percebia bué de cervejolas e, na altura em que Relvas movia céus e terra para vender a RTP a um grupo de media angolano, já fazia parte da bagagem do ministro nas suas viagens a Angola e que, logo de seguida, quando o golpe da venda se preparava, foi promovido a especialista de “comunicação social e serviço público de televisão”, sendo estrategicamente colocado na cadeira de administrador da RTP... para além de mentiroso (já que havia garantido que não avançaria com a intenção de despedimento), talvez tenha fortes razões para continuar com o nome de Salazar tão prontamente debaixo da língua quando se refere à famosa ponte sobre o rio Tejo, quase quarenta anos depois desta ter deixado de ostentar o nome do bandalho de Santa Comba Dão, para passar a chamar-se Ponte 25 de Abril.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Liberdade de expressão... e Relvas


São palavras do director de informação da TVI, José Alberto Carvalho, num longo e confuso arrazoado em que mete os pés pelas mãos, tentando justificar-se e agradar a todos, depois de, involuntariamente ou não, ter iniciado a cruzada da “liberdade de expressão”. Apenas num aparte... não me lembro de ter ouvido José Alberto Carvalho insurgir-se contra o que aconteceu à liberdade de expressão de colegas seus que se “atravassaram” no caminho de Miguel Relvas.
Na verdade, já não pode justificar grande coisa! A verdade é que as declarações que fez antes, introduziram o tema da “liberdade de expressão”, tema que foi imediatamente cavalgado pelo PSD e os (poucos) defensores de Miguel Relvas… com destaque para o assombroso “socialista” Francisco Assis... que aproveita, na passada, para insultar os jovens manifestantes, chamando-lhes «rapaziada ululante, com a minúscula desculpa de uma certa inconsciência».
José Alberto Carvalho deveria saber que, ainda que se venda ao patrão (se acaso o faz), um profissional das notícias deveria ser capaz de continuar, pelo menos, a fingir ser um verdadeiro jornalista. Infelizmente, parece não saber!
Daí que não me espante por aí além esta sua frase com que abri o post, que pretende dar a ideia de qua ainda há muitos portugueses dispostos a considerar essa indesculpável fraude com pernas que dá pelo nome de Miguel Relvas, um “injustiçado”... seja lá a propósito do que for!
O que me espanta, isso sim, é que um director de informação, tal como o próprio Relvas e o governo a que pertence, não tenham ainda assimilado uma realidade por demais evidente:
Miguel relvas já não é, há muito, um ministro contestado! É um ministro profundamente desprezado! Que envergonha o país! Que causa asco! Como causa asco qualquer bicho morto e já a apodrecer, que o gato dos vizinhos arraste para o nosso tapete.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Bento XVI – Vá lá... deixem o homem ir embora em paz!!!


Eu sei muito bem que para resolver o meu problema de “náusea” com a avalanche de notícias, comentários, dúvidas, imagens de cortejos a despropósito, etc., etc., sobre a figura “resignante” do papa... basta-me o precioso botão do televisor, a que o José Mário Branco chamou – e muito bem! – “onofre”.
Como já usei o meu “onofre” deixei de aturar a histeria colectiva que aí vai... mas ainda assim, não pude evitar ficar a saber da ansiedade que assola as hostes do Vaticano;
O papa vai retirar-se e ficar em silêncio absoluto? Vai falar? Vamos ter que andar “escrutinar os seus textos à vírgula” (sic)? Irá estar na missa de posse do novo papa? Isto já andava a ser planeado há que tempos? Que fazer com os segredos que ele ficou a conhecer?!!!
Adiantando já, embora tal não fosse necessário, que sou terminantemente contra uma solução tão radical... lembro os manda-chuvas do Vaticano que têm uma maneira de resolver a questão do silêncio do senhor Ratzinguer de uma forma infalível, definitiva... e com provas dadas.
Na verdade, a solução de que falo já foi aplicada com extrema eficácia a muitos outros papas antes deste!
Presumo que não seja necessário fornecer uma lista de nomes, mas pronto, aí vai à mesma...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Sporting – Há sempre alguém que está ainda pior!


Passei pela frente de um aparelho de televisão no preciso momento em que era relatado mais um triste momento da vida de uma grande e histórica colectividade lisboeta, o Sporting Clube de Portugal. Apesar de não ser adepto, fiquei a ouvir no que iria dar a estória de arremessos de ovos e tomates a membros da Mesa da Assembleia (foi o que me pareceu).
Presumo que não tenha havido grande desenvolvimento da coisa. Seja como for, eu desisti de ouvir, quando fui informado pelo senhor "jornalista" da Sic-N... de que a polícia “interviu” (???).
Podem consolar-se os sócios do Sporting! Afinal há muitas coisas que estão num estado ainda mais crítico do que as relações entre a Direcção, a Assembleia e alguns adeptos do seu clube.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Mourinho e Ronaldo – Uma pequena pausa...


