A meio da bica fui surpreendido por mais um voo de Assunção Cristas, a super-ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente, do Ordenamento do Território, do Sol na Eira e da Chuva no Nabal, do Pássaro na Mão e Dois a Voar...
Lá estava, escarrapachado numa notícia do alentejano “Registo” sobre a interminável Barragem do Alqueva: «Cristas promete “task-force” para promover regadio».
Lá dentro do texto vem tudo explicado. Para além de se repetir a ideia da “task-force”, nome que fica sempre muito bem, explica-se que os agricultores terão que se habituar à água, terão apoios disto e daquilo, que a coisa levará tempo... ai, a curva de aprendizagem, ai, as contas públicas... "ai a fase do leite, ai a crise do gado" (desculpa Ary!)...
Atendendo aos milhares de promessas que já foram assentadas no "Grande Livro do Alqueva", com registos que vêm desde os idos de D. Sancho I, "o povoador", passando por D. João I, "o de boa memória", até chegar a D. Sócrates, "o de má memória", tudo isto somado ao ainda curto mas recheado registo que a jovem ministra já leva de adiamentos, de cortes, de “agora não posso” e de “adiante se verá”... eu, mesmo também gostando muito do termo “task-force”, acho que o ministério da Agricultura se ficará pela criação de uma “fask-torce”.
Uma “faz-que-torce”, sim, mas sem gravatas... por questões de poupança e defesa do ambiente.






