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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Cavaco Silva – Cego, surdo... e medo


À falta de melhores argumentos, Cavaco Silva optou por voltar a tentar assustar os eleitores. Segundo o candidato, se os portugueses não o elegerem já, na primeira volta, os juros da dívida vão aumentar, o deficit vai disparar, a nossa vida vai piorar, o leite das vacas vai azedar ainda dentro das tetas, ou, como disse Brecht, o trigo vai crescer para baixo.
É como se não tivesse tido ecos da onda de indignação que esse “argumento” rasteiro, antidemocrático, passadista, bafiento e batoteiro, provocou no seio das restantes candidaturas e, de uma forma geral, nas mentes esclarecidas.
Poder-se-ia pensar que é por ser extensamente estúpido; não deixa de o ser... mas essa não é a principal razão. Mesmo sendo verdade que a inteligência não é o seu forte, esta manobra deve-se fundamentalmente ao facto evidente de o cavacal candidato ser, bem à imagem dos seus "argumentos", rasteiro, antidemocrático, passadista, bafiento e batoteiro. Há muitos anos.

Manuel Alegre... e a flor frágil


Talvez para compensar a traiçãozeca barata de Correia de Campos, que apoia publicamente a cavacal estabilidade” – vê-se que o ressabiado ex-ministro nunca perdoou a Alegre os reparos à sua ofensiva contra o Serviço Nacional de Saúde – parece que, finalmente e mesmo na recta final, a candidatura do poeta de Águeda tem o impulso que lhe estava a faltar. Chegou sob a forma do fantástico e avassalador apoio do PCTP-MRPP... um apoio entusiástico... daqueles militantes e simpatizantes que ainda não arranjaram “colocação” em altos cargos no PPD-PSD ou no PS... obviamente!
Com este novo impulso, Alegre encontrou inspiração para produzir e declamar mais uma daquelas frases que vale a pena recordar: 

«A Democracia é uma flor frágil!»...  ágil...  ágil...  ágil...  (as frases de Alegre têm sempre muito eco).
Pois é, caro Manuel Alegre. Isso é bem verdade... e pouca ajuda têm dado os destratos cometidos pelas várias levas de políticos e, sobretudo, as suas políticas, que tens apoiado e com as quais tens privado bem de perto ao longo das últimas décadas.
Tens razão, poeta. A Democracia é, o mais das vezes, uma flor frágil, pontapeada por gente que não é flor que se cheire!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Cavaco Silva – "Isto" não é, nem será nunca, o meu Presidente!


Cavaco Silva, como sabemos, já leva dois anos como ministro das Finanças, dez anos como primeiro-ministro, cinco como Presidente da República e, convenhamos, a sua única “obra” digna de registo é a construção da sua própria imagem. Uma imagem de seriedade sem mácula, de competência inquestionável... o que é um feito verdadeiramente notável, se atendermos que é uma construção feita a partir de matéria prima tão rasca.
Até esta altura, pensava que a coisa mais rasteira que ele tinha produzido nesta campanha tinha sido a nojenta troca de palavras com uma pobre transeunte, lembram-se?, «A ver se o Senhor Cavaco me arranjava qualquer coisinha, eu precisava de um bocadinho de reforma...» - há risos na comitiva cavacal” - e a seguir, sem sequer a ouvir, desatou a falar da “miserável” reforma de 800 euros de Maria Cavaco Silva, gabando-se a seguir do facto de «ter que a sustentar», numa série de afirmações machistas e parolas... que eu entendi como sendo, muito provavelmente, o resultado de uma qualquer espécie de vírus à solta no Algarve do passado... veja-se o triste caso de Zézé Camarinha, embora este com um pouco menos de estudos.
Estava enganado! A poucos dias do fim da campanha eleitoral o homem conseguiu regougar a afirmação mais suja de toda a campanha. Basicamente, defende que se deve votar nele de forma a que ganhe já no dia 23 de Janeiro, porque uma segunda volta ficará muito cara ao país, que está sem dinheiro... e enervará ainda mais os “mercados”.
É habitual ouvir alguns saudosos do fascismo, ou simples imbecis, questionando a democracia exatamente pelos seus alegados custos financeiros. Confesso que não esperava ouvi-lo da boca de um Presidente da República de um país onde, há apenas trinta e sete anos, se fez uma Revolução como aquela que vivemos no dia 25 de Abril de 74.
É revoltante e desprezível! Mesmo sabendo que, antes de Abril, Aníbal Cavaco Silva nada fez para que a Revolução e a conquista da liberdade e da democracia acontecessem! Mesmo sabendo que, depois de Abril, nada fez para as defender!

