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quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Evolução



(Famosa “Galeria dos espelhos” do Palácio de Versailles)


Já houve um tempo em que os poderosos não hesitavam perante nenhuma despesa, por mais obscena que fosse… nem que para isso tivessem que sangrar cada membro do povo, cada trabalhador, cada pequeno artesão, cada pequeno comerciante.

E hoje?

Hoje também‼️

domingo, 20 de outubro de 2013

Ponte 25 de Abril – Confirma-se a "desolação"


A "desolação" que se perfilava no horizonte, confirmou-se. Ainda que eu deva, por uma questão de honestidade intelectual, afirmar mais uma vez a minha preferência pela primeira versão que estava projectada para a manifestação de Lisboa. Ainda que eu queira saudar todos os que compareceram nas duas grandes manifestações do Porto e Lisboa. Posto isto... os “desolados” são vários:
Os abutres candidatos a falcões neo-fascistas que resolveram encomendar pareceres que justificassem a repressão à travessia da ponte, em marcha a pé, viram a sua proibição ilegal justamente denunciada como um crime contra a democracia... e a manifestação a acontecer... apesar de tudo.
Os “super-hiper-maxi-mega-revolucionários” que (como entretanto já li nas redes sociais e blogues) foram seguindo a “traição” da CGTP, mas a partir de casa e pela televisão, arrotando postas de pescada sobre a falta de gente, o revisionismo, o legalismo, a falta de “derrube do governo já!”. Alguns, foram mesmo deixando no Facebook “revolucionárias” promessas de que «quando for para derrubar o governo... lá estarei!»
Até os jornalistas não conseguiam esconder a sua tristeza por não haver bloqueio da ponte, não haver nenhum autocarro atravessado, não se dar nenhum acidente.
Em suma, foi “desolador” não haver ninguém “a pôr-se a jeito” para (nem que fosse acidentalmente) ser o novo Luís Miguel... e ser baleado, como esse outro foi, enfrentando um futuro em cadeira de rodas, paraplégico, para o resto da vida.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

ASAE – Nada de novo...


Compreende-se o rigor de segurança exigido a uma ambulância. Já imaginaram o perigo que é uma ambulância a rolar por aí com os quatro pneus carecas, ou adirecção avariada, ou sem travões, ou com os meios de apoio de emergência à vida avariados, ou com os enfermeiros e motorista a caírem de bêbados... livrem-nos todos os santinhos do altar!
Então, vejamos...  qual foi a “criminosa” infração dos Bombeiros Voluntários de Vagos, esse grupo de marginais que, por dá cá aquela palha, estão dispostos a arriscar a vida por pessoas que não conhecem de lado nenhum... e numa altura em que são obrigados a quase mendigar o dinheiro que lhes permita abastecer de combustível as viaturas?
Não dispunham, no interior da ambulância, de um autocolante informando que tratar-se de um local destinado, exclusivamente, a não-fumadores!!!
Ah... bom! Como já disse... compreende-se! Assim fica tudo explicado!
Há muito tempo que não tinha novas da sempre tão empreendedora ASAE... mas esta notícia veio “descansar-me”. Por aquelas bandas, tudo normal. Nada de novo!
A ASAE  continua a ser dirigida por bestas quadradas!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Assunção Esteves – Que é que foi madame... a sardinha cagou-se?! *


Hoje quero falar do tão vistoso surto “histérico” da dona Assunção Esteves no Parlamento.
Antes de mais, devo dizer que sim, acho que a insistência em interromper os trabalhos da Assembleia da República é uma liberdade que pode acabar por ser confundida com desrespeito pelo Parlamento e pelos seus deputados. Acho que pode contribuir para alimentar o clima de desrespeito pelas instituições da democracia, desrespeito que se vê e ouve um pouco por todo o lado. Aqueles que, descuidadamente, agora aprovam tudo o que ali se grite e faça nas galerias, dificilmente terão argumentos para travar os grupos de neo-nazis, fanáticos anti-aborto, beatos moralistas, saudosos do fascismo em geral, ou outros que tais, que resolvam ir boicotar os trabalhos de cada vez que se discutir ou aprovar uma lei que não lhes agrade.
Defendo e defenderei a liberdade dos cidadão terem acesso às galerias do Parlamento... mas por uma questão de ar puro, de saúde, propagação do som e espaço para os braços, para as pernas e para os cartazes, a “casa” destas manifestações deve continuar a ser a rua.
Contra mim falo, que há bem pouco tempo participei na famosa “grandolada” ao Passos Coelho... uma estreia que, muito provavelmente, foi também a minha última “actuação” naquele palco... ou outro do género.
Posto isto, voltemos à vaca fria (acho que já não preciso mais de repetir que isto é mesmo uma frase-feita popular, que quer dizer “vamos voltar ao assunto principal”)!
Vendo o comportamento da dona Esteves no Parlamento, ocorreu-me, mais uma vez, que toda a série de clichés reservados às varinas e peixeiras, mulheres de trabalho duro e sofrido, clichés como “arrear a giga”, “descer das tamancas”, “atirar com a canastra”, “pôr a mão na anca”, “fazer uma peixeirada,etcetc... são, para além de sexistas, classistas e sobranceiros, muito injustos e, sobretudo deslocados.
Basta ver a facilidade com que uma sonsa, snob, muito bem penteada e vestida, espertalhaça, bem na vida, aproveitadora, xupista, reformada desde os 42 anitos com milhares de euros cada mês... consegue com grande maestria “arrear a giga”, “descer das tamancas”, “atirar com a canastra”, “pôr a mão na anca”, “fazer uma peixeiradaetcetc...
Deixando de lado a citação perfeitamente imbecil, direi mesmo canalha, tal o despropósito, com que resolveu “ilustrar” o acontecimento, a pretensão da dona Esteves, quanto à "revisão das regras" de acesso do público às galerias até poderia, hipoteticamente, ser discutível... mas uma coisa é certa: é urgente rever, profundamente, as regras de acesso aos lugares de deputado, em geral... e, em particular, ao lugar de Presidente da Assembleia da República!

* Observação absolutamente histórica feita por uma vendedeira de peixe do Mercado do Bolhão, a uma freguesa que não parava de cheirar, com ar desconfiado, as sardinhas. Funciona melhor imaginando o maravilhoso e musical sotaque portuense.