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terça-feira, 15 de setembro de 2020

Serviço Nacional de Saúde - Parabéns!

 











Caras e caros trabalhadores do “SNS”, parabém pela passagem de mais um aniversário de uma das grandes conquistas de Abril de 74, conseguida apesar dos votos CONTRA, quando da sua aprovação no Parlamento, do PSD, do CDS e de deputados independentes sociais-democratas.

É bem provável que, dentro de dias, venham a ter que enfrentar, novamente, uma avalanche demencial de trabalho, se viermos mesmo a passar pela segunda vaga da pandemia… mas podem ficar tranquilos. Haverá novamente salvas de palmas nas janelas, que resolverão todos os vossos problemas… tal como resolveram na primeira vaga.

Por mim, que não sou muito de “palmas” e espero poder continuar a manter um saudável “distanciamento físico” dos vossos serviços… apenas o meu obrigado!

Fica igualmente a homenagem ao Dr. António Arnaut e aos deputados do PS, do PCP, da UDP e o deputado independente Brás Pinto que, em 15 de setembro de 1979, votaram de forma honrada e ao contrário dos herdeiros do fascismo, a criação do SNS que, apesar de ao longo dos anos se ter ido transformando no “saco de pancada” dos vários governos… ainda consegue ser um dos melhores serviços nacionais de saúde do mundo.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Saúde Pública – Não os deixem morrer! Não os deixem morrer!!!


Nas vésperas de mais um corte de 300 milhões de euros no orçamento do Serviço Nacional de Saúde, para além dos cortes feitos anteriormente e a que se somam os sucessivos cortes nos ordenados, subsídios, aumentos de impostos e tudo o mais que as mentes porcas dos nossos governantes se lembram para encher os bolsos aos seus donos à custa da espoliação dos portugueses mais indefesos... diz-me a notícia que o "Governo vai analisar doenças dos portugueses".
Dizem eles que é para ver se há uma qualquer relação entre a crise, a degradação dos cuidados de saúde, a queda do poder de compra dos portugueses... e a evolução das suas doenças.
Diria eu que é para testarem até onde é que os portugueses aguentam mais cortes e mais austeridade... sem começarem a cair como tordos e deixarem de render uns milhões todos os dias com a sua força de trabalho.
A História está, infelizmente, salpicada de outros exemplos de torcionários que também faziam questão de não deixar morrer os torturados, não por qualquer espécie de humanidade ou preocupação com a sua saúde, tampouco com a sua vida ou morte... mas para satisfazerem a tara de poderem torturá-los nem que fosse apenas por mais umas horas!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Cavaco Silva – E se fosse lamber sabão?!


Como vai sendo uso dizer-se, o diabo está nos detalhes. Convenhamos que a mais recente borrada, ou burrada, se preferirem, da autoria do cidadão Aníbal Cavaco Silva é um primor no que ao detalhe diz respeito... ainda que tenha conseguido passar algo despercebida. Senão vejamos:
Quando lhe perguntaram o que tinha a comentar sobre o esperado corte de mais duzentos milhões de euros no orçamento da saúde pública, respondeu que não fazia comentários... por estar de férias.
O “detalhe” é que, quando bolsou esta resposta, Cavaco Silva estava exactamente a interromper as benditas férias para inaugurar um hospital privado, logo, um estabelecimento comercial, propriedade de uns senhores que fazem fortuna com a doença alheia... praticamente “subsidiados” pelos sucessivos cortes com que os bandalhos do seu partido estão a arruinar o Serviço Nacional de Saúde, empurrando os cidadãos que ainda podem pagar, para os braços dos negociantes da morte, negociantes que já empregaram, empregam à socapa e voltarão, certamente, a empregar o lacaio que têm no Governo a fazer o papel de Ministro da Saúde.
Decididamente, aquilo que seria o prestigiado e prestigiante lugar de Presidente da República... está vago! O cidadão que o ocupa, não presta! Começou a sua vida activa «perfeitamente integrado no actual regime», isto no tempo do fascismo... e pouco avançou desde então. 
Ah... e não vale a pena cansarem-se (como eu fiz) a procurar atalhos que levem até à ficha da PIDE em que ele se declarou "perfeitamente integrado"... pois todos os links que tentei estão apagados e as páginas "não existem". Acidente informático muito conveniente!
Já não se trata de ter ou não vergonha na cara. Trata-se, desgraçadamente, de alguém que nem cara tem para ter vergonha!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Facturas virtuais na saúde – mais uma ideia merdosa!


