terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Eduardo Catroga – O parasita despreocupado


O chupista profissional Eduardo Catroga diz que «não sabe quanto vai ganhar na EDP».
Para reforçar o ar acanalhado e insolente da declaração, ainda reforça a coisa, dizendo que a polémica em torno da sua remuneração é «surrealista» e «sem aderência à realidade». Diz ainda que não se preocupa com essas coisas...
Não sei se o parasita sabe ou não sabe quanto vai ganhar... mas uma coisa sei: vai ganhar demais! Ainda que fossem apenas 50€ por mês!

Censura... ou os pezinhos de lã do fascismo


- Então senhor ministro... está melhorzinho dessa aborrecida inflamação na virilha...
- Qual quê?! Está cada vez pior! O que me tem salvo é que esta minha nova assessora é uma santa... e não se importa de me pôr o creme, de seis em seis horas...
- ... ...

Isto – a ter acontecido - seria um exemplo de conversa privada, fora dos trabalhos oficiais, entre o nosso ministro da Finanças e o senhor alemão.
Aquilo que aconteceu e que todos vimos e ouvimos, onde o Gasparzinho falava das vidas de milhões de portugueses e das suas enormes, ou ainda mais enormes dificuldades presentes e futuras, está longe de se poder classificar como conversa privada.
Agora é o momento de eu revelar que a minha simpatia pela TVI é exactamente a mesma que a TVI tem por mim... ou seja, ZERO!
Posto isto, mesmo que tenha passado um pouco ao lado das notícias, a verdade é que sem qualquer processo, julgamento ou condenação (de que se tenha sabido) uns senhores “lá da Europa”, que ninguém elegeu, puseram de castigo o jornalista da TVI que divulgou o vídeo da converseta dos ministros. Fica impedido de entrar nas salas onde os senhores têm as suas conversas, durante um tempo determinado apenas pela veneta dos senhores. Em plena "experimentação" do fascismo económico (para já) em vários dos países da "união"... é assim como que uma espécie de aviso a todos os outros jornalistas: Portem-se com juizinho!
Como não me ocorre nenhuma outra imagem para este tipo de “democracia e liberdade de informação”... fico a imaginar botas cardadas, cuidadosamente embrulhadas em botinhas de lá... aproximando-se pé ante pé...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Passos Coelho – Será que sabe, realmente, alguma coisa?




O miserável mentiroso, trafulha e catavento Pedro Passos Coelho, prepara-se para começar a “suavizar” a sua enérgica negação sobre o precisarmos ou não de mais dinheiro e mais tempo para cumprir o programa de austeridade imposto pela troika. Agora já diz não saber se vamos precisar “disso”.
Eu também não sei... mas sei que uma coisa não teremos certamente: a oportunidade de ouvir da boca deste calhordas, como não ouvimos da boca de outros antes dele, um pedido de desculpas a todos aqueles que foram sendo insultados, por defenderem  que este programa de austeridade é errado na sua essência, profundamente injusto na sua forma, impossível de cumprir nos prazos impostos.
Mas também... já tivemos razão “antes do tempo” em tantas outras coisas...

domingo, 19 de fevereiro de 2012

ZAZ - E que tal um salto a Paris?


