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domingo, 20 de janeiro de 2013

Mayra – O que será...


Mayra Andrade “persegue-me”... o que é uma sorte que não tem preço!
Os franceses adoram a Mayra Andrade... o que só confirma o tão celebrado bom gosto de muitos franceses!
O Benjamin Biolay é um dos grandes criadores de canções da nova geração de consagrados, que ainda há bem poucos anos era uma revelação. Não pode ser considerado o cantor-tipo... se o critério de apreciação for aquele que preside aos programas de televisão “trituradores” de sonhos de miúdos e miúdas a quem é exigido que tenham grandes vozes e imitem cegamente este cantor ou aquela cantora. Logo, pelos meus critérios... tem tudo para agradar!
Sobre a Mayra já não falo. Se o fizesse. Seria como que uma espécie de discurso por intermináveis camadas, elogio sobre elogio... encantamento sobre encantamento...
Juntaram-se, ao vivo, para nos “colar” aos sentidos uma versão a dois de um clássico do Chico Buarque, “O que será (à flor da pele)”. Ele canta a versão francesa criada por um grande que já partiu, Claude Nougaro, versão que toda a gente trauteia, em França... nos meios mais dados à canção inteligente.
Ela... ela canta na língua original, o que na sua voz tem aquele sotaque de um misterioso “brasileiro” contaminado por Cabo Verde, depois canta em francês com ele, depois canta sem letra nenhuma... depois é uma grande maluqueira! Uma maluqueira doce, meio sussurrada, hipnótica... mas eu já disse que não falava sobre ela!
Bom domingo.
“O que será/Tu verras” – Mayra Andrade e Benjamin Biolay
(Chico Buarque de Hollanda)



domingo, 23 de setembro de 2012

Stacey Kent – Uma pausa para refrescar... e seguir viagem


Ao longo da vida fui alvo de várias atenções do Júlio Isidro, um profissional de rádio e televisão que, numa época em que os cantores como eu pareciam sofrer de lepra (uma situação tão grave e real, que fez muitos mudar de caminho) nunca deixou de me convidar para os seus programas e de divulgar a minha voz. Fico a dever-lhe mais uma: ter-me lembrado há poucas horas a Stacey Kent que, por pura distração, andava injustamente afastada das minhas audições.
Stacey Kent é uma jovem norte-americana atípica. É culta e alimenta um interminável interesse por outras culturas e línguas. Isso explica, provavelmente, o facto de os vários prémios e tremendos elogios da crítica que já recebeu, serem maioritariamente ingleses, franceses...
A atração pela música francesa levou-a a adquirir um francês invejável. Da mesma maneira, a paixão que “contraiu” pela música brasileira fê-la não achar suficiente ficar-se pelas versões em inglês e francês de canções como “Águas de Março”... e aí a temos, com o seu português cheio de pronúncia brasileira, a descobrir e a encantar-se com Portugal e a incluir no mais recente disco “O comboio”, uma canção com letra do poeta português António Ladeira.
Nos vídeos que partilho hoje, podemos ouvi-la (só ouvir também é bom!) cantar a pérola escrita e interpretada em 1971 por Carole King e tornada ainda mais famosa na versão de James Taylor,You’ve got a friend... e a atrever-se a cantar em francês uma daquelas canções que se julgaria só serem possíveis na voz da autora, BarbaraLe mal de vivre.
Já disse que a Stacey é uma norte-americana atípica. É-o também enquanto cantora de jazz, um género de artistas de quem muitas vezes se esperam verdadeiros números circences em palco e fogos de artifício vocais. Com ela, não! Com ela só há a melodia recriada sobriamente, com extremo bom gosto e um admirável respeito pelos autores, as letras (que ela diz tornarem a sua vida melhor)... e a voz doce.
Ouvir Stacey Kent tem o mesmo efeito de bálsamo que tinham alguns beijos sobre as nossas infantis feridas... reais ou imaginárias.
Bom domingo!
You’ve got a friend” – Stacey Kent
(Carole King)



Le mal de vivre” – Stacey Kent
(Barbara)


domingo, 15 de julho de 2012

Youn Sun Nah – Com o tempo...


