sexta-feira, 4 de junho de 2010

Alpiarça – E também há água, sumos...





Alpiarça é uma terra especial. Por ali é normal que haja dias de festa, de petiscos, que ande de copo em copo um tinto bom. Por ali é também normal (por razões históricas) que se junte em algumas destas festas um grande número de comunistas. Por vezes são visitados pelo Secretário Geral, que tem coisas importantes para dizer... e que, como quase toda a gente sabe, também se pela por uma boa festa.

Amanhã, em Alpiarça, será um desses dias. A única “coisa” mais ou menos excêntrica serei eu... acompanhado de um punhado de cantigas.

E que tal? Apareçam. Vai ser no Parque do Carril a partir do meio dia. Haverá sardinhas, sopa da pedra, boa companhia...

Alpiarça é já ali.

Escolas – Como destruir o tecido de um país



Um jovem casal que estivesse tentado a ficar na aldeia, apesar da falta de todos os serviços públicos, principalmente, de saúde, mas que (assim deus ajude) só são precisos de tempos a tempos... agora, perante o encerramento da escola, que essa é para todos os dias, a escola que ainda ali “segurava” mais vinte jovens casais como eles... irão finalmente embora.

O jovem casal que já se tinha aventurado na cidade ou na vila, mas em que os dois morrem por dentro de saudades da terra, da agricultura que foram educados a amar... agora que sabem não ter escola para os miúdos... já não voltarão.

Para que queremos nós gente no campo e no interior? As “florestas” de eucaliptos das grandes empresas de pasta de papel são bem cuidadas por essas mesmas empresas e as outras florestas mais tarde ou mais cedo ardem... não é?

Os campos estão ao abandono... mas se calhar iriam produzir carne, legumes, pão, fruta e verduras mais caras do que aqueles que se “produzem” nos hipermercados... ou lá onde raio é que aquilo se faz... não é?

Estou bem acompanhado (em número e qualidade) na minha repulsa por esta medida do Governo, que decide cortar brutalmente o número de escolas, sobretudo no interior do país. Mesmo assim, nem me passa pela cabeça tentar dissertar sobre este “sistema de ensino”, por respeito aos leitores que são ou foram professores e os demais estudiosos destes assuntos; mas perante mais este tremendo golpe economicista em que se fecham, cegamente, centenas de escolas, vendo mais uns milhares de crianças tendo que se levantar de madrugada, passar horas em transportes que andarão interminavelmente às voltas até as depositarem nos modernos armazéns de estudantes, amontoadas às centenas, cansadas, desenraizadas, longe da sua comunidade, longe dos amigos, longe da família... assalta-me um pensamento triste:

Não estamos a educar ou a formar esta geração de crianças, mas sim a dar-lhes um treino intensivo para a emigração!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Durão Barroso e a regulação - Que pena não ter sido mais cedo!




Sim, eu também acho que se deve ter mão firme nestas agências de “rating”, verdadeiros “comandos” ao serviço dos especuladores, que ainda por cima, como surpreendentemente só agora repararam tanto governantes, como os capitalistas europeus, são todas norte americanas... e ainda por cima se têm revelado tão anti-Euro... tão anti-Europa... umas malandras!

É uma pena que só se tenham lembrado agora de regular as agências de “rating”... numa altura em que o intrépido Victor Constâncio já arranjou emprego no Banco Central Europeu. Seria tão bom para o cargo... ele que “regula” tão bem!

Rosa Coutinho (1926 – 2010)



Fizeste o que esteve ao teu alcance para mudar as nossas vidas para melhor...

O que conseguiste fazer, fizeste-o com empenho, alegria e generosidade.

Obrigado, amigo!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Assassinos e farsantes



Se ignorarmos aqueles para quem tudo o que Israel faz é bem feito, é um dado adquirido para quase toda a gente, que aquele estado é governado por “foras da lei”, assassinos profissionais e terroristas, o que é normal, se considerarmos que, sob a farsa da democracia se esconde um regime de contornos fascistas.

Uma das características mais asquerosas daquele regime é o facto de reiteradamente tentarem “justificar” a sua política de assassínios, que cometem em qualquer parte do mundo na mais completa impunidade, a política de opressão e genocídio imposta ao povo palestiniano e o seu lunático fanatismo religioso, com o tremendo sofrimento, humilhações e massacres sofridos pelos seus avós às mãos do nazi-fascismo.

Independentemente do ódio aos judeus que desde há séculos os padres católicos inculcaram nos limitados cérebros dos seus fiéis, identificando os judeus como “aqueles que mataram nosso senhor” (como se ele não fosse igualmente judeu), ódio somado ao eterno ressentimento de irmãos desavindos que separa os filhos de Ismael dos filhos Isaque e que sempre incendiou aquela região do mundo, este obsceno aproveitamento do sofrimento dos seus antepassados deve constituir o pior desrespeito pela sua memória.

O mais recente crime do exército israelita, que até já eles próprios questionam... mas por enquanto, apenas por falta de eficiência, deixou a comunidade internacional estupefacta, à excepção daqueles com que comecei este texto. É também notório que um cada vez maior número de cidadãos de Israel não se revê nos actos do seu Governo. Quanto às grandes organizações do nosso maravilhoso mundo “democrático”, têm-se limitado a mostrar preocupação, declararem-se chocadas, ou, corajosamente... pedirem esclarecimentos.

Obama, que serve de suporte a quase tudo o que faz Israel, tal como serviram os seus antecessores, estava também à espera de “esclarecimentos” israelitas para saber que posição tomar. Suponho que quando o assassino profissional Netanyahu lhe repetir que os seus comandos foram “selvaticamente atacados” pelos activistas que viajavam nos barcos da frota humanitária... ele ficará descansado e esclarecido. Poderá continuar a armar um Estado assassino. Poderá continuar a fazer de conta que não vê. Poderá continuar a lamentar as mortes. Poderá continuar a ser a “luz dos olhos” dos ingénuos e dos outros que de ingénuo nada têm, que por cá e um pouco por todo o lado, fazem dele o farol desta pobre farsa democrática.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Cavaco Silva... natural



O líder do PPD-PSD e actual “vice primeiro ministro” Pedro Passos Coelho garante que Aníbal Cavaco Silva é o candidato «natural»...

Mau! Não querem lá ver que os outros são com gás?!!!

Dia mundial da criança


Hoje, a pilha de lugares comuns, frases piedosas e boas intenções que normalmente se produzem nestes “dias mundiais”, crescerá a olhos vistos.

Falar-se-á das crianças “desfavorecidas”, poupando aqueles que as desfavorecem. Falar-se-á da ignomínia do trabalho infantil, poupando aqueles que enriquecem à custa dele. Falar-se-á das crianças vítimas nas guerras, poupando os poderes económicos e políticos a quem as guerras convêm. Falar-se-á da violência sobre as crianças, sobretudo a de cariz sexual, poupando os abusadores (dependendo do seu status social) e os encobridores dos abusadores. Falar-se-á do drama humanitário das crianças palestinianas, poupando o Estado assassino de Israel e o seu omnipotente "padrinho" americano. Falar-se-á na fome de tantos milhões... poupando a ostentação e a fartura obscena de alguns.

Prefiro, então, não engrossar o coro... e fico-me, mesmo correndo o risco de não ser exacto na citação, pela transcrição (de memória) de uma das fantásticas definições que algumas dessas crianças por vezes “inventam”, como esta:

- O que são as crianças?

«As crianças são pessoas pequeninas que servem para fazer os adultos... mas o que é pena é que às vezes eles ficam muito mal feitos!»