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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Estaleiros de Viana do Castelo – Mais um crime!



O senhor Aguiar Branco, figurinha que parece recortada de uma brochura da “Remax”, faz, por estes dias, de ministro da Defesa. É uma fraude! Não passa de um aldrabão!
O senhor Aguiar Branco, enquanto ministro não defende nada do que deveria defender. Enquanto putativo defensor dos interesses do país, não passa de uma pouca de merda! Capitula, todos os dias, perante interesses estrangeiros em desfavor dos nacionais. Perante interesses privados em desfavor dos públicos. Defende... mas apenas os crimes contra os trabalhadores e o país!
Já se percebeu que a cegueira em alienar, ou simplesmente desmantelar e destruir os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, apesar de estes estarem subaproveitados e terem encomendas por produzir, tal como gente capaz de o fazer... corresponde a um fanatismo ideológico que não tem qualquer explicação racional, muito menos económica.
Tudo isso já se percebeu, como disse. Outros terão muito melhores ferramentas do que eu para o comentar. A mim, resta a posição solidária com os trabalhadores... e com este seu mais do que legítimo desejo.
Agora o que é espantoso é ver a figurinha saída de uma brochura da “Remax” apresentar a desavergonhada “fronha” numa conferência de imprensa e, antes mesmo de informar os trabalhadores, dar a novidade do despedimento de mais de 600 seres humanos, congratulando-se com a negociata feita com uma empresa privada, que se “compromete” a entrevistar alguns dos trabalhadores que vão ser despedidos, para ocupar uma pequena parte dos 400 postos de trabalho que prometem criar em não sei quantos anos.
O que é espantoso é não ver nenhum jornalista obrigar o ministro a explicar o porquê do “congratulismo”, se o governo se prepara para gastar 30 milhões de euros com os despedimentos... quando a receita que obterá da concessão dos estaleiros a privados, nunca chegará nem perto dessa verba.
O que é espantoso, por fim, é não ter havido um jornalista que tenha perguntado ao inútil do ministro, em que raio de critérios “contabilísticos” é que se baseou, para, numas contas em que são despedidos mais de 600 trabalhadores dos quais, apenas alguns, hipoteticamente, serão posteriormente “entrevistados” para ocupar uma pequena percentagem (50? 100? 150?) dos tais 400 postos de trabalho que os novos patrões prometem criar, não se sabe bem quando... ter a suprema lata de se mostrar muito contente com a solução encontrada e os “novos 400 postos de trabalho criados”.
Quais novos 400 postos de trabalho?!!!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Jornalismo de merda – Grandes perguntas!!!


Jornal da oito da “SIC”, de segunda-feira dia 4 de Novembro de 2013. A pivot anuncia os milhões de euros de cortes na saúde, a fazer sobre os cortes já antes feitos e representando um agravamento de mais de dez por cento em relação a este ano.
A seguir, estende a passadeira à senhora "não sei das quantas" que vem defender as medidas do governo, atirando-lhe, a abrir, a “corajosa e incómoda” pergunta:
- Estes são os cortes necessários para viabilizar o Serviço Nacional de Saúde?

Palavras para quê?!

domingo, 27 de outubro de 2013

Pérolas... ou “que se lixe (este) jornalismo”




