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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Ambiente – Porque amanhã também teremos que respirar...


Chega a notícia sobre mais um relatório em que cientistas procuram dar como provada a “culpa humana” nas desastrosas alterações climáticas que, no limite, acabarão por comprometer a sustentabilidade da vida na Terra.
O que espanta, nesta altura, já não é a evidência da catástrofe e a evidência das suas causas. O que espanta é que em 2013 haja um número indeterminado de cientistas que, em vez de estarem ocupados a estudar soluções para a nossa sobrevivência e reversão das asneiras verdadeiramente suicidas entretanto já cometidas... estejam ainda a perder tempo tentando provar aos “cépticos” a influência humana na desregulação climática, na destruição de habitats, na extinção de espécies de fauna e flora, na exploração criminosa de recursos naturais...
Como escreveu o Ary dos Santos, que entendia tão pouco quanto eu de ciências do ambiente...
“O passado é já bastante, vamos passar ao futuro!”

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Incêndios – Não resisto à tentação...


A evidente tragédia que constitui a tremenda sequência de incêndios, com o que têm implicado – e vão implicar – de perdas materiais, de feridos e vítimas mortais, impede-me de fazer o exercício demagógico das culpas, dos crimes e da exploração do sofrimento alheio.
Ainda assim, fica a tristeza de ver um país que todos os anos se deixa “surpreender” pela falta de limpeza nas florestas, pela falta de acessos, pela falta de material, pelo planeamento medíocre.
Ainda assim, fica a tristeza de ver um indigente como Marques Mendes, agrafando um ar indignado na TV, para dizer que os proprietários devem ser obrigados a limpar as matas... e se o não fizerem, deve o Estado fazê-lo, apresentando-lhes as contas para pagamento coercivo. Parece que não sabe, o indigente, que as grandes florestas privadas, detidas pelas grandes empresas, como por exemplo a Portucel, são cuidadas, vigiadas e poucos incêndios sofrem. Parece que não sabe, o indigente, que a esmagadora maioria da floresta que arde, ou pertence ao Estado, ou não tem donos conhecidos, ou pertence a pessoas que abandonaram o interior, ou, finalmente, pertence a gente idosa, rara e pobre... que se fosse obrigada a pagar as limpezas das suas parcelas miseráveis de floresta... nem as reformas de um ano chegariam para o fazer.
Sei que nestas alturas se deve evitar a todo o custo a demagogia... mas não resisti a fazer umas contas de “mercearia”, que me disseram que os mil milhões de euros dos submarinos do “irrevogável” Portas dariam, feita uma consulta ao preço médio de um avião Canadair, para comprar quarenta unidades destes excelentes meios aéreos de combate a fogos florestais. No caso de se optar pelos helicópteros equipados com aquele balde gigante... estaríamos a falar de um pequeno “enxame”.
Dir-me-ão:
E o pessoal que é necessário para cuidar dos aviões e dos helicópteros?
Ao que eu respondo:
E os submarinos? Têm tripulações de quantos marinheiros a tempo inteiro?
Dir-me-ão ainda:
Os aviões e helicópteros de combate a incêndios só são precisos de vez em quando... quando há incêndios... quase sempre só no verão...
Ao que eu respondo:
Pois... e os submarinos são precisos... quando?!!!

terça-feira, 7 de maio de 2013

Fascismo agrícola?


Muitos países no planeta e milhões e milhões de agricultores já conhecem o peso das botas cardadas do fascismo económico e ambiental imposto pelas gigantescas multinacionais agro-industriais que estão por detrás do comércio de fertilizantes, sementes e plantas.
Com esta estúpida legislação que a UE quer impor, o crime vai intensificar-se e alastrar até ás mais remotas aldeias portuguesas.
Assim, com o único objectivo de enriquecer ainda mais uns quantos, destrói-se a biodiversidade, aniquila-se a produção de sementes e produtos regionais e locais, arruinando, de passagem, a vida de comunidades agrícolas inteiras e dos seus habitantes ligados ao trabalho da terra.
Caminhamos, se nada fizermos contra este estado de coisas, para um mundo uniformemente desenxabido. Um mundo em que os agricultores não poderão produzir e armazenar as suas sementes, trocá-las com os vizinhos, serem independentes. Um mundo de pequenos agricultores condenados à dependência total destas gigantes cas multinacionais, para quem, na prática, passarão a trabalhar em exclusivo.
Já nem se dão a incómodo de disfarçar a cada vez mais evidente imposição do fascismo económico!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Assunção Cristas – Ministra do Ordenamento, Ambiente, Agricultura, Mar... e rio!?


