sábado, 16 de abril de 2011

Quem gosta de ser roubado?


O apelo do cartaz que anuncia esta concentração, parece simples. A adesão deveria ser imediata, numerosa... e unitária. 

De facto, quem gosta de ser roubado?
O busílis da questão está em passar da queixa ao protesto e do protesto à luta consequente contra os ladrões.
... e, já gora, levar a luta até ao voto!

Fernando Nobre – Nem a galinha quer ouvir falar dele...


Nota prévia: Com este regresso ao tema, que não será o último, não pretendo "massacrar" nenhum dos públicos apoiantes e mandatários da campanha presidencial de Fernando Nobre, tais como o Vitorino, o Luís Represas, a Margarida Pinto Correia, Paco Bandeira ou o Rui Veloso... se bem que destes todos, apenas o Vitorino me tenha intrigado bastante.

É verdade. Segundo notícias de última hora, a famosa galinha que corre esgazeada com um bocado de pão no bico, não vai votar em Fernando Nobre, em Lisboa... nem em parte alguma. Como um mal nunca vem só, não há bicho-careta, desde Soares até aos próprios “colegas" do PPD-PSD (embora uns bem mais do que outros) passando pelos “Homens da Luta”, que não manifeste abertamente vastas dúvidas sobre a utilidade desta “contratação” de Pedro Passos Coelho e muitos torcem mesmo nariz à geometria tão variável da espinal medula do tenaz candidato a Presidente da Assembleia da República. Tão candidato... que até ameaça amuar se os outros deputados não o elegerem para Presidente, coisa que, ao que parece, ele não sabia que não podia ser decidida por Passos Coelho... e abandona o lugar de deputado para que terá acabado de ser eleito. Evidentemente, Nobre abandonará o lugar de uma forma extremamente cívica e carregada de cidadania.
Há, porém, uma voz que não alinha nas críticas. Uma outra luminária política e ex-presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, acha que o apoio de Nobre é «positivíssimo», portanto, digo eu, a um pequeno passo de ser “positivérrimo”... ou mesmo “importantasso”. Acha mesmo mais: acha que o facto de Nobre já ter, em política, apoiado publicamente tudo o que mexe – excetuando os odiosos comunistas – é uma prova de que o homem é um verdadeiro «barómetro» do que é militância cívica.
Portanto, já sabem. Quando virem sobre as chaminés ou telhados esses artefactos, sempre criativos, sempre a guinchar com um som roufenho, sempre a rodar ao sabor do vento que sopre nesse momento... lembrem-se de que não são “cataventos”. São “barómetros”!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Paulo Portas – “Tridente” (curto improviso sobre o tema)


Uma das amigas sentadas à mesa na esplanada, não é muito chegada aos jornais, telejornais e notícias de uma maneira geral. Perguntou-nos:
- Quando vocês falam do Paulo Portas e dos submarinos, estão sempre a falar desse “tridente”... é “tridente” para cá, “tridente” para lá... que raio é que é isso do “tridente”?
- Amiga... a coisa já vai explicada no nome: “tri-dente”. "Tri-dente" é o tipo de sorriso que deveriam hoje exibir Paulo Portas e os demais envolvidos no negócio dos submarinos, se tivessem sido “devidamente recompensados”. Infelizmente... ainda não foram!

Muito se evoluiu desde o tempo em que eram pendurados. Agora são “suspensos”...