Fui convidado a comparecer no palco desta manifestação organizada pelo colectivo “Que se lixe a Troika”, para partilhar uma ou duas canções com os presentes, mas, infelizmente, tal não me foi possível... o que para algumas pessoas mais sensíveis de ouvido pode bem ter sido um alívio.
As manifestações não se medem pelo comprimento, mas sim pela intenção e sinceridade dos manifestantes. Assim sendo, não ficarei para aqui a comparar “tamanhos”... quanto mais não seja porque a pré-adolescência “curiosa” já lá vai há muitas décadas.
Arruma-se assim a questão da justeza de motivos que levaram um razoável número de pessoas a sair à rua, exigindo a queda do governo e a partida da troika.
Se tivesse podido ir a Lisboa e encontrasse na manif alguns dos que, insolentemente, tentaram denegrir os participantes na última manifestação da CGTP, faltando ao respeito a muitos milhares de trabalhadores que ali se deslocaram, atravessando a ponte em autocarro, sim!, mas depois fazendo uma grande manifestação, à chuva, sem arredar pé... provavelmente acabaria por nem fazer deste tema um grande caso, apesar do pouco tempo que houve, entre as duas datas das manifestações, para “digerir” essa insolência que, vinda daquela meia dúzia de "híper-mega-super-maxi revolucionários" que tem por missão primeira, há muitíssimos anos, a luta directa contra o PCP, a CGTP e os comunistas em geral... acaba por inquinar as relações destes com os muitos que, sinceramente, são independentes e apartidários, sem serem anti-partidos, ou mesmo anti-comunistas.
Do que vi – e aplaudo – não tenho muito mais a dizer, já que tudo me chegou filtrado pelo crivo, ora imbecil, ora mal intencionado, de um bando de “jornalistas” que as chefias das redacções dos jornais e televisões “lançaram” aos manifestantes.
Ali ouvimos, pela boca de uma “jornalista”, que as velhas e por demais conhecidas “palavras de ordem”, ficam a ser conhecidas como “gritos de ordem”.
Seja lá isso o que for!
Um outro, queria à força que uma manifestante admitisse que não havia alternativa com “os políticos que temos”. Como a manifestante não lhe fez a vontade, respondendo repetidamente que sim, há alternativa, mas que as pessoas ainda não tem coragem ou cultura política para votar nessas alternativas... o “jornalista” terminou a entrevista bruscamente, visivelmente enxofrado.
É sempre um grande aborrecimento, quando a realidade não se encaixa na estória que um “jornalista” quer contar.
Outra, perguntou a Carlos Carvalhas, ex-secretário-geral do PCP, se era a primeira vez que vinha a uma “manifestação não política”.
E lá ficou o Carlos Carvalhas a fazer o esforço de lhe explicar que não estava de todo a ver como é que uma manifestação em que se pedia a queda do governo e o “lixanço” da troika... não era uma manifestação política.
Outra, perguntou ao Arménio Carlos, líder da CGTP, se era a primeira vez que vinha a uma manifestação não convocada pela CGTP.
E lá ficou o Arménio Carlos a tentar convencê-la de que não... que, pessoalmente, tinha vindo a todas as manifestações organizadas pelo colectivo “QSLT”.
Outro, relatava a presença de muitas centenas de pessoas... e muito jovens.
Ora, toda a gente sabe que os jovens não são bem pessoas.
Outra, perguntou a uma jovem que se queixou de estar a trabalhar a troco de 150 euros, tendo duas licenciaturas e falando mais não sei quantas línguas para além do português... se no círculo de amigos da jovem mais alguém sentia essas dificuldades.
Sabendo-se que o desemprego jovem anda pelos quase 50% e dadas as evidentes opções ideológicas da “entrevistada”, que chances pensou a “jornalista” que haveria de o seu círculo de amigos ser composto apenas por jovens com belos empregos e muito bem pagos?
Outro, conseguiu arrancar a um manifestante uma sonora declaração: «estes governantes e senhores da troika deviam ser julgados, condenados e presos».
Por um verdadeiro milagre de interpretação, o “jornalista”, sem pestanejar, informou-nos na passada: Este manifestante defende o julgamento... dos políticos!
Isto podia estender-se por mais não sei quantos parágrafos, mas, para além do texto ir já muito longo, estou inquieto para voltar aos chefes de redacçãodos jornais e televisões... e deixar três perguntas simples:
1. Estes “novos jornalistas” são apenas ignorantes, ou serão mesmo assim tão estúpidos?
2. Os chefes de redacção atiram estes “jornalistas” para a rua com o fim tortuoso de lançar a confusão no público... ou apenas para se livrarem deles por umas horas e descansarem desta incontinente regurgitação de asneiras?
3. Haverá mesmo uma terceira explicação para este “jornalismo”?

