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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Crise política – Uma pessoa lembra-se de cada coisa...



A meio da viagem intercontinental, na classe “executiva” a bordo de um “Tristar” do último modelo, o charmoso multimilionário “VIP”, atira à azougada hospedeira com quem conversava divertidamente havia horas:
- Acha que por dois milhões de dólares seria capaz de ir agora mesmo fazer sexo comigo?
A hospedeira, afogueada e rindo muito:
- Não sei... seria um caso a considerar...
- E por duzentos? – atirou ele de chofre.
- Então?!!! Ora essa... acha que sou alguma prostituta?!!!
- Bem... na verdade, essa parte está já esclarecida. Nesta segunda fase estava apenas a tentar negociar um preço melhor!
Agora porque carga de água me fui lembrar desta estória ao ler as notícias sobre Paulo Portas... isso é que eu gostaria de saber!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Cavaco, a Comissão e a honra


("Prostitutas" - Toulouse Lautrec)
Este título parece remeter para mais um fábula do poeta montemorense Curvo Semedo, estilo “O velho, o rapaz e o burro”... mas não. O nosso bom Curvo Semedo, “O Trastagano”, poeta da Arcádia e parceiro de Bocage, conviveu com outros trastes. A nós, desgraçadamente, toca-nos aturar estes.
Cavaco Silva, confrontado com a sua ligação à gente que roubou milhões no BPN, confrontado com os seus lucros "milagrosos" com títulos daquele grupo económico, confrontado com a pressa com que aprovou uma lei que permitiu ao Estado arcar os prejuízos causados por esses roubos, deixando de fora tudo o que tinha valor no banco assaltado... reagiu à Cavaco Silva: como um grunho.
Sobre as suas ligações, amizades e objectiva protecção daquela corja, nada disse. Sobre os seus ganhos com as negociatas da corja, respondeu malcriadamente “Vão ler a minha página na internet!” Depois, para lançar uma cortina de fumo sobre isto tudo, fez-se de tolo, dando a crer que não distingue a diferença entre o que se passou em bancos “normais”, os tais bancos ingleses que, segundo ele, estão em fase de recuperação, e a gigantesca operação criminosa que era o banco dos seus amigos... e deu umas “caneladas” na competência e empenhamento da atual administração do BPN, designada pelo Governo, através da Caixa Geral de Depósitos.
Esqueceu-se de que alguns dos administradores do BPN figuram na sua “Comissão de Honra”, enquanto candidato presidencial. Veio a correr tartamudear umas explicações confusas (como sempre) e assegurar que não pretende afastar nenhum deles da sua “Comissão”. Compreende-se...
O que não se compreende é porque raio os administradores em causa, membros de uma comissão que até inclui a palavra “Honra” no nome... não saem pelo seu próprio pé. Espero para ver.