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terça-feira, 7 de maio de 2013

Fascismo agrícola?


Muitos países no planeta e milhões e milhões de agricultores já conhecem o peso das botas cardadas do fascismo económico e ambiental imposto pelas gigantescas multinacionais agro-industriais que estão por detrás do comércio de fertilizantes, sementes e plantas.
Com esta estúpida legislação que a UE quer impor, o crime vai intensificar-se e alastrar até ás mais remotas aldeias portuguesas.
Assim, com o único objectivo de enriquecer ainda mais uns quantos, destrói-se a biodiversidade, aniquila-se a produção de sementes e produtos regionais e locais, arruinando, de passagem, a vida de comunidades agrícolas inteiras e dos seus habitantes ligados ao trabalho da terra.
Caminhamos, se nada fizermos contra este estado de coisas, para um mundo uniformemente desenxabido. Um mundo em que os agricultores não poderão produzir e armazenar as suas sementes, trocá-las com os vizinhos, serem independentes. Um mundo de pequenos agricultores condenados à dependência total destas gigantes cas multinacionais, para quem, na prática, passarão a trabalhar em exclusivo.
Já nem se dão a incómodo de disfarçar a cada vez mais evidente imposição do fascismo económico!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Assunção Cristas – Sem ponta de vergonha na cara


Assunção Cristas, a "beta" do CDS, parida pela melhor “democracia-cristã” à portuguesa, demonstra, de cada vez que abre a boca, ser tão democrata ou cristã quanto o cão que, enquanto escrevo, está a ladrar aqui atrás do prédio, como se não houvesse amanhã.
Nada a comove! Sabe que para muitos agricultores, fazer um seguro significa prescindir de comida para a boca. Sabe que a falta de cultura e a atávica desconfiança de gente que sempre foi abandonada, faz o resto desse caldo de miséria que se abate sobre muitos dos nossos pequenos agricultores.
Nada a comove! Perante uma catástrofe, prefere o castigo exemplar dos “malandros” que ousaram não fazer seguros.
Num espectáculo nojento, nauseabundo e verdadeiramente pornográfico, a que o Ministério vai agora, mal e porcamente, colando remendos, prefere, em vez de assumir as obrigações do seu cargo de ministra da agricultura, defendendo os agricultores, optar pelo posto de criada das companhias de seguros que, por certo, lhe poderão mais tarde garantir, nos bancos que as detém, uma bela vida. Bela e muito mais próspera e longa do que esta rasteira miséria a que está condenada no posto de ministra, posto que nunca deveria ter ocupado.