Se ignorarmos aqueles para quem tudo o que Israel faz é bem feito, é um dado adquirido para quase toda a gente, que aquele estado é governado por “foras da lei”, assassinos profissionais e terroristas, o que é normal, se considerarmos que, sob a farsa da democracia se esconde um regime de contornos fascistas.
Uma das características mais asquerosas daquele regime é o facto de reiteradamente tentarem “justificar” a sua política de assassínios, que cometem em qualquer parte do mundo na mais completa impunidade, a política de opressão e genocídio imposta ao povo palestiniano e o seu lunático fanatismo religioso, com o tremendo sofrimento, humilhações e massacres sofridos pelos seus avós às mãos do nazi-fascismo.
Independentemente do ódio aos judeus que desde há séculos os padres católicos inculcaram nos limitados cérebros dos seus fiéis, identificando os judeus como “aqueles que mataram nosso senhor” (como se ele não fosse igualmente judeu), ódio somado ao eterno ressentimento de irmãos desavindos que separa os filhos de Ismael dos filhos Isaque e que sempre incendiou aquela região do mundo, este obsceno aproveitamento do sofrimento dos seus antepassados deve constituir o pior desrespeito pela sua memória.
O mais recente crime do exército israelita, que até já eles próprios questionam... mas por enquanto, apenas por
falta de eficiência, deixou a comunidade internacional estupefacta, à excepção daqueles com que comecei este texto. É também notório que um cada vez maior número de cidadãos de Israel
não se revê nos actos do seu Governo. Quanto às grandes organizações do nosso maravilhoso mundo “democrático”, têm-se limitado a mostrar preocupação, declararem-se chocadas, ou, corajosamente... pedirem esclarecimentos.
Obama, que serve de suporte a quase tudo o que faz Israel, tal como serviram os seus antecessores, estava também à espera de
“esclarecimentos” israelitas para saber que posição tomar. Suponho que quando o assassino profissional Netanyahu lhe repetir que os seus comandos foram
“selvaticamente atacados” pelos activistas que viajavam nos barcos da frota humanitária... ele ficará descansado e esclarecido. Poderá continuar a armar um Estado assassino. Poderá continuar a fazer de conta que não vê. Poderá continuar a lamentar as mortes. Poderá continuar a ser a “luz dos olhos” dos ingénuos e dos outros que de ingénuo nada têm, que por cá e um pouco por todo o lado, fazem dele o farol desta pobre farsa democrática.