Presidenciais 2011 – A semente está lançada


Havia confiança. Pressentia-se que o comício-festa do Teatro Garcia de Resende iria ser bom. E foi! Foi a derradeira grande iniciativa, em Évora, desta campanha que levou Francisco Lopes a todo o país.
A semente foi lançada à terra, como já antes tinha sido e como continuará a ser. Algum dia será a hora certa para colher os frutos, frutos de que este país bem precisa.
Sem “carga nas pilhas” para muito mais post... deixo aqui as palavras que entendi acertadas para apresentar o “meu” candidato perante as centenas de pessoas que encheram a sala. Para discurso num comício... é curto (como todos os que fiz). Para um post... será, muito provavelmente, longo...

Amigas e amigos
Enquanto mandatário da candidatura de Francisco Lopes, nesta derradeira grande ação de campanha aqui em Évora, quero dirigir algumas palavras de apreço pelo empenhamento e entusiasmo de todos aqueles fizeram este caminho.
Quero agradecer ao Francisco Lopes a verticalidade, a clareza, a força, o brilho com que animou esta campanha. Não porque não fosse exatamente isso o que dele se esperava... mas por nós. Porque todos chegamos ao fim desta etapa da luta, publicamente honrados e prestigiados pelo seu trabalho.
Quero igualmente dirigir algumas palavras aos restantes candidatos, principalmente para lhes dizer que já vão tarde. Apenas a dois dias do fim da campanha para a primeira volta destas eleições, já vão tarde para mudar alguns dos aspectos distintivos das suas campanhas.
José Manuel Coelho já vai tarde para conseguir achincalhar ainda mais com os seus números de circo, um acto que devia ser encarado por todos como um momento de dignidade e exercício democrático esclarecido.
Fernando Nobre já vai muito tarde para fingir alguma espécie de competência para o cargo iminentemente político a que concorre, com um discurso antipolítica, antipolíticos e contra os partidos, um discurso que vai mal com a sua figura. Um discurso que vai bem melhor na boca de candidatos populistas de direita, desejosos de ditar os seus moralismos e interesses... e deles fazer lei.
Manuel Alegre já vai tarde para ainda conseguir desfazer o imbróglio da insanável contradição entre a sua retórica e a sua prática de anos, entre a sua ambição pessoal e o calculismo político daqueles que o apoiaram... ou fizeram de conta que apoiaram.
Defensor Moura já vai tarde para conseguir fixar os votos de alguns dos seus companheiros do PS, descontentes com Alegre, pois esses há muito estão decididos a votar na direita, ou estão mesmo nas Comissões de Honra de Cavaco Silva... tal como muitos dos supostos apoiantes de Alegre.
Cavaco Silva, esse já vai tarde para conseguir evitar, cada vez mais, parecer aquilo que realmente é. Já vai tarde para nos convencer de que está com a verdadeira democracia e com Abril... nem que agora, ao fim de 37 anos, ponha finalmente um cravo na lapela.
Companheiras e companheiros,
Vamos votar Francisco Lopes porque é o único candidato que, como já disse noutra ocasião, se apresenta nesta campanha presidencial, de consciência e mãos limpas. É o único candidato que nunca vimos pactuar com a política de direita que nos tem desgovernado durante décadas. É o único candidato que pode (e quer) contribuir com a urgente ruptura com estas políticas e com a mudança de rumo necessária.
Estamos com o projeto político de onde nasce esta candidatura. Vamos votar Francisco Lopes, porque gostamos dele, porque gostamos de nós, porque gostamos do nosso país!
Vamos votar Francisco Lopes, porque é preciso que os poderosos saibam que nós sabemos, que esta vida não é uma fatalidade, que queremos outro futuro para os nossos filhos, que esse futuro é possível, que não nos calamos, não ficamos em casa e que, mais cedo do que tarde, poderemos virar a mesa e mudar a História.
Quase todos os analistas, politólogos e comentadores tentaram questionar a figura do nosso candidato, o seu perfil, a sua preparação política. Todos questionaram a oportunidade e o acerto da decisão do PCP ao escolhê-lo para esta tarefa... tarefa que é um passo mais na luta que vai continuar no dia 24, 25, 26...
Também esses já vão tarde para emendar a mão, tal é a evidência de quanto se enganaram, tal é a dimensão desta campanha e a indiscutível legitimidade da candidatura de Francisco Lopes, assim como dos votos que lhe há de dar o nosso povo.
Não quero pôr palavras na boca do meu candidato, mas vão muito bem com ele as palavras do nosso poeta de Abril, Ary dos Santos, quando disse:
          “Aqui ninguém me põe a pata em cima
          porque é de baixo que me vem acima
          a força do lugar que for o meu!”

