é uma criança em honradez
Achei esta despedida típica de uma das danças de carnaval da Ilha Terceira, ostensivamente não dedicada a José Sócrates, como bem se vê, mas de qualquer modo, digna de abrilhantar este acidente histórico que vivemos. E assim, depois deste curtíssimo momento de humor surreal (porque no íntimo, festejo), passarei ao post propriamente dito.
Como que para confirmar aquele que foi o timbre do seu carácter como primeiro-ministro, quis deixar, mais uma vez, a sua marca indelével naquele que foi o último grande debate entre o seu Governo e o Parlamento de que dependia.
A forma vergonhosamente insolente como se ausentou do debate mais importante da sua carreira como primeiro-ministro, o debate que poderia, como acabou por se verificar, ditar o fim do seu mandato, é bem o retrato de um homem sem dimensão nem dignidade.
É o retrato de um comandante cobarde, que abandona as suas tropas na batalha. “Fiquem aí a morrer... que eu agora tenho que ir ali e não volto!”.
É o retrato de um político miserável e rasca. Afinal e como já se sabia, o auto-proclamado "animal feroz", nunca passou de uma simples besta arrogante.
Sócrates e o seu Governo caem de forma indigna, provocando a festa de muitos, a indiferença de alguns, o mais que justificado desprezo dos restantes.
Caem... estatelados no chão e a caminho do esquecimento... nauseabundos de tão podres!
Adenda: Desgraçadamente, independentemente dos meus "adeuses", de tudo aquilo que acabo de dizer e, sobretudo, da dura realidade, que é bem mais importante do que qualquer coisa que eu possa dizer, o Partido Socialista é bem capaz de apostar na táctica suicidária de manter Sócrates à frente do partido e da "candidatura a primeiro-ministro" (como erradamente lhe chamam) nas próximas eleições.