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Grandes capas de jornal

Enquanto vou continuando a “editar” as notas sobre a campanha e os seus resultados (mais para decidir o que não dizer), fico-me, por agora, por uma grande capa – mais uma! – do órgão central da “sonae”, propriedade do merceeiro hipertrofiado que atende ao nome de Belmiro.
Ali, assinalam-se os resultados, em percentagem, do PS (36%), seguidos dos do PSD (31%) e, num passe de mágica, salta-se para um número “batoteiro”, um misterioso 11, dos chamados independentes... ficando sem se saber claramente ao ver a capa pousada num quiosque, se são 11% de votos, se são 11 câmaras conquistadas.
No tinteiro, independentemente do que possa vir escrito nas páginas interiores, fica a informação sobre os resultados da CDU... que se eclipsaram! Foram sonegados! Censurados!!!
Na verdade, se não fossem uns indigentes, teriam que ter posto também na capa os números da CDU que, quer seja em percentagem de votos, quer seja em presidências de Câmaras, são significativamente superiores aos dos tais “independentes”, a saber:
CDU – Presidências: 34 (independentes – 11)

CDU – Percentagem: 11,1%  (independentes – 6,90%)
CDU – Votos: 552.273  (independentes - 344.566)

Podemos ainda juntar a isto a participação de eleitos da CDU em 58 executivos, em minoria, num total de cerca de 80 vereadores, para além das centenas de eleitos em Assembleias Municipais (746) e de Freguesia, estas, com 169 presidentes da CDU.
(Todos este números estão ainda sujeitos a actualização)

E esperavas melhor do pasquim do dono do “Continente”, Samuel? – perguntam vocês... e com razão.
Não! Não esperava! A única coisa que me faz ainda alguma impressão é imaginar o que vai na cabeça dos jornalistas (sim... ainda há jornalistas no “público”!) que fabricaram esta capa vergonhosa e dos que não a contestaram com firmeza, ainda que não tendo sido os responsáveis por ela.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

As televisões portuguesas... que se estão nas tintas para os portugueses


Todas as televisões, RTP incluída, acham importante que saibamos da mais recente tatuagem junto à “passarinha” da famosa artista “pop”.
Todas acham importante que saibamos de todas as vezes que o “nosso” craque de futebol tem um dói dói.
Todas acham importante que os seus “jornalistas” se plantem à porta de Belém, ou dos ministérios, papagueando as mesmíssimas palavras que o pivot acabou de dizer em estúdio, para acrescentarem, apenas, a momentosa informação em “directo” que dá conta do facto de ninguém ter entrado, ou saído... ou, no caso de terem entrado, ou saído... não terem prestado quaisquer declarações.
Todas as televisões acham importante abrir telejornais com o desastre de viação, na cochinchina, entre um autocarro de transporte de galinhas e uma carrinha carregada de repolhos.
Todos as televisões acham importante correr para a “europa”, dia sim dia não, para seguir cada espirro e relatar cada flatulência de Merkel ou do seu ministro das finanças.
Todas as televisões têm pessoal e meios para ir para Londres reportar em directo cada passo do “casamento real”, ou do nascimento do primeiro bebé real... ficando apenas a dúvida de como raio é que deixaram escapar a oportunidade de cobrir, passe a expressão, a primeira “queca real”.
Nenhuma televisão acha importante seguir, de forma competente e democrática, um acontecimento como as Eleições Autárquicas, que terão consequências na vida de milhões de eleitores e milhares de candidatos, centenas de cidades e vilas, milhares de freguesias!
Por muito que este “amuo” antidemocrático das televisões pudesse encaixar-se apenas na minha já habitual classificação de “jornalismo de merda”, acho que, desta vez posso e devo acrescentar:

Capitalismo de merda!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Abandono escolar... e mercado de trabalho


«Opção pelo mercado de trabalho explica redução de alunos» - diz o título da notícia. Mais uns jornalistas com vocação para “comediantes”! – pensei eu.
Depois de ler, verifiquei que o senhor presidente da “Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior” ali citado, não só não se limitou a dizer o que vem no título, como disse coisas que vão, e bem, muito para lá da pobreza do mesmo.
Embora eu lamente o aparente “esquecimento” da falta de meios económicos dos pais para pagar estudos que deveriam ser gratuitos, como uma das explicações para o forte abandono escolar, todas as razões apontadas nas declarações do senhor Alberto Amaral estão lá no texto. Discutíveis, “acrescentáveis”... mas estão lá.
Sendo assim, sabendo-se que o país tem quase um milhão de desempregados e que quase metade desses desempregados são jovens, por que cargas de água se optou por um título que diz, taxativamente... “Opção pelo mercado de trabalho explica redução de alunos”? A sério?! Opção?!
Qual mercado de trabalho?!!!