Poderia, com alguma facilidade, escolher um, ou dez, ou mesmo ainda mais temas da actualidade cultural, social, ou política diferentes, para aqui comentar.
Poderia fazê-lo com a costumeira e, provavelmente, apenas esperançosa pretensão de que as minhas escolhas e comentários interessam realmente a quem quer que seja.
No entanto, aconselham-me, ou melhor dizendo, gritam-me as aberturas dos jornais televisivos, as parangonas dos outros, em papel, mais os biliões de bytes usados pelos restantes, online... que o mais avisado e “patriótico” da minha parte, será guardar algumas horas de respeitoso silêncio solidário com os momentos de desilusão e dor por que estão a passar José Mourinho, Cristiano Ronaldo... e aquilo que parece ser o "país real".
Pedimos desculpa por esta alienação!
Portugal segue dentro de momentos!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Artur Baptista da Silva - Apenas mais um!!!


Não que isso tenha um interesse por aí além... mas, ainda assim, declaro, solenemente e para os devidos efeitos, que eu, Samuel tal, tal e tal... não sou “economista” e muito menos “funcionário da ONU”, seja em que “observatório” for!
Por essa razão, declinarei quaisquer convites para conferências, entrevistas em jornais de referência, programas de rádio ou debates televisivos.
Feito este esclarecimento, não pode deixar de me espantar o grau de inocência com que vamos, ciclicamente, abrindo as portas aos mais diversos vigaristas e aldrabões que a nossa História tem registado. Este Artur Baptista da Silva é, decididamente, um dos “bons”! Tem lata, é articulado, parece mesmo saber do que está a falar... só tem um defeito: é lento.
Tivesse ele aparecido um pouco, um poucochinho apenas mais cedo na cena portuguesa... e teria, indiscutivelmente, um lugar na governamental "coelheira" de Pedro Passos!
Posto isto, e já um pouco farto do rasgar de vestes de todos os que se deixaram enganar e as ameaças de possíveis castigos para este e apenas este particular aldrabão, registo a única coisa que me está a dar verdadeiramente gozo: a tentativa patética de apagar e reescrever a História, por parte daqueles que foram "enrolados", como é o caso do Expresso, que anuncia a intenção de “despublicar” das suas edições electrónicas as declarações e intervenções do mitómano que aí foram publicadas.
Se o critério for alargado às toneladas de aldrabices que têm publicado... fico, ansiosamente, à espera das “despublicações” das muitas intervenções e entrevistas passadas de (e para citar apenas uns poucos) Soares, Sócrates, Barroso, Passos Coelho, Relvas, Gaspar, Paulo Portas, o “álvaro”, Pedro Mota Soares, Paula Teixeira da Cruz, Nuno Crato, Marcelo Rebelo de Sousa, Cristas... ... ... ... ... ... ...

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Crianças vítimas - Desculpem-me a brutalidade...


Mesmo sabendo que posso estar a convocar a ira de todos aqueles que, ainda que não o confessando de viva voz, acham mesmo que uma criança branca alemã, francesa ou norte-americana, vale mais do que dez, ou mesmo cem crianças negras, árabes... ou, como diriam Caetano Veloso e Gilberto Gil, quase negras ou árabes, de tão pobres... ainda assim atrevo-me a este desabafo:
Embora também horrorizado com o massacre tresloucado das crianças da escola dos EUA e entendendo o atractivo editorial (e comercial) das catadupas de notícias sobre as crianças assassinadas, as professoras heróis, a mãe amante de armas, as lágrimas de Obama, o choque de Passos Coelho, etc., etc., etc... ainda assim, como ia a dizer, gostaria de lembrar aos nossos queridos directores de informação dos vários media que as crianças até hoje chacinadas pelos aviões israelitas na faixa de gaza, ou as crianças do Iraque, ou do Afeganistão, até hoje chacinadas por aviões pilotados pelos “irmãos mais velhos” de crianças norte-americanas exactamente iguais àquelas da escola de Sandy Hook, em Newtown, Connecticut... também eram lindas, todas gostavam de ir (ou poder ir) à escola, todas gostavam de (ou poder) brincar, todas tinham mãe e pai e irmãos e amigos... e um futuro à sua frente. Essas nunca têm nem uma pequena fatia desta atenção por parte dos media.
Tanta parcialidade enoja!!!