Mostrar mensagens com a etiqueta campanha eleitoral. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta campanha eleitoral. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Rescaldos, pormenores... e “pormaiores”




Parada de Todeia. Já ouviram falar? É uma pequena freguesia do concelho de Paredes, ali junto ao Porto. No fim da minha intervenção musical, a que se seguiria a Luísa Basto, eram 11 da noite do último dia de campanha entre aquele pequeno aglomerado de pessoas firmemente convencidas de que, embora rodeadas por dezenas de freguesias PSD e PS... a CDU ia ter maioria. Depois da viagem de trezentos e cinquenta quilómetros até casa, onde cheguei pelas 3 da madrugada, só tive que esperar umas horas para ter a confirmação: A CDU teve a maioria! Quase 54%!!! Esta última acção de campanha, naquela espécie de aldeia gaulesa do Asterix, como que deu o mote para o que aconteceria no país.
Lá mais em cima, em Viana do Castelo, “um pontinho vermelho” (como lhe chamou uma amiga) na Meadela em que vivi quando tinha 5/6 anos de idade.
Na cidade de Santarém, a tão gostosa novidade do aparatoso “malho” da candidata do PS... mas isso é conversa mais privada.
Entre tantas estórias e pormenores de campanha, como não destacar as grandes emoções de Loures, Évora, Beja e Grândola... e as outras Câmaras e Juntas, pois a CDU não tem autarquias "filhas ou enteadas”.
Para ser mais exacto e para usar o termo “surreal” empregado pela “rtp-n” e que o Miguel Tiago tão bem apontou... enquanto o PS conquista X, o PSD ganha Y e o CDS tem Z... os comunistas “controlam” 34 Câmaras. A saber:
Avis,
Évora,
Castro Verde,
Serpa,
Moita,
Cuba,
Alandroal,
Alcácer,
Peniche,
Alvito,
Beja,
Grândola,
Vila Viçosa,
Arraiolos,
Constância,
Palmela,
Sobral de Monte Agraço,
Mora,
Monforte,
Almada,
Seixal,
Santiago do Cacém,
Alpiarça,
Sesimbra,
Silves,
Loures,
Benavente,
Barreiro,
Vidigueira,
Alcochete,
Moura,
Setúbal,
Montemor-o-Novo,
Barrancos.
Em quase todos esses lugares participei, ao longo dos anos, em sessões culturais em que, teimosamente, insisti numa certa maneira de cantar. Em certos autores. Num reportório que está, ano após ano, a desmentir as copiosas notícias sobre o seu inevitável desaparecimento.
Fica a alegria e a sensação modestamente pretensiosa (passe o oximoro) de ter contribuído com algumas gotas para o mar de esforço e dedicação dos activistas e militantes da CDU.


É bom!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Hoje e para já... é só isto!


Hoje, antes de consultar os vários resultados finais, nomeadamente aqueles a que estou emocionalmente ligado (Sim! Esta vida é feita de afectos e mistérios que são mais do coração... do que da irrefutabilidade dos números), não irei tecer comentários de pormenor sobre estas centenas de eleições locais.
Hoje, basta-me dar os parabéns a todas e todos os activistas e simpatizantes da CDU, que protagonizaram esta espécie de vendaval.
Hoje, basta-me imaginar, com gosto, a cara de tantos a quem este avanço da CDU espanta (e provavelmente incomoda), gente como o infeliz Miguel Sousa Tavares que, há uns anos e no pico da sua “presciência” enquanto comentador político, escreveu: «Hoje o PCP morreu... e ainda bem!»
Estou certo de que hoje, o coitado deve lembrar-se, mais uma vez, de o ter escrito. Imagino que o lembre muitas vezes. Imagino que deva evitar passar à frente de espelhos, não vá a “coisa” ver-se-lhe na cara...
Agora chega de “imaginações”. Vamos festejar por mais um pouco... que logo a seguir recomeça o trabalho. Com honestidade e competência!

domingo, 29 de setembro de 2013

Herman e Milhazes – Tão porquinho!...


