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quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Liberdade de expressão













Chama-se Joan Baez. Está quase a completar 80 anos de vida… uma vida cheia de canções e opiniões.

Esta recente “opinião” é, como se pode ver, sobre Donald Trump.

Nem precisa de música!

domingo, 22 de julho de 2012

Joan Baez – Unidos... “no nos moverán”!


O facto de, ao longo de largas dezenas de domingos ter publicado aqui talvez quase duzentas e cinquenta músicas, sendo que, numa boa parte das vezes, deixei espalhado nos textos com que as apresentei, muito do que me ia na alma (provavelmente tenho uma... quando se trata de música) sobre as cantigas em si, os seus intérpretes e autores... dá-me o direito de, uma vez por outra, propor-vos uma canção sem grandes explicações sobre a sua escolha.
Dito isto... ainda bem que assim é, porque não faço ideia de que diacho de explicação iria dar para o arrepio que ainda me percorre quando ouço a voz e vejo a figura desta bela recordação da minha juventude. Também não teria grandes palavras para explicar esta mistura feliz de um excerto de um grande texto de Pablo Neruda, “Alturas de Machu Pichu”, com o conhecido tema da canção de protesto “No nos moverán”, um clássico espiritual negro transformado em canto sindical, tanto por camponeses como operários e que já milhares e milhares de trabalhadores de todo o mundo traduziram para as suas línguas e cantaram como “combustível” das suas lutas.
Bom domingo!
Sube a nacer conmigohermano. 

Dame la mano desde la profunda 

zona de tu dolor diseminado. 

No volverás del fondo de las rocas. 

No volverás del tiempo subterráneo. 

No volverá tu voz endurecida. 

No volverán tus ojos taladrados
Yo vengo a hablar por vuestra boca muerta.

través de la tierra juntad todos 

los silenciosos labios derramados 

y desde el fondo habladme toda esta larga noche 

como si yo estuviera con vosotros anclado, 

contadme todocadena a cadena, 

eslabón a eslabón, y paso a paso, 

afilad los cuchillos que guardasteis, 

ponedlos en mi pecho y en mi mano, 

como un río de rayos amarillos, 

como un río de tigres enterrados, 

y dejadme llorarhorasdíasaños, 

edades ciegassiglos estelares.


Dadme el silencio, el agua, la esperanza.

Dadme la lucha, el hierro, los volcanes.

Apegadme los cuerpos como imanes.

Acudid a mis venas y a mi boca.

Hablad por mis palabras y mi sangre.”
(Pablo Neruda)

“Alturas de Machu Pichu” / “No nos moverán” – Joan Baez
(Pablo Neruda / Autores desconhecidos)