segunda-feira, 4 de junho de 2012

Selecção Nacional de Futebol – Nós, os ricos...


Subitamente, descubro que um terço dos produtos à venda nos supermercados têm tudo que ver com futebol, com o jogador a, b, ou c, com a Selecção Portuguesa e, sobretudo, com patriotismo. Muito patriotismo. Patriotismo a rodos.
No entanto, nenhum produto se funde tanto com o espírito da quadra desportiva, como a cerveja! São corredores inteiros de espírito patriótico espumante e fresquinho. Ofertas de copos, cachecóis, camisolas, porta-chaves, bolas de praia, bonés... e pilhas para a telefonia. E tudo se vende. Às caixas, garrafas, latas, paletes, barris. Porque uma coisa é certa:
Ainda não se descobriu em que é que o português consome mais cerveja; se a regar os festejos, ou se a afogar os desgostos. Mas nunca falha... bebe-se sempre!
Vá... não fiquem a olhar assim para mim. Não sou adepto, mas gosto dos meus amigos o suficiente para fazer votos de que, como cá na minha área de trabalho, um mau ensaio geral seja seguido de uma grande estreia.
Um lugar no pódio deste Europeu de Futebol já ninguém nos tira: o da selecção com maior orçamento para instalações de luxo e demais mordomias adjacentes.

Papa Ratzinger – Estará com um parafuso a menos?


Caridadezinha, sempre! Sobretudo, se muita gente estiver a ver.
Ter muita pena dos “pobrezinhos”, sempre! Sobretudo, se muita gente estiver a ouvir.
Questionar as causas (e os causadores) da existência da fome e da pobreza... nunca! Nem em pensamentos, porque pode até ser pecado!
É esta regra de ouro, esta velhíssima receita cobarde, que tem mantido as religiões de bem com os deuses e os diabos, fazendo exactamente aquilo que dizem não se dever fazer: servir a dois senhores.
Ó Samuel... e a que é que vem esta “homilia”? – perguntam vocês.
É apenas uma forma de estar entretido... sem dizer o que realmente penso de mais uma das ideias “peregrinas” de Herr Ratzinger, o alemão que por estes dias faz de papa católico.
Para evitar, como já disse, adjectivos de que venha a “envergonhar-me”, prefiro deixar apenas quatro notas.
1. Alguém devia dizer ao papa, que a razão da existência de tanta miséria e fome é exactamente a fauna de “padrinhos” que governam e sugam o mundo.
2. Alguém devia gritar aos ouvidos do papa, que os explorados precisam de justiça e não de padrinhos e madrinhas.
3. Alguém devia avisar o papa de que esta sua ideia é uma cópia triste, vergonhosa e humilhante, das campanhas de “apadrinhamento” de animais dos Jardins Zoológicos, por figuras públicas e outros voluntários com uns trocos disponíveis.
4. Por fim, devo dizer que estou bem ciente de que o facto de todos os meses contribuir (via conta da ZON) com alguns euros para a Isabel dos Santos, não conta para esta campanha do papa... ainda que Isabel dos Santos pertença a uma família de um país cheio de seres humanos que vivem na miséria.
Devo acrescentar ainda que estive, estou e estarei disponível para a solidariedade e para o combate contra os “padrinhos” fabricantes de guerras, exploração, fome, miséria e morte... caminho que, estou certo, não farei na companhia deste papa e de muitos dos seus defensores e seguidores, mas que, felizmente, não farei sozinho!

domingo, 3 de junho de 2012

Noite e nevoeiro – Mas toda a esperança é legítima!


Hoje voltamos à música de intervenção pura, dura... e bela! O nosso já aqui ouvido Jean Ferrat, com versos de outro (igualmente) “comuna”, Aragon, numa grande canção de denúncia do horror do Holocausto. Sobretudo, da importância de não esquecer. De saber quem foram as vítimas. De saber quem foram os carrascos.
Só que hoje não é apenas a canção o assunto. A estória começa há muitos meses, numa sessão de cantigas que fui “cometer” a uma escola de Queluz, onde, para meu sossego e satisfação algo admirada, vários estudantes mostravam saber quase todas as canções que eu cantava. Nomeadamente, duas, que acabei por convidar para virem cantar nas “cantigas dos Verdes” que já aqui vos dei a ouvir. A Mariana e a Adriana. Dessas duas, uma, a Adriana, que há dias me confidenciou um estória lindíssima, do tamanho do seu sorriso, com o brilho dos seus olhos sempre curiosos.
Há uns tempos, quando tinha ainda apenas 13 anos, a Adriana estava no auge da sua paixão pela língua francesa (sim, felizmente, ainda há quem se apaixone pela língua francesa!) e por tudo o que ela traz consigo: bons livros, bela poesia, música fantástica, grandes filmes...
A Adriana acabou por ficar “vidrada” no Jean Ferrat. Pela voz, pela maneira de cantar e pelas palavras que cantava – diz ela. Ficou particularmente impressionada por esta canção, Nuit et brouillard e pela tremenda mensagem que contem. Pegou nos seus cadernos de desenho e nas canetas, e vai de fazer uma “banda desenhada”, que tratou de enviar ao Jean Ferrat, que, “oh! felicidade!, não só viu a banda desenhada, como lhe respondeu, com uma fotografia, um autógrafo, e o simpático “Bravo, Adriana. Está muito bom, um beijo, Jean FerratAté hoje, esse dia está gravado na memória como um dos mais felizes da minha vida – diz ela.
Convenhamos que não é todos os dias...
Agora, a Adriana resolveu adaptar a sua (lindíssima!!!) banda desenhada para um pequeno vídeo. Cometeu a “imprudência” de me deixar vê-lo. Assim que o vi, avisei-a de que um dia isto iria acontecer. É hoje.
Não deixem de ver, ouvir e comentar. Recapitulando, foi um trabalho de uma estudante portuguesa. Tinha pouco mais de treze anos. Citando o Joaquim Pessoa, "Toda a esperança é legítima!"
Bom domingo!
Nuit et brouillard” – Jean Ferrat
(Aragon/Jean Ferrat – Vídeo de Adriana Dias)



