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terça-feira, 4 de agosto de 2020

Andrea Bocelli - Finalmente!








Apesar de ter sido afectado pelo vírus… o tenor entusiasmou-se na presença de dirigentes da extrema direita italiana e decidiu fazer um comício negacionista contra as medidas de protecção sanitária, incitando mesmo os cidadãos a desobedecer às indicações das autoridades… mostrando que para além de negacionista, é um “facho”.


Depois viu que o “respeitável público” não gostou nada do seu comício alinhado com os fascistas e os chalupas das “fake-news”… e pediu desculpa… mostrando que tem um carácter de gelatina.


Finalmente! Finalmente, tenho uma razão para explicar porque não gosto de Andrea Bocelli… sem ser uma subjectiva questão de gosto… ainda que o facto de o tenor, vezes demais, conseguir transformar grandes peças de música em quase lixo “pimba” fosse mais do que suficiente como motivo.


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Tribunal Constitucional – Umas contas do tempo da velha 4ª classe...




O Tribunal Constitucional, infelizmente, não achou que um aumento da carga laboral dos funcionários do estado, de 35 para as 40 horas semanais – um aumento de mais de 14% - tivesse uma gravidade que justificasse o seu chumbo.
Fez mal! Na verdade, um aumento de horas de trabalho sem o equivalente aumento de vencimento mensal (assim numas contas feitas em cima do joelho)... é um roubo salarial “igual” ao aumento de horas de trabalho não remunerado. Vamos às contas!
Imaginemos um trabalhador que ganhe 1000 euros por mês, logo, mais coisa menos coisa... 250 por semana. Num horário de trabalho de 35 horas semanais, isso daria, em números redondos, uma média de 7 euros por hora. Aumentando o horário de trabalho para as 40 horas, o trabalhador deveria ser aumentado para 285 euros. Se o trabalhador devia receber 285 euros, mas recebe apenas os mesmos 250, isso constitui um roubo de 35 euros, ou seja, um roubo de 12, 280%.
Pergunto-me: se o governo tivesse, depois de todos os cortes anunciados e dos outros, entretanto, já cometidos, apresentado esta medida como aquilo que ela realmente é, um corte extra nos ordenados dos funcionários, um corte de mais de 12 por cento... será que o Tribunal Constitucional que encontrou tantas justificações para o não chumbo, continuaria a achar esta verdadeira "pulhice"... uma coisa minimamente tolerável?

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Fim da crise – Não fumo desse tabaco...


E como que num passe de mágica... “op-lá!”... acabou a crise e estamos a crescer!
E dirá algum dos leitores: então Samuel... também é pelo “quanto pior melhor”? Não festejas os números positivos?!
- Não... e também não!
Não, não defendo o quanto “pior melhor”! Nunca festejei. Ponto! Não, não festejo os “números positivos”. E porquê? Porque acho que “quanto pior, pior”... e enquanto tiver discernimento para perceber que uma qualquer melhoria - a dar-se - nos números da economia e do défice e do diabo a sete, foi conseguida com o sangue, suor e lágrimas dos mais indefesos, com o esmagamento de pensionistas e funcionários públicos, com a morte prematura de idosos sem acesso aos medicamentos e tratamentos, com o escorraçar de jovens para fora do país, com um aumento gigantesco do número de desempregados, sendo que metade nem subsídio de emprego já tem... tudo isto enquanto os ricos vão ficando mais ricos, a banca goza de protecção estatal e as grandes empresas fazem acordos milionários para sugar todo o dinheiro que é roubado a quem trabalha… ainda que reconheça os números, não, senhoras e senhores, não festejo porra nenhuma!!!
Mais... estou convencido de que este crescimento mágico é mais um número de vaudeville “martelado”, que serve de tempero para melhor se engolirmos a argamassa nojenta da nova e mais pesada austeridade que vem aí. Anunciada já como definitiva, quando todos tinham jurado que seria provisória.
É já história muito antiga. Todas os nossos males são anunciados como “provisórios”, mas, no fundo, todos sabemos que tudo é feito para que se tornem “definitivos”. É o “fado” português!