sábado, 7 de setembro de 2013

Pornografia... e Parlamento


Numa notícia a que dá o título sugestivo de “A bancada pornográfica do Parlamento britânico”, o DN brinda-nos com uma peça extraordinária que leva como sub-título a afirmação peremptória:
“No ano passado os parlamentares britânicos acederam mais de 300 mil vezes a sites pornográficos a partir dos computadores da instituição.”
“Os parlamentares!” Mai nada!!! Na verdade, é mais uma peça daquelas a que eu costumo chamar, para me limitar ao nome científico da coisa...“Jornalismo de Merda”!
Passo a explicar. Assim que se consegue entrar no texto, depois de ultrapassado o sobresalto dos títulos, descobre-se que quem denuncia os acessos ao sites pornográficos a partir dos computadores do Parlamento, não tem forma de saber quais, de entre os cerca de 5.000 funcionários da casa, utilizou os computadores para esse fim. Mais, as tonitruantes “300 mil vezes” podem ser afinal apenas duas mil, ou quinhentas... ou mesmo trinta, uma vez que os próprios “denunciantes” apontam o facto de os proprietários desses sites pornográficos, à semelhança de muitos outros sites comerciais, blogues, jornais,etc... inflacionarem fraudulentamente as contagens de visitantes, para fins de auto-propaganda.
Resumindo... no Parlamento britânico há um número indeterminado de indivíduos e “indivíduas”, entre motoristas, jornalistas, contínuos e contínuas, elementos de segurança pessoal, pessoal da limpeza, pessoal da cozinha e dos bares, secretários e secretárias, polícias... e não sei quantos parlamentares que, de quando em vez, dão umas olhadelas a umas moçoilas e rapazes que se exibem em trajes mais "à fresca" em filmezecos manhosos e fotografias supostamente pornográficas... presumo que quando não estão a fazer mais nada.
Deixando de lado os sempre tão hipócritas julgamentos morais... isso é bom? Isso é mau? Não só não vejo o interesse da estória, como não tenho sobre a dita qualquer opinião.
Já sobre a qualidade do jornalismo que está por detrás desta “notícia” do DN... tenho!
Para acabar, numa nota do que se poderá chamar “auto-crítica” nacional... devo dizer, para refrigério das almas dos eleitores britânicos, que o que se passa no Parlamento português é bem mais grave e escabroso. Na verdade, consta que muitos parlamentares portugueses têm o hábito bem mais “hard-core” e, convenhamos, bastante nojento... de estar constantemente a visitar as páginas de Facebook de Aníbal Cavaco Silva e Pedro Passos Coelho, o que é, vá lá... como hei-de dizer?
Absolutamente...  repelente!!!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Que “saudades” das “FARC”!!!


Andava a perguntar-me já há alguns dias, quando é que apareceria nos media “a coisa” que costuma aparecer, sempre, uns poucos dias antes da “Festa do Avante”.
Afinal, a minha quase “ansiedade” não tinha razão de ser. Os nossos media funcionam como um relógio americ... perdão, suíço. “A coisa” aí está!!!
Sem querer pronunciar-me nem sobre o livro, que ainda não vi, nem sobre a alegada inclusão ou exclusão de fulano ou sicrano, nem sobre a recorrência destas tiradas “vistosas” de Carlos Brito...
Rais ma parte se “a coisa”, este ano, não é muito fraquinha... 
diria mesmo, medíocre como os pés que a arrastam!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Jornalismo de reverência – A luz no meio do nevoeiro...


Enquanto vão chegando notícias das manobras da “administração” norte-americana sobre os jornais, sobre jornalistas, sobre governos (que seria suposto serem) soberanos de países (que seria suposto serem) independentes, com o objectivo de abafar o escândalo da espionagem indiscriminada sobre o mundo (quer se trate de "aliados" ou inimigos) por parte dos EUA, vamos ficando com uma noção do grau de subserviência que toda esta gente tem para com o “império”... e de como esse império, e por tabela, o mundo, são dominados pelo complexo militar-industrial e o bandidesco gang financeiro... que são o coração e alma desse império.
Felizmente, não fossemos nós ficar deprimidos com esta demonstração de domínio esmagador do império e da falta de coluna vertebral dos dirigentes do resto do mundo... há quem se dedique a fazer-nos chegar as notícias que realmente importam, como a da chegada de mais um cão de água português à Casa Branca.
Felizmente... há “jornalismo” assim!

