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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Política de imigração


O racista xenófobo é uma alimária da estirpe das bestas que, compreensivelmente, não gosta de estar na berlinda. O racista xenófobo compreende que quando atrai as atenções para si, pelas afirmações que faz... a esmagadora maioria dos seres humanos que os olham, sentem, principalmente... nojo. E, compreensivelmente... o racista xenófobo não gosta!
Por isso mesmo, o racista xenófobo que se sente na berlinda, fica acossado... e como qualquer besta acossada, ataca. Tenta morder, arranhar, quase se afoga na baba repelente que se vai soltando das presas por entre roncos de ódio.
Assim sendo, ao voltar, tão poucas horas depois, ao tema do racismo e da xenofobia, não pretendo atirar mais achas para a fogueira de sentimentos de alguns dos “nossos” geniais anónimos.
Não! A única coisa que pretendo com a publicação deste cartoon é demonstrar que sim!, é possível fazer humor (excelente humor!) com temas ligados ao racismo e à xenofobia. O meu contributo limitou-se a surripiar o cartoon ao Vítor Dias... fazer uma tradução livre do “americano” para português…  et voilá!!!

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Agressão xenófoba disfarçada de piadola



Recebi na caixa de correio electrónico, já lá vão três ou quatro vezes, esta verdadeira agressão xenófoba e racista, disfarçada de anedota. Reza assim:
"Num incêndio, num velho prédio no centro de Paris, os bombeiros que acorreram ao sinistro descobriram que uma família de 5 argelinos que ocupavam o segundo andar tinha morrido. Uma família de 14 refugiados de um país da África sub-saariana, que habitava o terceiro piso... tinha igualmente perecido no fogo... mas que, o casal de franceses brancos do quarto andar tinha saído ileso.
Entre protestos de associações de direitos humanos sobre as condições de segurança do prédio, o comandante dos bombeiros esclareceu que o casal de franceses brancos só se tinha salvo... porque tinha ido trabalhar."
Genial, não é? Depois, imagino, muitos dos que recebem esta “anedota”, não só a partilham como a “explicam” aos amigos com a mesma dimensão cerebral:
“Tás a ver, pá? Os pretos e os árabes morreram porque não fazem nada... porque não querem trabalhar... ...”
Há uns dias, como aqui dei notícia, desloquei-me a Paris em funções musicais. Percorri muitas ruas da cidade e, por duas vezes, os vastos “caminhos” do aeroporto de Orly... e rais ma parta se a grande maioria dos trabalhadores e trabalhadoras que vi, logo no aeroporto, tomando conta das bagagens, das limpezas, da segurança, das obras de remodelação do próprio aeroporto, dos trabalhadores que vi pela cidade conduzindo taxis e outros transportes de trabalho, dos trabalhadores e trabalhadoras que, enquanto passeámos, à noite, antes e depois do delicioso jantar de mexilhões, serviam às mesas, trabalhavam nas cozinhas dos restaurantes e “bistrots”, nos mercados de rua, lavavam as ruas, recolhiam lixo, punham a cidade a funcionar para mais um dia... não eram, como já disse, na grande maioria, argelinos, negros, imigrantes vários... trabalhando lado a lado com alguns “franceses brancos” e, sim, claro… também uma boa mão cheia de portugueses!!!
Devo ter andado só pelos lugares errados!!!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Fascismo económico... esquizofrénico


Enquanto os cidadãos europeus, sobretudo os italianos, vão chorando outra tragédia evolvendo o desespero de mais uma trágica viagem de africanos pobres que tentam fugir à fome, arriscando a vida em viagens suicidárias rumo à ilha de Lampedusa... uns, chorando as vítimas por compaixão e convicção e outros, apenas para ficarem bem na fotografia... as autoridades italianas, essas, parecem atacadas por um surto de esquizofrenia.
Por um lado, declaram pomposamente os mortos, crianças, mulheres grávidas e homens... cidadãos italianos a título póstumo.
Por outro lado, perseguem os sobreviventes, preparando-se para os julgar e condenar por imigração ilegal, ficando sujeitos a multas de milhares de euros (é sabido que aquela gente nada em dinheiro!)... e à deportação.
E depois digam-me que exagero, quando afirmo que este "fascismo económico" (e xenófobo) que está a tomar conta da Europa, como uma verdadeira gangrena... é a passadeira para o regresso do velho fascismo, sem aspas, sem vergonha... puro e duro!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Banco Santander – Um repentino “surto” de xenofobia