Nasceu na Coreia do Sul, uma excelente "desculpa" para se chamar Youn Sun Nah. Filha de maestro e actriz musical, uma mistura genética que, fatalmente... deu nisto!
Aos vinte e seis anos, já com uma carreira iniciada, na Coreia, decidiu alargar horizontes e rumar a Paris. Estudou jazz e chanson française. Deu nisto!!!
Neste vídeo podemos vê-la e ouvi-la, acompanhada por um grande guitarrista Sueco, Ulf Wakenius, num festival de jazz, em França, “terraplanando” quaisquer resquícios de resistência à excelência da sua arte que ainda pudesse restar entre a plateia. É uma interpretação arrasadora do clássico de Léo FerréAvec le temps. A canção começa apenas ao minuto e quarenta, tempo que leva a convocar a coragem de encerrar o concerto ousando "atacar" aquele tema musical perante um público francês... mas vale a pena esperar!
A voz, muitas vezes não mais do que um sussurro, entra nos corpos dos ouvintes por onde quer, não distinguindo pele, ouvidos, coração, cérebro...
Bom domingo!
* Podem seguir a letra aqui. A tradução é fracota... mas dá para ir decifrando o tão esquecido francês... 
Avec le temps” – Youn Sun Nah
(Léo Ferré)



domingo, 3 de junho de 2012

Noite e nevoeiro – Mas toda a esperança é legítima!


Hoje voltamos à música de intervenção pura, dura... e bela! O nosso já aqui ouvido Jean Ferrat, com versos de outro (igualmente) “comuna”, Aragon, numa grande canção de denúncia do horror do Holocausto. Sobretudo, da importância de não esquecer. De saber quem foram as vítimas. De saber quem foram os carrascos.
Só que hoje não é apenas a canção o assunto. A estória começa há muitos meses, numa sessão de cantigas que fui “cometer” a uma escola de Queluz, onde, para meu sossego e satisfação algo admirada, vários estudantes mostravam saber quase todas as canções que eu cantava. Nomeadamente, duas, que acabei por convidar para virem cantar nas “cantigas dos Verdes” que já aqui vos dei a ouvir. A Mariana e a Adriana. Dessas duas, uma, a Adriana, que há dias me confidenciou um estória lindíssima, do tamanho do seu sorriso, com o brilho dos seus olhos sempre curiosos.
Há uns tempos, quando tinha ainda apenas 13 anos, a Adriana estava no auge da sua paixão pela língua francesa (sim, felizmente, ainda há quem se apaixone pela língua francesa!) e por tudo o que ela traz consigo: bons livros, bela poesia, música fantástica, grandes filmes...
A Adriana acabou por ficar “vidrada” no Jean Ferrat. Pela voz, pela maneira de cantar e pelas palavras que cantava – diz ela. Ficou particularmente impressionada por esta canção, Nuit et brouillard e pela tremenda mensagem que contem. Pegou nos seus cadernos de desenho e nas canetas, e vai de fazer uma “banda desenhada”, que tratou de enviar ao Jean Ferrat, que, “oh! felicidade!, não só viu a banda desenhada, como lhe respondeu, com uma fotografia, um autógrafo, e o simpático “Bravo, Adriana. Está muito bom, um beijo, Jean FerratAté hoje, esse dia está gravado na memória como um dos mais felizes da minha vida – diz ela.
Convenhamos que não é todos os dias...
Agora, a Adriana resolveu adaptar a sua (lindíssima!!!) banda desenhada para um pequeno vídeo. Cometeu a “imprudência” de me deixar vê-lo. Assim que o vi, avisei-a de que um dia isto iria acontecer. É hoje.
Não deixem de ver, ouvir e comentar. Recapitulando, foi um trabalho de uma estudante portuguesa. Tinha pouco mais de treze anos. Citando o Joaquim Pessoa, "Toda a esperança é legítima!"
Bom domingo!
Nuit et brouillard” – Jean Ferrat
(Aragon/Jean Ferrat – Vídeo de Adriana Dias)



domingo, 13 de maio de 2012

Amar... até perder a razão, a cabeça, o juízo, a tramontana...


