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sexta-feira, 29 de março de 2013

Paços de Ferreira – Venerável Dona Sílvia...


Adivinha-se um tempo de grande festança e prodígios incontáveis. Quem sabe?, a resolução de todos os nossos problemas de simples mortais!!!
O Papa abriu a porta à beatificação de Dona Sílvia Cardoso, benemérita cidadã de Paços de Ferreira, essa simpática terra de gente de trabalho e indiscutível capital do nosso melhor mobiliário doméstico e exportado.
Adivinha-se um novo feriado.
Móvel... evidentemente!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Paulo Portas – Milagre!!!


Aleluia! Hossana!... e por aí fora...
Não estou bem certo da cronologia dos milagres... mas, por esta altura, ou já terá falado, ou estará para falar da transformação da água em vinho... e todos os restantes fenómenos que se conhecem, tal como dar voz ao mudo, andar ao coxo, caminhar sobre a água ... ... ...
Claro que podem estar a falar de outra coisa... mas confesso que só li o título.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Fátima – Como é que o cristianismo deu nisto?


Para além do cardeal, 22 bispos e 265 padres...  os peregrinos chegaram aos milhares. Muitos milhares. E deixaram dinheiro. Muito dinheiro. E muito ouro... nalguns casos, provavelmente, aquele último fio que restava em casa.


quarta-feira, 6 de julho de 2011

Papa Pio XII – O milagre


Leio que anda por aí tudo numa azáfama para confirmar um milagre que, a ter existido, foi obtido por intermédio do Papa Pio XII. O objetivo, como sempre, é juntar mais uma beatificação à lista demencial da coleção de beatos, beatas, santinhos e santinhas do Vaticano, uma realidade que bem mais do que devoção, parece antes um transtorno obsessivo compulsivo.
Não pretendo misturar-me na refrega que opõe, de um lado, aqueles que acusam o Papa Pio XII de ter estado mais com os nazis do que com as suas vítimas, contra aqueles que dizem que não senhor!, Pio XII foi muitíssimo amigo dos judeus (e demais vítimas) durante o Holocausto, nem comentar o facto de os descendentes dessas vítimas e os seus representantes estarem, muito justamente, a achar pouca graça a esta lavagem, perdão... a esta beatificação.
Sendo assim, a única coisa que se pode ter como certa é que quando terminou a 2ª Grande Guerra e o nazi-fascismo foi derrotado, a fama do Papa Pio XII era a de ser “o Papa de Hitler”. Hitler, cujos lacaios e amiguinhos (com as exceções por demais conhecidas, aqui na Península Ibérica) passaram um mau bocado. Se nos lembrarmos, por exemplo, de como acabou Mussolini, no mesmo país em que vivia o tão “Pio” cidadão... a tentativa desesperada de confirmação de milagrezinhos mais ou menos pífios, envolvendo o Papa... é um puro desperdício de energia.
Grande, enorme milagre, e perfeitamente confirmado, foi o facto de Pio XII não ter sido, então, preso e julgado com os outros nazis e colaboracionistas.
Beatifique-se o homem!!!

sábado, 28 de maio de 2011

O Condestável descola na tabela classificativa


Mesmo estando convencido de que durante os meus tempos de fumador entusiástico, consegui produzir mais “beatas” do que a Igreja Católica em toda a sua existência... a capacidade “beatificante” daquela organização não pára de me assombrar. Para além de que também conseguem fabricar “beatos”... coisa que eu nunca soube como se fazia.
Só para lembrar os mais próximos:
Ele foi o “Condestável” D. Nuno Álvares Pereira, que tendo hoje o seu nome muito justamente ligado a azeites virgens da mais fina qualidade, teve mesmo assim a generosidade de fazer um milagre envolvendo batatas fritas no mais humilde óleo para frituras, nem sei se de girassol, se de amendoim.
Ele foi o papa polaco João Paulo II, que fez o espantoso milagre de aparecer todo sorridente, ao lado de um Augusto Pinochet, também todo sorridente, a uma das varandas do Palácio de La Moneda... o mesmíssimo lugar onde este último, havia apenas catorze anos,  tinha assassinado o Presidente Salvador Allende e empapado as mãos com o sangue do massacre de mais de trinta mil chilenos. João Paulo II conseguiu estar ali, durante um bom pedaço... sem que que o seu Deus lhe tenha acertado com um raio nas pontificais trombas. Um assinalável milagre, portanto... embora o Vaticano apenas lhe reconheça um outro milagre, envolvendo uma freira francesa que padecia da doença de Parkinson.
Ele foi a nossa irmã Maria Clara (não confundir com a cantora Maria Clara, mãe do Dr. Júlio Machado Vaz... que essa apenas produzia o milagre de fazer parecer a “Costureirinha da Sé” uma canção suportável)... foi a nossa Maria Clara, como dizia, que restaurou um braço desenganado dos médicos a uma espanhola...
... e agora mais um. Agorinha mesmo... mais precisamente, ontem à tarde.
Cheguei a casa, meio esparvoado de calor e deitei mão a um destes belos copos de “Refrigerantes Condestável”. Bebi apenas uns goles e... milagre!, a singela bebida fez jus à palavra “refrigério”. Fiquei como novo! Qualquer médico é capaz de atestar que eu estou que pareço uma pessoa que nunca teve aquela sede que me finava e definhava por dentro. Acho que serei até capaz de voltar a sair à rua!
Portanto o papa João Paulo II (que já tem quem ande a tratar disso) e a nossa Maria Clara vão ter que se esforçar mais um pouco. O “Condestável” já está a ganhar...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Vaticano – Sai mais um “santo”!


Já há tempos aqui dei conta da minha opinião sobre a verdadeira oficina de santeiro que é a Igreja Católica. Por ter sido criado no seio de uma Igreja livre de “santinhas” e “santinhos”, esta verdadeira cegueira do Vaticano por inundar o imaginário dos fieis com milhares de santos, para além da evidente idolatria, constitui como que uma barreira entre esses fieis e o seu próprio Deus... embora disfarçada de “intercessão”.
Adiante... no momento que o mundo atravessa, o que é que estava mesmo, mesmo a faltar? Exatamente! Mais um santo! E o contemplado é... Karol Wojtyla, mais conhecido pelo seu nome artístico: João Paulo II.
Para a meteórica santificação do cidadão polaco, último dirigente da milenar organização religiosa, apenas estava a faltar o aparecimento de “provas” de um milagre que lhe pudesse ser atribuído. Providencialmente, apareceu uma freira (que conveniente!) disposta a testemunhar ter conseguido a cura do seu Parkinson, «depois de ter rezado e pedido ajuda a João Paulo II nos meses após a sua morte, a 2 de Abril de 2005».
E pronto! Siga a festa e haja cânticos e aleluias na indústria dos cromos, postais e estatuetas de barro, plástico e outros materiais nobres!
Espero sinceramente que Marie Simon-Pierre, a monja “miraculada”, tenha melhor sorte que a Jacinta e o Francisco, que poucos meses de vida tiveram para contar os seus milagres... e, claro, melhor sorte que a sua colega “irmã” Lúcia, que foi condenada a prisão perpétua, perdão!, fechada em sucessivas celas de conventos de clausura, sem nunca mais ver a mãe... e até morrer.