terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Soluções...


Enquanto a ministra da justiça mostra o (pouco) que vale, ao decidir resolver os problemas da dita justiça atirando para cima dos advogados a “culpa” de todos os males; enquanto o seu patrão confirma a canalhice de aumentar os horários de trabalho; enquanto se aumenta para mais do dobro o acesso à saúde a muitos milhares de portugueses... a menos que estes se apresentem em andrajos e de joelhos, apelando à caridade, ou morram, o que ainda será mais lucrativo para estes bandalhos... os verdadeiros destinatários de todo o dinheiro que os nossos “governantes” roubam aos portugueses mostram-se implacáveis, apesar dos sorrisos pepsodent dos dirigentes europeus.
Sei de uma coisa que acalmaria tanto “os mercados”, como os seus lacaios... uma solução que vai parecendo mais adequada a cada dia que passa, embora reconheça que é uma solução muito radical, perigosa, pouco dialogante e etecetera e tal...
Esgotemos então as outras vias disponíveis... mas as cordas demasiado esticadas são muito imprevisíveis.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

As viúvas


Nunca teremos chegado a entender o homem! O número e a intensidade do desgosto desesperado (e ridículo) das centenas de viúvas que José Sócrates deixou, mostra bem o poder dessa espécie de “magnetismo” com que o ex-primeiro-ministro encantou alguns milhares de seguidores.
Não! Não estou a fazer qualquer espécie de insinuação de cariz sexual sobre a figura do afastado político. Não o fiz antes, não iria começar agora. Era uma coisa idiota antes, não o seria menos agora.
Porém, se virmos a violência com que algumas dessas “viúvas inconsoláveis” ainda reagem a qualquer reparo que se faça a seu propósito (ainda nesta última vez levei com dois “comentários” de ódio, que publiquei... mais uns quinze que foram diretamente para o lixo, tal o nível de abjeção da linguagem), pressentimos que ali há qualquer coisa de “físico”, ou de “místico”.
De ideológico não é certamente, já que isso foi coisa que raramente terá habitado o esconso espaço vago que o atual estudante não sei de quê, numa universidade não sei das quantas (ah!... mas de Paris, que é coisa fina!), tem sobre os ombros e entre as orelhas.
Há que compreender a grande incomodidade de muita desta gente. Estão conscientes de que não podem fazer qualquer tipo de oposição a este governo miserável a que abriram o caminho com as políticas que impuseram ao país nos últimos seis anos. Não podem... a menos que tenham memória de “gupi”, ou uma falta de vergonha sem medida... ou que se chamem António José Seguro.


domingo, 11 de dezembro de 2011

Sei que deve haver uma canção...


Sei que algures deve existir uma música que seria indicada para este domingo. Sei que entre os vários milhares de canções que tenho na estante dos discos, ou entre os milhões disponíveis na internet, há de haver uma letra adequada para fazer o retrato daquilo que penso sobre mais esta “Cimeira Histórica”.
Como quase todas as cimeiras “históricas”, também esta foi precedida de dias de propaganda histérica, a exigir uma pachorra estoica... e no fim, o costume.
Mais uma vez, uma destas reuniões de “líderes” termina com uma mão cheia de coisa nenhuma. Com o degradante espetáculo dado por dezenas de figurões que ninguém elegeu, acompanhados por alguns que, sendo eleitos, se comportam com a mesma pose de mercenários dos primeiros... atarefados em vender os interesses e soberanias dos seus povos e países à ganância dos especuladores batizados de “mercados”, e à gula de poder da Alemanha.
Mais uma vez, todos estes figurões terminam uma cimeira de traição e submissão, com um largo sorriso nos lábios, declarando-se muito satisfeitos, mostrando todos os dentes de uma forma insolente.
Mais uma vez, conseguem a proeza de manter os dentes intactos!
Como disse, sei que haverá uma canção que diga tudo isto melhor do que eu... mas os meus curtos contactos com a “net”, por estes dias, não me permite o tempo e a calma para a encontrar.
Estou certo de que todos vós têm em mente uma dessas canções possíveis. Cantem-na hoje por mim.
Bom domingo!

sábado, 10 de dezembro de 2011

José Sócrates – Imperdoável






Esta débil boutade de José Sócrates, o miserável incompetente que desgovernou o país durante seis anos, é o que é. Está ao nível de indigência política a que nos habituou. Queira ou não queira dizer aquilo que ele diz que não disse... ou o seu contrário.