Viva a candidatura de Francisco Lopes!
Viva Portugal!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011 – O passado é já bastante, vamos passar ao futuro! *


Miguel Sousa Tavares é assim como que uma espécie de máquina dispensadora de clichês reacionários. Os patrões enfiam-lhe as moedas e lá vão saindo as frases estúpidas que todos lhe conhecemos. Nesta campanha presidencial, o ladino Tavares, para além de ter reparado que “é tudo igual”, que “ninguém tem propostas”, que “não há jovens na campanha”... e as demais frases típicas de tasca, descobriu que «os candidatos só conseguem juntar pessoas em sítios onde eles não lhes podem fugir»... como centros de saúde, lares de idosos, mercados, locais de trabalho, etc.
Ando há dias para responder a isto sem me limitar ao óbvio, que seria chamar-lhe apenas imbecil... e isso para não exagerar. Não quero tomar as dores de outros candidatos, nem dos seus milhares de apoiantes que, independentemente das opções ideológicas, divergências e diferentes projetos para o país, fazem aquilo que acham melhor... e saem de casa, participam, empenham-se, vão votar, em vez de ficarem em casa com o rabo enfiado no sofá e a mandar bocas parvas como o ilustre Miguel Sousa Tavares.
A resposta de que eu precisava para “dinamitar” a palermice reaça do escritor/comentador, chegou-me na forma de um pequeno e bem feito vídeo que nos dá conta de vários passos na campanha do meu candidato, Francisco Lopes.
Tanta gente mais haveria para entrar neste vídeo! Tanto povo, tanta festa, tantos velhos despertos, tanta juventude alerta, tantas trabalhadoras e trabalhadores, tanta alegria, empenhamento, determinação, militância desinteressada, tantos sonhos... tudo coisas que dificilmente entram na cabeça do traste Tavares, que parece empenhado em, a cada dia que passa, deixar mais uma nódoa na memória de Sophia de Melo Breyner... o que não conseguirá!
À hora a que se publica este post, já estarei na caravana que levará Francisco Lopes até ao grande comício-festa no Teatro Garcia de Resende, em Évora, mais logo às 19 horas. Antes, estaremos em Vendas Novas e depois, já em Évora, daremos um passeio pelas ruas, usufruindo do belo ar que por aqui se respira.
Os leitores que não são desta “família” vão, certamente, desculpar-me este post tão abertamente de campanha. Quanto a todos os outros... um até logo!, mesmo àqueles que não vão poder estar fisicamente.

* José Carlos Ary dos Santos ("O sangue das palavras"). Para ler aqui.




segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Cavaco Silva e a união – De facto...


Questionado sobre a possibilidade de ser penalizado na sua votação, pelo facto de milhares de trabalhadores da administração pública e do sector empresarial do Estado irem votar um dia depois de receberem os seus “novos” salários, já roubados pelo novo Orçamento de Estado, o candidato Cavaco Silva afirmou, no seu português macarrónico, demagogicamente e, mais uma vez, sem um pingo de vergonha na cara, que «Nós temos que enfrentar a gravidade do nosso país de uma forma unida e eu apelo à união dos portugueses, porque quando temos tanto desemprego, pessoas em situação de pobreza, funcionários públicos que sofrem reduções do seu rendimento de forma acentuada, eu acho que nós precisamos de uma nação claramente unida para conseguirmos enfrentar as dificuldades».
Está carregado de razão! É bem verdade que a maior parte dos portugueses devia estar unida para se ver livre, definitivamente, do bando de "governantes", da estirpe de Cavaco, que ao longo dos anos tem vindo a saquear o país e os bolsos dos cidadãos.
Chegará o dia!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Cavaco Silva – Sem um pingo de vergonha