Pelo menos... enquanto o português for “suave”!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

“Dançam a ronda no pinhal do rei”


Quando se torna por demais evidente que os anémicos números da “diminuição” do desemprego e da “criação” de postos de trabalho, se devem essencialmente a efeitos de sazonalidade e ao êxodo de portugueses para fora de Portugal... é ofensiva para a inteligência dos cidadãos a festança com que os governantes e alguns dos seus lacaio os divulgam.
Quando parece que nem é preciso pertencer a sindicatos, ou partidos da oposição, para desmontar a propaganda e desvalorizar estes anémicos números “martelados”, bastando dar uma olhadela ao que dizem outros estudos mais ligados à realidade, sobre o aumento do desemprego para 2015... é ofensivo que os governantes e os seus lacaios insistam em fazer-nos de parvos.
Resumindo... os portugueses que procuram trabalho e que, sendo que a uma grande parte já foram retirados os subsídios de desemprego e demais apoios sociais, estão a deixar o país aos milhares. Muitos milhares! É pois natural que não compareçam nos centros de emprego portugueses, fazendo com isso baixar os números das estatísticas.
Se, vamos imaginar, no fim de um ano com milhares de mortes provocadas pelo cancro, um qualquer governante viesse para as televisões fazer uma enorme festa, apontando o facto de passar a haver muito menos portugueses doentes de cancro... chamar-lhe-íamos, sem remorso, um refinado e alternadíssimo canalha. Assim, a estes, francamente... olhem... escolham…

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

EUA e Síria – Quando a História é tóxica...


Convenhamos que não veio na melhor altura a divulgação de documentos que provam o envolvimento do “regime da Casa Branca” no apoio ao seu amigo e aliado Saddam Hussein, quando este decidiu atacar o Irão... com armas químicas. Amigo e aliado que, como estamos lembrados, viriam a assassinar pouco tempo depois.
Nada capaz de envergonhar os sonsos que actualmente administram os interesses dos EUA no mundo, seja contra quem for e à custa das vidas de quem quer que seja que se atravesse no seu caminho. O longo historial de violência contra outros países já faz parte do seu código genético.
Assim, apesar de se saber que a única coisa que as armas químicas têm de “inaceitável” para os EUA... é a possibilidade de serem usadas (ou negociadas) pelos outros, lá vamos assistindo à construção da ópera histérica que o Império vem orquestrando na região, desta vez contra “o regime sírio”.
A orquestração, a atingir um paroxismo só encontrado nalguns momentos de Wagner, tem tido contributos vindos de toda a parte, com a amplificação que os media “amigos” se encarregam de fornecer.
Os sinais de um iminente ataque militar do Império e de vários dos seus criados acumulam-se. O terreno foi sendo preparado pelas muitas centenas de mercenários internacionais que, disfarçados de rebeldes, foram executando as provocações necessárias para convencer uma opinião pública crédula, bastante “ajudada” pelo enxame de analistas e comentadores de serviço.
Vem esta minha reflexão, moldada pelas irremediáveis dúvidas provocadas por “acções” perfeitamente imbecis (se atribuídas a Assad), como atacar viaturas de observadores da ONU, ou atacar com gás populações civis, numa altura em que a existência e utilização de armas químicas pelo “regime” povoava todos os media internacionais... acções perfeitamente imbecis que passam, instantaneamente, a fazer sentido, se tiverem sido, afinal, levadas a cabo pelos provocadores infiltrados no país... vem esta minha reflexão, como dizia, num momento em que leio as “duras” declarações do magnata do ketchup, John Kerry, secretário de estado de Obama, que diz entre outras coisas:
Fruto das minhas dúvidas sobre quem faz o quê nesta estória síria, mais a minha total falta de qualquer simpatia por Assad e o seu governo... sou obrigado a admitir que sim, a ser tudo verdade, o senhor secretário de estado de Obama tem razão.
Toda esta estória é indesculpável e uma obscenidade moral, crime de guerra, o que quiserem... exactamente na mesmíssima medida em que o são os bombardeamentos feitos com aviões não tripulados, às ordens do “Obama Nobel da Paz” que, a pretexto de atacar instalações inimigas e aqueles a quem classifica como terroristas, manda assassinar milhares de crianças, mulheres e homens, em ataques que sabe, à partida, atingirem, em cada 100 vítimas mortais... provavelmente 99 inocentes.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Vaticano – Mais depressa se apanha um mentiroso...



