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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

As pombas

 










 

Reza a lenda ter sido num jardim de Évora que, apesar de ficar a uns bons quilómetros de Lavre e de o Saramago ter então pouco mais de 30 anos, eu pela primeira vez me vi subitamente “levantado chão”, ao ter decidido começar a andar sem qualquer ajuda, para grande espanto de quem me tinha levado para o jardim.
Já agora conto eu, apesar de este “flash” de memória também parecer uma lenda atendendo à tenra idade, que tenho plantada no cérebro a imagem das pombas brancas de leque, das quais só os mais velhos se lembram em Évora… que andavam por ali a esvoaçar à minha volta.
Reza a lenda que eu tinha com a tais “extintas” pombas brancas de leque uma relação muito mais confortável e amistosa do que a deste meu parceiro aqui na fotografia, apesar de ser muito mais idoso do que eu era aquando desta história.
Infelizmente, ninguém então me fotografou!

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Palavras caídas em desuso

 




Ainda sou do tempo em que os erros de cálculo nas correrias no quintal acabavam, normalmente, com os joelhos “em obras” por vários dias.

Esperava-se então que as feridas não começassem a “criar”… e suportava-se o tempo que as feridas levavam ainda a “comer”… e depois “aquilo” caía e tudo passava.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Viseu – Tanto caminho andado!


À hora a que o “blogger” se encarrega de fazer a pré programada publicação deste post, estou em viagem para a belíssima cidade de Viseu. Vou servir-me do pretexto das canções para fazer um intervalo de algumas horas na campanha de Évora, onde sou mandatário, fazendo companhia ao companheiro de muitas músicas, Sérgio Ribeiro, também ele mandatário, mas em Santarém.
Vamos falar e cantar sobre coisas que os amigos de Viseu estão interessados em debater e conversar. Vamos fazê-lo numa terra que, juntamente com outras, foi ganhando o estatuto de território impenetrável à mensagem que transportamos... o que não é verdade. A luta diária e corajosa dos muitos amigos que ali nos vão receber, prova que é apenas terreno mais agreste... que, como se sabe, por vezes produz os melhores frutos
Já morei em Viseu por duas vezes. Da primeira vez “andava” ainda ao colo... da segunda já era um rapaz "crescido", para aí com quatro ou cinco anos. Ficaram-me impressas na memória muitas “fotografias” de mim próprio e de pormenores fantásticos da cidade, como esta Porta dos Cavaleiros, do Parque do Fontelo, da Cava do Viriato, dos cisnes brancos do, então, novíssimo Parque da Cidade, da minha velha casa com uma parede feita em "escamas" de lousa, de outra, apalaçada, que tinha muitas carantonhas de pedra, da fantástica Rua Direita com as suas milhentas lojinhas e enormes lages de granito... pormenores que fui tentando revisitar, sempre sem grande tempo para o fazer, nas poucas vezes em que passei pela cidade ao longo de todo este tempo que me separa da infância.
Fica sempre a curiosidade... quem terá mudado mais?