domingo, 18 de agosto de 2013

Judite de Sousa – Um acto falhado



O (inútil) jovem milionário Lorenzo, excepção feita a umas tantas mentes mais fúteis, ou dadas ao deslumbramento com o dinheiro dos outros, ao brilho das joias e às festas milionárias... não tem condições para agradar às (felizmente) muitas pessoas que acham essas festas obscenas, as joias de mau gosto, a exibição de “manadas” de Ferraris pornográfica... e o vasto amontoado de tatuagens um pouco nojento.
Judite de Sousa apostou nesta segunda hipótese. Tinha tudo para ganhar a aposta. O problema é que o seu momento de jornalismo de merda, a arrogância, o populismo barato, provavelmente provocados por uma breve paragem cerebral... viraram-se contra ela. Conseguiu aquilo que não esperava. Em vez de “destruir” em directo um alvo que achava fácil, o seu acto pouco digno conseguiu quase o pleno: praticamente toda a gente que viu aquilo ficou contra ela, se atentarmos ao caudal de comentários negativos (para dizer o mínimo) que a sua “entrevista” gerou por todo o lado, comentários que já a obrigaram a tentar corrigir o tiroE foi bem feito!
Foi bem feito... para uma jornalista que minutos ou horas depois é bem capaz de entrevistar um qualquer banqueiro ou multimilionário dono ou gestor de empresas, sem lhe perguntar o que faz pela sociedade, onde arranjou o dinheiro, se os pais foram assassinados (!!!), ou quanto custam as joias que oferece à mulher e às amigas “secretas”, ou quantos milhares gasta nas festas que dá. E mais...  quase por certo, fará toda a entrevista com um sorrisinho servil agrafado na cara...




quarta-feira, 17 de julho de 2013

... e depois há isto!


O jornalismo pode ser uma arte nobre, culta e de combate. De facto, esteve muitas vezes (e está ainda) onde deve: na primeira fila da luta pela liberdade, toda a liberdade, incluindo a de informação e expressão; na primeira fila da luta pela dignidade do ser humano; da luta pela cultura e pela inteligência.
Quando vemos órgãos de comunicação social caírem nas mãos de certa gente, transformados em simples negócio, ou extensão e cobertura de outros negócios dos seus donos... tememos o pior.
Infelizmente, não só o tempo nos dá razão, como nem é preciso esperar tanto tempo como isso.
Para quem dirige este velho jornal, o que se passou realmente na reunião entre a ministra e os partidos da “salvação nacional” é muito menos importante do que esta “janela de oportunidade” de insinuar um trocadilho porco, para gáudio dos "comentadores" de tasca. Interessa-lhes mais que o jornal seja falado pela grosseria da capa, do que pelo trabalho de divulgação, descodificação e explicação do que os partidos do “arco da auto-governação” se preparam para, mais uma vez, fazer ao país.
O meu filho jornalista teve, na sua página do “facebook”, um desabafo algo desalentado (felizmente, sei que o desalento é de pouca dura!), desabafo a que não acrescentarei nem mais uma palavra:
"Existem imensos na nossa profissão que lutam diariamente para devolver ao jornalismo a dignidade que em tempos teve. E depois há isto".
  
Adenda: Como se pode ver pode ver pelo teor de alguns comentários, pelos menos uma parte (infelizmente grande) dos portugueses... tem o jornalismo de sarjeta que merece!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Porco, porco, porco!!!


