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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Professores – Carne para canhão



Professor "bom" é aquele que não tem poder reivindicativo. Por ter um trabalho precário. Por poder ser “terminado” a qualquer momento. Por não ter os mesmos direitos que os que já têm vínculo. Por ganhar menos que esses... apesar de fazer o mesmo trabalho. Professor bom é aquele que, por tudo isto, pode nem chegar a sindicalizar-se e muito menos a ter uma vida política activa. Por desencanto, ou simplesmente por medo.
Tudo isto é imoral e ilegal... mas tem sido a “bíblia” de ministros e ministras da “educação” ao longo de vários anos e pertencentes a vários governos formados pelos partidos do “centrão” dos interesses. Nuno Crato é apenas o mais recente e como esta espécie de descaramento anti conquistas de Abril tem vindo em crescendo, é o mais fanático destruidor do ensino público que Abril trouxe.
Esta notícia, embora pela rama, dá conta dessa realidade e dos números envolvidos. Ainda assim, o que dá nas vistas na notícia é o facto de esta nossa realidade vergonhosa escandalizar a Comissão Europeia, que intima o governo português a, rapidamente, tomar medidas para repor a legalidade no sector.
É verdade! Quando é a própria Comissão Europeia – que “fuma do tabaco” que bem sabemos – a escandalizar-se com a situação... vemos bem a “qualidade” do lixo que temos tido como ministros e ministras da Educação, ao longo de tantos anos!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Vai buscar, ó Crato!!!


Estas são algumas das reflexões que levaram o colégio arbitral a fazer gorar as ilegítimas pretensões anti-greve do Governo em geral e de Crato em particular, ao quererem impor "serviços mínimos" aos professores em greve:
O colégio admite que esta greve, “sobretudo pelo sector que afecta”, poderá assumir “gravidade acrescida que a torna impopular”, mas frisa que tal não justifica “a imposição de qualquer limitação ao exercício do direito à greve dos trabalhadores envolvidos”.
Ou ainda:
“A instabilidade nos alunos e famílias já existe face ao conflito que há muito opõe o MEC e professores”.
Trau! – digo eu.
Cai assim por terra a arrogante ameaça de requisição civil, caso os professores resistissem a cumprir os serviços mínimos, feita pelo escroque, “grande educador” e enorme fraude ministerial que dá pelo nome de Crato.
Cai assim por terra a pateta convicção de alguns, que imaginam um Mário Nogueira meio abrutalhado (como devem ser todos os “comunas”)... e que não conheceria perfeitamente o alcance político e legal das causas e lutas em que se empenha.

Claro que o bandalho Crato, não por qualquer convicção... já que não é defendendo convicções que se faz o repelente trajecto político que ele fez, desde o maoismo fanático até esta outra porcaria que professa hoje... não por qualquer convicção, como dizia, mas por arrogância, pela mais abjecta demagogia à custa das crianças e jovens em cuja desgraça, empobrecimento e fome, colabora durante todos os dias que não sejam de exames... ou então por uma súbita vontade de "isaltinar"... vai recorrer

Ainda assim... e à espera de decisões realmente finais...
Um abraço a todos os professores com “coluna vertebral”! *
* Isto da "coluna vertebral" não significa qualquer falta de consideração pelos professores que têm uma opinião contrária e que o afirmam claramente... mas sim, retrata a minha completa falta de “respeito” por todos os outros, os do “NIM”, os que ficam em cima do muro à espera dos lucros que possam ter por não se meterem em nada... quer ganhem uns, quer ganhem os outros.

sábado, 8 de junho de 2013

Greve dos professores – E entre as 3 e as 6 da madrugada, pode ser?


Continuando o espectáculo de hipocrisia em que se mostram preocupados com as criancinhas e jovens a quem estão a dar cabo da vida, no futuro, e em muitos casos a condenar à fome, hoje... os nossos governantes e vários “papagaios do pirata” dos media insistem na lamúria da greve que “ai jesus, vai ser tão má para os alunos”.
Assim, Passos Coelho tirou-se da cartola e (entre ameaças muito pouco veladas) descobriu uma grande solução: os professores fariam greve... mas só lá para o dia da Greve Geral...
No mundo ideal de Passos Coelho, os professores não passariam de “colaboradores” de escolas privadas, pagos à semana, sem contrato, sem sindicatos e sem capacidade para assumir qualquer forma de luta que não implicasse o imediato despedimento.
Na falta desse “mundo ideal”... Passos Coelho gostaria que os professores, a terem mesmo que fazer uma greve, fossem perguntar-lhe primeiro:
“Senhor primeiro-ministro... em que dia é que lhe dá mais jeito e menos incómodo que façamos esta coisa da greve?”

sábado, 26 de janeiro de 2013

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Cá pra mim... devem ser “chauffeurs”, que sempre é mais fino...



Ninguém, rigorosamente ninguém no seu perfeito estado de juízo tem inveja de Miguel Relvas e do que ele conseguiu alcançar na vida... sem estudar.
Agora que deve haver uns bons milhares de professores, com cursos tirados como deve ser, que ao lerem esta notícia devem estar apensar por que raio é que andaram a queimar as pestanas a tirar licenciaturas disto e daquilo... em vez de tirarem a carta de condução profissional, isso deve!
Não se pense, nem por um momento, que eu defendo que os motoristas do senhor Nuno Crato deveriam ganhar menos. Acho é um conceito “fascinante”, este, o de  haver milhares e milhares de professores a quem o Ministério da Educação paga menos do que aos motoristas do ministro.
Dúvida: Existirá no “livrinho vermelho”, responsável  pela formação política do jovem Crato, uma qualquer baboseira de Mao que explique isto?

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Ministério da Educação – O desprezo continuado...


Um número indeterminado de professores contratados está na iminência de ver os seus contratos anulados por, alegadamente, ter existido uma qualquer irregularidade nos concursos.
Sendo opinião geral entre estes professores que, a existir de facto alguma irregularidade, esta partiu do próprio Ministério da Educação, já que todos os concursos obedeceram escrupulosamente a esses critérios, é inaceitável que sejam os professores (e os seus alunos) que vão pagar por um erro que não cometeram.
Nesta altura do ano lectivo existe já trabalho feito, sendo que o mais importante foi o trabalho de criação de laços de confiança, de afectividade, de conhecimento mútuo entre pais, estudantes e professores. Para além disso, houve deslocações dentro do país, casas que foram alugadas, expectativas criadas, vidas alteradas...
Nada mau como respeito por quem trabalha! Nada mau como segurança e equilíbrio de vida!
Para o Ministério, não existem professores de carne e osso, com vidas privadas, famílias, afectos, rotinas de trabalho. Para o Ministério existem apenas listas de nomes. Listas “geríveis” como qualquer lista de compras, ou de gado para abate.
Só o amor e empenhamento de alguns professores pode explicar o facto absolutamente admirável de ainda existir/resistir uma Escola Pública de qualidade num país que, nos últimos anos, tem visto passar pelo Ministério da Educação ministros que, ou por convicção e interesse político, ou por um qualquer trauma de juventude... odeiam professores!