O Papa demissionário, o Sr. Ratzinger, que até há pouco usou o nome artístico de “Bento XVI”, disse, ao demitir-se, que a razão porque o fazia se prendia com a saúde débil, que o impediria de exercer condignamente as funções de chefe de estado do Vaticano.
Agora, passados uns meses sobre a demissão, diz que a decisão de abandonar o posto lhe foi sugerida directamente por Deus, numa experiência “mística” que não está muito bem explicada, mas que já foi confirmada pelos que o rodeavam à época.
Não tenho qualquer problema com nenhuma das duas versões da estória. As minhas pernas e outras maleitas, fazem-me entender perfeitamente a situação de não se poder chegar aonde se quer. Quanto à segunda explicação, também estou em condições de entender o “ex-papa”, já que toda a minha juventude foi passada a mudar de terra... e ao que constava lá em casa, essas mudanças eram também ditadas por chamamento divino... mas isso são contas de outro “rosário de penas que vou desfiando e choro a cantar”. *
Assim sendo, o problema não está nas duas explicações para a demissão do Papa, mas sim no facto de elas serem contraditórias. Estabelecido, então, que o Papa mentiu com quantos dentes tinha na boca... resta apenas a curiosidade de saber quando.
Seja como for, a explicação da demissão do Papa, depois deste tão oportuno "retoque", fará muito melhor figura nos livros de História. Tanto da piedosa e mística Igreja Católica, como do muito mais terreno e venal Vaticano.

* Frase interessante! Com uma música, era bem capaz de dar uma cantiga gira… um fado, sei lá…

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Isto vai, meus amigos... *


Citando o meu amigo e companheiro de cantigas, Francisco Fanhais, adepto de trocadilhos “cortantes”... «Não há fome que não dê em fratura!»
Vem esta minha “parvoíce” a propósito da lata com que Pedro Lomba, um cronista oficial da direita agora promovido a membro do Governo, resolveu prometer que a embrulhada dos “swaps”, depois de anos a cozer em fogo lento e muito bem tapada, será, afinal... esclarecida ainda hoje.
É nestas alturas que eu fico mais ou menos sem palavras. Daí, recorrer novamente ao Fanhais e à sua frase preferida (mais extraordinária ainda, por vir de um ex-padre)sempre que é imperioso seguir em frente:
«Olha, pá... isto agora é fé na tábua e pé em “deus”!!!»
* Com um pedido de desculpas a todos os amigos do José Carlos Ary dos Santos... e ao próprio.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Cavaco... e as garantias


Subitamente, o escavacado Silva já anda a regougar loas ao “novo ciclo” e à “viragem da nossa economia”. O governo em que ele não confiava e que só está, ainda, em funções por sua obra e nossa desgraça... conseguiu, num espaço de apenas uns dias, inverter a espiral recessiva. Não espanta! Trata-se apenas de mais um item a somar aos copiosos traços de falha de carácter do Presidente.
Feita esta introdução, vamos ao assunto. Se, como se vê, o verdadeiro primeiro ministro é Cavaco Silva e o vice-primeiro-ministro é Paulo Portas... que diacho de papel é o de Passos Coelho? De parede? (repare-se na forma extremamente elegante como resisti à tentação de dizer “papel higiénico”)
Para além desta mais do que justificada dúvida, fica uma coisa que me inquieta assaz: o facto de, mais uma vez, Cavaco Silva apelar para as «garantias» que lhe são dadas sobre isto e aquilo. Desta vez (já é a segunda) é sobre a veracidade das mentiras ou a mentira das verdades da ministra Maria Luís Albuquerque.
Cavaco tem todo o direito de acreditar nas “garantias” que este ou aquele lhe dê... mas que diabo!, ele não tinha tido já “garantias” semelhantes sobre Dias Loureiro? Provavelmente também sobre Oliveira e Costa... e por aí fora...
Não estaria já na altura de começar a desconfiar das garantias?
Ou será que tem estado sempre por dentro destas tristes estórias... e mente, também ele, compulsivamente?