Cos diabos! O “Correio da Manhã” deveria ter mais cuidado com os títulos da primeira página! Se bem que depois a coisa esteja mais ou menos explicada, ainda que tendo que recorrer a outro jornal online que contorna a inexistência de link para a maior par das notícias do próprio dia, no “CM”... mesmo assim, quando a coisa se deslinda, o mal já está feito.
Quanto às outras pessoas... não sei, mas a mim lembrou-me imediatamente uma coleguinha de escola que carregava a fama de fazer exactamente o mesmo que diz o título do jornal... se bem que nunca alguém tenha afirmado que alguma vez tenha levado vinte. Segundo constava era sempre um, dois, no máximo... e mesmo assim, uma grande parte dos gabarolas nunca viu rigorosamente mais nada a não ser... o rio.
Seja como for, reais ou imaginadas, nunca aquelas idas ao rio envolveram qualquer tipo de custos, ao contrário desta. Outros tempos... outros rios!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Um sábado verde


O último sábado estava a querer provar-me que, como diz uma das famosas “leis de Murphy”, tudo o que pode correr mal, corre! Senão vejamos.
Primeiro, fui obrigado a deslocar-me a Lisboa em transportes públicos, o que, sendo muito agradável em dias bonitos (só a travessia da ponte, em comboio, vale o passeio todo), fica bastante toldado quando todas as ligações entre a casa, os transportes e o destino, se fazem à chuva, ou sob ameaça.
Segundo, chegado ao destino (as instalações do ISEG), o único cliente, para além de mim e da “minha” Maria (que em muitas destas provações me serve de providencial Amparo), presente no bar onde fui beber um café, era o execrável João Duque, director daquela instituição de produção (por grosso) de economistas e gestores.
Felizmente, a estória fez muito rapidamente agulha para o lado “iluminado” do dia. O que ali me levava era a Convenção do Partido Ecologista Os Verdes e, depois de acertada com eles a hora a que seria conveniente estar por ali, mais para a tarde, fomos almoçar. Eu, um surpreendente hamburger de coelho, com alecrim, cogumelos de chorar por mais e uma fatia de pão torrado com puré de ameixa por cima. Ela, um crepe “misterioso”... mas que era muito bom - disse-me.
A “cerveja em cima do bolo” foi tratar-se de um belo espaço, nada convencional e nada caro, e mesmo ali à mão de semear.
Depois foi voltar para o auditório do ISEG, onde decorria, animada e bem participada, a Convenção, juntar os “meus” jovens cantores... e apresentar publicamente o resultado prático de um desafio que “Os Verdes” me fizeram há já uns meses: criar e produzir duas músicas que possam vir a ser consideradas (e outras haverá futuramente) “as músicas dos Verdes”.
Aquilo que se pretendia era que as canções falassem dos temas que são caros aos nossos amigos ecologistas... mas sem que a coisa ficasse a soar demasiado a “Hino”. Fizemos o possível. Eu escrevi as duas músicas e uma das letras ("Era uma vez a Terra" - a mais "juvenil") e pedi ao Nuno Gomes dos Santos a letra para a outra ("Canto Verde"). Produzi musicalmente as gravações, recorrendo as vozes jovens... e pronto! Quem esteve presente na Convenção ouviu-as em primeira mão.
Ouçam-nas agora, em segunda mão... e se tiverem paciência e tempo para tanto, digam o que acharam. A crítica faz crescer! (nem que sejam “altos” nas canelas)