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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Manuel Alegre – Mais uma declaração “póstuma”




Manuel Alegre diz que a moção de censura do PCP é mais contra o PS do que contra o governo. Na verdade, o seu Seguro secretário geral também já tinha feito queixinhas da moção, porque vem na “pior altura”, porque a importância da “estabilidade política”, porque o “sentido de estado”... e mais algumas das “violentas” nulidades que costuma produzir.
Este PS de António José Seguro deveria ter vergonha de assumir tão claramente que a política do governo lacaio da troika lhe convém... mas isso seria pedir muito.
Fico preocupado. O facto de o PCP, querendo censurar o PSD/CDS ter, afinal, dirigido a moção “mais ao PS”, deve querer dizer que, muito provavelmente, sempre que apresentou moções de censura a governos do PS, acertou, sem querer, no PSD ou no CDS... uma falta de “pontaria” que ainda pode muito bem acabar numa moção de censura teoricamente contra o PS/PSD/CDS... que acerte inadvertidamente na velha Banda de Quadrazais do velho "senhor Messias"... o que seria uma enorme e injusta tragédia para uma das minhas mais remotas memórias musicais, para o património histórico dos Parodiantes de Lisboa... e para a comédia em geral.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Manuel Alegre... e a flor frágil


Talvez para compensar a traiçãozeca barata de Correia de Campos, que apoia publicamente a cavacal estabilidade” – vê-se que o ressabiado ex-ministro nunca perdoou a Alegre os reparos à sua ofensiva contra o Serviço Nacional de Saúde – parece que, finalmente e mesmo na recta final, a candidatura do poeta de Águeda tem o impulso que lhe estava a faltar. Chegou sob a forma do fantástico e avassalador apoio do PCTP-MRPP... um apoio entusiástico... daqueles militantes e simpatizantes que ainda não arranjaram “colocação” em altos cargos no PPD-PSD ou no PS... obviamente!
Com este novo impulso, Alegre encontrou inspiração para produzir e declamar mais uma daquelas frases que vale a pena recordar: 

«A Democracia é uma flor frágil!»...  ágil...  ágil...  ágil...  (as frases de Alegre têm sempre muito eco).
Pois é, caro Manuel Alegre. Isso é bem verdade... e pouca ajuda têm dado os destratos cometidos pelas várias levas de políticos e, sobretudo, as suas políticas, que tens apoiado e com as quais tens privado bem de perto ao longo das últimas décadas.
Tens razão, poeta. A Democracia é, o mais das vezes, uma flor frágil, pontapeada por gente que não é flor que se cheire!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Manuel Alegre – Diligente...


Enquanto uma grande parte dos portugueses já sente na pele o essencial das medidas “à FMI” impostas pelo governo de Sócrates, tanto este como o indigente que lhe quer tirar o emprego, vão convocando o nome dessa “temível” instituição, para melhor fazer o povo engolir os sacrifícios que tem de suportar.
A uns e a outros dará muito jeito ter à mão essa «sigla para desculpabilização» - como muito bem lhe chama o meu candidato, Francisco Lopes - quando chegar a altura de apresentarem facturas ainda mais pesadas para os trabalhadores pagarem.
Nesta dança de palavras e jogos de poder de entra FMI, não entra FMI, pede-se ajuda externa, não se pede ajuda externa... o candidato Manuel Alegre sai-se com uma tirada digna do melhor teatro amador de colectividade de bairro:
Já que entrámos num registo de filme de cowboys, enquanto os dois decidem se fazem ou não fazem as “diligências”... eu fico do lado dos “índios”. Cá por coisas...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011 – Um toque de surrealismo... vá lá... de parvoíce


Nos idos da minha escola primária, portanto, há quase cinquenta anos, era usual exibirmos, pelo menos alguns de nós, a habilidade de saber de cor uma lengalenga de contornos surreais, que nos parecia, não só ser o suprassumo do humor, como vir a propósito... sabe-se lá hoje de quê.
          Era meia noite em ponto
          Só faltava um quarto de hora
          O sol raiava entre as trevas de um claro dia
          Um homem, sentado num banco de pau-pedra
          Apoiado numa mesa de pernas para o ar
          Lia o seu jornal sem letras
          Com os seus óculos sem lentes
          À luz de um candeeiro apagado...