É uma estória de Natal extremamente curta... já que as canalhices têm, por vezes, enredos muito simples:
Paulo Ribeiro trabalha numa sucateira, deram-lhe um cheque de cento e poucos euros e como o banco ficava em caminho, decidiu levantar o dinheiro.
Decisão “errada”!!!
A indumentária de trabalhador de uma sucateira, mais o muito provável cheiro que condiz com os materiais envolvidos, estão fora do código de “fardamento e perfume” do Banco Santander desta freguesia de Braga.
Logo... rua com o cliente! Atende-se o indesejável no passeio e nem se lhe permite sequer o acesso ao livro de reclamações... ainda por cima, era facilmente confundível com um romeno!!!
O “Espírito de Natal”, tão presente em toda a parte, por estes dias... assume, por vezes, formas muito, mas mesmo muito, muito estranhas!
Mas isto é agora, na quadra natalícia. No resto do ano este "espírito" não passa de simples xenofobia e do célebre “racismo” contra os aparentemente pobres, por parte dos lacaios do dinheiro, arvorados em guardiões da “higiene social” nos templos do “deus capital”.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Angela Merkel - Regressando à vida real...


Esta mulher é a melhor cara que a Alemanha consegue para se fazer representar. Ter como representante uma figura como Angela Merkel é só por si o retrato do estado a que aquele país chegou. A mulher (e o seu partido) andam de candeias às avessas com o eleitorado, deitando mão a tudo o que lhes possa dar algum “conforto”... nem que tenham que recorrer aos pepinos.
Atendendo ao tipo de eleitorado que a apoia, a direita mais reacionária e que, em boa parte, ainda vive as fantasias alucinadas e nazi-fascistas da “raça superior”, uma cartada que produz sempre algum efeito é o apelo ao mais rasteiro racismo e à xenofobia. Nesta aposta no “ódio aos estrangeiros”, já nem se contentam em odiar os imigrantes que por lá são obrigados a viver e trabalhar. Agora apontam o seu ódio aos estrangeiros, mesmo que eles estejam nos seus países... e sobretudo se forem “do sul”. Para aquele tipo de alemão, os países “do sul” são lugares que servem apenas para se apanhar algum sol durante as férias ou a reforma... e que deviam ser habitados apenas por gente que lhes confecionasse as refeições, fizesse as camas dos hotéis e lhes fosse levar bebidas frescas às esplanadas (e alguns miúdos aos quartos).
Daí esta necessidade doentia de marrarem nos trabalhadores dos países do sul. “São gente que trabalha pouco, são gente que tem feriados a mais, são gente que tem férias a mais, são gente que se reforma mais cedo.”
Já se tinha visto que tudo isso é mentira; fossem os feriados, fossem as férias, fosse a idade da reforma. Agora, para reforçar a ideia, chega mais um estudo que mostra a diferença (entre outras coisas) do volume de horas de trabalho anuais dos trabalhadores alemães e dos tais europeus “do sul”. Resultado: os alemães trabalham visivelmente menos que todos esses “mandriões”.
Os vários números são claros, mas deixo aqui apenas a diferença das horas de trabalho médio anual de um alemão, 1390 horas, e um trabalhador português, 1719 horas.
Numa coisa, pensando bem, tem a "frau" Merkel razão. Na verdade, um trabalhador português passa cerca de 1390 horas (como os alemães) a trabalhar para ganhar a sua vida, com a dificuldade que se conhece. As restantes mais de trezentas, até perfazer as 1719, passam-nas a trabalhar diretamente para os alemães e para os seus bancos.
E temos, desgraçadamente, governantes que gostam disso! Governantes que tudo fizeram para que assim seja, que tudo farão para que assim continue!