sexta-feira, 8 de março de 2013

Passos Coelho – Lacaio do capitalismo mais selvagem



Há tempos, o meu filho jornalista/escritor, quando tinha ainda pouco tempo como contratado de um jornal especializado em economia (que mais tarde o despediu, para passar a fazer o mesmo, mas pago à peça e sem direitos), espantava-se com as conversas que por lá ouvia, conversas que nem pensava que poderiam sair das bocas de jovens da idade dele.
Uma das frases que mais o chocou, vinda de um colega com que acabou por discutir mais acesamente foi, citando de memória, “os trabalhadores deviam ter a liberdade de aceitar um emprego com ordenado abaixo do Salário Mínimo Nacional”, e com esta baboseira, defendia a não existência, pura e simplesmente, do ordenado mínimo estabelecido por lei. Pela “liberdade”, atrevia-se o garotão a defender!
Para não ofender a “litania” de um grupo de jovens, daqueles que se arrastam por aí todos vestidinhos de fato escuro, gravatas e camisas iguais e que, para tortura de quem se senta ao seu lado em restaurantes, não falam de mais nada senão de dinheiro... optámos por não chamar ao tal colega “libertário” nada de mais contundente do que débil mental.
Lembramo-nos sempre daquela conversa, de cada vez que comentamos mais uma medida, ou mais uma declaração para a posteridade, cometidas pelo “débil mental” que, certamente para grande alegria do outro, chegou entretanto a primeiro-ministro.
O que é que se pode dizer de um primeiro-ministro que, num país onde o Salário Mínimo é miserável, é capaz de dizer (e com todo o ar de o pensar de facto) que o aumento do dito Ordenado será «uma barreira para o emprego»... pelos vistos, uma alarvidade em que nem alguns patrões parecem acreditar? Aliás, a besta acha mesmo que o mais «sensato» para combater o desemprego seria, em vez de discutir o aumento... baixar o SMN.
Para também hoje não me estender em adjectivos de que o meu espírito “caridoso” me faça arrepender, prefiro usar a definição sempre muito mais técnica e científica do economista Octávio Teixeira para classificar mais esta bojarda de Passos Coelho: «É uma estupidez completa!»

quinta-feira, 7 de março de 2013

Felizmente há gente assim!


“Ensinou-me a cantar que o povo é quem mais ordena... e que havíamos de chegar ao fim da estrada unidos como os dedos da mão.”
“Aquilo que tornava o meu pai um adulto... é o mesmo que, a mim, me impede de o ser!”

São apenas duas pequenas frases de um discurso que merece ser ouvido do princípio ao fim.
Encontrem uma maneira de perder o tempo em que iam fazer uma outra coisa qualquer... e “ganhem-no” aqui, ouvindo e vendo a Joana Manuel, actriz portuguesa, jovem, precária, lúcida, tocante, clara como água.



Filipe Pinhal – Filho de... não, da... grande ordin... ... é que não me ocorre nada!!!


E então não é que, tantas horas passadas sobre os acontecimentos, ainda não consegui encontrar um adjectivo que realmente me satisfaça, para classificar este miserável parasita, “mamador” de uma pensão de 70.000 euros mensais, nojento subproduto de um regime económico delinquente e protofascista... e que, insolentemente, resolveu comparar-se aos pensionistas que justamente se indignam com as vidas de miséria que lhes são impostas precisamente pelo regime que lhe encheu e enche "a mula"?
Devo estar bloqueado. Ou doente... sei lá...

quarta-feira, 6 de março de 2013

Lech Walesa – “Junto ao muro, lá fora”... e porque não num forno crematório?!!!



Ao longo da minha vida (que já vai longa) tenho tropeçado numas figuras que, sem explicação aparente, me merecem pouco mais que indiferença, nalguns casos "alergia", noutros mesmo, um arreigado desprezo. Não poucas vezes estive quase sozinho nessa “antipatia”... sendo que, felizmente muitas vezes, a História me tem dado razão. Infelizmente... depois de eu já ter tido alguns olhares de lado por causa dessas minhas “razões” antes de tempo.
Nunca gostei do polaco Lech Walesa! Com "nobel" ou não!
Se há alguns anos dissesse isso, não tendo como justificação mais do que o facto de o homem ser um anticomunista cavernícola, ter um bigode penosamente ridículo e cara de profundo alarve, seria apodado de sectário e intolerante... e, admito, muito justamente. Pelo menos no que diz respeito ao bigode.
Graças a todos os deuses e deusas do Olimpo, quase todas estas figuras têm, mais tarde ou mais cedo, vindo em meu auxílio, ajudando-me a justificar a minha aversão pelas suas pessoas sem ter que explicar grande coisa. Como se pode ver e ler... Lech Walesa é apenas mais um.
É um energúmeno e um reaccionário!

