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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

RTP – Do “estamos juntos”, ao “isto anda tudo ligado”... quanto caminho andado!


Eina ca ganda surpresa!!!
A notícia, não trazendo novidade nenhuma, serve, pelo menos, para colocar as “legendas” correctas nas mal contadas viagens de "negócios" de Relvas a Angola,  levando na comitiva o tal senhor da Ponte, que agora até já foi colocado na presidência da administração da RTP... para, no terreno, orientar a transacção.
Como a melhor defesa é o ataque... os capitalistas angolanos vão já avisando que qualquer comentário contrário ao negócio, será qualificado como xenofobia.
Para mim, a técnica de apontar o dedo ao “branco colonialista e racista”... não pega. Não o fui, não o sou, nunca o serei!
Seja como for, sei que não há campos habitados exclusivamente por inocentes. Os filhos da puta atacam em todas as esquinas do mundo, apregoam vários credos e ostentam todas as cores... nas bandeiras e na pele!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

TAP – Alguém tem por aí uns trocos...


Nesta altura do campeonato e depois de vários milhares de textos publicados neste “estabelecimento”, é já ocioso repetir que, tal como o “outro” que não constava que tivesse biblioteca... não percebo nada de finanças (e sim.. também acho que o melhor do mundo são as crianças). Posto isto...
Anda para aí uma revoada de comentários e contra-comentários, argumentos e contra-argumentos sobre a venda da TAP a um senhor colombiano (e mais não sei quantas nacionalidades), num negócio que o Arménio Carlos, com a capacidade de síntese que se lhe conhece, classificou como “negócio à colombiana”.
A maior escandaleira, pelo que tenho apreciado, prende-se com o facto de o tal senhor ir pagar ao Estado, a consumar-se o negócio, 20 milhões de euros pela companhia aérea portuguesa.
Como não sou tão tolo como pareço... sei muito bem que há outros valores envolvidos, que o homem se compromete a injectar (mais uma mania bastante “colombiana”, presumo) uns milhões na TAP, que assume o passivo da companhia, “assunção” que é uma falácia, pelo menos segundo um professor de economia que se deu ao trabalho de fazer as contas à projectada negociata. Defende o senhor professor, certamente com dados ainda mais precisos do que a wikipedia, que a TAP, com os seus mais de cinquenta “Airbus” (cada um pode custar cerca de 80 milhões), com 80 destinos para quase quarenta países, 2000 voos semanais, mais tudo aquilo que sabemos que a TAP tem, pode valer, feitas as contas aos prós e contras, incluindo os passivos e outras minudências... 700 milhões de euros. Infelizmente, ninguém lhe foi perguntar a opinião!
Apesar de o putativo comprador afirmar que a sua proposta é «muito agressiva»... o que, pelo menos em relação aos interesses do Estado português e aos seus contribuintes, é uma verdade incontestável – realmente, quem pode não se sentir agredido? – a verdade verdadinha é que vamos receber a “fantástica” quantia de 20 milhões de euros por aquela coisa... “favor” que ainda devíamos agradecer!
Na verdade, quem é que, no seu perfeito juízo, não vê imediatamente que a TAP, com as suas várias dezenas de aviões modernos, com várias grandes rotas internacionais com clientela fidelizada, milhares de trabalhadores competentes, um nome criado pelo mundo fora, nomeadamente no que diz respeito à manutenção técnica, etc., etc... quem é que não vê logo, como ia dizendo, que a TAP vale o mesmo, vá lá... até um bocadinho menos do que... ora deixa cá ver se me ocorre algum exemplo bom... ah!, claro!... do que o Pavilhão Atlântico, que o genro de Sua Excelência o Presidente da República, comprou há umas semanas... por 21,2 milhões de euros?
Quem não vê... é mesmo porque tem a mania de ser do contra!!!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Governo PSD/CDS – Ladrões de estrada


Esta capa do “Público”, na sua sinistra simplicidade, mostra o grau de profundidade da destruição do país, às mãos do bando de fundamentalistas que ocupam o governo.
É uma destruição que vai muito para lá do património nacional, da cultura, do dinheiro, da economia, do desenvolvimento... ou da ausência de tudo isso. É uma destruição que atinge a verdade, a confiança, o “contrato” que nos fazia acreditar que os impostos serviam para pagar serviços públicos de qualidade como a saúde, a cultura, a educação, os transportes, a segurança. Que os descontos garantiriam as reformas e pensões justas e esperadas.
Quebrado esse contrato pelo Estado, quebrado o laço de confiança, quando se vê que, a qualquer momento, o Estado pode “inventar” um qualquer “pacote” que altera todo o edifício para que se andou a trabalhar toda uma vida, quando se vê que o fruto das nossas contribuições e do nosso esforço servem, afinal, para desenrascar banqueiros criminosos e aumentar exponencialmente as fortunas obscenas dos mais ricos entre os já muito ricos, pode perguntar-se: para quê pagar? Para quê contribuir? Para quê o esforço?
Nesta estado a que chegámos, toda a desconfiança é compreensível, toda a resistência é legítima!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Miguel Relvas – A inteligência