sábado, 27 de julho de 2013

Maria Luís Albuquerque – Uma questão de “intensidade”?




Já não está em causa se a dona Luís sabia ou não sabia do problema dos “swap”. Sabia! Já não está em causa se na passagem das pastas ministeriais houve muita ou pouca informação. Houve informação! Já não está em causa se os “swap” são pouco ou muito ruinosos para o Estado e as empresas. São ruinosos!
Não se trata, portanto, como costumam discutir alguns comentadores de futebol a propósito das faltas que acham dignas de cartão... de uma questão de “intensidade”.
Esta novela da dona Luís e dos “swap” lembra-me a estória de uma jovem senhora que se preparava para entrar no gabinete do marido, administrador de uma empresa... e foi barrada à porta pela velha secretária do marido, que já tinha antes sido secretária do seu pai, o dono e fundador da empresa... que lhe atira, embaraçada:
- A menina Cristina não entre aí!
- Mas não entro porquê dona Fernanda? Ele está nalguma reunião?
- Não... mas não entre!
- Mas não entro porquê?! Desembuche lá...
- Olhe menina... não há outra maneira de dizer isto: o seu marido está lá dentro com a sirigaita das fotocópias... assiiiimmm!!! – e acompanhou o “assim” com gestos que indiciavam grande agitação de pernas e braços.
A pobre Cristina entrou disparada no gabinete e segundos depois saiu com cara de poucos amigos.
- Olhe lá, Fernanda... você está maluca, ou o quê?!
- Mau! Não me vai dizer que ele não está lá enrolado no sofá com a sirigaita...
- Está!!! Está... mas não está assiiiimmm!!!, como você disse!
E pronto. A questão não é saber se a senhora ministra Luís mentiu assim... ou assiiiimmm!!!.
Mentir, nas condições, local e situação em que o fez, é motivo para demissão do cargo e não apenas uma “coisa feia”.
É um crime!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Passos e Portas - Refundar o programa... reafundar o país!


Enquanto dura a incerteza sobre o desenlace da farsa, entre compras e vendas de “personalidades” ministeriáveis, na dúvida persistente e lancinante sobre o regresso ao governo por parte de Portas... e, a regressar, quais os novos “negócios” de que se encarregará... salta à vista este título:
A lembrar o velho slogan de tom anarquista e fino humor:
“Queremos mentiras novas!”

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Queremos mentiras novas!!!


Enquanto o défice dá saltos de milhares de milhões, enquanto o desemprego salta ao pescoço de centenas de milhares de novos desempregados, enquanto o Fisco salta à veia jugular dos trabalhadores, enquanto as novas taxas, cortes nas pensões, na Saúde Pública e nos apoios sociais dão saltos sobre as campas dos idosos que não lhes resistem... Gaspar (e o outro), de um salto, encontrou mentiras novas para bolsar, descaradamente, sobre os portugueses.
Eu sei que muitos destes governantes serão principescamente recompensados pela sua governação com lugares nas administrações de grandes empresas e bancos, lugares que eles próprios ajudaram a desenhar, fazendo aprovar leis à sua medida... mas nem todos têm coragem suficiente para encher os bolsos enquanto ainda estão no poder. Assim, a coisa tem, o mais das vezes, que esperar uns tempos. Meses... ou mesmo anos, dependendo do grau de pouca vergonha de que sejam portadores.
Daí eu achar que sempre que um governante se saísse em público com uma proeza como esta de Gaspar (e o outro), devia existir um prémio imediato, uma espécie de troféu, sei lá... qualquer coisa como:
“Prémio para melhor efeito especial”
“Prémio para melhor obra de ficção”
...ou o eterno clássico, mas que vai sempre bem,
“Prémio gato morto em cheio nas fuças, até o gato miar”

