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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Finanças – A “legalidade” que enoja!


Dossiers que, pelos vistos, eram fundamentais para se perceber quem fez o quê, porquê e a troco de quê, no longo romance de cordel dos swaps que nos podem custar milhares de milhões... foram destruídos. Quase todos. Ao que parece, “legalmente”.
Sabendo-se quem são os figurões e figuronas, entre ministra das Finanças, secretários e derivados que vão, em rotativismo, ocupando os lugares nos bancos, nas grandes empresas implicadas neste escândalo, nos grandes escritórios de advogados e, periodicamente, no Governo e no Parlamento, compreende-se que tudo se faça para tornar “legal” a ocultação de factos, a destruição de provas, tudo o que possa de alguma forma implicar toda essa canalha.
Ao contrário de um simples trabalhador a recibos verdes, ou de uma micro-empresa, obrigados a guardar durante anos toda a papelada de que o fisco possa querer tomar posse para os tramar, estes grandes trafulhas podem, legalmente, destruir dossiers inteiros com documentação relativa aos contornos de negócios de muitos milhões, ao fim de pouquíssimo tempo.
Que “conveniente”!!!

Que asco!!!


Adenda: Afinal, parece que a “legalidade” da destruição “conveniente” dos documentos sobre os swaps, pode ficar a dever-se a uma ousada “distracção.
Ninguém vai preso?

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Governo Passos/Portas – O “novo ciclo”...




Confesso-me bastante dividido!
Na verdade, não sei o que me provoca mais asco:
1. Se a fase em que este bando de canalhas que se vendeu aos interesses dos especuladores internacionais, comprometendo-se a roubar tudo o que o país tivesse de interesse para esses especuladores... e nos “vendiam” isso com o discurso da inevitabilidade, enquanto iam destruindo a nossa economia, enriquecendo os já ricos e roubando os trabalhadores...
2. Se esta fase em que o mesmíssimo bando de canalhas que se vendeu aos interesses dos especuladores internacionais, comprometendo-se a roubar tudo o que o país tivesse de interesse para esses especuladores, vai continuar a destruir a nossa economia, enriquecendo os já ricos e roubando os trabalhadores... mas desta vez chamando-lhe “um novo ciclo”, para o desenvolvimento, criação de emprego...
... ou então, a minha grande dificuldade em distinguir, deve-se ao facto de os discursos oficiais das duas, pretensamente, diferentes “fases”, me provocarem um único, imenso, incomensurável asco... tal a repugnância!