À hora a que o “blogger” se encarrega de fazer a pré programada publicação deste post, estou em viagem para a belíssima cidade de Viseu. Vou servir-me do pretexto das canções para fazer um intervalo de algumas horas na campanha de Évora, onde sou mandatário, fazendo companhia ao companheiro de muitas músicas, Sérgio Ribeiro, também ele mandatário, mas em Santarém.
Vamos falar e cantar sobre coisas que os amigos de Viseu estão interessados em debater e conversar. Vamos fazê-lo numa terra que, juntamente com outras, foi ganhando o estatuto de território impenetrável à mensagem que transportamos... o que não é verdade. A luta diária e corajosa dos muitos amigos que ali nos vão receber, prova que é apenas terreno mais agreste... que, como se sabe, por vezes produz os melhores frutos
Já morei em Viseu por duas vezes. Da primeira vez “andava” ainda ao colo... da segunda já era um rapaz "crescido", para aí com quatro ou cinco anos. Ficaram-me impressas na memória muitas “fotografias” de mim próprio e de pormenores fantásticos da cidade, como esta Porta dos Cavaleiros, do Parque do Fontelo, da Cava do Viriato, dos cisnes brancos do, então, novíssimo Parque da Cidade, da minha velha casa com uma parede feita em "escamas" de lousa, de outra, apalaçada, que tinha muitas carantonhas de pedra, da fantástica Rua Direita com as suas milhentas lojinhas e enormes lages de granito... pormenores que fui tentando revisitar, sempre sem grande tempo para o fazer, nas poucas vezes em que passei pela cidade ao longo de todo este tempo que me separa da infância.
Fica sempre a curiosidade... quem terá mudado mais?