terça-feira, 2 de abril de 2013

Destruir uma mentira por dia... o bem que nos faria!!!



É evidente, para quem queira ver, que a única força motriz dos capitalistas selvagens é fazer o máximo lucro. Sem moral, sem remorsos, sem vergonha. Na ausência de um aumento de produção e riqueza que possa comportar a sua ganância, esses lucros, que já seriam sempre construídos sobre o suor de quem trabalha, são-no também sobre o sangue e as lágrimas.
Nada disso lhes importa! O que é preciso é empobrecer o país e os trabalhadores. O que é preciso é manter um nível de desemprego que garanta um caudal de trabalho semi-escravo. O que é preciso é deitar as garras a tudo o que dê lucro.
Na falta de ideias para novos negócios, abocanham as actividades que nunca deveriam cair nas mãos de negociantes: educação, saúde, transportes lucrativos, bens de primeira necessidade, como água, energia e comunicações, a grande produção agrícola, indústrias estratégicas... e a banca.
Estes crimes têm que ser “alavancados” por uma mentira constantemente repetida... ou “narrativa”, como lhe chamaria o outro, num discurso aldrabão que justifique o roubo, por privados, daquilo que é público.
Um dos chavões mais repetidos tem que ver com a incapacidade do Estado para gerir isto ou aquilo (desde que seja negócio que lhes cheire) e, fatalmente, o tamanho do Estado. “Há Estado a mais”, “há funcionários públicos a mais”, “há apoios sociais a mais”, “há direitos a mais”... e por aí fora.
É um discurso com sucesso garantido onde quer que a informação e cultura democrática não abunde.
Mas, hélas, tal como em relação à maior parte das aldrabices, também esta dos “funcionários públicos a mais” não resiste a uma simples operação de estudo, lápis na mão e contas feitas.
Era bom que fosse assim todos os dias. Todos os dias desmontando e desmentindo mais uma mentira interesseira e criminosa do grande capital apátrida e dos seus lacaios!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Passos Coelho – O verdadeiro “parque de inversões”


Passos Coelho tem uma forma muito “particular” de ver a realidade, como se pode ver pela sua afirmação de que o relatório do Banco de Portugal, prevendo uma recessão maior do que a prevista, nega essa recessão. É um estilo!
Enquanto mentia sobre coisas avulsas naquela converseta censurada e com a duração de umas horas, em que alguns cromos descarados, como o Moedas, se propõem “mudar o Estado”... Passos Coelho tirou-se da cartola para anunciar que a «inversão» da realidade presente está mesmo aí à porta, em 2014... se não for antes.
Modéstia do senhor primeiro-ministro! Desde que tomou posse que não fez outra coisa senão “inverter” tudo e o seu contrário.
Prometeu coisas que nunca cumpriu.
Cumpriu coisas que nunca tinha anunciado.
Roubou salários e pensões... que jurou manter.
Prevê um deficit... e há outro.
Prevê uma dívida... e há outra.
Aumentou os impostos que “nunca aumentaria”.
Destrói o Estado Social que diz defender.
Há lá realidade mais “invertida” do que esta?!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Apenas uma sugestão aos propagandistas do Governo (não precisam de agradecer!)


