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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Rui Machete - As emendas


Diz-me a notícia que o desastroso Rui Machete emenda as declarações sobre o novo “resgate” a Portugal.
Num espaço de tempo curtíssimo, Machete já emendou as suas declarações sobre a sua relação com o BPN, depois de recorrer à esperteza saloia a que Cavaco também recorreu, de tentar convencer os “papalvos” de que ser accionista da SLN, dona do BPN... não era a mesma coisa que ter relações com o BPN. Já emendou as suas declarações sobre o indigente pedido de desculpas aos presumidos corruptos angolanos que estavam a ser investigados, pelo facto... de estarem a ser investigados. Agora, emenda as suas declarações sobre o novo “resgate”.
Num espaço de tempo curtíssimo, são três valentes tiros nos pés! Numa contagem rápida de tiros e pés... já só lhe resta mais um pé em condições!!!
Em vez de continuar, ao pé coxinho, a fazer figuras ridículas, não estará na altura de o senhor Machete considerar (ou alguém por ele) que já são emendas a mais? Que é já pior a emenda que o soneto? Ou pior a ementa que o cianeto... ou pior amêndoa que ... ... …


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Essa sim... seria uma lei e tanto!


Assunção Cristas, a “be(a)ta” do CDS que faz de ministra da agricultura e pescas e desfolhadas e descamação de peixe e caldeiradas e vinho em barda e lançamento de foguetes e apanha das canas... pariu uma ideias sobre a limitação de gatos e cães em apartamentos.
E para quando uma lei, ainda mais dura e restritiva, de limitação do número de feras necrófagas, como hienas e abutres... dentro do Governo do país?

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Ordem dos Advogados – Bem em cima do acontecimento!!!




Depois de um "estudo" que teve a duração de mais de sete anos, o Conselho Deontológico da Ordem dos Advogados retirou a licença de advocacia a Vale e Azevedo. Dizem que o homem «não possui idoneidade moral para o exercício da profissão». Acrescentaria eu que o facto de estar (e ir continuar) na prisão, também não ajuda por aí além.
Os meus conhecimentos sobre os segredos da advocacia e os meandros da arte de presidir aos destinos do Benfica, equiparam-se numa única coisa: a nulidade! Assim sendo é-me muito difícil “dizer coisas” sobre a decisão dos senhores Conselheiros. Mas, convenhamos, pelo menos uma evidente qualidade pode ser-lhes gabada:

A grande pooooon – deee – raaa – çããããoooo...

domingo, 25 de agosto de 2013

Justiça – Num mundo “ideal”...



Num mundo que nem precisava de ser “ideal”... seria suposto que, para se chegar ao posto de juiz, para além dos conhecimentos técnicos (conhecimentos que qualquer aluno imbecil mas “marrão” consegue adquirir), seria necessário dar provas de uma verdadeira vocação, de senso comum (de preferência, bom senso), sentido de equilíbrio, experiência de vida, conhecimento profundo do tecido humano em que se está integrado, uma forte consciência social e política... e, já agora, uma bem estruturada e sedimentada cultura geral.
A vida encarrega-se, todos os dias, de mostrar o quanto isto é uma utopia.
Eu sei, eu sei que todo este meu primeiro parágrafo é uma espécie de manual de como “pedir demais”... mas, que diabo!, nem sempre a alternativa ao oitenta deveria ser o oito!
E assim chegamos ao assunto deste post: a decisão de uma senhora juíza, de mandar arquivar uma queixa de uma mulher agredida pelo marido, marido “extremoso” que só não agrediu também a filha, porque a mãe decidiu fazer-se agredir um pouco mais, ao separá-los.
Neste seu evidente momento de indigência mental, a senhora juíza conseguiu, de uma assentada, envergonhar a sua profissão, faltar ao respeito às mulheres (e homens) vítimas de violência... e dar um golpe na coragem que de que precisam as vítimas para quebrarem as correntes do medo e da vergonha, denunciando a violência e exigindo justiça.
Num mundo ideal, teria nessa noite havido uma instantânea “falha na linha do espaço temporal”, falha muito politicamente incorrecta (até da minha parte!), em que o marido da senhora juíza perderia, também ele, “a noção”... dando-lhe uma tareia que a deixasse internada na ala de ortopedia de Santa Maria, durante dois meses... em homenagem aos milhares de mulheres que todos os dias são agredidas dentro das suas próprias casas e às centenas que perdem a vida às mãos dos maridos, namorados... e demais “amantes”.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

... e depois há isto!