Provavelmente é apenas o meu mau feitio a falar. Provavelmente não houve muita gente a ficar enojada com o critério usado para convidar o estropício que dá pelo nome de José Milhazes para debitar em directo no programa de Herman José as provocações e calúnias anti-PCP e Álvaro Cunhal, que escrevinhou no livrito que anda a promover onde pode.
E lá esteve ele, em noite de véspera de eleições, fazendo o seu comício anti-comunista, debitando pérolas como aquela em que defende a construção de uma estátua a Brejnev, por ter tido o “bom senso de impedir que Cunhal tomasse o poder em 1976”.
Desculpar-me-ão... mas já só muito raramente acredito em coincidências e actos inocentes!
Herman José, provavelmente por ter consciência da nojeirada em que alinhou para fazer o jeito a alguém... compensou com a tentativa de subir o nível do programa, convidando também a actriz de filmes pornográficos, Sasha Grey, para promover o livro que publicou.
Aquele longo exercício anticomunista disfarçado de entrevista, na véspera de uma eleição, pode até não ter tirado um voto que seja à CDU...
...mas foi porco!

PNR – A solução...



Um tal João Patrocínio, um pequeno fascista que se candidatou a fazer o papel de “tipo que aparece na campanha a dizer umas coisas nojentas”... pelo partido dos igualmente pequenos fascistas, o PNR, propõe que se acabe liminarmente com os apoios e subsídios municipais às associações das minorias, tais como grupos de defesa dos direitos dos homossexuais, das minorias étnicas em geral... presume-se que tanto na vertente cultural, como social, como seja lá para o que for.
Depois de passar um dia a reflectir assaz e sem querer que esta minha (mais uma!) nova reflexão seja entendida como um sentido de voto, ou de não voto... sempre vos digo:
- Então não se está mesmo, mesmo a ver que o pequeno fascista tem carradas de razão?!
Claro que em vez de andar a esbardalhar rios de dinheiro (com vítimas de homofobia, ou de racismo, ou xenofobia, ou violência doméstica, ou grupos de apoio social a prostitutas, todos refastelados em dezenas de organizações onde estas coisas “perfeitamente aceitáveis” são denunciadas, ou associações que têm a pretensão de, através da música, do teatro e da arte em geral, conseguirem tirar das ruas daqueles bairros com nomes muito estranhos e das garras dos traficantes, centenas de jovens que se está mesmo a ver que não passam de pretos, ou brancos quase pretos de tão pobres *...) a autarquia devia investir em dois ou três bons fornos crematóriosDigo eu...
Estão a ver a maravilha do raciocínio do pequeno fascista, candidato em Lisboa a fazer o papel de “tipo que aparece na campanha a dizer umas coisas nojentas”?
Por um lado... poupa-se uma pipa de massa! Por outro... os problemas dos homossexuais, lésbicas e transexuais, dos pretos, dos ciganos, dos imigrantes, dos pobres, dos drogados, dos portadores de deficiência física e demais "indesejáveis da sociedade" (com um esforço lá chegaríamos aos comunistas...), teriam aquilo a que se poderia chamar... uma “solução final”! **

* Obrigado ao Caetano Veloso, pelos tremendos versos da sua canção “Haiti”.
** Creio que este nome já foi usado antes...

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

António José Seguro – Se é para imitar...