Da cabeça de um, ou de um molho de génios deste governo, brotou esta ideia peregrina de passar a apresentar aos utentes do Serviço Nacional de Saúde “facturas virtuais” onde conste o valor “real” dos tratamentos em urgências e consultas externas que, muitas vezes e como se sabe, podem atingir valores muito elevados.
Pois podem! E depois?!!!
Será, talvez, para que os utentes fiquem muito agradecidos ao senhor ministro e ao governo... como se o dinheiro do SNS fosse do senhor ministro, ou do governo!
Será, talvez, para que os doentes acabem por “incubar” um sentimento de culpa tal, que deixem de recorrer ao SNS, para ajudar a resolver a crise... como se o dinheiro que financia o SNS não tivesse já antes saído dos bolsos dos cidadãos, cujas prioridades, quando pagaram os seus impostos, não eram exactamente a manutenção dos carros topo de gama do senhor ministro e do governo e demais mordomias dos seus inúmeros “boys”.
Mesmo sabendo que nem todos os epectadores de ópera são ricos, ainda assim, gostaria de ver esta medida aplicada aos bilhetes da ópera. Seria também muito educativo se soubéssemos quanto vale, realmente, um bilhete para uma dessas produções multimilionárias, que não se pagariam a si próprias nem que estivessem seis meses em cena - quanto mais dois dias! – e nem que algumas das “madames” deixassem na bilheteira os casacões de peles.
Claro que estou a brincar! Defendo que os produtos culturais que não têm a penetração comercial suficiente para se bastarem... e que, com qualidade, sirvam as minorias interessadas neles e contribuam para a formação de novos e mais numerosos públicos, devem ser apoiados pelo (infelizmente, miserável!) Orçamento de Estado para a cultura.
Agora a sério... deixem os doentes paz, porra! Já não lhes basta estarem doentes?!!!
Dizem os génios que é uma “ideia-piloto”. Não sei, não... tive um vizinho que tinha um cão que tinha o nome de “Piloto”... mas juro que o animal não tinha estas ideias merdosas!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Governo Passos/Portas - Ladrões de futuros


O país e, sobretudo a sua rede de serviços públicos, parece a Rua dos Fanqueiros, na baixa de Lisboa, ao fim da tarde. Tudo fecha numa cadência inexorável... excepto aquilo que já está falido e definitivamente encerrado. A grande vantagem da Rua dos Fanqueiros é que (quase) tudo fecha, mas com a promessa de reabrir na manhã seguinte.
Agora tocou a vez à população de Aver-o-Mar, uma freguesia do concelho da Póvoa de Varzim, com mais de 8.000 habitantes, 3.000 dos quais inscritos como utentes no seu Centro de Saúde.
Nada que impressionasse os contabilistas do Ministério da Saúde que, contra tudo e todos, decidiram pelo seu encerramento.
Mais uns milhares de cidadãos que ficam sem poder explicar para que serve realmente o esforço de uma vida, traduzido em anos e anos de trabalho, canseiras, impostos, contribuições e taxas.
Tudo isto devidamente soterrado pelo circo mediático que pouco lhes ligou, circo mais interessado nos muitos directos para os estádios do Euro 2012, para as imagens dos treinos, dos autógrafos, dos descansos dos atletas... entre imagens dos turistas, dos adeptos, do Cristiano Ronaldo a filosofar, do Cristiano Ronaldo a dormir, do Cristiano Ronaldo a brincar, do Cristiano Ronaldo na “Cova da Irina”, do Cristiano Ronaldo a colocar o brinco, do Cristiano Ronaldo a mudar o risco ao penteado... enquanto “entram cavaleiros à garupa do seu heroísmo”, enquanto “soam brados e olés dos nabos que não pagam nada” e "entra muito dólar muita gente que dá lucro aos milhões"... (Sim! Faz cá muita falta o Ary!)
Aver-o-Mar é bem uma parábola sobre o país. Um país de muita gente esforçada, historicamente explorada e enganada, a quem os sonhos vão sendo roubados... e que fica a ver o mar, a ver navios, a ver a vida a andar para trás.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Há mulheres e velhos a mais! – E se matássemos uns tantos?




Este título, meramente provocatório, tem que ver com esta notícia.
Como é evidente que estou convencido que não é o excesso de mulheres e idosos que explica a brutal diferença de tratamento e atenção no SNS... fico à espera da (seguramente excelente) explicação para esta vergonha.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Ministro da “Saúde” – A realidade é uma coisa tramada!




O ministro do negócio da saúde, o Sr. Paulo Macedo, fez como costumam fazer os da sua laia: para justificar o injustificável e tentar esconder os interesses que estarão por detrás deste anunciado encerramento da Maternidade Alfredo da Costa, inventou “argumentos e razões”. Que é um luxo desnecessário, que está a mais, que o número de partos caiu para metade, etc., e tal...
Compreende-se o afã do Sr. Paulo Macedo em agradar aos seus ex-patrões e, previsivelmente, futuros patrões, assim que,  enquanto ministro, acabar a sua “comissão” ao serviço da troika e dos mercados... mas, infelizmente para ele, a realidade, pela boca de quem realmente sabe do que está a falar, veio desmenti-lo de uma forma humilhante.
Fica uma dúvida no ar: um governante que sobre um assunto de Saúde Pública mente tão completamente, é ignorante, é estúpido... ou é apenas mais um aldrabão acanalhado?