1. Dizem as notícias que a coabitação dos desavindos "Passos & Portas, Lda." vai ser garantida por uma coisa qualquer que dará pelo nome de “Conselho de Coordenação da Coligação”... ou lá o que é.
Para salvaguardar as negociatas de muitos milhões que têm entre mãos, com tanto do país e do património construído pelo esforço dos trabalhadores portugueses ao longo de tantos anos, ainda por vender aos amigalhaços estrangeiros e nacionais que, acabado o poiso no Governo, lhes darão os luxuosos empregos do costume, não espanta ninguém que PSD e CDS façam tudo o que estiver ao seu alcance para manter as aparências de uma coligação funcional. Isto, por muito que não consigam evitar que o brilho sombrio das navalhas se vislumbre, mal disfarçado sob os casacos.
Já sobre a segunda notícia, aquilo que mais me deixa “abasurdido” é haver ainda quem junte numa mesma frase as palavras “Miguel Relvas” e “garante”!
Segundo o texto que corresponde ao link, o caceteiro e aldrabão compulsivo terá “garantido” a sua confiança em Portas à saída de um seminário sobre “Autarquias inteligentes”.
Como, para não fugir a um dos meus mais notórios e arreliadores defeitos, fiquei preso aos “detalhes” que anteriormente relatei... acabei por ficar sem saber que diabo são “Autarquias inteligentes”.
Até ter tempo para investigar a coisa devidamente, vou ficar a imaginar que se trata de um conjunto de autarquias que, depois de conhecer em pormenor o “pensamento” do ministro Relvas no que diz respeito ao funcionamento e ao futuro das autarquias... resolveu mandá-lo bardamerda.
Mas pronto... pode não ser... sei lá...


terça-feira, 20 de março de 2012

Estaleiros de Viana – Mais um roubo à vista




O Estado português, há muito está a braços com um problema insolúvel. Um poço sem fundo onde caem milhões de euros dos contribuintes. Um caso sem remédio, a que não podem valer nem encomendas, nem promessas. Pelo menos é este o discurso oficial que pinta os Estaleiros Navais de Viana do Castelo como um pesadelo de que os contribuintes portuguese se devem livrar a todo o custo, pese embora a inabalável motivação dos trabalhadores daquela grande empresa.
Agora, Aguiar Branco, essa espécie de senhor saído de um folheto da “Remax”... e que por estes dias faz de ministro da Defesa, vem dizer que os Estaleiros vão ser “reprivatizados” na totalidade. Garante ainda que há muitos interessados, nacionais e estrangeiros.
Vai uma aposta, que depois da negociata feita, desata a chover encomendas e lucros fantásticos? Vai uma aposta, que o Estado ainda vai ter que entrar com algum, como faz no BPN, para os beneméritos capitalistas fazerem o grande sacrifício de nos ficar com aquilo? Vai uma aposta, que o miserável sapo se vai transformar num príncipe, assim que receber o beijo do capital privado?
Razão tem quem chama a isto um «crime contra a economia nacional»! Razão tenho eu... que junto a isso uma extensa lista de adjectivos tão “substantivos”, que acho melhor nem os escrever aqui. Vocês sabem!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Pina Moura – Rumo á vit... bom... qualquer coisa, desde que paguem bem


«Goste-se ou não, este governo tem um rumo»... diz Pina Moura. Pelos vistos... ele gosta!
Pouco me interessam os gostos deste ex-inscrito no PCP (não, não lhe chamo ex-comunista...), como tampouco me interessa o seu meteórico percurso pessoal, desde os tempos em que alguns diziam ser o “delfim” de Cunhal (não faço ideia do que é que ele pensava vir a sacar com isso), passando depois a ministro do PS, função que lhe abriu as portas ao lugar de criado dos espanhóis na presidência da Iberdrola, percurso que lhe possibilitou um prodigioso salto de um ganho anual de pouco mais que 20.000€ em 1994, para os 697.000€ em 2006 e aos sabe-se lá quantos em 2011 ... até chegar a este momento de “epifania” sobre o alegado “rumo” de Passos Coelho.
Não sei se este polifacetado político/economista acabará a vociferar contra os emigrantes num qualquer partideco de extrema direita, mas, pegando na sua própria ideia que abriu este texto, 
goste-se ou não, este Pina Moura tem um rumo!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Passos Coelho – Será que sabe, realmente, alguma coisa?




