quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Faltam-me as palavras



Os cabecilhas do Banco de Portugal, capitaneados pelo seu (miserável) Governador Vítor Constâncio, chegaram a várias conclusões sobre aspectos gerais e particulares da combalida economia portuguesa, nomeadamente (segundo os seus cérebros pagos a peso de ouro) a razão que leva um desempregado a demorar muitos meses até encontrar um novo emprego:

“O Subsídio de Desemprego é muito generoso!”

Não faltam, felizmente, pessoas como Carvalho da Silva, para comentar este relatório do BdP, com cabeça mais fria do que eu e muito melhores argumentos.

Acontece que recebi há bem poucos dias, por mail, um comunicado conjunto oriundo das mais variadas associações profissionais de mulheres, do Norte, Centro e Sul, que se dedicam ao que hoje se chama eufemísticamente “a indústria do sexo”, todas jurando a pés juntos que nenhuns destes (e doutros) figurões são seus filhos...
 
Sendo assim, realmente, não sei o que lhes chamar!

10 comentários:

Anónimo disse...

Olha, olha, não são? E andei eu para aqui a chamar pela mãezinha deles. Então só podem ser filhos de uma grandecíssima, será?

Maria disse...

É gravíssimo o que o homem de óculos disse. Vê-se que só pode nadar em euros para falar assim.
Recuso-me adjectivá-lo, a ele e aos outros. Não quero sujar um blog amigo.

Abreijos

Anónimo disse...

Que dizer do execrável Constâncio?!... Tudo o que de pior há no nosso vocabulário é suave em demasia para classificar tal gente.

duarte disse...

pois,devem ser como vinho(os desempregados),envelhecidos nesta casca de car... aos quais se junta um pinga de alcool vinicola,tornando o seu estado...generoso!!!
pois bem o homem até tem razão,quanto mais dinheiro se ganha,mais asneiras se fazem...ou não será este o estado das coisas(bancos e afims)?
eu até estive inscrito num centro de (des)emprego muito tempo,só que como é sabido por todos,nem sempre se trabalha com um vínculo real ás ditas empresas(entre 5 sítios onde trabalhei em portugal,só um não tinha um contrato fícticio);nunca usufruí de subsídio de desemprego,de rendimento mínimo nacional(como muita boa gente que eu conheço),preferindo sempre a émigração aos miseráveis apoios do estado...
enfim,já não sei muito bem como hei-de classificar essa gente,ou melhor, acho que não a classifique de todo,e mande tudo para a reciclagem.
sempre,há de sobrar alguma coisa boa,no meio de tanto resíduo perigoso...
duarte(ainda)com gripe

Anónimo disse...

É a ideologia filha dessas mães (embora elas neguem ter tais filhos...). Mas não pode espantar. Já na tão (de)cantada estratégia de Lisboa (e subúrbios) a inventada empregabilidade partia do pressuposto de que a culpa do desemprego é dos desempregados!
Olha, Samuel, não te afobes a procurar nomes para lhes chamar... deixa-os pousar.
Um abraço

Anónimo disse...

O mal destes senhores é que nunca ficam sem emprego( já nem digo trabalho...). Se lhes acontecesse estarem mais de dois anos a enviarem curriculos para tudo qto é empresa, fazer formação para ocupar o tempo, ou até ir para os programas ocupacionais do estado para fazer alguma coisa que justificasse o subsidio de desemprego, era uma CHATICE!!!Já eram uns "desgraçados", enfim uma lamentação que só visto!Agora como ganham ordenados chorudos, não fazem a ponta de um chavo( sim porque vistas bem as coisas, nem atentos estão ao que se passa nos outros bancos...)são intocáveis e de reputação irrepreensível!!!Só mesmo nesta país???

Lena disse...

teus ultimos três post's...o dos computadores, o da Manuela e este dariam para fazer uma representação comica mas triste...
isso tudo me deixa sem voz, parece mentira que aja pessoas assim...é enorme..

um beijo

Justine disse...

Pois eu chamo-lhes simplesmente criminosos arrogantes, e até ver, infelizmente inpunes!

Pedro Penilo disse...

Constâncios! ... são uns constâncios!

Fernando Samuel disse...

Chama-lhes ISSO: precisamente ISSO...


Um abraço.