...e a coisa continuava por aí fora até à exaustão. Permanece o mistério sobre o que nos faria recitar a lengalenga e ainda por cima achar-lhe graça, a que vem agora somar-se outro ainda maior: Por que carga de água fui eu lembrar-me desta estória ao apreciar o desenvolvimento mediático dos “argumentos” de campanha de (quase!) todos os candidatos à eleição para Presidente da República? 

Será que esta campanha está, na verdade, a atingir níveis de "surrealismo" superiores ao das nossas lengalengas de garotos?
Será que os candidatos do sistema estão de facto interessados em, até ao fim da campanha, não fazerem mais do que escavar e atirar toneladas de lixo para “tapar” o vazio das ideias políticas que era suposto estarem em debate? 
Será que só o meu candidato, Francisco Lopes, está disponível para discutir política (a Presidência da República é um cargo político!), deixando no seu devido lugar e claramente separadas as questões criminais, das questões políticas (ou mesmo éticas), nestas tristes estórias das ações hipertrofiadas de Cavaco Silva, no BPN, ou dos textos de prosa poética/publicitária de Manuel Alegre, no BPP?
Faça-se a justiça de registar que Fernando Nobre também não quer falar destas sujeiras... mas na verdade, Fernando Nobre não quer falar disto, nem de quase nada, já que, ostensivamente, detesta política e políticos, detesta partidos... e baralha-se um pouco a discutir assuntos cuja complexidade ultrapasse a da galinha a correr com pedaços de pão no bico. Desconfio até que a sua costela monárquica o faz detestar a própria República a que quer presidir... mas isso nunca veremos.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Manuel Alegre – Como uma corrente... alterna *


Durante os próximos dias e até ao dia das eleições, dificilmente terei vagar para perder tempo com o que se passa nas outras campanhas... a menos que alguém se lembre de produzir algum facto extraordinário... ou que me apeteça. Estas notícias sobre a campanha de Manuel Alegre, não sendo extraordinárias, são, no limite, cómicas.
Ficamos a saber que nas dezenas de iniciativas de campanha do candidato do PS e do BE, haverá participação de dirigentes dos dois partidos, incluindo José Sócrates e Francisco Louçã... só que estes nunca se encontrarão numa mesma iniciativa, numa espécie de coreografia... alterna. Quanto aos restantes dirigentes dos dois partidos que usarem da palavra antes do candidato, ninguém sabe muito bem por que ordem o farão, como nos diz um responsável da campanha de Alegre, refugiando-se no humor (e com graça, diga-se!), quando diz que, no limite, será uma questão de «moeda ao ar».

Chamo novamente a atenção para a notícia do primeiro link, sobre os "desencontros" de Louçã e Sócrates, onde alguém, na redacção da "Bola", diz que «a novidade é a ausência de Mário Soares, o líder histórico dos socialistas, que não vai, assim, marcar presença na campanha de Alegre»... o que me leva a pensar que: 1. O jornalista estava com os copos. 2. O jornalista tem vivido muito longe, nos últimos anos... e sem internet. 3. O jornalista tem um sentido de humor assaz tortuoso. 
Viva pois a campanha do meu candidato, Francisco Lopes, em que, quando podemos aparecer todos juntos, amigas, amigos, PCP, PEV e independentes... isso é uma alegria e nunca, mas mesmo nunca um embaraço!
* Corrente alterna é uma corrente eléctrica cujo sentido varia no tempo… mas, dizem-me, pelo menos na electricidade parece que isso é uma coisa boa...