A campanha contra os sindicatos e, sobretudo, contra os sindicalistas, campanha mais ou menos latente, mais ou menos às claras, mais ou menos violenta, conforme as ocasiões... nunca tem descanso. Por estes dias, com o agudizar das lutas contra as políticas dos traidores que ocupam o poder (traidores ao seu próprio eleitorado), essa campanha vai recrudescendo em violência e na quantidade de lixo informativo, calúnias e mentiras descaradas com que se tenta atingir o campo sindical mais activo, logo, mais “incómodo”.
Não que eu esteja embalado nalguma espécie de cruzada contra o jornalismo... mas tem sido evidente que muitos jornalistas se têm colocado de perna aberta para veicular todos os recados do poder e fazer todos os fretes ao patronato.
A “crónica” que hoje destaco, escrita por Henrique Monteiro, do “Expresso”, com as suas alusões veladas à vida da sindicalista comunista Ana Avoila, à comparação da sua “longevidade” como responsável sindical com «ditadura», etc., etc... é um dos exemplos mais miseráveis, uma das peças mais porcas, um dos fretes mais repelentes que tenho visto... e retrata bem a realidade com que abri este texto.
Peço desculpa por não transcrever nada, obrigando, objectivamente, quem quiser saber exactamente do que estou a falar, a ir ler o texto.
Não só vou, desta vez, resistir à tentação de fazer qualquer espécie de “brincadeira” com o título genérico das crónicas de Henrique Monteiro, “Chamem-me o que quiserem”... como não escreverei mais nada, para não correr o risco de usar uma linguagem que até a mim acabaria por embaraçar.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Transportes públicos – Jornalismo de merda *


Um pivot de notícias de um dos canais de televisão comentava estes números que dão conta da diminuição de muitos milhões de passageiros, nos transportes públicos, durante o ano passado.
Não é difícil entender o fenómeno. Perda de poder de compra, com a consequente diminuição de viagens que não sejam absolutamente essenciais. O desemprego esmagador (mais forte nos grandes centros populacionais) que faz com que milhares e milhares de portugueses tenham deixado de se deslocar diariamente para o trabalho... que perderam. E haverá mais razões credíveis...
O caso é que o jornalista, quando elencou (como eles gostam de dizer) as possíveis causas da enorme perda de passageiros... decidiu, para além das causas que já apontei, colocar em destacado primeiro lugar... as «muitas paralisações dos trabalhadores dos transportes».
Et voilá... a culpa é das greves!!!
Alguém achou por bem, naquela redacção de “jornalistas”, fazer este jeitinho aos que acham que os sindicatos são os verdadeiros culpados pela crise... e o pivot não se importou de ler a atoarda... com assinalável convicção.
* Agora digam lá que é má vontade minha... quando classifico isto como “jornalismo de merda”!!!


sábado, 25 de maio de 2013

Miguel Sousa Tavares





O escritor e comentador Miguel Sousa Tavares está a ser alvo da “atenção” das autoridades. Do Ministério Público e da própria Presidência da República. Em causa está o facto de o comentador ter partilhado urbi et orbi a sua opinião pessoal... segundo a qual, «Cavaco Silva é um palhaço».
Diz-se que arrisca uma pena que pode ir até 3 anos de cadeia! Acho pouco! Por mim, fechava-o numa cela e deitava a chave fora... só pelo desplante de vir para os órgãos de comunicação social insinuar que Cavaco Silva tem graça.
Está, ainda assim, com muita sorte, pelo facto de ser a Presidência e não o Sindicato dos Palhaços a apresentar a queixa.

Esses sim! Esses têm todas as razões para estarem profundamente ofendidos na sua dignidade! Humana e profissional!

sábado, 18 de maio de 2013

Grande peça “jornalística”!


O texto do, ou da jornalista do JN começa, absolutamente afirmativa:
“Um homem de cerca de 60 anos suicidou-se esta quinta-feira com um tiro de caçadeira em frente de uma dezena de crianças na entrada de uma creche em Paris, informou fonte policial.”
Agora, vejamos o segundo parágrafo:
“Contrariamente às primeiras informações avançadas após o incidente, o homem teria cerca de 50 anos, e não 60, e a escola era do ensino primário, e não uma creche, como a polícia disse num primeiro momento.”
Não sei se alguém, algum dia, poderá esclarecer-me sobre esta maravilhosa técnica “jornalística” em que se dá a notícia certa... mas só depois de se ter avançado com a notícia errada. Mais à frente, o/a jornalista tem mais um surto agudo de “rigor”, ao especificar que um determinado átrio era de entrada… mas adiante!
Sem querer, nem por um momento, fazer humor negro à custa da vida do suicida e do inevitável trauma das crianças… direi que a repetida exposição a “jornalismo” desta qualidade, pode também levar algumas pessoas ao desespero.