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Manuela Ferreira Leite – O asco


Decorria, na SIC-N, o programa “Contracorrente”. A pivot Ana Lourenço dirigiu uma pergunta diretamente a António Barreto:
- Perante esse diagnóstico e os oitocentos milhões... ou setecentos e cinquenta milhões... não acha abominável que se discuta se alguém com setenta anos tem direito à hemodiálise ou não?
Enquanto António Barreto ficou paralisado, embasbacado, sorrindo com a cara de parvalhão que se lhe conhece... a sempre ladina Manuela Ferreira Leite meteu rapidamente a colherada:
- Tem sempre direito, se pagar!
E foi por aí fora, debitando pela enésima vez a treta liberal segundo a qual não é possível ter um Serviço Nacional de Saúde gratuito para todos, e blá, blá, blá, blá, blá, blá... o que traduzido quer dizer que o que resta de classe média ainda com algum poder de compra deve juntar-se aos mais ricos, para ajudar a engordar o chorudo negócio privado da saúde, deixando o SNS sem meios, entregue aos “pobrezinhos” e à caridade.
Acho que já gastei todos os adjetivos adequados a esta figurona do PSD... e à hora a que escrevo não está nada aberto para ir comprar mais. Mesmo assim, não posso deixar de dizer que estas declarações (pelas quais os visados, muito justamente, exigem um pedido de desculpas) deixaram no ar aquele cheiro nauseabundo que empesta tudo, que se cola à roupa, que dá volta ao estômago... como se estivéssemos a passar por Cacia, ou Vila Velha de Ródão, num daqueles dias piores.
Não vou também perder tempo a desejar que a ex-governante (que já ultrapassou os setenta anos) se veja na situação de precisar de hemodiálise... e não ter dinheiro para a pagar.
Dizer ainda que, das duas fotografias que tinha da dona Manuela em pose de “República”, estive muito inclinado a publicar a outra em que, tal como no célebre quadro de Delacroix, ela empunha a bandeira com os gloriosos seios desnudados... mas graças ao titânico esforço conjunto e capacidade persuasiva de todos os deuses do Olimpo, acabou por prevalecer o bom senso!




quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Montemor-o-Novo – Não cruzar os braços...


Amanhã, sexta-feira 21 de Outubro, alguns montemorenses, espero que em grande número, estarão na rua em luta contra mais um possível ataque aos seus direitos, à sua saúde... à sua dignidade.
Se estiver por cá, pelas 18 h 30... o que (para já) é muito incerto, estarei presente. Será, muito provavelmente, a minha última participação numa destas iniciativas locais... pelo menos na qualidade de habitante da cidade de Montemor-o-Novo.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Governo Sócrates – Eles derem, derem...


O inexplicável governo do inútil Sócrates vai fazendo das suas diariamente, sempre igual a si próprio, mas há dias em que consegue ser ainda mais igual. Chega a notícia de que perante a despesa que representa o desperdício causado pelo facto de alguns doentes, sobretudo os doentes crónicos, com doenças mais dispendiosas de tratar, por vezes deixarem extraviar os medicamentos, ou aviarem novas receitas quando ainda não os acabaram, o Governo de Sócrates está a preparar uma solução. Muito bem! Evite-se o desperdício!
E então o que vai fazer o socretino Governo? Informatizar todo o sistema de receitas do SNS e cruzá-lo com os sistemas das farmácias? Controlar as datas das emissões de receitas, ou da  venda de medicamentos, para detectar possíveis sobreposições ou excesso de compras? Apoiar estes doentes, quase sempre idosos, ajudando-os a ter um melhor controlo sobre os medicamentos? Perguntar o que fazer a alguém que saiba dar sugestões melhores do que estas que eu dei?
Não! Está a estudar a hipótese de multar os doentes! Imagino que as multas para as velhotas que aviam em excesso as receitas do remédio para o coração venham a ser bem superiores à pensão de reforma, que é para aprenderem a não desperdiçar... e não se desculparem com confusões nem faltas de memória!!!
Fantástico, não é? A única coisa que ainda conseguiu "salvar" esta notícia sobre tão ascoroso plano governamental, notícia que nem sei bem como comentar, foi a acidental gralha que a versão virtual do Público trazia no texto, quando diz que «as farmácias dos hospitais vão verificar se os doentes vão buscar mais medicamentos quando ainda deviam terem alguns», gralha que me lembrou de um velho jogador de futebol (do Belenenses?), que no fim de um jogo mais duro, fez um comentário para a reportagem da rádio, que ficou famoso.
Adaptado para esta estória seria qualquer coisa como «eles lá que desperdiçarem, desperdiçarem... mas também forem multados que se...» ...mas na verdade isto só tem graça com o «eles lá que derem derem, mas também apanharem que se...» da estória original, aqui incompleta, por uma questão de decoro.
Ter-me lembrado disto... deve querer dizer que este Governo nos está, lentamente, a fazer enlouquecer... ou então sou só eu.