Grave mesmo... é que permitiu a calhordas como Freitas do Amaral ou Paulo Portas (para apontar apenas dois) virem afivelar um ar de génios para a televisão, comentando o lamentável ex-primeiro-ministro e actual estudante não sei de quê.

Essa é que é imperdoável!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Manuel da Fonseca – Gostar... é fazer alguma coisa por isso!




Hoje, dia 9 de Dezembro, terá lugar mais uma sessão de cantigas e conversa à volta da grande figura de escritor e ser humano que foi Manuel da Fonseca. Em palco estaremos eu e o Cândido Mota (encarregado da conversa), acompanhados pelos meus músicos.
A coisa vai dar-se em Montemor-o-Novo, às 21:30, no auditório da Biblioteca Municipal. Curiosamente, Montemor é o primeiro lugar em que canto depois de ter deixado de habitar... em Montemor. Esta autarquia local foi uma das que quiseram acolher este projecto de espectáculo de canções e poesia.
Infelizmente, ainda apenas 5 “contratantes” se chegaram à frente, tendo sido já realizadas três sessões. Mesmo sabendo que toda a gente tem noção de que este é um espectáculo profissional, em que todos os participantes são pagos (já que este é o único trabalho que têm), logo, tornando-se evidente que sou parte interessada e estarei a puxar a brasa à minha sardinha (e à dos meus músicos e técnicos)... mesmo assim não me coíbo de desabafar convosco que é uma pena ser tão difícil fazer vingar projectos deste tipo e com esta temática e postura artística.
Infelizmente, apesar de serem muitas as pessoas que dizem ser uma grande pena não haver mais destes espectáculos, ser muito importante organizar mais destas sessões de música e poesia, pessoas que a bem dizer não passam sem as canções de intervenção, para quem as canções são parte da luta cultural, “Então e quando é que temos um trabalho novo?”, “Para quando uma vinda cá à nossa terra?”... depois é quase inexistente a tradução desse “grande interesse” em actos concretos.
Felizmente, ao que me dizem, a sessão de Montemor vai ser animada com a presença de muitos amigos do Manuel da Fonseca. Até lá!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Passos Coelho... e a abertura


Disse-me uma passagem rápida por um local com acesso à internet e aos jornais digitais que, pela voz de Pedro Passos Coelho, «Portugal leva para esta cimeira um espírito de grande abertura». Não duvido!
A ver pelas “posições” que Passos Coelho tem assumido em relação às ordens da sua “amazona” Angela Merkel, a única imagem que me ocorre ao pensar nesta espécie de primeiro-ministro é de facto de uma grande, de uma fantástica abertura... de pernas. Chamemos-lhe assim...

José Sócrates... e a infantilidade


Tal como no velho anúncio de brandy da grande Hermínia Silva, Sócrates anda lá por fora a fazer pela vidinha... e numa Universidade não sei das quantas, resolveu dizer que para pequenos países como Portugal, «pagar a dívida é uma ideia de criança». Entretanto, já começaram a aparecer as “explicações” desta tão vistosa frase, que afinal não era bem assim... como é costume.
Os economistas (e especialistas em geral) dir-nos-ão se esta coisa da “criancice” é uma boa classificação para o problema da dívida, abordado pelo ex-primeiro-ministro. Provavelmente... é.
Já para classificar a portentosa lata de José Sócrates para se atrever a tecer comentários deste tipo... como se não tivesse nada que ver com a dívida, ou qualquer espécie de autoridade moral para comentar os seus continuadores “laranjas”... confesso que me faltam as palavras! Também me acontece...