terça-feira, 15 de novembro de 2011

Álvaro Santos Pereira – Ali há coisa ruim...


Será dos ministros? Será bicharada que anda para ali encrustada nas carpetes e cortinados do gabinete do ministério e que acaba por se alojar nos cérebros dos ministros, levando-os a, praticamente, só dizerem asneiras de cada vez que abrem a boca? Mistério.
A verdade é que à semelhança do “saudoso” Manuel Pinho que, enquanto tudo desabava, decidiu que a crise tinha acabado... também este destrambelhado Álvaro Santos Pereira se levantou da cama com uma irreprimível vontade de proclamar o fim da crise... para apenas alguns minutos depois, penosamente, ter que dar o dito por não dito.
O mundo está como está. As notícias que chegam do resto da Europa são desesperantes. A convulsão é generalizada. A realidade portuguesa, inexorável, atira-lhes à cara os números da queda da produção industrial, ou da continuada recessão... mas não há nada a fazer! A sanidade mental dos ministros da Economia, se acaso existia... resolve abandoná-los assim que passam a porta daquele edifício malino.
Vasco Santana produziu uma das minhas piadas preferidas (certamente por deformação profissional da minha parte) quando afirmou num dos seus filmes: «Tenho uma voz pequenina, mas em compensação, bastante desagradável».
Se fizesse de Álvaro Santos Pereira, poderia dizer: «Tenho uma carreira pequenina, mas em compensação, bastante ridícula!»

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Cavaco - Realidade bifocal


Uma antropóloga brasileira, de seu nome Miriam Goldenberg, escreveu um livro sobre a grande complexidade das relações entre humanos, a que deu um título integralmente copiado de um verso da canção “Vaca sagrada”, de Caetano Veloso:
“De perto ninguém é normal”
Vê-se bem que nem a antropóloga, nem o cantautor, conhecem o “nosso” Aníbal Cavaco Silva. Se seguissem, como nós, as várias, sempre importantes e sobretudo esclarecidas declarações que ele tem cometido nos EUA, a milhares de quilómetros de casa, veriam que...

de longe também não!


domingo, 13 de novembro de 2011

Summertime - Sara Sant'Ambrogio



“One of these mornings
You're going to rise up singing
Then you'll spread your wings
And you'll take to the sky”
("Summertime", da ópera "Porgy and Bess")
A escolha de "Summertime" para sonorizar este domingo apresenta várias (quase) impossibilidades.
Como conseguir dizer alguma coisa original sobre esta canção, sobre a ópera de que faz parte, “Porgy and Bess, ou sobre os autores, George Gershwin, Ira Gershwin e DuBose Heyward?
Como escolher entre as mais de trinta mil versões gravadas por outros tantos intérpretes, que vão desde novos músicos e cantores de jazz até aos vários nomes da música erudita que a cantaram e cantam?
Como deixar de lado a esta versão comovente de Peter Gabriel, resultado da sua participação num fantástico disco colectivo de tributo a Gershwin? Como contornar Billy Holliday? Como dispensar Ella Fitzgerald e Louis Armstrong juntos? Como esquecer a versão de voz destruída e “quimicamente impura” de Janis Joplin?
Assim sendo, proponho que façam como eu: soletrem mentalmente a letra, pelo menos as partes de que se lembram... enquanto ouvimos esta estranha forma de “cantar” com o violoncelo que nos oferece a surpreendente Sara Sant’Ambrogio.
Bom domingo!
“Summertime” – Sara Sant’Ambrogio
(DuBose Heyward e Ira Gershwin / George Gershwin)



