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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

11 de setembro – Lembrar as vítimas sem esquecer os agressores


A infelicidade das muitas centenas de vítimas dos ataques às Torres Gémeas de Nova Iorque, foi trabalharem em empresas que ocupavam escritórios situados naqueles dois símbolos do regime imperial norte-americano.
O movimento pretensamente revolucionário, mas na realidade de índole fascista, como é a Al-Qaeda, desenhada, criada e patrocinada pela CIA e pelos falcões do aparelho industrial/militar dos EUA, no momento em que se virou contra os seus criadores, não escolheu atacar os responsáveis, antes pelo contrários, como é comum aos cobardes, optou por um assassínio em massa.
Por negra ironia da História, o regime agredido em Nova Iorque, em 2001, foi o mesmo que agrediu, na Santiago do Chile de 1973, quando os “falcões” e operacionais da CIA resolveram livrar-se da “ameaça marxista”, como lhe chamava a “Time” numa das suas capas, patrocinando o golpe militar fascista de Pinochet, o assassinato de Allende e de vários milhares de chilenos.
Exactamente por estes dois vergonhosos momentos da História estarem ligados tão intimamente, no Chile em 1973 e em Nova Iorque em 2001, é que eu insisto em nunca os separar neste dia de tão tristes memórias.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Thatcher – Alguma explicação deve existir...


Alguma explicação deve existir para a abjecta e asinina subserviência parola com que os canais de televisão foram transmitindo longos directos e não menos longos diferidos do funeral da facínora inglesa Thatcher.
A facínora, compreensivelmente, tem quem a venere. Há sempre alguém disposto a desempenhar esse papel... mesmo fora do círculo dos poucos que lucram muito com isso. Apesar de ser a maior inimiga dos trabalhadores do seu próprio país. Apesar do ódio cego aos sindicatos. Apesar de representar o que há de pior na política mundial. Apesar de nunca ter deixado de classificar Mandela como terrorista. Apesar de, até à morte, ter defendido o fascista e assassino chileno Augusto Pinochet (facto que os fascistas que ainda o idolatram agradecem)... tendo até afirmado, numa altura em que já ninguém podia alegar desconhecimento sobre as atrocidade que o assassino cometeu contra o povo chileno, que «Pinochet devolveu a democracia ao Chile».
Alguma explicação deve existir para a abjecta e asinina subserviência parola das nossas televisões... mas aquilo parece ser coisa que se pega.
Ao fim de, acidentalmente, ter visto alguns dos directos do funeral, tive que me bater contra uma inexplicável vontade de beber sumo de feno... e zurrar.
Já passou! Obrigado!!!

terça-feira, 11 de setembro de 2012

11 de setembro – Mais um ano...




Mais um 11 de setembro passa. Acredito que depois de tanto o repetir, já não preciso de justificar que lembrar em primeiro lugar um “11 de setembro” mais antigo, passado no Chile em 1973, quando o imperialismo dos EUA assassinou Salvador Allende e muitos milhares de chilenos, servindo-se do traidor e fantoche Augusto Pinochet, não é de forma alguma um desrespeito para com as vítimas do mais mediático e mais recente “11 de setembro” de Nova Iorque.

Trata-se simplesmente de uma compreensível fraqueza humana da minha parte: mesmo lembrando toda a gente… lembrar em primeiro lugar os amigos.

Hacia la libertad” – Inti-Illimani
(José Seves/Horacio Salinas)