Apesar da espessa impopularidade do governo e da notória vergonha que alguns candidatos autárquicos têm da sua ligação aos partidos do governo, os resultados desta eleição não vão ser favas contadas, como precipitadamente alguns dirigentes do PS julgaram.
Lá vão chegando as notícias (e, infelizmente, também as imagens) dos tremendos esforços de António José Seguro para conseguir alguma relevância e popularidade. Aqui diz umas coisas, logo ali faz ginástica, mais acolá anda de bicicleta...
Apesar de respeitar esta disponibilidade de Seguro para suar as estopinhas pelos seus candidatos, estas notícias não me sugerem grandes comentários. Talvez dois, vá...
Um, para lembrar aos amigos do PS um princípio das famosas “Leis de Murphy”:
“O seguro cobre rigorosamente tudo... menos aquilo que realmente aconteceu”.
O outro, para dar um conselho directo a António José Seguro.
- Homem... se faz mesmo questão de emular (algum dia havia de conseguir usar esta palavra!) dirigentes “notáveis” do PS, deixe lá essa tolice do exercício físico do Sócrates e imite um dirigente realmente notável e com um lugar garantido na História (independentemente do que eu pense dele)!
Largue as corridas e as bicicletas, ganhe uns cinquenta quilos e fique "gordinho"... como Mário Soares!!!


terça-feira, 24 de setembro de 2013

“A gente cá em casa, toda a gente vota, não é... não é?”




Um grupo de jovens montemorenses com (e sem) ligações partidárias – que aqui não vêm ao caso – pensou criar um objecto audiovisual com o fim de apelar ao voto nestas eleições autárquicas. Sem qualquer pista sobre sentido de voto. Tentando um rigoroso espírito de serviço público.
Conseguiram-no! À excepção dos próprios cidadãos de Montemor-o-Novo, que poderão identificar a maior parte dos intervenientes no vídeo e, eventualmente, conhecer as suas opções político-partidárias, mais ninguém poderá vislumbrar aqui qualquer apelo subliminar ao voto nesta ou aquela força partidária ou movimento.
Trata-se de um conseguido apelo à não abstenção... como um valor em si. Todas as forças partidárias concorrentes às eleições foram convidadas a participar.
Infelizmente, os candidatos e militantes de uma das forças políticas da cidade - que não identificarei – acompanhados de alguns independentes cuja participação também teria sido importante, não estiveram disponíveis para participar. Entre os primeiros, uns por real impossibilidade de agenda provocada por ausência da cidade e outros pela velha tentação, ainda não totalmente superada, de desconfiar, à partida, deste tipo de “coisas”. Os independentes, talvez por terem da independência uma concepção algo radical... que corresponde a não participar em nada de cariz político.
Fizeram mal! Creio que uns e outros já se terão dado conta disso mesmo.

Por mim já estava "convencido", mas creio que o vídeo levará alguns indecisos a votar... também na CDU.
Para terminar, uma declaração de interesses com que talvez devesse ter aberto este texto: o meu filho mais novo, ele próprio sem filiação partidária (de que eu tenha conhecimento), dada a sua “queda” para estas coisas da imagem... foi convidado para realizar e seleccionar as gravações de vídeo e fazer a montagem e edição final do dito.
Parabéns a todos! Gostei de ver!




sábado, 21 de setembro de 2013

CNE - Com tanta coisa séria digna de verdadeira e urgente reflexão...



