segunda-feira, 14 de maio de 2012

Fátima – Como é que o cristianismo deu nisto?


Para além do cardeal, 22 bispos e 265 padres...  os peregrinos chegaram aos milhares. Muitos milhares. E deixaram dinheiro. Muito dinheiro. E muito ouro... nalguns casos, provavelmente, aquele último fio que restava em casa.


domingo, 13 de maio de 2012

Amar... até perder a razão, a cabeça, o juízo, a tramontana...


Chama-se Nolwenn Leroy. Anda agora na casa dos trinta... passados cerca de dez anos desde a sua aventura num programa da televisão francesa, dedicado à caça de talentos, o “Star academy”.
Desde então gravou vários discos com êxitos retumbantes, na área da “pop”, mas em 2010 decidiu prestar atenção à música das suas raízes bretãs. Daí resultou um disco belíssimo, com canções de autor inspiradas na música celta, algumas versões de canções tradicionais celtas, como esta fantástica “Mulheres da Irlanda”... e ainda umas tantas da sua Bretanha natal, cantadas em bretão. Felizmente, vão aparecendo jovens assim...
Não conheço a Nolwenn, mas gostei de saber que não foi “lavar as mãos ao rio” para participar, em parceria com a belga Maurane (cuja voz - a minha preferida - já nos tem visitado, como aqui, ou ainda aqui), numa grande homenagem ao reconhecido “comuna” que dava pelo nome de Jean Ferrat. Canta (cantam) uma canção que é um clássico do reportório do cantor/autor, “Aimer à perdre la raison”, com versos de Louis Aragon, imenso poeta e, também ele, um “comuna empedernido”.
A fotografia escolhida explica-se pelo facto de, tanto Aragon como Jean Ferrat, não terem deixado nenhuma indicação testamentária no sentido de impedir mulheres extremamente bonitas de cantar as suas canções.
Bom domingo!
Aimer à perdre la raison” – Nolwenn Leroy e Maurane
(Louis Aragon / Jean Ferrat)



sábado, 12 de maio de 2012

Passos Coelho – Calado, continuaria um traste... mas um nadinha mais suportável!


Claro que os “comunas”, sempre do contra e de mau humor, tinham que achar «uma ofensa» a ideia de Passos Coelho, tão moderna, flexível e “neo tudo e mais alguma coisa”... de que o «desemprego pode ser uma oportunidade».
Claro que, num mundo ideal, haveria sempre a possibilidade de um grupo de desempregados considerar esta frase do primeiro ministro como uma “oportunidade” para lhe remodelar os dentes.
Mas... já se sabe. Os “mundos ideais” são como os táxis em dias de chuva, por mais que sejam precisos. Só muito raramente aparecem!!!

António José Seguro - Aceitam-se “palavras de ordem”...




Tal como o Vítor Dias (a quem surripiei a imagem), também eu imaginei um princípio de frémito de esperança entre alguns militantes do PS, ao lerem este título de jornal.
Claro que depois o texto da notícia estraga tudo. Afinal, António José Seguro está "disponível para ir para a rua”... mas para se manifestar. Para gritar aos quatro ventos a sua “abstenção violenta”. Para dar um corpo e um som à sua persistente e vasta inexistência. No limite do que é possível acrescentar aos tacões... para aparecer na fotografia.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Bernardo Sassetti (1970-2012)


Por muito, muito tempo... sempre que vir algum medíocre convencido (e há tantos!), assassinando músicas enquanto martiriza um piano, não poderei deixar de pensar em quão estúpida foi esta morte do Bernardo Sasseti. Grande pianista, excelente compositor, e até onde me foi dado saber, um belo ser humano.
Um abraço solidário à família e amigos pessoais.







Isaltino Morais – E vai mais um!!!


Os espertalhaços que o defendem e os incompetentes (serão???) que o acusam… deixaram prescrever o crime... deixando assim escapar o corrupto!

Deve ser mais uma forma de incentivo e moralização para os milhões de portugueses que suportam dia a dia o esmagamento da chamada crise, e do fanatismo “austeritário” do governo PSD/CDS, com desemprego, cortes nos salários, roubo dos subsídios de férias e natal, aumentos  generalizados de impostos e as mais variadas taxas, cortes nos apoios sociais, destruição dos mais variados direitos, conquistados ao longo de décadas de luta...

Sim! Que esses, nem pensem em ousar uma "mentirinha" que seja, nas suas declarações ao fisco!


Soares dos Santos – Não é possível disfarçar o ódio de classe eternamente




Da figura daquele senhor que aparecia na televisão, a toda a hora, dando conselhos e pregando ralhetes aos portugueses, dando lições de moral a toda a gente e mostrando o seu génio de “empresário culto e com coração” a meio mundo... daquele de que já muitos diziam: Ora ali está o melhor exemplo do “capitalismo ético” do senhor Tozé Seguro!... dessa figura, como dizia, praticamente só restam sombras.
Mesmo para os mais crédulos, desde a estória da fuga de impostos para um paraíso fiscal, na Holanda, que começou a ver-se, por detrás do brilho da banha da cobra, a corriqueira imagem de um oportunista e aproveitador, um aldrabão como qualquer um dos outros.
Desde esta nojeira que foi a provocação ao 1º de maio e aos trabalhadores, provocação conseguida à custa das dificuldades de muitos e da velha índole açambarcadora e rasca de outros, da compra de “colaboradores” para trabalhar nesse dia, pagos (provavelmente em moedas de prata) com 500% de aumento, os “castigos” aos que não foram trabalhar, etc., etc.... resta, como bem lhe chama o Sérgio Ribeiro, o “senhor SS”.
Eu sei que o “SS” é de Soares dos Santos... mas o trocadilho, ainda que apenas insinuado, fica-lhe a matar! O grande traste, em vez de reconhecer a enormidade da provocação acanalhada que levou a cabo, insiste em defender-se contra-atacando.
É vê-lo a vomitar por aí que o 1º de Maio foi uma escolha irrelevante, que os sindicalistas têm é inveja de não terem juntado tanta gente nas “demonstrações” da CGTP como ele teve à bofetada e aos encontrões nas suas mercearias (demonstrações?! Onde é que o traste terá aprendido a falar?), e que não haverá mais “promoções” destas, no 1º de Maio, ou seja quando for... apenas porque «são muito caras».
Sei que o calhordas espera que sejamos tão patetas que acreditemos que está a falar de dinheiro quando diz que esta campanha lhe ficou cara. Porém, como o grande merceeiro pode ser um canalha, mas estúpido não é, sabe muito bem que todo este escândalo lhe custou e custará bem caro... mas em aspectos que vão muito para lá do dinheiro.
Demorará anos (se alguma vez o conseguir) a reconstruir a imagem com que andou, durante tanto tempo, a ludibriar milhões... e que agora estilhaçou.