Chama-se Nolwenn Leroy. Anda agora na casa dos trinta... passados cerca de dez anos desde a sua aventura num programa da televisão francesa, dedicado à caça de talentos, o “Star academy”.
Desde então gravou vários discos com êxitos retumbantes, na área da “pop”, mas em 2010 decidiu prestar atenção à música das suas raízes bretãs. Daí resultou um disco belíssimo, com canções de autor inspiradas na música celta, algumas versões de canções tradicionais celtas, como esta fantástica “Mulheres da Irlanda”... e ainda umas tantas da sua Bretanha natal, cantadas em bretão. Felizmente, vão aparecendo jovens assim...
Não conheço a Nolwenn, mas gostei de saber que não foi “lavar as mãos ao rio” para participar, em parceria com a belga Maurane (cuja voz - a minha preferida - já nos tem visitado, como aqui, ou ainda aqui), numa grande homenagem ao reconhecido “comuna” que dava pelo nome de Jean Ferrat. Canta (cantam) uma canção que é um clássico do reportório do cantor/autor, “Aimer à perdre la raison”, com versos de Louis Aragon, imenso poeta e, também ele, um “comuna empedernido”.
A fotografia escolhida explica-se pelo facto de, tanto Aragon como Jean Ferrat, não terem deixado nenhuma indicação testamentária no sentido de impedir mulheres extremamente bonitas de cantar as suas canções.
Bom domingo!
Aimer à perdre la raison” – Nolwenn Leroy e Maurane
(Louis Aragon / Jean Ferrat)



domingo, 22 de abril de 2012

Juliette Gréco - Sob o céu de Paris


Hoje regressamos a Paris, mas em clássico. Em preto e branco. Em elegância pura. Pela mão da diva absoluta de uma época de ouro: Juliette Gréco.
Juliette teve a infelicidade, enquanto simples adolescente, mas a felicidade, enquanto ser humano e cidadã, de ter uma mãe resistente. Resistente, também naquele sentido vertiginosamente perigoso e heróico que umas boas centenas de compatriotas seus lhe deram durante a ocupação nazi: ajudar, ou pertencer mesmo à Resistência a essa ocupação e ao nazi/fascismo. Logo nos primeiros tempos da Guerra, seria presa pela Gestapo. Talvez para (entre outras coisas) demonstrar que o exemplo da sua mãe não tinha caído em saco roto, não demorou muito tempo para que Juliette, então com dezasseis anos de idade, se “fizesse” igualmente prender.
Depois de libertada e passado pouco tempo, o grande e colectivo suspiro de alívio do pós-guerra veio encontrá-la já perfeitamente instalada naquele que viria a tornar-se, definitivamente, o seu habitat natural: a noite, a canção e a cultura parisienses.
Apesar de o seu nome figurar nos elencos de algumas peças de teatro e várias dezenas de filmes, foi como cantora que a jovem Juliette Gréco tomou de assalto vários locais míticos da noite de Paris de então, conquistando o público pela sua maneira original de cantar e “dizer as canções”. Diz-se que também (vá lá entender-se porquê!) pela sua figura emoldurada por esguias roupas pretas e os seus cabelos de azeviche. Aí se renderam à sua arte, para a qual muitos deram contributos, nomes como Sartre, Prévert, Jean CocteauAlbert Camus, Boris Vian, Joseph KosmaAznavour...
Depois de instalada no seu lugar, decidiu amadrinhar e ajudar a divulgar novos nomes de autores e intérpretes... e com uma assinalável pontaria, já que entre esses “novos” figuram nomes como Leo Ferré, ou Serge Gaisbourg.
Chega de apresentações. A cantiga de hoje é uma simples e belíssima canção sobre Paris (as belíssimas canções quase sempre são simples). Foi escrita em 1951, por Jean Dréjac e Hubert Giraud, tendo sido gravada por muitos intérpretes que vão de Yves Montand a Piaf.
Como único comentário ao vídeo de hoje, diria que, num tempo em que tantos artistas se defendem das suas “faltas”, escondendo-se atrás do biombo protector da tecnologia mais agressiva, de toneladas de foguetório e efeitos especiais que o público consumidor engole à força de rios de banha da cobra... a luminosidade deste momento, tudo aquilo que Gréco consegue dizer com um jeito de lábios, um movimento das mãos, um instantâneo franzir de nariz, o princípio de um sorriso cúmplice, um fugaz brilho no olhar... juntamente com a claridade da forma de cantar e de dizer as palavras... são de uma simplicidade que chega a ser “embaraçosa”.
Bom domingo!
Sous le ciel de Paris” – Juliette Gréco
(Jean Dréjac/Hubert Giraud)