O jornalismo pode ser uma arte nobre, culta e de combate. De facto, esteve muitas vezes (e está ainda) onde deve: na primeira fila da luta pela liberdade, toda a liberdade, incluindo a de informação e expressão; na primeira fila da luta pela dignidade do ser humano; da luta pela cultura e pela inteligência.
Quando vemos órgãos de comunicação social caírem nas mãos de certa gente, transformados em simples negócio, ou extensão e cobertura de outros negócios dos seus donos... tememos o pior.
Infelizmente, não só o tempo nos dá razão, como nem é preciso esperar tanto tempo como isso.
Para quem dirige este velho jornal, o que se passou realmente na reunião entre a ministra e os partidos da “salvação nacional” é muito menos importante do que esta “janela de oportunidade” de insinuar um trocadilho porco, para gáudio dos "comentadores" de tasca. Interessa-lhes mais que o jornal seja falado pela grosseria da capa, do que pelo trabalho de divulgação, descodificação e explicação do que os partidos do “arco da auto-governação” se preparam para, mais uma vez, fazer ao país.
O meu filho jornalista teve, na sua página do “facebook”, um desabafo algo desalentado (felizmente, sei que o desalento é de pouca dura!), desabafo a que não acrescentarei nem mais uma palavra:
"Existem imensos na nossa profissão que lutam diariamente para devolver ao jornalismo a dignidade que em tempos teve. E depois há isto".
  
Adenda: Como se pode ver pode ver pelo teor de alguns comentários, pelos menos uma parte (infelizmente grande) dos portugueses... tem o jornalismo de sarjeta que merece!

domingo, 14 de julho de 2013

Drama em Pamplona – Será só em Pamplona?!


Enquanto decidia o que escrever para este post, um noticiário da SIC-N mostrava-me um slide onde tinham escrito “Drama em Pamplona”. O desenvolvimento da notícia explicava que, pela milionésima vez, bandos de irresponsáveis se tinham feito trucidar por toiros em corrida tresloucada pelas ruas, alguns em fúria... todos os restantes apenas aterrorizados pela selvajaria dos “humanos” que festejam desta forma a memória de um indivíduo que dava pelo nome de Fermin... e que chegou a “santo”.
Pensei com os meus botões: realmente, Pamplona tem um drama... mas não é apenas hoje! É o drama diário de ser habitada e gerida pelo que parece ser uma maioria de débeis mentais que, ano após ano, repetem esta insanidade, por não resistirem à ancestral sede de sangue mascarada de cultura.
Por uma estranha coincidência, pouquíssimo tempo antes tinha assistido a alguns escassos minutos da estreia de um “imponente” programa da SIC, dedicado ao mesmo universo: o da a relação amorosa de alguns cromos com os cornos dos toiros.
Vivemos num tempo (que dura há anos) em que qualquer uma das televisões não consegue encontrar justificação para pagar o que quer que seja aos artistas (sobretudo cantores) que convida para abrilhantar os seus programas, programas em que apenas os apresentadores têm o estatuto – e o ordenado – de grandes vedetas. Os artistas, na expectativa de assim poderem promover os seus espectáculos ao vivo, caem no conto do vigário.
Ao mesmo tempo, no entanto, assistimos a estas mega-produções, com custos de montagem ostensivamente milionários, como é este “Olé”, que promete pôr "famosos" a pegar toiros no luxo climatizado do novo Campo Pequeno. Para compor o ramalhete, junta-se sempre o mesmo grupo de indigentes, que andam de concurso em concurso, fazendo de bobos a troco de dez reis de mel coado, bobos que tanto podem ser escritoras “light”, como “lilis-caneças”, como ex-concorrentes do “bigbrother”. Veste-se a Bárbara Guimarães mais ou menos de espanhola... e já está!
Nunca, é uma palavra demasiado forte... e neste tempo de coisas “irrevogáveis” deve usar-se como os ouriços cacheiro fazem amor: com muita cautela. Por isso mesmo, digo apenas que se é extremamente difícil alguém conseguir ver-me a participar de uma daquelas manifestações pró-animais e anti-touradas... é ainda mais difícil conseguir ver-me a assistir a uma dessas touradas.
Costumo dizer que bastará esperar, sem grandes hostilidades nem discursos inflamados de parte a parte, que o tempo e a evolução se encarreguem de varrer dos (poucos) palcos em que ainda persiste, o espectáculo “artístico” da tourada... como já antes varreu os não menos “artísticos” espectáculos das lutas de gladiadores, etc., etc.
Enquanto eu me perguntava se, numa altura destas, mesmo que apenas como entretenimento, era mesmo de um espectáculo de televisão assim que o país precisava... a minha mais recente namorada (pronto... a coisa dura há já 30 anos, mas nem por isso deixa de ser a mais recente) leu-me o pensamento e, vendo as cores berrantes, as maquilhagens exageradas, o luxo bacoco, a entrada esvoaçante do Castelo Branco... comparou aquilo ao fim do Império Romano.
Como acrescentar mais seja o que for? É aquilo! O país a agonizar, as suas instituições e as estruturas do poder a apodrecerem, lenta e irremediavelmente... por debaixo do brilho falso e decadente dos espectáculos de arena.