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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Afeganistão – A “democracy”


Ao abrir o agregador de notícias do computador, sou atingido, de chofre, por este título:
A pena de morta por apedrejamento voltaria assim a ser aplicada em casos de adultério... e ao contrário do que o texto da notícia diz, não se trata de um recuo de 12 anos, mas sim de um recuo até à “idade média”... ou mesmo aos nefandos costumes dos tempos bíblicos.
Concluo, entre muitas... duas coisas:
1. A designação de “ser humano”, ou “animal racional” é, por vezes, manifestamente exagerada e desprovida de sentido, quando falamos destas bestas.
2. A influência “benéfica” das invasões militares e em geral das “ajudas” norte-americanas, têm sempre grandes resultados nas novas definições sobre a posse de poços de petróleo, ou outras riquezas naturais... ou, nos casos de países que não possuem tais riquezas,  na abertura e garantia de segurança dos caminhos de passagem para os países vizinhos onde elas se encontram.
Já o mesmo não se pode dizer da sempre prometida abertura e consolidação de “caminhos” que levem à democracia e à liberdade!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Por vezes...


Por vezes parece exagerada a minha indisfarçável (e impotente) ira contra os burgessos sentados em carrões estacionados “em cheio” nos lugares reservados a pessoas com mobilidade reduzida, enquanto esperam que a mulher volte com as compras.
Por vezes, quando esses veículos estão vazios, vou pensando que até pode ser que dessa vez possa ser verdade... até ver regressar a família inteira, cada um com os seus saquinhos de compras nas mão e nenhum sinal de “deficiência”... que não seja a evidente deficiência de carácter.
Por vezes apetece-me colar nesses automóveis (com uma cola bem forte e que arruíne a pintura) várias folhas A4 a dizer que “a falta de civismo e a selvajaria não são consideradas deficiência!”
Por vezes dizem-me que sou um exagerado... e que algumas dessas pessoas podem ter feito isso apenas por distracção.
Por vezes... desgraçadamente, a realidade dá-me razão. Como é o caso deste verdadeiro monte de esterco em forma de “senhora”, de que nos dá conta a notícia deste recorte de jornal.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

E olé!!!


Depois de tantos anos e quilómetros de “procissão” já toda a gente deve ter percebido que a tourada é “uma cena que não me assiste”. Concomitantemente (estava a ver que nunca ia ter oportunidade de usar esta palavra fantástica!), também não morro de amores pelos papéis, tantas vezes patetas, a que se prestam os fanáticos defensores dos animais, nas suas desgarradas e lancinantes acções contra as touradas, acções quase sempre tão desajeitadas que acabam a dar trunfos aos aficionados daquela sanganheira “artística”.
Resultado... é muito raro pronunciar-me sobre touradas. No entanto, no caso desta notícia, não resisto. Não pela tourada em si... mas pela estupefacção que me provocou o ar de sofrimento exibido numa fotografia de um toureiro (provavelmente, famoso) que se deixou, gloriosamente e para grande alegria dos touros presentes, espetar numa bandarilha.
Eu explico a estupefacção. É que, na verdade, eu estava convencido de que nos toureiros de “raça”, tal como nos toiros, as bandarilhas espetadas na carne e a fazer espirrar sangue... não doem. Não é o que dizem? Estava convencido de que, tal como os toiros, os toureiros de “raça” são criados para aquilo... que é a sua razão de viver. Estava convencido de que o toureiro devia ter a mesma nobreza dos toiros... e aceitar, alegremente, o ferro espetado.
Depois, basta com a ajuda de uma faca bem afiada arrancar a farpa da carne, deitar uma mão cheia de sal para cima daquilo... e está pronto pra outra. Olé!
Com um bocado de sorte, à noite já estará capaz de se deixar arrastar (tal como os toiros) por um bando de vacas saltitantes e ruidosas... mas, em vez de para um curral, para um qualquer cabaret. E olé!!!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Escola de Marianna – E estes... o que teriam sobre o portão de entrada?


Uma notícia passou meio despercebida entre as mensagens natalícias e as garfadas das consoadas: a descoberta das práticas "pedagógicas" e consequente desenterrar da história de uma espécie de “escola-prisão”, algures nos Estados Unido da América.
É um cenário abjecto e aterrador, feito de salas de chicote, de sala de violações, banheiras para afogamentos, seres humanos permanentemente acorrentados, etc., etc.
A panóplia de “crimes” que faziam os “estudantes” (que podiam ter entre os 5 e os 18 anos de idade) ir para àquela “escola” era vasta. Ia desde o facto de serem apanhados a fumar numa escola mais “rigorosa”, cometerem pequenos roubos, serem considerados “incontroláveis” ou “incapazes” pela sociedade... ou, simplesmente, serem órfãos. Perigosos bandidos, portanto.
No topo da tremenda pirâmide de “crimes” que justificavam as chicotadas, as violações repetidas e as execuções, destaca-se, em segundo lugar, o “crime” partilhado pela esmagadora maioria dos “estudantes”: serem negros.
Em primeiro lugar, o “crime” maior, esse partilhado por todos sem excepçãoserem pobres.
Neste relato, a ler atentamente, resta ainda um enorme pormenor: tudo começou muitos anos antes e só terminou muitos, muitos anos depois do Holocausto nazi!