Num regresso a casa, entre a meia noite e as (quase) cinco da manhã, como se não bastasse o constante nevoeiro cerrado, ainda fui agredido pela “comovente e cavacal preocupação” do candidato Aníbal, dizendo admitir que «possa ter havido alguma injustiça nos cortes salariais na função pública», avançando logo de seguida e sem um pingo de vergonha na cara, para a comparação com os poderosos que não foram afetados.
Embora admirando a rapidez dos assessores de Alegre na resposta a Cavaco Silva, não precisei de ouvir essa resposta para imediatamente me recordar do tempo em que o primeiro ministro Cavaco dizia que a única solução para o problema do “excesso” de funcionários públicos... era esperar que eles morressem!
Também fiquei bastante enternecido com a notícia do seu desejo (súbito) de que se crie um “ministério do mar”. Andou bem Francisco Lopes, lembrando que “ministérios do mar há muitos”... que o que é importante é saber para que são usados, aludindo ao facto histórico da responsabilidade de Cavaco Silva na destruição da nossa frota pesqueira.
Enquanto o meu candidato lembra que “ministérios do mar há muitos”... eu, que não sou uma pessoa tão atinada como ele, não resisto a ficar a pensar em Vasco Santana... em chapéus...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Governo Sócrates – Capazes de tudo!


Ora aí está! Não bastavam os aumentos generalizados dos preços dos produtos alimentares, da energia, dos transportes, dos medicamentos, das taxas moderadoras, dos impostos; não bastavam os cortes nos salários, nas pensões, os congelamentos, o aumento do desemprego, o aumento da precariedade, o roubo dos abonos de família... aí temos mais um primor de governação “socialista”: preços de atestados que dão “artísticos” saltos de 90 cêntimos, para 50 e 100 euros, de vacinas que passam de 15 cêntimos para 100 euros, mais as vistorias, etc., etc., etc.
Compreendo que quem está em posições institucionais de responsabilidade, nomeadamente os diversos partidos da oposição, apelide estas medidas de “abruptas”, desproporcionadas”, ou “insensíveis”...
Eu prefiro dizer que somos governados por um bando de delinquentes... ou, como muito bem disse alguém, por um governo em que metade dos governantes é absolutamente incapaz... e a outra metade é capaz de tudo!

Manuel Alegre – Diligente...


Enquanto uma grande parte dos portugueses já sente na pele o essencial das medidas “à FMI” impostas pelo governo de Sócrates, tanto este como o indigente que lhe quer tirar o emprego, vão convocando o nome dessa “temível” instituição, para melhor fazer o povo engolir os sacrifícios que tem de suportar.
A uns e a outros dará muito jeito ter à mão essa «sigla para desculpabilização» - como muito bem lhe chama o meu candidato, Francisco Lopes - quando chegar a altura de apresentarem facturas ainda mais pesadas para os trabalhadores pagarem.
Nesta dança de palavras e jogos de poder de entra FMI, não entra FMI, pede-se ajuda externa, não se pede ajuda externa... o candidato Manuel Alegre sai-se com uma tirada digna do melhor teatro amador de colectividade de bairro:
Já que entrámos num registo de filme de cowboys, enquanto os dois decidem se fazem ou não fazem as “diligências”... eu fico do lado dos “índios”. Cá por coisas...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

José Mourinho, Jerónimo de Sousa... e eu...


Ufff! Já está! Aos primeiros segundos deste dia, quando o post vai para o ar, posso finalmente ir dormir descansado. José Mourinho é o “máior” do mundo! Copiando um grande do futebol, “do mundo e, possivelmente, até da Europa”...
Agora o que não sei é se tanto eu, como o próprio Jerónimo de Sousa, conseguiremos arranjar alguma coisa mais atual, mais ligada aos problemas reais, mais importante, vá... para servir de assunto às conversas que vamos ter com as várias centenas de pessoas com quem iremos conviver e trocar opiniões, ao longo de todo o dia, nas nossas sete iniciativas de campanha programadas entre as dez da manhã e o jantar com apoiantes de Francisco Lopes.
Sim, leram bem! Sete iniciativas! Começamos em Évora, falando e, sobretudo, ouvindo falar de cultura, no Polo de Artes da Universidade, acabando no Alandroal, num jantar/convívio. Pelo meio, sem paragens, há encontros com trabalhadores, em vários dos seus locais de trabalho, um almoço com as maiores e mais injustiçadas vítimas deste governo, os reformados, e contactos com a população em alguns diferentes locais do distrito, como Arraiolos, Igrejinha, Redondo...
Será um grande dia" (e, pelo menos, Jerónimo e eu poderemos ficar a conhecer-nos bem melhor!)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011 – Francisco Lopes – Grande trabalheira aí vem!