Desculpem-me a rude franqueza... mas esta tão “respeitada” instituição do “dia de reflexão” na véspera de actos eleitorais, é, na minha privadíssima opinião... uma coisa bastante estúpida!
Na verdade, adoraria conhecer alguém que no “dia de reflexão” se ocupe em longas horas de reflexões sobre o seu sentido de voto e nem por um momento converse com alguém sobre política, só para não violar o sagrado princípio do “mistério da reflexão”.
Se me disserem que não deve haver manifestações e mobilizações no próprio dia e junto aos locais onde estão as mesas de voto... concordo plenamente! Era o que mais faltava... somar às homilias dos párocos e à pressão diária dos caciques e patrões, uns e outros capazes de convencer os eleitores mais “frágeis” e que estão sob a sua influência, de que, diga-se o que se disser sobre o secretismo do voto, Deus e os Patrões acabam por saber tudo e ver tudo e enviar castigos aos “pecadores”... era o que faltava, como ia dizendo, juntar a isto a pressão e a intimidação de grupos de “hooligans” organizados para influenciar e condicionar à boca das urnas a liberdade de voto!!!
A CNE decidiu proibir a utilização do “facebook para quaisquer formas de propaganda eleitoral... nem que seja propaganda "subliminar", proibição acompanhada da ameaça de pesadas sanções. Não sei se a proibição inclui o “Twitter”, a língua gestual e os sinais de fumos. Agora o que eu gostaria mesmo, mas mesmo, mesmo de saber... é como raio é que a CNE vai controlar os milhares de páginas pessoais de “facebook” dos militantes e candidatos espalhados por listas de todos os partidos e por todo o país, ou mesmo das centenas de páginas “oficiais” dos partidos e movimentos concorrentes.
Por vezes, dá a ideia de que estas instituições estatais muito formais e rígidas nos seus pergaminhos, nutrem um gosto especial pelas oportunidades de serem gozadas publicamente! O que é uma pena, no caso da CNE!
Dê lá por onde der, esta gigantesca tarefa a que a voluntariosa CNE se propõe, só será possível com a ajuda de “bufos”, o que, não espantando, dado o país em que estamos... retira toda a possível piada à notícia!

terça-feira, 17 de setembro de 2013

As gralhas são uns “pássaros” muito chatos!!!


Aproveitando o facto de estar a deslocar-me para mais uma acção de campanha da CDU, em Torres Novas, escolho destacar duas calinadas magníficas, desta vez em dois cartazes de partidos da esquerda que, para além da inegável graça que têm as “gralhas”, revelam apenas alguma lamentável mas inócua iliteracia... que está longe do analfabetismo que, realmente, faz mal ao mundo: o “analfabetismo político”, como bem escreveu Bertold Brecht e lembrou o Sérgio Ribeiro.
De facto – e deixem-me usar imagens do mundo ciclista - se os amigos da CDU se espalharam ao comprido no prologo... os amigos do BE, com as suas autárticas (eleições no círculo polar Antártico?), mostram que fizeram a revisão da propaganda “em contra-relógio.
Seja como for, nestas provas longas e por etapas, o que conta é a resistência e regularidade, não sendo estes pequenos "acidentes" que definem as posições no pódio final.
Votos de bom trabalho e uma boa campanha a todos! Sim, não estranhem que faça votos de um bom trabalho nas campanhas até a pessoas que estão muito longe de partilhar as minhas ideias. Na verdade, em termos autárquicos, toda a gente que se empenha, honestamente, pelo que acha ser o melhor para a sua terra, ainda que pertença a partidos adversários, tem o meu respeito. Muito mais do que aqueles que ficam em casa a dizer mal dos políticos e da política... mas sempre com o fito de aproveitar o esforço dos outros.
Adenda: Francamente... quem se enganou no cartaz dos nossos amigos da Messejana, acha mesmo que aquilo que eles mais precisavam era de um surto de novas piadas sobre a terra? Não bastava a outra?!  :-) :-)

domingo, 15 de setembro de 2013

Em época de campanha... uma atitude “prudente” :-)



