Estas são algumas das reflexões que levaram o colégio arbitral a fazer gorar as ilegítimas pretensões anti-greve do Governo em geral e de Crato em particular, ao quererem impor "serviços mínimos" aos professores em greve:
O colégio admite que esta greve, “sobretudo pelo sector que afecta”, poderá assumir “gravidade acrescida que a torna impopular”, mas frisa que tal não justifica “a imposição de qualquer limitação ao exercício do direito à greve dos trabalhadores envolvidos”.
“A instabilidade nos alunos e famílias já existe face ao conflito que há muito opõe o MEC e professores”.
Cai assim por terra a arrogante ameaça de requisição civil, caso os professores resistissem a cumprir os serviços mínimos, feita pelo escroque, “grande educador” e enorme fraude ministerial que dá pelo nome de Crato.
Cai assim por terra a pateta convicção de alguns, que imaginam um Mário Nogueira meio abrutalhado (como devem ser todos os “comunas”)... e que não conheceria perfeitamente o alcance político e legal das causas e lutas em que se empenha.
Claro que o bandalho Crato, não por qualquer convicção... já que não é defendendo convicções que se faz o repelente trajecto político que ele fez, desde o maoismo fanático até esta outra porcaria que professa hoje... não por qualquer convicção, como dizia, mas por arrogância, pela mais abjecta demagogia à custa das crianças e jovens em cuja desgraça, empobrecimento e fome, colabora durante todos os dias que não sejam de exames... ou então por uma súbita vontade de "isaltinar"... vai recorrer.
Ainda assim... e à espera de decisões realmente finais...
Um abraço a todos os professores com “coluna vertebral”! *
* Isto da "coluna vertebral" não significa qualquer falta de consideração pelos professores que têm uma opinião contrária e que o afirmam claramente... mas sim, retrata a minha completa falta de “respeito” por todos os outros, os do “NIM”, os que ficam em cima do muro à espera dos lucros que possam ter por não se meterem em nada... quer ganhem uns, quer ganhem os outros.