"Francisco dá esperança à ruptura e à mudança"

Parabéns a quem produziu mais esta palavra de ordem! Certamente conscientes de que a ruptura e a mudança não se vão operar no próximo dia 23 ou 24, seja qual for o Presidente eleito, sendo mesmo que, para além do nosso candidato, apenas há quem “garanta” a continuidade e a deterioração da presente situação, esta é uma palavra de ordem para fixar e colocar em prática nas lutas que se seguirão à eleição, eleição e respectiva campanha que representam apenas uma página mais na luta que temos que travar por um país melhor. Para já, a batalha é esta: levar Francisco Lopes a uma votação que, contra ventos e marés, possa refletir alguma coisa do que é o empenhamento do candidato, dos seus apoiantes e, sobretudo, da justeza das suas propostas para Portugal. Uma votação que honre todos os que não se revêem nesta política de desastre.

Passada a fase em que Francisco Lopes foi dado como “desconhecido, apagado, sem perfil, incapaz de enfrentar os adversários”, passamos agora à segunda fase, tal foi a abada com que o nosso candidato os presenteou nos debates e entrevistas. Essa segunda fase resulta de um treino já com muitos anos, por parte da comunicação social, sempre que se trata de divulgar as nossas iniciativas: esconder, ignorar, deturpar e, no limite, mentir descaradamente e enganar os leitores e telespectadores.

Se é certo que nos próximos quinze dias será grande e duro o trabalho dos apoiantes de Francisco Lopes, não posso deixar de “admirar” a gigantesca trabalheira que vão ter esses órgãos de comunicação para esconder tudo o que vamos fazer e dizer, de norte a sul do país. Não se pouparão a esforços, apenas mostrando o que for inevitável ou incontornável, tão inevitável e incontornável quanto pode ser um comício como este do Palácio de Cristal no Porto, com cinco mil pessoas, o que é uma "coisa" sempre difícil de esconder. Tudo o resto será, ou ignorado, ou terá direito a umas linhas, de preferência sem fotografia, ou se tiver que ter fotografia, uma de ângulo bem apertado... mostrando quatro ou cinco idosos.

Teremos pois trabalho em triplicado! Estarmos disponíveis para dar o melhor nas nossas iniciativas de campanha, atentos para denunciar os boicotes e deturpações e ainda, pelo menos alguns de nós, como eu, para lamentar a posição de tantos e tantos trabalhadores de jornais e televisões, que um dia decidiram fazer a sua vida como verdadeiros jornalistas, mas que entretanto, por qualquer razão... “desistiram”.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011 - Francisco Lopes - Começa a campanha




Fazendo o possível por passar ao lado do “embaraço” de participar em tarefas de distribuição de materiais de campanha, do tamanho de jornais, onde a minha cara vem estampada de lés a lés, ainda que (felizmente para toda a gente!) na última página, quero assinalar o início da campanha apenas com a meia dúzia de palavras que alinhei para o documento que podem aqui ver e ler em tamanho ainda maior se “clicarem” em cima da imagem.

Hoje é domingo, dia de música. Convidei os grande “Inti-Illimani” e a sua fantástica “Canción del poder popular”, composta para a campanha presidencial de Salvador Allende, que depois de eleito pelo povo chileno, viria a ser assassinado em 1973, pelos EUA, que recorreram ao seu lacaio e traidor de Allende, Augusto Pinochet.

Exatamente por isso, sempre que a cantei nas nossas festas de liberdade, depois de Abril – e tantas vezes a cantei! – era inevitável o embargo na voz e o marejar dos olhos... até hoje.

Eu sei, eu sei que vivemos noutra época, noutra latitude, no seio da União Europeia... onde todos nos “garantem” que nada do que aconteceu no Chile de Allende nos poderá acontecer.

Ah... mas se eles pudessem, meus amigos! Se eles pudessem...

Que melhor forma de participar nesta campanha, senão com uma canção na garganta?


          "Porque esta vez no se trata 
          de cambiar un Presidente,
          será el publo quien construya 
          un Chile bien diferente."