Chegaram ao meu mail vários convites para dar, de algum modo, um contributo para a organização de uma grande manifestação a realizar em data a combinar... mais uma vez por iniciativa do movimento “que se lixe a troika” (QSLT).
Embora desejando as maiores felicidades, tanto para a organização, como para a mobilização e realização da manifestação, devo informar que, desta vez, não poderão contar comigo como contaram antes na “grandolada” do Parlamento, no grande espectáculo da Praça de Espanha, ou na grande manifestação no Terreiro do Paço.
Na verdade, depois de verificar que o “QSLT”, para além de toda a gente que por lá anda e que é genuinamente  interessante, interessada e independente, à mistura com uns tantos “filhos de família” que são, no fundo, apenas anti-comunistas e anti-partidos com “banda sonora de esquerda” e em busca de uma solução para o tédio... adiante!... depois de verificar, como ia dizendo, que o “QSLT”é, também (e legitimamente, diga-se!), uma espécie de “corrente de comunicação” (não digo “transmissão, pois isso é uma marca registada da CGTP, como todos sabemos!), um meio de o Bloco de Esquerda chegar com maior facilidade até “à rua”... e de alguns, que estavam na rua, chegarem à desejada ribalta mediática proporcionada pelo Bloco de Esquerda, depois de tudo isto, repito... não contarão comigo! Nem ajudo, nem estorvo... nem vou!
Primeiro, por coerência com aquilo que há dias escrevi aqui.
Segundo, porque acho que estas minhas 3 participações em iniciativas do “QSLT” podem ser interpretadas como “3 participações consecutivas”. E aí é que está o busílis da questão!!!
Na verdade, não estou para aturar o “excesso de zelo” de um qualquer bloquista que, em plena manifestação, decida denunciar-me à polícia presente, sob a acusação de ser um “dinossauro”, um “profissional das manifestações”, ou mesmo um “manifestante vitalício que sabe-se lá que interesses corruptos pode ter para se agarrar ao lugar de manifestante”, etc., etc., etc.
Acho que por estes dias e até ao acto eleitoral, vou preferir a amizade, a lealdade, o acolhimento franco, fraterno... e o calor das vozes em coro dos militantes e simpatizantes da CDU, nas várias iniciativas em que vou participar nesta campanha*.
Sem denúncias, sem queixas nos tribunais, sem recursos para o TC, sem insultos... ... ...

* Hoje na Maia, depois em Torres Novas, Anadia, Leiria, Soure, Paredes... tendo ainda alguns "intervalos" para descansar, ou mexer ainda no calendário, que não está fechado.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

As televisões portuguesas... que se estão nas tintas para os portugueses


Todas as televisões, RTP incluída, acham importante que saibamos da mais recente tatuagem junto à “passarinha” da famosa artista “pop”.
Todas acham importante que saibamos de todas as vezes que o “nosso” craque de futebol tem um dói dói.
Todas acham importante que os seus “jornalistas” se plantem à porta de Belém, ou dos ministérios, papagueando as mesmíssimas palavras que o pivot acabou de dizer em estúdio, para acrescentarem, apenas, a momentosa informação em “directo” que dá conta do facto de ninguém ter entrado, ou saído... ou, no caso de terem entrado, ou saído... não terem prestado quaisquer declarações.
Todas as televisões acham importante abrir telejornais com o desastre de viação, na cochinchina, entre um autocarro de transporte de galinhas e uma carrinha carregada de repolhos.
Todos as televisões acham importante correr para a “europa”, dia sim dia não, para seguir cada espirro e relatar cada flatulência de Merkel ou do seu ministro das finanças.
Todas as televisões têm pessoal e meios para ir para Londres reportar em directo cada passo do “casamento real”, ou do nascimento do primeiro bebé real... ficando apenas a dúvida de como raio é que deixaram escapar a oportunidade de cobrir, passe a expressão, a primeira “queca real”.
Nenhuma televisão acha importante seguir, de forma competente e democrática, um acontecimento como as Eleições Autárquicas, que terão consequências na vida de milhões de eleitores e milhares de candidatos, centenas de cidades e vilas, milhares de freguesias!
Por muito que este “amuo” antidemocrático das televisões pudesse encaixar-se apenas na minha já habitual classificação de “jornalismo de merda”, acho que, desta vez posso e devo acrescentar:

Capitalismo de merda!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Unidade na acção – Gosto muito... mas agora esperem um pouco!


