Mostrar mensagens com a etiqueta atraso. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta atraso. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Agressão xenófoba disfarçada de piadola



Recebi na caixa de correio electrónico, já lá vão três ou quatro vezes, esta verdadeira agressão xenófoba e racista, disfarçada de anedota. Reza assim:
"Num incêndio, num velho prédio no centro de Paris, os bombeiros que acorreram ao sinistro descobriram que uma família de 5 argelinos que ocupavam o segundo andar tinha morrido. Uma família de 14 refugiados de um país da África sub-saariana, que habitava o terceiro piso... tinha igualmente perecido no fogo... mas que, o casal de franceses brancos do quarto andar tinha saído ileso.
Entre protestos de associações de direitos humanos sobre as condições de segurança do prédio, o comandante dos bombeiros esclareceu que o casal de franceses brancos só se tinha salvo... porque tinha ido trabalhar."
Genial, não é? Depois, imagino, muitos dos que recebem esta “anedota”, não só a partilham como a “explicam” aos amigos com a mesma dimensão cerebral:
“Tás a ver, pá? Os pretos e os árabes morreram porque não fazem nada... porque não querem trabalhar... ...”
Há uns dias, como aqui dei notícia, desloquei-me a Paris em funções musicais. Percorri muitas ruas da cidade e, por duas vezes, os vastos “caminhos” do aeroporto de Orly... e rais ma parta se a grande maioria dos trabalhadores e trabalhadoras que vi, logo no aeroporto, tomando conta das bagagens, das limpezas, da segurança, das obras de remodelação do próprio aeroporto, dos trabalhadores que vi pela cidade conduzindo taxis e outros transportes de trabalho, dos trabalhadores e trabalhadoras que, enquanto passeámos, à noite, antes e depois do delicioso jantar de mexilhões, serviam às mesas, trabalhavam nas cozinhas dos restaurantes e “bistrots”, nos mercados de rua, lavavam as ruas, recolhiam lixo, punham a cidade a funcionar para mais um dia... não eram, como já disse, na grande maioria, argelinos, negros, imigrantes vários... trabalhando lado a lado com alguns “franceses brancos” e, sim, claro… também uma boa mão cheia de portugueses!!!
Devo ter andado só pelos lugares errados!!!

Afeganistão – A “democracy”


Ao abrir o agregador de notícias do computador, sou atingido, de chofre, por este título:
A pena de morta por apedrejamento voltaria assim a ser aplicada em casos de adultério... e ao contrário do que o texto da notícia diz, não se trata de um recuo de 12 anos, mas sim de um recuo até à “idade média”... ou mesmo aos nefandos costumes dos tempos bíblicos.
Concluo, entre muitas... duas coisas:
1. A designação de “ser humano”, ou “animal racional” é, por vezes, manifestamente exagerada e desprovida de sentido, quando falamos destas bestas.
2. A influência “benéfica” das invasões militares e em geral das “ajudas” norte-americanas, têm sempre grandes resultados nas novas definições sobre a posse de poços de petróleo, ou outras riquezas naturais... ou, nos casos de países que não possuem tais riquezas,  na abertura e garantia de segurança dos caminhos de passagem para os países vizinhos onde elas se encontram.
Já o mesmo não se pode dizer da sempre prometida abertura e consolidação de “caminhos” que levem à democracia e à liberdade!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Prioridades...


“Quanto mais lêem as ovelhas... mais “negras” se tornam!”
É uma verdade! Uma verdade aparentemente simples... mas profundamente cruel para nós, se atentarmos na tragédia que representa esta notícia já com uns dias. Ou, para ser mais preciso... desgraçadamente, já com muitas, muitas, muitas décadas!!!