A música francesa, ainda que diariamente agredida pela "pimbalhada" local, pelos "tanques" de produção anglo-saxónica, pelos saudosos do fascismo de Le Pen, ou da incompetência rasteira e colaboracionista de Sarkozy... resiste. E resiste em grande forma.
Enquanto na “pátria” do RAP, por exemplo, essa forma de música de intervenção vinda dos bairros populares e mais pobres, se transformou (salvo excepções) num interminável caudal de “videoclips” inundados em dinheiro, povoados por grandes carros desportivos, incomportáveis fios de ouro ao pescoço, elogios à marginalidade criminosa e modelos a fazer de prostitutas (ou vice versa), em França, o “Hip-Hop” é vibrante, interventivo, lúcido. Este é apenas um exemplo. Nos mais diversos géneros musicais o cenário não é diferente.
Em Portugal perdemo-nos da música francesa há muito tempo. Alguns de nós, aqueles que ainda declaram o seu amor incondicional a alguma da música que vem de lá... ficaram estacionados no conforto das memórias doces da juventude. Uma espécie de saudade gostosa, presa ainda à irreverência iconoclasta, anárquica e por vezes agreste de um Brassens ou Léo Ferré, arrepiados pela trágica dimensão das músicas e da voz do Brel e da beleza arrebatada dos seus versos, mobilizados pela militância de um Jean Ferrat, embalados pelas horas de felicidade liceal e ingénua da Françoise Hardy... ou mergulhados na profundidade existencialista da Juliette Greco...
Outros, nem sequer tomaram conhecimento, então ou agora, da existência da música francesa. Todos andamos a perder muito!
Em vez de ficar aqui a desfiar um rol de nomes da nova canção francesa, deixo-vos com uma dose tripla de apenas um desses nomes: a jovem cantora e autora ZAZ (Isabelle Geffroy).
O primeiro vídeo mostra-a sem rede, na rua, exposta, cantando apenas com dois dos seus (excelentes!) músicos uma canção do seu primeiro CD. Uma força da Natureza com cara de maria-rapaz, incapaz de ficar quieta, tentado cantar e fazer de orquestra ao mesmo tempo, uma voz com uma cor fantástica...
No segundo e no terceiro, reinventa duas canções de que os criadores gravaram versões inultrapassáveis. O grande cantor e (também) cultivador do jazz “gaulês”, Claude Nougaro... e a irrepetível Edith Piaf. Ainda assim, sem medo, canta-as não tentando imitar seja quem for, demonstrado um prazer que só tem quem canta o que gosta... como se isso fosse um privilégio sem preço. Porque é exactamente assim que se deve cantar a música daqueles que admiramos!
Bom domingo!
“Les passants” – ZAZ
(Isabelle Geffroy/Tryss)



“Le jazz et la java” – ZAZ
(Claude Nougaro)



“Padam, padam” – ZAZ
(Henri Contet/ Norbert Glanzberg)


sábado, 18 de fevereiro de 2012

E então não é que me sinto muito mais seguro?!


Diz-me o DN que o “faz-de-presidente” Cavaco Silva foi não sei onde, dizer não sei o quê perante não sei quem... mas que tinha um «cordão sanitário» a separá-lo dos jornalistas e do povo em geral, durante todo o tempo.
Mesmo sem aprofundar as razões da coisa, devo dizer que é talvez a ideia do ano, ideia que agradeço sem reservas a quem quer que a tenha produzido.
Sinceramente, a dar-se o caso de estar a passear numa rua ou praça, sentado numa esplanada, saindo de um café, sei lá... e na iminência de se aproximar uma comitiva de Aníbal Cavaco Silva, é muito bom saber que existe um “cordão sanitário” a proteger-me daquela imundície.

Subindo!!!


E vai mais um!
Lá em baixo, a fila de candidatos (ex-ministros, ex-secretários e ex-qualquer-coisa) para entrar no próximo foguetão... mantem-se ansiosa e compacta.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Líbia – Os babados apoiantes dos “rebeldes” terão lido?


Quer isto dizer que, tirando as “humanitárias” bombas de Obama e os sempre “solidários” mercenários contratados às centenas nos países vizinhos... os celebrados “combatentes da liberdade” locais não passavam afinal de vulgares marginais e bandidos fortemente armados, que hoje continuam unicamente interessados em pilhar tudo o que apanharem a jeito e eliminar fisicamente inimigos pessoais.
Lamento desiludir os senhores jornalistas do órgão central do senhor Belmiro... mas já sabia!
O que não sei e gostaria muito de saber, é quando é que posso dizer, ou escrever a mesma coisa sobre muitos dos “combatentes da liberdade” da Síria... sabendo que se o dissesse sobre os da Líbia há apenas umas semanas, seria logo chamado de tudo e mais alguma coisa, para cima de grande salafrário e, claro, “apoiante de Kadafi”.
Confesso que, passada a chata estação das explicações sobre o não apoio a Kadafi, não estou minimamente interessado em repetir a mesma estória, mas desta vez com Bashar al Assad.