A novela do "memorando", obra dos ex-governantes do PS e dos actuais do PSD/CDS, chegada que está ao enésimo capítulo, revela mais um enredo: a chantagem!
Como se os crimes que têm sido cometidos em nome do bendito memorando não fossem já suficientes, Gaspar e um dos seus secretários, decidiram recorrer a um dos crimes mais porcos do cardápio, a chantagem, jogando no medo de que se acabe o dinheiro para pagar o essencial.
Assim, deitam já para cima “de outros” as culpas da possível escalada da crise. Insinuam que a culpa será do TC, de Cavaco, dos partidos, deputados, constitucionalistas e portugueses em geral, que se manifestaram e denunciaram aquilo que lhes pareceu “fora da lei” no Orçamento de Estado.
Não fosse a tragédia que tudo isto envolve... e dada a indigência ficcional desta “novela” do memorando da “troika”, acrescida do descaramento com que tentam dourar a pílula para melhor adoçar o amargo de boca colectivo, eu proporia que todas as notícias relacionadas com este “fenómeno”, passassem a constituir uma rubrica especial, em todos os noticiários, a que poderia dar-se  o nome de, sei lá... assim de repente...
“Memorandos com Açúcar” (???)

sábado, 22 de dezembro de 2012

Passos Coelho – Sem um pingo de vergonha na cara!


Já passaram várias horas sobre o momento do debate em que o pascácio Coelho agrediu verbalmente a deputada Heloísa Apolónia, acusando-a de mentir, vomitando a sentença mais ou menos berrada de que «não podemos dizer tudo o que nos apetece, sem sermos confrontados com a realidade», acrescentando, raivoso, «isso é uma falsidade, nunca disse isso em lado nenhum e desafio a senhora deputada a trazer afirmações minhas nesse sentido».
Heloísa Apolónia tinha apenas referido o facto (gravado e conhecido) de o pascácio Coelho ter afirmado, ali mesmo, naquele Parlamento, mas há um ano, que seria este ano de 2012... e não 2013, o ano da “viragem económica” que agora resolveu re-anunciar.
Como disse, já passaram várias horas sobre a agressão cobarde do primeiro-ministro à deputada Heloísa Apolónia... e o bandalho ainda não veio a público pedir desculpas!
A exibição impune da total falta de carácter, da total falta de vergonha na cara, “alavancada” (como eles gostam de dizer) por uma arrogância sem limites... é sempre um espectáculo degradante e nojento!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Governo PSD/CDS – Vulgares trafulhas


Embora já vá parecendo uma ideia peregrina alimentar qualquer dúvida sobre as verdadeiras motivações do bando que ocupa o poder, motivações que se limitam a conseguir destruir aquilo que resta de Abril, do Estado Social e do património público, para encher os bolsos dos amigos e, num futuro próximo, os próprios... há sempre notícias que vão ajudando ao esclarecimento da coisa.
Não imagino, nesta tarde acinzentada, uma notícia que melhor ilustre o carácter “manhoso” deste bando de vigaristas, do que esta:
Como se vê, chega a ser “comovente” o carinho com que o Governo trata os seus “boys” e “girls” que, como se não bastasse o facto de, quase sempre, ganharem muito bem e de pulularem pelos gabinetes ministeriais como verdadeiros cardumes... continuam, ao que parece, a receber os seus subsídios de férias, subsídios roubados a tantos milhares de trabalhadores.
Claro que, embora com um palavreado algo confuso, o Governo nega... mas, por estes dias e dado o seu historial de mentiras compulsivas, as “negaças” ou desmentidos do Governo têm um valor facial extremamente degradado.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Governo Passos/Portas – Uma quadrilha!


