quinta-feira, 21 de março de 2013

Limitação de mandatos nas autarquias – Começou o “circo”?!...



Esta lei de limitação de mandatos nas autarquias nunca deveria ter visto a luz do dia! Claro que esta é apenas uma opinião... embora saiba que não estou sozinho.
O que deveria existir, sim, era a vontade política de fazer um rigoroso “controlo da qualidade” dos mandatos dos autarcas, em termos de promessas cumpridas, ou cumpríveis dentro da legalidade, em termos de honestidade e trabalho feito.
O que deveria existir, sim, era a possibilidade e vontade de promover uma muito maior participação democrática das populações nos destinos das suas autarquias, criando, ao mesmo tempo, meios expeditos de apear todos aqueles que, tendo concorrido e ganho as eleições com um programa político, se desviassem desse programa por razões não justificáveis.
Nesses casos, os “independentes” deveriam poder ver os seus mandatos retirados pelo voto popular dos cidadãos e movimentos que os elegeram e sim, sem dúvida alguma, os partidos políticos que retirassem a confiança política a um seu presidente de câmara, por considerarem terem sido traídos os princípios do partido, assim como o programa eleitoral sufragado,deveriam ter a possibilidade “reaver” o lugar, entregando-o a outro membro da vereação, ou, no limite, recorrendo a novas eleições.
Não, não acho que os lugares de pessoas eleitas em listas de partidos políticos, passadas as eleições, devam passar a “pertencer” a essas pessoas e não ao partido que deu a cara pelo programa e arrostou com todas as tarefas que levaram até à eleição, como hoje acontece. Nem em autarquias, nem no Parlamento.
Não, não acho que um partido – qualquer partido – deva estar condenado a arrostar com a vergonha pública de ter que responder politicamente por aquilo em que, por vezes, se tornam aqueles que um dia apoiou. Seja a pura traição política, seja o oportunismo, populismo e clientelismo, seja a encapotada corrupção, seja o que for.
Assim, assistimos ao espectáculo desmoralizador de ver um deputado ou presidente de Câmara que, perdendo o apoio, quando não mesmo sendo expulso do seu partido, mesmo assim fica agarrado ao lugar como sua propriedade particular.
Assim, vamos continuar a assistir a cenas como esta, em que a democracia e os direitos políticos de um cidadão ficam reféns de um “da” ou de um “de”... ou da disposição momentânea de um qualquer juiz e da sua pessoal interpretação de uma lei que, já que existe (e, repito, não deveria existir!)... deveria, pelo menos, ser clara. Uma lei que trata com pretensa igualdade aquilo que não é igual. Um político que serve, não pode ser tratado como o outro que se serve!
Com este caso de Seara (cidadão que só conheço de vista), temo que tenha sido dado o tiro de partida para a fase “circence” das autárquicas 2013!
Sei que esta minha espécie de “proposta de revisão da lei eleitoral” vai ao arrepio de um famoso manifesto que anda para aí e que defende, grosso modo e em vários pontos, o contrário(*) do que eu aqui, por alto, defendi quanto ao papel e importância dos partidos na vida política do país... mas paciência!
* Confesso que antevejo um tempo assaz estranho, a avançar todo aquele projecto defendido pelo tal manifesto. Um tempo em que, apesar da propaganda a favor das liberdades individuais e da democratização, os caciques serão como cogumelos, os “tinos de rans” multiplicar-se-ão por cem, os candidatos “tiririca” aparecerão a cada esquina... e debaixo de cada pedra nascerá um “manuel coelho” pronto a ocupar o lugar que deveria ser ocupado por um verdadeiro deputado.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Igreja Ortodoxa – Avé!!!




Depois do rotundo não do povo e deputados cipriotas (quase todos) ao plano de saque de Chipre, planeado pela banca e dirigentes europeus ao seu serviço, chega da ilha uma notícia, digamos, bastante diferente do habitual.
Independentemente da real motivação (se é que há uma motivação escondida) e reconhecendo que o facto de até há poucas semanas terem tido como Presidente da República um comunista é uma realidade que pode colocar qualquer Igreja Católica de “Saltos altos”, perdão... “À beira de um ataque de nervos” (confundo muito os filmes do Pedro Almodovar)... a verdade é que a Igreja Ortodoxa de Chipre, pela voz do seu dirigente máximo, Chrysostomos II, ao colocar todos os seus bens à disposição do Estado, no sentido de ajudar o país a evitar a bancarrota e a dependência de estrangeiros... brilhou!!!
Será que a Igreja Católica portuguesa lê as notícias?...