Fiz bem em esperar várias horas para falar sobre o desenlace do “caso das candidaturas”, que só adquiriu este nome com ares de trama policial, porque alguns decidiram transformar num enredo judicial aquilo que nunca deveria ter saído do âmbito da política. Sem esta espera, a coisa sairia, porventura, muito mais agreste... o que não seria bom para ninguém.
Fico satisfeito com a decisão do Tribunal Constitucional, por mais que não goste de alguns dos candidatos que assim viram viabilizadas as suas candidaturas. Como toda a gente, tenho o melhor “remédio”: não votar neles!
Na verdade, continuo a achar que as únicas limitações aos cargos políticos, não só aceitáveis, como urgentes e salvo as conhecidas excepções constitucionais como é o caso da Presidência da República, deveria ser a da competência para o cargo, a capacidade de trabalho, a honestidade e, sobretudo, o apoio dos eleitores... por mais que me custe ver, de forma excepcional, felizmente!, esse apoio ser dado a escroques como Jardim ou Isaltino, para mencionar apenas os dois casos mais famosos.
Assim, continuo a considerar que a lei de limitação não deveria existir. Porém, já que foi aprovada nesta forma dúbia e incompetente e depois de instalada a dúvida sobre a possibilidade de a limitação ser apenas territorial, havia toda a legitimidade em explorar essa dúvida.
Não estranhei a tentativa dos senhores de um movimento, o tal do nome meio afascistado de “Revolução Branca”, terem tentado esta “causa” como meio para aparecerem e - esperavam eles - facturarem um grande apoio popular para o seu justicialismo de tasca, com o fito de, quem sabe, passarem futuramente a partido.
Estranhei muito mais que o Bloco de Esquerda tivesse enveredado por uma posição fanática contra o que chamam os “políticos eternos”, sobretudo quando eles próprios tiveram, até há bem pouco, um líder que abandonou o cargo dirigente no final do ano passado, já quase aos sessenta anos de idade, sendo que era dirigente político desde antes de 1974. Claro que foi mudando o nome das organizações que dirigiu... o que, não sendo um "truque", tal como o não é a questão territorial das candidaturas autárquicas, vem a dar no mesmo.
Seja como for, passado o calor das trocas de argumentos contra e a favor das queixas em tribunal e tentativas de boicote de eleições na secretaria, a imagem que me vai ficar na memória, temo que durante muito tempo, é a do ar sorridente de vários dirigentes do BE, quando fizeram uma famosa (e bem vinda!) reunião com uma delegação ao mais alto nível do PCP, saindo com discursos sobre a urgência e importância da “unidade de acção” e “convergência de objectivos”... quando era evidente já saberem então que, passados apenas uns poucos dias, iriam tentar boicotar várias candidaturas da CDU.
Na minha qualidade de independente, logo, sem disciplina “partidária” para além daquela a que as minhas convicções (e percurso de vida e amizades pessoais) obrigam, admito, ainda assim, a necessidade de apagar este episódio caricato quanto antes e caminhar, sempre que possível, para a desejada unidade na acção... só que a falta de pachorra a que a minha idade já dá algum direito, fará com que, pelo menos durante uns tempos... não me “vejam os dentes”.
Mais ainda... se, como será desejável, voltarem a sentar-se a uma mesa de conversações os dirigentes dos dois partidos, devo dizer que, ao arrepio da imagem de sectarismo e intransigência com que costumam tentar caracterizar os dirigentes comunistas, gabar-lhes-ei a abertura de espírito e a capacidade de encaixe, por voltarem a conversar com um grupo dos mesmos dirigentes do BE que, mais uma vez, poderão traí-los horas depois de saírem da reunião
Esperemos que assim não seja! Felizmente eu não sou perdido nem achado nestas decisões e posso dar-me ao luxo de ser compagnon de route de quem entendo. Para já, trata-se de participar, activamente e com muito prazer, na campanha eleitoral autárquica.
Trata-se, uma vez mais... de tomar partido! Pela CDU!