Hugo Chávez (1954-2013)


Morreu Hugo Chávez. Enquanto alguns milhões de venezuelanos choram a perda de alguém que lhes mudou a vida para melhor, outros, dentro e fora da Venezuela, esfregam as mãos de contentes. É sempre assim quando desaparece uma figura desta dimensão e, sobretudo, desta controversa importância.
Pela minha parte, junto-me àqueles que lamentam a perda. No balanço pessoal que faço das qualidades, carisma, boas intenções, trabalho realizado, combates travados (e contra quem), das muitas contradições e uma mão cheia de características com que - mais do que uma vez o disse - não simpatizava... o balanço é francamente positivo! O que de muito bem Chávez fez no seu país e ao seu povo mais merecedor e necessitado, tem toda a minha simpatia e apreço, ao passo que quase tudo o que de “mal” fez contra as oligarquias nacionais e o imperialismo do vizinho do norte, não me faz correr uma lágrima, muito pelo contrário.
Nas nossas televisões, até agora, ninguém conseguiu mais do que aproveitar o momento de luto para tentar enlamear a memória do polémico estadista, ainda que recorram a insinuações e meias palavras que não escondem o ódio vesgo que os patrões lhes ordenam que agrafem nas caras e nos comentários.
Nos corredores da CIA e de Washington a festa deve ser rija! Viram-se finalmente livres de um adversário de peso, um adversário que não lhes mostrou medo... sem terem necessidade de o assassinar, como não poucas vezes devem ter planeado.
Entre a corrupta e vendida oligarquia venezuelana a festa deve estar delirante, tal a espectativa da vingança das suas repetidas derrotas, vingança que devem estar a saborear por antecipação.
Espero que o povo venezuelano, depois de chorar o seu líder agora falecido, saiba separar a obra do homem, unir-se à volta do seu sonho colectivo e encontrar no seu seio aqueles que sejam capazes de continuar a levar por diante, a consolidar e a melhorar, o projecto de autodeterminação, dignidade e justiça social que a Revolução Bolivariana foi capaz de trazer à Venezuela.

terça-feira, 5 de março de 2013

Governo Passos/Portas – A cobardia inscrita no ADN



Algumas vezes se comentou que o governo de “Passos & Portas - Vergonha Lda.” deveria andar a preparar o anúncio de mais medidas de austeridade... só que estava à espera de que passasse a manifestação... não fosse ter a infelicidade de transformar o milhão e meio de manifestantes em três milhões.
As primeiras aí estão a “pôr os pauzinhos ao sol”, na forma de cortes nos subsídios de desemprego e de doença que, ao que parece, para além de serem agravados, passarão a ser permanentes... pelo menos na intenção destas bestas fanáticas que, decididamente, tomaram o freio nos dentes.
Não é de estranhar a evidente cobardia do gesto. Este tipo de meliantes, só quando tem a garantia do poder absoluto é que arrisca mostrar “coragem”. Sem essa garantia arrastam-se por aí, agradando aos fortes, agredindo os mais indefesos, rodeados de seguranças, borrando-se de medo de canções cantadas e coro e três ou quatro cartazes.
Sem essa garantia são assim:
abjectos ladrões furtivos!

Viva a Reforma Agrária - Arraiolos


Poderia ter feito assim... poderia ter feito assado... poderia ter escolhido outras canções... no limite, até outra profissão mais “sossegada”. Nada que me possa ajudar nesta fase do andamento do projecto de espectáculo colectivo que me pediram para criar, onde se fala da Reforma Agrária e da sua memória, espectáculo integrado nas comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal.
Agora, o que está feito, está feito. Hoje é dia de “reflexão” e amanhã, dia 6 de Março, rumaremos a Arraiolos para a primeira de uma série de apresentações que fará escala em várias localidades do Alentejo... e desconfio que não só do Alentejo (a agenda ainda tem muitos dias livres!).
Lá estaremos, à noite, acompanhados por uma exposição multimédia (trabalho que tocou a outros companheiros) e com a presença das pessoas que queiram prestigiar a figura de homem, artista plástico, escritor e político que se pretende homenagear e que se sentem afectivamente ligadas à História da “mais bonita conquista do 25 de Abril”... e a algumas canções que formaram a sua banda sonora.
Nestas apresentações de espectáculos construídos para percorrer várias salas, há sempre um conjunto de pessoas que têm o (discutível) “privilégio” de estar na primeira apresentação. Aquela apresentação que, por muito que se tenha ensaiado... é sempre uma espécie de grande ensaio geral com público presente na sala. Aquela com uma dose mais elevada de nervos e inseguranças... justificadas ou não.
Lá estaremos, eu, a Luísa Basto, a Lúcia Moniz (que estará apenas nos espectáculos em que isso lhe for possível, como é o caso amanhã), dando a cara por algumas dessas canções. Acompanham-nos a Beta, a Alexandra e o Paulo, nos coros, o Cândido Mota lendo o guião que vai servindo de fio condutor, o Nuno, o Ivo, o Mil-Homens e o André, tocando os vários instrumentos, os técnicos de som e luz... e todos aqueles de entre vós que quiserem ou puderem aparecer por lá.