Belmiro – O pensador


Já não há dúvidas para praticamente ninguém quanto ao facto de o chamado “Clube dos Pensadores” de Gaia, apesar de já ter tido, acidentalmente, gente (de vários quadrantes políticos) que realmente pensa, tanto no “palco” como entre a assistência, ser o mais das vezes uma perfeita anedota... a começar pelo nome algo pascácio.
Desta vez, o “pensador” foi Belmiro de Azevedo, perorando com o seu permanente ar de enjoado, perante uma plateia amorfa de gente que gosta de estar perto de milionários... na esperança de “aquilo” se pegue.
Belmiro de Azevedo não pensa merda nenhuma, perdoem o meu espanhol. Belmiro de Azevedo é um espertalhaço. Belmiro de Azevedo quando vê uma oportunidade de fazer dinheiro – a sua única habilidade – salta sobre ela, não porque tenha pensado sobre isso, mas como o tubarão que é: por puro reflexo e instinto “assassino”.
Belmiro de Azevedo vive de vendas a retalho, ganhando fortunas em cima da exploração dos produtores e dos próprios trabalhadores das suas lojas. Belmiro de Azevedo não produz nada! Quase todas as tentativas de produção de Belmiro de Azevedo têm sido medíocres, quando não são mesmo verdadeiros fiascos, sempre cobertos pelo rio de dinheiro garantido que corre das caixas das suas hiper-mercearias.
Fora a venda a retalho, faz dinheiro “imaterial” proveniente da especulação financeira em participações no capital de bancos, hoje transformados em teatros de operações de aventureiros e bandidos internacionais... ou vende “serviços”, nomeadamente, nas tecnologias da comunicação.
Desde que, como bem lembra um leitor no post anterior, se apoderou da herança do falecido patrão logo após o 25 de Abril de 74, quando era ainda um garotão, aproveitando-se da fragilidade da viúva e dos herdeiros, assim como da conjuntura confusa e turbulenta que então se vivia, não se tornou uma melhor pessoa. Continua o mesmo pedaço de esterco!
Não admira, portanto, que perante a situação que se vive e sabendo que, mesmo com cortes tremendos no seu nível de vida, os portugueses sejam obrigados a comer para sobreviver, o bandalho, ao constatar que os seus lucros tendem até a aumentar, defenda que o país e a Economia podem ser construídos na base dos «baixos salários».
Não admira, portanto, que ache as manifestações contra a “crise”, a troika e o governo... um «carnaval».
Não admira, portanto, que ache as manifestações «um divertimento» para o milhão de desempregados.
Não admira... mas enoja!
Imaginar este reles bandalho a ter um dia o que merece - e que não é ser o terceiro mais rico de Portugal - também não faz de mim um grande “pensador”... mas lá que imagino, imagino. Muito... e de diversas formas!

terça-feira, 19 de março de 2013

Papa Francisco – A importância de um apelido


Para grande alegria dos católicos do PS e enorme desapontamento dos do PSD... foi desfeito o mistério à volta do apelido que inspirou o novo Papa a adoptar o nome de Francisco. Como se pode ler, foi Assis e não Sá-Carneiro.
Ou então... fui eu que não entendi bem a estória...

Passos Coelho – Demita-se! Já!!! Olhe que é uma “oportunidade”...


Mais uma vez, o estropício Pedro passos Coelho repete a “graça”. Já o tinha dito sobre o desemprego, agora volta a dizê-lo sobre os despedimentos, perdão... as rescisões de contrato na Função Pública: «São uma oportunidade!»
Pressionados pela constante ameaça de mais cortes nos vencimentos, de menos direitos, de menos esperança e antes que sejam despedidos à força, com “direito” a uma indemnização miserável, alguns trabalhadores optam pela rescisão de contratos por “mútuo acordo”... com a falsa sensação de que realmente negociaram ou ganharam alguma coisa.
Passos Coelho, tal como da primeira vez, quando se referiu ao desemprego como uma “oportunidade”, parece não ter noção do carácter profundamente nojento desta ideia porca que habita a cabeça dos (pretensos) ultra-liberais. Não tem noção, pelo menos por três razões... ficando apenas por saber qual a percentagem que cada uma dessas razões representa na “fórmula” do raciocínio do primeiro-ministro.
1. “Não tem noção”... por profunda e espessa estupidez.
2. “Não tem noção”... por não ter qualquer espécie de eco do efeito que as suas asquerosas ideias e declarações têm no país real.
3. “Não tem noção”... por não passar de um vulgar canalha salazarento e de um reles provocador.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Demissão, já! - Porque há correntes e correntes...


Sim, na verdade, de quando em vez aparece uma “corrente” que faz sentido! Uma corrente capaz de “juntar” pessoas diferentes que, apesar disso, estão a procurar fazer o mesmo caminho... mais atalho menos desvio.
Fui desafiado pelo “O tempo das cerejas”, passo a bola a mais três: ao “O cheiro da ilha”, ao “Anónimo do Séc.XXI”, e ao “Rei dos leittões”... e, claro, a todos os outros e outras que por aqui passarem.

Demissão, já!

Um-dó-li-tá-cara-de-amendoá... ... ...


Ambos risíveis, ambos cantores frustrados, ambos incompetentes, ambos aldrabões, ambos desprezíveis, ambos uma ameaça à democracia, ambos repetidamente vaiados onde quer que vão... Passos Coelho e Berlusconi têm, no entanto, formas distintas de reagir às adversidades.
Passos Coelho, explica a devastadora hecatombe das suas políticas, das suas promessas e das suas previsões, respondendo, de forma insolente, que «Previsões são apenas previsões».
Sílvio Berlusconi, vaiado por manifestantes à entrada do Senado italiano, responde, de forma insolente, «Vocês deviam ter vergonha, são pobres e estúpidos!»
Confesso... se é para escolher entre dois canalhas com queda para farsantes... acho que prefiro a “sinceridade” de Berlusconi!