domingo, 1 de abril de 2012

Zaz – Je veux, eu quero...



Esta miúda francesa, Zaz, passa a ser um dos mais rápidos regressos a este estabelecimento. Porque sim! Porque não há grandes oportunidades de a ouvir na nossa televisão, ou nas rádios, o que, embora hoje seja o dia das mentiras... parece mentira mas infelizmente é verdade.

Parece mentira que as televisões, rádios e demais comunicação social, movam céus e terra para divulgar toneladas de lixo anglo-saxónico, enquanto são sonegadas ao público centenas e centenas de obras magníficas, como a desta jovem cantautora francesa, e das italianas, gregas, espanholas, da América Latina, etc., etc., etc... e sim, também muitas inglesas e norte-americanas (não, não me esqueci dos rapazes... apenas resolvi generalizar ao contrário do que é costume, no feminino).

Bom domingo!

Hoje diz-nos a Zaz, numa tradução caseira e a correr:

Eu quero

Deem-me uma suite no Ritz, eu não a quero!
Joias da Chanel, eu não as quero!
Deem-me uma limousine, de que me serviria?

Ofereçam-me empregados, de que me serviriam?
Uma mansão em Neuchâtel, isso não é para mim.
Ofereçam-me a Torre Eiffel, de que me serviria?

Eu quero amor, alegria, bom humor
Não é o vosso dinheiro que fará a minha felicidade
Eu quero morrer com a mão sobre o coração
Vamos juntos descobrir a minha liberdade
Portanto, esqueçam todos os vossos clichés
Bem-vindos à minha realidade

Estou farta das vossas boas maneiras, são demais para mim
Eu como com as mãos... sou assim
Falo alto e sou franca... desculpem-me...

Acabem com a hipocrisia, eu, ponho-me a andar
Estou farta do politicamente correto! Olhem para mim,
Seja como for, não vos quero mal, eu sou assim
Eu sou assim.

Je veux” – Zaz
(Zaz)



domingo, 26 de fevereiro de 2012

Cyril Mokaiesh - Não é lá muito “chic”... mas sou comunista



“Não é lá muito “chic”... mas sou comunista
Nada de muito heróico... mas ainda assim...”