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Luís Represas - Apenas mais uma pedra sobre o passado


Com a aproximação das autárquicas o país prepara-se para ficar cada vez mais inundado de propaganda de candidatos do PSD que, nestas eleições, optam por cartazes cobardes, onde os símbolos do partido mal se distinguem, tal é o incómodo que lhes causa o actual estado do PSD... ou que nem têm identificação alguma, como é o caso deste que aqui vemos, em que o músico, autor e cantor Luís Represas dá a cara (e algumas justificações), como mandatário, por Pedro Pinto, um histórico do PPD-PSD. Também já foi de Fernando Nobre, lembram-se?
O caso geral dos cartazes “envergonhados” não me convoca particularmente. Revelam apenas a verdade de que o ser humano é um organismo muito “complexo”.
No caso deste cartaz em particular, sinto exactamente o mesmo. A sinuosa “carreira” do Represas algum dia haveria de passar por esta estação.
Este texto poderia parar aqui, atendendo a que o Represas tem o direito de apoiar quem quer, quando quer, e seja de que partido for... já que, pelo menos que eu saiba, nada o liga a qualquer organização partidária... só que não foi a opção pessoal do Represas que me fez escrever sobre o tema.
O que me convocou nesta estória foi o sururu que a divulgação do cartaz e a notícia do apoio provocaram nas redes sociais. O súbito espanto, choque e escandalizada reacção dos, presumo, antigos e habituais consumidores de “Trovante” é que me deixou algo perplexo. Ora deixa lá ver...
Então, quando os “Trovante” (há muitos anos!) passaram a integrar novos elementos, nalguns casos com origens na direita “pura e dura”, que rapidamente começaram a “ensaiar” com os elementos originais a velha peça teatral do “tudo isto te darei se me adorares”, mostrando-lhes as maravilhas do mercado que havia fora dos concertos e “cantos livres” onde eles tinham nascido e crescido... não houve nenhuma luz de alerta que se acendesse?!
Então, quando pouco mais tarde o João Nuno Represas, o único que ainda se mantinha (e mantem) ligado aos comunistas, foi expulso dos “Trovante”... por razões “musicais”... não soou nenhum alarme?!
Então, quando já a solo, as canções do Represas passaram a ser aquilo que hoje são... não tocou nenhuma campainha?!
Na verdade, tudo não passa de história antiga! Só não sabia quem não estava mesmo informado, uma minoria... e quem, mesmo vendo, opta por fazer de conta que não vê a verdade inconveniente, na ingénua tentação de que, assim, nada aconteça.
Disse eu (ironicamente e a quem de direito) aquando da recente e copiosa homenagem ao grupo em “horário nobre” da Festa do Avante, que foi uma maneira engenhosa que a organização encontrou para garantir que o Represas, pelo menos durante os 45 minutos de permanência no palco, não estaria a dizer horrores do PCP e dos comunistas, como é seu timbre há muitos anos e em quase toda a parte.
Seja como for, nem isso é surpreendente. A forma como o artista em causa fala dos “camaradas” e o tom insolente das “bocas” que produz (infelizmente já o presenciei num palco em que a esmagadora maioria do público, que o aplaudia, era comunista), para além da tal confirmação da “complexidade” do ser humano, é também o clássico comportamento dos “cristãos novos” que, como se sabe, conservam para o resto das suas vidas a necessidade doentia de negar e enxovalhar o seu passado, juntamente com as pessoas que dele fizeram parte.
Adenda: O meu gosto por algumas das canções dos “Trovante” (feitas pelo Luís Represas ou não) não se alterou ao longo dos anos. Não se alterará agora!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

João Cordeiro – Apenas mais um...



«Sei muito bem aquilo que posso fazer, o que não posso e o que me recuso a fazer. E – pode ter certeza – política é uma das coisas que me recuso a fazer. Não me entusiasma.»