Bom domingo!

“Canción del poder popular” – Inti-Illimani
(Inti-Illimani)



sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011 – Um toque de surrealismo... vá lá... de parvoíce


Nos idos da minha escola primária, portanto, há quase cinquenta anos, era usual exibirmos, pelo menos alguns de nós, a habilidade de saber de cor uma lengalenga de contornos surreais, que nos parecia, não só ser o suprassumo do humor, como vir a propósito... sabe-se lá hoje de quê.
          Era meia noite em ponto
          Só faltava um quarto de hora
          O sol raiava entre as trevas de um claro dia
          Um homem, sentado num banco de pau-pedra
          Apoiado numa mesa de pernas para o ar
          Lia o seu jornal sem letras
          Com os seus óculos sem lentes
          À luz de um candeeiro apagado...

...e a coisa continuava por aí fora até à exaustão. Permanece o mistério sobre o que nos faria recitar a lengalenga e ainda por cima achar-lhe graça, a que vem agora somar-se outro ainda maior: Por que carga de água fui eu lembrar-me desta estória ao apreciar o desenvolvimento mediático dos “argumentos” de campanha de (quase!) todos os candidatos à eleição para Presidente da República? 

Será que esta campanha está, na verdade, a atingir níveis de "surrealismo" superiores ao das nossas lengalengas de garotos?
Será que os candidatos do sistema estão de facto interessados em, até ao fim da campanha, não fazerem mais do que escavar e atirar toneladas de lixo para “tapar” o vazio das ideias políticas que era suposto estarem em debate? 
Será que só o meu candidato, Francisco Lopes, está disponível para discutir política (a Presidência da República é um cargo político!), deixando no seu devido lugar e claramente separadas as questões criminais, das questões políticas (ou mesmo éticas), nestas tristes estórias das ações hipertrofiadas de Cavaco Silva, no BPN, ou dos textos de prosa poética/publicitária de Manuel Alegre, no BPP?
Faça-se a justiça de registar que Fernando Nobre também não quer falar destas sujeiras... mas na verdade, Fernando Nobre não quer falar disto, nem de quase nada, já que, ostensivamente, detesta política e políticos, detesta partidos... e baralha-se um pouco a discutir assuntos cuja complexidade ultrapasse a da galinha a correr com pedaços de pão no bico. Desconfio até que a sua costela monárquica o faz detestar a própria República a que quer presidir... mas isso nunca veremos.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Manuel Alegre – Como uma corrente... alterna *


Durante os próximos dias e até ao dia das eleições, dificilmente terei vagar para perder tempo com o que se passa nas outras campanhas... a menos que alguém se lembre de produzir algum facto extraordinário... ou que me apeteça. Estas notícias sobre a campanha de Manuel Alegre, não sendo extraordinárias, são, no limite, cómicas.
Ficamos a saber que nas dezenas de iniciativas de campanha do candidato do PS e do BE, haverá participação de dirigentes dos dois partidos, incluindo José Sócrates e Francisco Louçã... só que estes nunca se encontrarão numa mesma iniciativa, numa espécie de coreografia... alterna. Quanto aos restantes dirigentes dos dois partidos que usarem da palavra antes do candidato, ninguém sabe muito bem por que ordem o farão, como nos diz um responsável da campanha de Alegre, refugiando-se no humor (e com graça, diga-se!), quando diz que, no limite, será uma questão de «moeda ao ar».

Chamo novamente a atenção para a notícia do primeiro link, sobre os "desencontros" de Louçã e Sócrates, onde alguém, na redacção da "Bola", diz que «a novidade é a ausência de Mário Soares, o líder histórico dos socialistas, que não vai, assim, marcar presença na campanha de Alegre»... o que me leva a pensar que: 1. O jornalista estava com os copos. 2. O jornalista tem vivido muito longe, nos últimos anos... e sem internet. 3. O jornalista tem um sentido de humor assaz tortuoso. 
Viva pois a campanha do meu candidato, Francisco Lopes, em que, quando podemos aparecer todos juntos, amigas, amigos, PCP, PEV e independentes... isso é uma alegria e nunca, mas mesmo nunca um embaraço!
* Corrente alterna é uma corrente eléctrica cujo sentido varia no tempo… mas, dizem-me, pelo menos na electricidade parece que isso é uma coisa boa...