Como o facto de repetidamente tomarem atitudes e adoptarem medidas dignas de verdadeiros canalhas, já não surpreende ninguém, o governo de fanáticos de Passos e Portas decidiu demonstrar, mais uma vez e com estrondo, o profundo desrespeito, a roçar o ódio, que têm ao poder local democrático nascido com o 25 de Abril e à sua autonomia.
Pouco lhes interessa a realidade ou a verdade. Pouco lhes interessa que o poder local contribua para a dívida pública de uma forma quase residual, mas, em contrapartida, tenha sobre os ombros tarefas sociais de toda a ordem, que caberiam ao poder central. Apenas lhes interessa cavalgar a “pileca” do populismo barato, vendendo a ideia de um país onde praticamente só existem autarcas despesistas e corruptos (corruptos há, sim senhor, mas, curiosamente, quase sempre vindos da área política do governo), um país onde praticamente só há “rotundas” e não um belo trabalho social, cultural, de defesa e preservação do património, etc., etc., etc., um trabalho que implica (e que em tantos casos é evidente) um profundo amor à sua terra a às suas gentes, um conceito absolutamente estranho aos bandalhos que se instalaram no poder exactamente para fazer o contrário: vender o país ao desbarato e espoliar os cidadãos até ao tutano.
Em mais uma imposição “afascistada” de corte cego na “despesa” (o nome que estas bestas dão aos vencimentos dos trabalhadores públicos), ordenam um autêntico “abate” de funcionários que, a ir para a frente, deixará muitas autarquias e serviços em colapso em termos de funcionamento.
Para deixarem claro que pretendem terraplanar qualquer veleidade de autonomia de qualquer autarquia, num tique ainda mais “afascistado” do que o corte em si, ameaçam que qualquer Câmara Municipal que não faça o “abate” de funcionários, terá o corte de verbas equivalente ao número de trabalhadores que seriam afastados, caso obedecessem ao dictat governamental.
Tem toda a razão o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, quando diz que «Isto não é um governo, é uma quadrilha!»

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Eleições nos EUA – Uma ponta de inveja


Prossegue a corrida para a "Casa Branca", com Obama a provar ser um homem com bastante sorte no que respeita à qualidade humana e política dos seus adversários directos.
Na verdade, e ao que parece com resultados gravosos para a sua campanha, a dupla “republicana” composta pelo candidato a Presidente, o ultra-conservador Mitt Romney e o candidato a vice-Presidente, o neofascista Paul Ryan, vai acumulando erros e gaffes com a inexorável cadência de uma nora a perder água por todos os alcatruzes.
Enquanto Paul Ryan se multiplica em frases abjectas de vária ordem, acrescestando-lhes ainda por cima um rosário de mentiras que vão da sacanice de atribuir a Obama, por exemplo, o fecho de uma fábrica de automóveis que, afinal, foi encerrada... por Bush, até ao indigente ridículo de mentir extensamente sobre um resultado de uma maratona em que correu... Mitt Romney, para não ficar atrás, deixou-se, mais uma vez, apanhar numa situação altamente comprometedora.
Desta vez, decidiu insultar de tudo e mais alguma coisa os apoiantes de Obama. Gente «que não paga impostos, que acha que tem direito a assistência médica, comida, casa e tudo o mais». Embalado pelo aroma inebriante do dinheiro da assistência composta por milionários, numa jantarada para doadores para financiar a corrida presidencial, acabou mesmo dizendo que a sua campanha «não é dirigida aos mais necessitados», rematando peremptório: «o meu trabalho não é preocupar-me com essa gente».
Romney acrescenta ainda mais alguns comentários de carácter étnico e racista... mas, na verdade, não é isso o que mais me “toca” nesta notícia. Falando francamente, fico mesmo com alguma inveja dos eleitores dos EUA.
Ah!... Se ao menos os canalhas que nos governam tivessem escorregado duas ou três vezes em momentos de “sinceridade” como estes... ainda que involuntários... mas não!!!  Se alguma coisa se pode admirar ao bando de delinquentes que está no Governo de Portugal, é a absoluta concentração com que mentiram descaradamente aos portugueses para garantir a eleição!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Paulo Portas – O farsolas...