Estas terão sido declarações do senhor João Cordeiro à “Visão”, em 2005.
O senhor João Cordeiro dirigiu, durante anos, aquele que é considerado um dos maiores lobbies da economia portuguesa, a Associação Nacional de Farmácias.
Ainda me lembro do tempo, nada distante, em que se acaso uma farmácia saísse das mão da família que a detinha havia gerações, o valor de trespasse do negócio que era anunciado, ainda que se tratasse de uma simples farmácia de bairro com três ou quatro funcionários, faria inveja a muitas médias empresas com cem ou mais trabalhadores e boas carteiras de encomendas.
À frente dessa poderosa máquina de fazer dinheiro, João Cordeiro notabilizou-se, nos últimos tempos, pelas guerras violentas que travou com o Partido Socialista. Desde Ferro Rodrigues, que lhe terá devolvido uma carta em que a Associação protestava contra a ideia da criação de farmácias sociais, pelo facto de esses “protestos” estarem alagados em insultos; passando pelas violentas trocas de galhardetes com o ministro da Saúde de Sócrates, Correia de Campos... até chegar ao próprio Sócrates a quem chamou publicamente «mentiroso e traidor»... o aguerrido Cordeiro foi dizendo do PS, dos seus ministros e dirigentes, aquilo que Maomé não ousou dizer do toucinho.
Notícia súbita... o senhor João Cordeiro é candidato à presidência da Câmara de Cascais!
Não! Não seria sequer notícia o facto de o homem aceitar um cargo político, depois de afirmar taxativamente que era uma coisa que se recusava a fazer. Isso é o pão nosso de cada dia... ainda que a “habilidade” de vir pretender, numa patética tentativa de justificar a "mudança", que o lugar de presidente de uma autarquia "não é bem política"... revele um pormenor de carácter que pode levá-lo ainda mais longe do que a anterior profissão ligada ao negócio da morte.
Não! Aquilo que realmente é notícia é o facto de o homenzinho se ter deixado convencer a ser candidato à Câmara de Cascais... exactamente pelo PS!
O que é indesculpável é que homenzinhos desta estirpe continuem, impunemente, a atirar gasolina para a fogueira onde arde a honorabilidade da nobre actividade política, no que ela encerra de sentido de serviço público, de dádiva de si aos outros. Actividade nobre que, por entre tanto fumo de corrupção, interesses e oportunismo, acaba por ter colado o rótulo sujo do “Eles são todos iguais!”... por mais injusto que isso seja para tanta gente honrada que entende a política como ela deve ser entendida, sejam autarcas ou políticos em geral que, manda a justiça e a mínima honestidade intelectual que se diga, podemos encontrar em várias áreas do espectro político-partidário e entre muita gente independente.
Isso é que é indesculpável! Quanto ao resto... é apenas mais um!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

E continua a “campanha eleitoral”...


Amigas e amigos...
Cá estou eu, novamente, a maçar-vos com esta “vaidosice” da votação do “Cantigueiro”!
Mas cos diachos... já que muitos de vós se deram à trabalheira de me deixar colocado em 2º lugar na primeira fase da votação, indo portanto à fase final... atrevo-me a voltar ao assunto.
Estão abertas as votações da fase final, que decorrerão até ao fim do próximo sábado, dia 26.
Quem tiver pachorra para tanto, pode dirigir-se a esta página, onde poderá votar. Estou na categoria Actualidade política – Blog individual”.
Quando lá chegarem e depois de votarem no “Cantigueiro” – caso seja essa a vossa escolha – podem aproveitar a viagem para votar noutros blogs, nas várias outras categorias.
Importante: Cada pessoa pode votar várias vezes, desde que seja apenas uma vez por dia, até ao final do renhido e tão concorrido “acto eleitoral”, no próximo sábado.
Se perder, prometo não me lamentar muito! Se ganhar, prometo não fazer nenhum discurso... bom... pelo menos prometo que não será longo. :-)
Abreijos colectivos!