A Mayra Andrade “persegue-me”... o que é uma sorte que não tem preço!
Os franceses adoram a Mayra Andrade... o que só confirma o tão celebrado bom gosto de muitos franceses!
O Benjamin Biolay é um dos grandes criadores de canções da nova geração de consagrados, que ainda há bem poucos anos era uma revelação. Não pode ser considerado o cantor-tipo... se o critério de apreciação for aquele que preside aos programas de televisão “trituradores” de sonhos de miúdos e miúdas a quem é exigido que tenham grandes vozes e imitem cegamente este cantor ou aquela cantora. Logo, pelos meus critérios... tem tudo para agradar!
Sobre a Mayra já não falo. Se o fizesse. Seria como que uma espécie de discurso por intermináveis camadas, elogio sobre elogio... encantamento sobre encantamento...
Juntaram-se, ao vivo, para nos “colar” aos sentidos uma versão a dois de um clássico do Chico Buarque, “O que será (à flor da pele)”. Ele canta a versão francesa criada por um grande que já partiu, Claude Nougaro, versão que toda a gente trauteia, em França... nos meios mais dados à canção inteligente.
Ela... ela canta na língua original, o que na sua voz tem aquele sotaque de um misterioso “brasileiro” contaminado por Cabo Verde, depois canta em francês com ele, depois canta sem letra nenhuma... depois é uma grande maluqueira! Uma maluqueira doce, meio sussurrada, hipnótica... mas eu já disse que não falava sobre ela!
Bom domingo.
“O que será/Tu verras” – Mayra Andrade e Benjamin Biolay
(Chico Buarque de Hollanda)