sábado, 12 de novembro de 2011

Selecção Nacional


Por mais que eu fale ou escreva acerca do meu vasto desinteresse sobre o fenómeno futebolístico, há sempre aqui ou ali um amigo a tentar ganhar-me para a causa. Lá estava este, deixando arrefecer o café irremediavelmente, para me explicar (com algum pendor patriótico) as várias incidências do jogo da “nossa Selecção” em Zenica, que se diz “Zenitza”... e que o empate foi deste modo... e o relvado estava daquele... e que o Paulo Bento assim... e que o apuramento assado... e que dominamos durante todo o tempo... e que o Ronaldo, ah!... o Ronaldo...
E eu, que tenho esta “ciguêra” de ver tudo em canções, ia ouvindo... mas deu-me para me lembrar do Frei Hermano da Câmara (há dias assim!) e ficar entretido a cantarolar “de mim para comim”...
“Era o rapaz da camisola verde
Negra madeixa ao vento
Bósnia maruja ao lado”

Orçamento de Estado 2012 – Abrir Janelas...


Aí está o «orçamento do roubo dos salários e pensões» aprovado na generalidade. Agora vai passar à votação na especialidade, dizem...
Quanto a mim, não é preciso ser um génio para ver que nada ali é grande “especialidade”.
Cumpre-se a capitulação. A venda do país a retalho segue a bom ritmo.
Como já disse num comentário noutro blog, a propósito desta gente... estes “migueis de vasconcelos” deveriam começar a ter cuidado ao passarem junto a janelas altas. É que nunca se sabe...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Merkozy & Sarkozel


(O cartoon valeu bem o trabalho de traduzir o texto)

Por muito que isso custe ao pessoal do Castelo, do Bairro Alto, de Alfama, da linda Madragoa e “outros bairros seus iguais”... a marcha da UE é liiiiiinnnda!!!!
Agora a sério, apesar dos “não!” escandalizados dos “dirigentes europeus” e dos “nem pensar!” do vazio Durão Barroso, todos em coro garantindo a saúde do Euro e o risonho futuro da União Europeia, batendo solenemente no peito... como se os problemas europeus e do Euro remetessem, não para a política, mas para a área da investigação cardio-torácica... a verdade é que se adensam os fumos da verdade inconveniente sobre a partilha de poder entre a Alemanha e a França, protagonizada pela frau Merkel e o monsieur Sarkozynho, manobra que passaria por “despachar” vários países para fora da Zona Euro.
Por mim... nem se deveria ter entrado, mas enfim...
Na verdade, não sei o que é mais ridículo; se imaginar os dois trastes como Imperadores da Europa... se como demenciais “presidentes” do condomínio de um prédio em ruínas.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Quando falta a pachorra...


Você fazem ideia (não, não fazem!) da enxurrada de esterco que algumas cabeças se deram ao trabalho de produzir, para tentar conspurcar este último post, sobre o aniversário de Cunhal?
Ele foram os insultos costumeiros, ele foram vídeos com discursos de Salazar e marchas da Mocidade Portuguesa, da Legião e de tropas nazis, ele foi o já habitual “vão mas é prá Rússia” (sim, ainda há quem mande para a Rússia)...
Cada qual com as suas particulares características, todos no entanto partilham a profunda imbecilidade de pensar que os seus “comentários” veriam a luz do dia.
Todos eles, com o coro dos doutores do governo, presidente, mais o rancho dos “pinas mouras”, dos “cantigas esteves”, dos “bragas de macedos” e demais “brilhantes economistas”, mais a vara de analistas, politólogos e derivados... lembram-me de uma singela estória, passada numa escola, estória que prazerosamente lhes dedico.
O professor, pedia aos alunos exemplos de palavras que terminassem em “LH”, seguidos de uma vogal... como palha, folha, etc.
Depois de vários exemplos bem sucedidos vindos de vários alunos, o Miguel respondeu: “pombo-correio”.
E o professor espantado: Ó Miguel! Mas onde raio é que o pombo-correio tem o “LH”?
- Na anilha, setôr... na aniLHa!!!
(E os amigos e amigas... desculpem a má disposição, mas há dias em que a pachorra é um bem muito escasso)