sábado, 10 de dezembro de 2011

José Sócrates – Imperdoável






Esta débil boutade de José Sócrates, o miserável incompetente que desgovernou o país durante seis anos, é o que é. Está ao nível de indigência política a que nos habituou. Queira ou não queira dizer aquilo que ele diz que não disse... ou o seu contrário.

Grave mesmo... é que permitiu a calhordas como Freitas do Amaral ou Paulo Portas (para apontar apenas dois) virem afivelar um ar de génios para a televisão, comentando o lamentável ex-primeiro-ministro e actual estudante não sei de quê.

Essa é que é imperdoável!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Manuel da Fonseca – Gostar... é fazer alguma coisa por isso!




Hoje, dia 9 de Dezembro, terá lugar mais uma sessão de cantigas e conversa à volta da grande figura de escritor e ser humano que foi Manuel da Fonseca. Em palco estaremos eu e o Cândido Mota (encarregado da conversa), acompanhados pelos meus músicos.
A coisa vai dar-se em Montemor-o-Novo, às 21:30, no auditório da Biblioteca Municipal. Curiosamente, Montemor é o primeiro lugar em que canto depois de ter deixado de habitar... em Montemor. Esta autarquia local foi uma das que quiseram acolher este projecto de espectáculo de canções e poesia.
Infelizmente, ainda apenas 5 “contratantes” se chegaram à frente, tendo sido já realizadas três sessões. Mesmo sabendo que toda a gente tem noção de que este é um espectáculo profissional, em que todos os participantes são pagos (já que este é o único trabalho que têm), logo, tornando-se evidente que sou parte interessada e estarei a puxar a brasa à minha sardinha (e à dos meus músicos e técnicos)... mesmo assim não me coíbo de desabafar convosco que é uma pena ser tão difícil fazer vingar projectos deste tipo e com esta temática e postura artística.
Infelizmente, apesar de serem muitas as pessoas que dizem ser uma grande pena não haver mais destes espectáculos, ser muito importante organizar mais destas sessões de música e poesia, pessoas que a bem dizer não passam sem as canções de intervenção, para quem as canções são parte da luta cultural, “Então e quando é que temos um trabalho novo?”, “Para quando uma vinda cá à nossa terra?”... depois é quase inexistente a tradução desse “grande interesse” em actos concretos.
Felizmente, ao que me dizem, a sessão de Montemor vai ser animada com a presença de muitos amigos do Manuel da Fonseca. Até lá!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Passos Coelho... e a abertura


Disse-me uma passagem rápida por um local com acesso à internet e aos jornais digitais que, pela voz de Pedro Passos Coelho, «Portugal leva para esta cimeira um espírito de grande abertura». Não duvido!
A ver pelas “posições” que Passos Coelho tem assumido em relação às ordens da sua “amazona” Angela Merkel, a única imagem que me ocorre ao pensar nesta espécie de primeiro-ministro é de facto de uma grande, de uma fantástica abertura... de pernasChamemos-lhe assim...

José Sócrates... e a infantilidade


Tal como no velho anúncio de brandy da grande Hermínia Silva, Sócrates anda lá por fora a fazer pela vidinha... e numa Universidade não sei das quantas, resolveu dizer que para pequenos países como Portugal, «pagar a dívida é uma ideia de criança». Entretanto, já começaram a aparecer as “explicações” desta tão vistosa frase, que afinal não era bem assim... como é costume.
Os economistas (e especialistas em geral) dir-nos-ão se esta coisa da “criancice” é uma boa classificação para o problema da dívida, abordado pelo ex-primeiro-ministro. Provavelmente... é.
Já para classificar a portentosa lata de José Sócrates para se atrever a tecer comentários deste tipo... como se não tivesse nada que ver com a dívida, ou qualquer espécie de autoridade moral para comentar os seus continuadores “laranjas”... confesso que me faltam as palavras! Também me acontece...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Campeões... da desigualdade


Diz-me o Correio da Manhã online (entre outros) que Portugal é o país mais desigual da Europa. Aquele em que o fosso que separa os muitos muito pobres dos poucos muito ricos é mais obsceno. Aquele em que a canalhice produz efeitos práticos mais visíveis... e as novas "taxas moderadoras" aí estão para o reforçar. Aquele em que o capitalismo nem se dá ao incómodo de disfarçar a selvajaria.
É uma vergonha que deveria fazer corar tanto aqueles que tudo têm feito para afastar Portugal dos ideais de Abril, como aqueles que, podendo fazer alguma coisa contra isso... pouco ou nada fizeram.
Como mera curiosidade, sou ainda informado que dos poucos países do mundo em que a situação de desigualdade é ainda mais criminosa, o Chile está em primeiro lugar. Pode não querer dizer nada. Pode haver uma tonelada de explicações económica e politicamente “doutas”... mas não deixa de ser interessante verificar que o estado da economia chilena actual é um produto dos cérebros dos famosos neoliberais que ficaram conhecidos como “Chicago boys”, os tais que foram oferecer o “milagre económico” ao assassino Pinochet, depois dos seus patrões em Washigton terem patrocinado o golpe militar que vitimouAllende e milhares de chilenos.
Finalmente, é igualmente interessante lembrar que estes “Chicago boys”, encabeçados pelo seu mestre Milton Friedman, são os ídolos económico/políticos dePassos Coelho e dos seus mais diretos cúmplices.
Isto explica muito do que nos está a acontecer!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

As almofadas


Confesso que o facto de ter acesso à internet apenas de vez em quando e por breves minutos, somado à confusão de uma mudança de casa e da quase total privação de televisão... tudo junto não é de todo o melhor cocktail de circunstâncias para ter uma ideia precisa daquilo que se passa.
Uma coisa, no entanto, é constante a cada passagem pela frente de um televisor, nalgum café, ou das “gordas” dos jornais: tanto o “opositor” Seguro, como o senhor dos Passos (de Coelho) não se calam com a existência, ou a ausência, ou mesmo a disposição daquilo a que chamam, obcessivamente... “almofadas”.
Isto é uma nova forma de governo e de oposição... ou andam mesmo a fazer-nos a cama?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Passos e o Europeu





Pedro Passos Coelho, que em vez de um político a exercer o cargo de primeiro-ministro de um pais soberano, mais parece um “gestor de massa falida” (sim, às vezes o Pacheco Pereira acerta) diz-se «sem medo de greves e disposto a todas as batalhas»... para “justificar” os consecutivos ataques aos trabalhadores.

Aquilo que, de momento, o traz verdadeiramente apreensivo (digo eu...) é o resultado do sorteio que colocou a Selecção Nacional no mesmo grupo da Alemanha, para a luta pelo próximo título europeu de futebol.

Compreende-se. Com que cara é que Passos Coelho vai andar a lamber os sapatos, ou mesmo o anafado rabiosque, a Angela Merkel... ao mesmo tempo que milhões de adeptos da Selecção portuguesa gritam desalmadamente contra os alemães?

Isto, quando até o futebol atrapalha, não é nada fácil!