Paulo Portas insiste no mais que improvável milagre de que as pessoas se esqueçam do antigo “jornalista” acanalhado do “Independente” e na chusma de personagens que, entretanto, tem vindo a encarnar, a acabar na estória dos submarinos e no roubo de milhares de documentos do Estado. Insiste, como dizia, em esperar o milagre de bastar agrafar um ar “sério”, para que se pense que é sério, ou que baste apontar para si próprio exclamando “ó pra mim, com tanto sentido de Estado!”, para que passemos a pensar que ele o tem.
Esta farsa da discordância, posta em cena e a render durante os últimos dias, é apenas mais uma das suas incontáveis “performances” artísticas.
Passe a evidente canalhice calculista por detrás de toda a situação, ficamos a saber, finalmente, qual é o contributo de Portas e dos seus mais directos sequazes, para o “sacrifício” colectivo pedido “a todos”: viabilizar, apenas pelo mais elevado “desprendimento e fervor patriótico”, medidas governamentais que, segundo dizem, lhes “cortam o bondoso coração”. A não serem recompensados na Terra, terão já garantido um lugar no céu.
Gostei de saber que em tempos tão conturbados, podemos contar com um estadista com tal aprumo e tão fina estampa.
Já não gostei, confesso que não gostei mesmo, de ouvir dizer a mais do que um dirigente político (ou comentador, já não sei...) que estas divergências na coligação deveriam ser resolvidas...  “dentro de portas”.
Chamem-me esquisito, chamem-me o que quiserem... mas a coisa dita assim e atendendo aos protagonistas envolvidos, ainda por cima num país tão dado a trocadilhos... soa mal, que diabo! Mas isto sou eu e o meu feitio...

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Obama e as armas químicas – Só para ajudar...




Independentemente do que eu possa pensar sobre a criminosa bandalheira que (dos dois lados da contenda) se passa na Síria, há várias coisas (para além do principal, que são as mortes estúpidas e inúteis) que já cansam, como por exemplo:
1. A sonsice ocidental, que faz de conta que não sabe que a “oposição rebelde síria” é, maioritariamente, uma amálgama de mercenários estrangeiros, pagos por vários países da região e de fora dela... países esses movidos por interesses inconfessáveis, sendo que nenhum deles é nem sequer vagamente aparentado com a liberdade, a democracia, ou a paz.
2. A sonsice de Barack Obama, que continua a vender o “argumento” já com cheiro a peixe estragado, segundo o qual há “mãos boas” e “mãos más” no que diz respeito à posse de armas nucleares ou químicas. “Mãos boas”, os EUA e Israel, sempre! “Mãos más”, o resto do mundo... com raras e momentâneas excepções reservadas aos “aliados” de circunstância.
Lá veio ele, mais uma vez, com o seu ar de santinho de pau carunchoso, traçar a linha que a Síria não poderá pisar, sob pena de ser fustigada por um ataque dos EUA... e do resto do lastimável mundo que anda a reboque do “império”: vir a descobrir-se que a Síria tem, ou pretende usar, armas químicas.
Pronto! Agora só resta provar que as armas estão lá! 
Sempre com o intuito de ajudar, cá estou eu, oferecendo umas dicas a essa grande figura de estadista e esperança do “mundo livre”.
Ó Bama... perdão, ó Obama! Se você tiver alguma dificuldade em “provar” a existência das prostitutas das armas químicas da Síria, não hesite em voltar a recorrer aos nossos cronistas, como o ex director do Público, José Manuel Fernandes, ou do vistoso Durão Barroso, figuras que não terão qualquer dúvida em voltar a jurar que viram as provas... ou mesmo a inefável blogueira e jornalista Hiena Ma... perdão, Helena Matos, que para compensar a falta de protagonismo na invasão ao Iraque, será mesmo capaz de jurar que, para além das provas, já viu as próprias armas.
Se for preciso ainda se arranjam por cá mais alguns... mas presumo que você quererá ter outros países representados, o que não deve ser difícil. Idiotas úteis da estirpe destes... há-os por todo o lado!

Adenda:  Eu não disse?! Aí estão os "bobis" amestrados dos EUA...