O miserável mentiroso, trafulha e catavento Pedro Passos Coelho, prepara-se para começar a “suavizar” a sua enérgica negação sobre o precisarmos ou não de mais dinheiro e mais tempo para cumprir o programa de austeridade imposto pela troikaAgora já diz não saber se vamos precisar “disso”.
Eu também não sei... mas sei que uma coisa não teremos certamente: a oportunidade de ouvir da boca deste calhordas, como não ouvimos da boca de outros antes dele, um pedido de desculpas a todos aqueles que foram sendo insultados, por defenderem  que este programa de austeridade é errado na sua essência, profundamente injusto na sua forma, impossível de cumprir nos prazos impostos.
Mas também... já tivemos razão “antes do tempo” em tantas outras coisas...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O Presidente e a austeridade... ou a estupidez manobrista


Estamos a ser subjugados pela tirania do capital sem rosto ou pátria, esmagados por um verdadeiro “fascismo económico”. Os lacaios que os tiranos têm ao seu serviço, fingindo que estão ao serviço de Portugal e dos portugueses, pertencem à estirpe dos que se orgulham de fazer mais do que lhes é exigido. De infligir ao povo mais sacrifícios do que aqueles que foram impostos pelos tiranos. São os verdadeiros eunucos que, como bem cantava o Zeca, “não matam os tiranos, pedem mais”.
Para manterem os tiranos mais ou menos calmos, estes eunucos têm, obrigatoriamente, que fazer de conta que tudo está a correr na maior concórdia, santa paz (ainda que podre) e unânime aceitação.
Eis senão quando, por pura indigência intelectual e política, o “pastel de Belém” saiu-se com aquela desastrosa declaração sobre a sua reforma de miséria... declaração com que conseguiu ofender alguns milhões de portugueses. Na sequência, experimentou a sensação de ser vaiado em plena rua e reduziu drasticamente as aparições em público.
Entram então em cena os “geniais” assessores de Cavaco. Dando de barato que Cavaco foi um dos impulsionadores do acordo com a “troika”, um dos apoiantes do Orçamento de Estado e empenhado “contribuinte” para o acordo de “concertação” dos patrões e da UGT... decidiram que a melhor forma de voltar a dar-lhe um lustro de “boa pessoa”, tentando apagar a figura de egoísta, interesseiro e oportunista que se revelou com as suas declarações desastrosas... era dar a ideia de que o Presidente (apoiado por alguns misteriosos cavaquistas) está contra a austeridade e o ultraliberalismo... particularmente, contra o ministro das Finanças.
Conseguiram deixar à beira de um ataque de nervos toda a corte do centrão... desde Marcelo Rebelo de Sousa, até ao jovem "defunto" Seguro. Claro que para a coreografia da farsa ficar completa, já tivemos, entretanto, direito ao "ofendido" desmentido da Casa Civil de Cavaco Silva.
Manobra bacoca! Já sabíamos que entre os assessores de Cavaco tem havido de tudo: trafulhas, vigaristas, oportunistas, ladrões... ficamos a saber que também podem ser estúpidos como portas!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A farsa


Foi, em tempos idos, uma técnica muito utilizada pelos pequenos contrabandistas, adoptada agora por grandes traficantes, bandidos de vários ramos e governantes desonestos: fazer os possíveis por “deixar-se apanhar” numa pequena falcatrua, ou medida polémica, de preferência com grande alarido... para, noutro local, fazer passar discretamente a grande carga de contrabando, do roubo... ou, por exemplo, um “pacote laboral”.
Assim, vemos a farsa da "queda" da mediática meia hora de trabalho extra (quem terá convencido Carvalho da Silva de que aquilo estava confirmado?), logo seguido pela dúvida sobre a mesma "queda"... exatamente com o mesmo fim e a mesma técnica dos contrabandistas e bandidos. Para tentar ludibriar a vigilância e “passar” tudo o que realmente queriam fazer passar.
Não enganam (quase) ninguém! Os restantes serão coniventes...
No pacote de medidas que vi num jornal, estava um novo motivo "justificativo" para despedimento: a redução da qualidade de trabalho.
No meio desta desgraça e lixo, ainda tive um pretexto para sorrir... imaginando o tremendo pânico que a esta hora reinaria na redação do dito jornal (e doutros), assim muitos dos seus jornalistas tivessem a lucidez de apreciar a sua própria "redução de qualidade do trabalho".


Adenda: E a "meia hora" lá caiu mesmo... mas, evidentemente, a "queda" trazia muita água no bico...