É, salvo melhor e mais aturada tradução, o que diz este jovem artista francês, de seu nome, Cyril Mokaiesh. Depois vai por aí fora, desfiando uma letra poderosa que vale a pena ler.
Decididamente... não é lá muito normal nos dias que correm. Dizem-nos experiências bem recentes que aquilo que mais se vê é os “xutos” e as “deolindas” deste mundo, ousarem umas cantigas ao sabor da corrente contestatária... e logo a seguir, provavelmente aterrorizados com as resmas de contratos que viriam a perder de norte a sul (muito mais a norte!), darem praticamente o dito por não dito, pedirem calma a toda a gente, que aquilo não é bem “canção de intervenção”, que “não senhor, nós não fazemos canções políticas”, “deixem-nos lá ir à nossa vidinha”... sendo que no caso dos tais “xutos”, não demorou muito até um deles estar na mesa dos apoiantes do mesmíssimo “sr. engenheiro” a quem tinha dedicado a tão aclamada cantiga. Já da cantiga dos outros... praticamente nunca mais se ouviu falar.
Portanto, como ia dizendo, não é lá muito normal aparecer assim do nada um rapagão como este Cyril Mokaiesh, cantando (muito) alto e bom som que é comunista, indo explicar a coisa a tudo o que é lugar, pronunciar-se nas colunas do jornal “L’Humanité” e ir cantar à famosa Festa do dito... tudo quase de um fôlego e perante o espanto generalizado.
O nome deste jovem foi-me soprado por um comentador aqui mesmo, na semana passada. Em boa hora!
Lá na terra dele, já dizem que ele mistura elementos de Brel com Léo Ferré, que as suas canções são assim e assado... confesso que me falta ouvir mais para saber se é assim. Por agora, sei que gosto de o ouvir dizer que é comunista. Assim tão alto. Assim tão bem. Assim tão contra a corrente.
E vocês... o que acham?
Bom domingo!
Communiste” – Cyril Mokaiesh
(Cyril Mokaiesh)



domingo, 19 de fevereiro de 2012

ZAZ - E que tal um salto a Paris?


A música francesa, ainda que diariamente agredida pela "pimbalhada" local, pelos "tanques" de produção anglo-saxónica, pelos saudosos do fascismo de Le Pen, ou da incompetência rasteira e colaboracionista de Sarkozy... resiste. E resiste em grande forma.
Enquanto na “pátria” do RAP, por exemplo, essa forma de música de intervenção vinda dos bairros populares e mais pobres, se transformou (salvo excepções) num interminável caudal de “videoclips” inundados em dinheiro, povoados por grandes carros desportivos, incomportáveis fios de ouro ao pescoço, elogios à marginalidade criminosa e modelos a fazer de prostitutas (ou vice versa), em França, o “Hip-Hop” é vibrante, interventivo, lúcido. Este é apenas um exemplo. Nos mais diversos géneros musicais o cenário não é diferente.
Em Portugal perdemo-nos da música francesa há muito tempo. Alguns de nós, aqueles que ainda declaram o seu amor incondicional a alguma da música que vem de lá... ficaram estacionados no conforto das memórias doces da juventude. Uma espécie de saudade gostosa, presa ainda à irreverência iconoclasta, anárquica e por vezes agreste de um Brassens ou Léo Ferré, arrepiados pela trágica dimensão das músicas e da voz do Brel e da beleza arrebatada dos seus versos, mobilizados pela militância de um Jean Ferrat, embalados pelas horas de felicidade liceal e ingénua da Françoise Hardy... ou mergulhados na profundidade existencialista da Juliette Greco...
Outros, nem sequer tomaram conhecimento, então ou agora, da existência da música francesa. Todos andamos a perder muito!
Em vez de ficar aqui a desfiar um rol de nomes da nova canção francesa, deixo-vos com uma dose tripla de apenas um desses nomes: a jovem cantora e autora ZAZ (Isabelle Geffroy).
O primeiro vídeo mostra-a sem rede, na rua, exposta, cantando apenas com dois dos seus (excelentes!) músicos uma canção do seu primeiro CD. Uma força da Natureza com cara de maria-rapaz, incapaz de ficar quieta, tentado cantar e fazer de orquestra ao mesmo tempo, uma voz com uma cor fantástica...
No segundo e no terceiro, reinventa duas canções de que os criadores gravaram versões inultrapassáveis. O grande cantor e (também) cultivador do jazz “gaulês”, Claude Nougaro... e a irrepetível Edith Piaf. Ainda assim, sem medo, canta-as não tentando imitar seja quem for, demonstrado um prazer que só tem quem canta o que gosta... como se isso fosse um privilégio sem preço. Porque é exactamente assim que se deve cantar a música daqueles que admiramos!
Bom domingo!
Les passants” – ZAZ
(Isabelle Geffroy/Tryss)



Le jazz et la java” – ZAZ
(Claude Nougaro)



Padam, padam” – ZAZ
(Henri ContetNorbert Glanzberg)