sábado, 2 de junho de 2012

Vítor Gaspar – O adivinho


Apesar de ser um dos responsáveis executantes da política que, contra o prometido, está aumentar a dívida externa em vez de a diminuir (como bem lembra o Sérgio Ribeiro)... o ministro Gaspar descobriu a pólvora:
Direi até que se a dívida continuar a aumentar, a sua “redução” será mesmo uma tarefa para mais dos sete mil e cinquenta e oito anos daqueles pobres espanhóis...
Para aqueles que ainda estão de luto pelo “Paul”, o falecido polvo vidente do Mundial de Futebol, esta é uma boa notícia. Podem começar a aliviar o luto. A dívida não diminui... mas temos um novo “vidente” no activo!


António Borges – Inqualificável!




António Borges “ex-futura-grande-figura do PSD” é, afinal, um dos “colaboradores” (sim, aqui aplica-se bem o termo “colaborador”) do dono do Pingo Doce. É também homem de mão do banco de gangsters norte-americanos Goldman Sachs, os bandalhos responsáveis por crimes contra a economia de muitos países como, por exemplo, a gigantesca vigarice nas contas públicas que permitiu ao "centrão" político da Grécia aderir ao Euro e enfiar-se na camisa de onze varas em que está, com resultados catastróficos para o seu povo.
Há quem diga que foi empurrado do FMI por incompetência, mas, em contrapartida, o láparo Passos considerou-o a pessoa mais indicada para aconselhar o governo e tomar conta do dossier da venda a retalho e ao desbarato dos recursos que restam ao nosso país, crime a que eles chamam, eufemisticamente, “privatizações”.
Numa altura em que até muitos que não queriam ver, começam a perceber quais são os resultados reais de uma política centrada na austeridade, recessão, baixos salários, perda de poder de compra com a consequente quebra no consumo interno e criação de riqueza, a que se seguem, fatalmente, as falências em massa de pequenas e médias empresas, o desemprego que cresce de forma descontrolada e, claro, a queda das receitas fiscais... o génio dá uma entrevista em que, para além de vomitar o disparate de que «a austeridade está a salvar a economia», ainda grunhe esta pérola a todos o títulos vergonhosa:
Fosse eu versado em economia e finanças, e teria um bom punhado de coisas interessantes para escrever sobre as “convicções” do senhor António Borges. Assim... e como, ainda por cima, não tenho a mais pequena indicação de que a mãe do indivíduo tenha qualquer culpa em tudo isto... não digo, nem lhe chamo nada!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Alemanha – Não saber parar...


Vai fazendo o seu caminho mais uma ideia bem germânica, a de surripiar as reservas de ouro aos países que recorram a empréstimos europeus.
No caso português, ironicamente, trata-se de ouro que ainda resta das pilhas do precioso metal, amontoadas pela esperteza saloia de Salazar (à custa de sabe-se lá quantos crimes e conivências), que enquanto fazia de conta que estava com os aliados, foi, na realidade, fazendo uns “jeitos” a Hitler, numa forma original de “neutralidade”, que para além ter sido uma rematada canalhice política... na verdade rendeu algum ouro sujo de sangue, como se sabe.
Passe essa ironia, os “panzers” alemães agora no poder, tal como os seus “pais” nos anos 40 do século passado, ficarão na História mais pela força bruta do que pela inteligência.
Arriscam, mais uma vez e estupidamente, matar a “galinha dos ovos de ouro”.

Governo Passos/Portas – Bando de vigaristas




Os fanáticos que, por estes dias, servem em Portugal os interesses da ladroagem internacional, têm uma agenda política indefensável. Pelo que se vai percebendo e confirmando com as poucas notícias que rompem o manto das mentiras e da censura do pensamento único, têm também uma agenda económico financeira que não é exequível.
O rombo nas contas públicas provocado pela austeridade, quando o que pretendiam era encher os cofres, vai obrigá-los a seguir esta via única: mentir, mentir, mentir mais, martelar as contas (lá estão os comunistas!!!), voltar a mentir... esconder números do défice real, mentir ainda um pouco mais...
Longe vai o tempo do Passos Coelho que disse «governante que mentir... sai!»