A vida mais recente da inenarrável Fátima Felgueiras dava uma banda desenhada cómica que bem poderia servir de ilustração para os tão férteis anos de governança “socretista”, tal o brilhantismo, a profundidade, a consistência política, o aprumo ético.
Agora, foi condenada a um ano e oito meses de prisão, por participação económica em negócio... mas com pena suspensa. O título que me dizia «Fátima Felgueiras vai recorrer da decisão» confesso que me assustou. Não querem lá ver que ela teve um baque de consciência e vai exigir cumprir a pena?!... Mas não. Era o costume... o que me trás às minhas habituais considerações.
Primeiro, adoro a expressão jurídica “participação económica em negócio” para caracterizar um crime, já que é uma forma maravilhosa de não dizer coisa nenhuma. Participação económica em negócio pode ir desde a minha bica da manhã (ou não estou a participar economicamente no negócio?) até este fantástico negócio do nosso cavacal Presidente.
Segundo, e perdoem-me a vasta ignorância jurídica, mas se o cidadão julgado não cometeu aquilo de que foi acusado, é absolvido, ilibado, desculpe qualquer coisinha... por aí. Se em tribunal se prova que cometeu o crime de que é acusado, mas o juiz acha que é pouco importante, que o réu é muito boa pessoa, sem antecedentes criminais, que foi sem querer, que está muito arrependido, que jura que foi a primeira e última vez... pode perdoá-lo, desculpá-lo, “vai e não peques mais”. Agora se tudo é provado e tudo é suficientemente grave para o réu ser condenado em um ano e oito meses de prisão... por que diacho é que a pena há de ser suspensa?
Seja como for, a indescritível Fátima está convencida de que tem razão, de que o que fez não foi nada de repreensível, que o dinheiro desviado e pago indevidamente não foi uma coisa nem outra e que, muito provavelmente, tudo não passa de uma campanha negra, coligação negativa, infâmia, etc., etc... como disse: uma excelente banda desenhada cómica para ilustrar os tão férteis anos de governança “socretista”.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Otelo – O homem que “fez sozinho” o 25 de Abril... e se arrependeu


(Otelo Saraiva de Carvalho)

Andei anos e anos a dizer que Otelo Saraiva de Carvalho é pouco mais do que um tolo autoconvencido com a mania das grandezas... e fui quase sempre bastante incompreendido por alguns amigos.
Otelo Saraiva de Carvalho veio finalmente em meu socorro. Agora basta-me dizer-lhes: 

Estão a ver?! Eu não dizia?!

João Oliveira e CDU - Mais uma campanha eleitoral


Assim que começou a tomar forma a “ameaça” de uma nova campanha eleitoral, assim que ficou claro que Sócrates não hesitaria perante nenhuma provocação, desde que que isso lhe garantisse a crise política que o transformasse em vítima em vez de culpado pela situação a que chegámos, em reincidente candidato em vez de simples ex-primeiro-ministro, com a perspetiva de poder continuar a governar, tomando todas as medidas que o grande capital exige que se tomem... mas podendo desculpar-se com a "culpa dos outros", as “ordens” do FMI e da “ajuda” externa... também eu decidi que não mudaria uma letra às posições que tomei em anteriores eleições, tanto autárquicas, como legislativas, ou as mais recentes presidenciais... mas com uma ligeira nuance:
Desta vez deixei “escapar” a informação de que me sentiria melhor não repetindo a experiência de ser candidato, ou mandatário, voltando à situação de apoiante, estatuto que (por motivos corriqueiros) as pernas, a coluna e o coração muito agradecem. Nunca saberei se iria ou não ser convidado... e isso não é importante. Aquilo que conta é que sou apoiante da lista da CDU para o distrito de Évora e de todos os homens e mulheres que, por todo o país, vão mais uma vez dar o melhor de si pelas listas conjuntas do PCP e dos Verdes e pelas ideias e sonhos que elas projetam para o futuro. Um futuro que se quer (e exige) melhor.
Só para “testar” as emoções desloquei-me a Évora para estar presente na apresentação da lista de candidatos. A equipa foi renovada, alguns elementos ainda são aqueles com quem já fiz campanha e, claro, como um bom trabalho deve ser reconhecido, o cabeça de lista continua a ser o João Oliveira.
Gosto muito do João Oliveira. Belo deputado, um poço de energia, sorriso aberto, simpatia sincera, convicções sem máscara, discurso fácil e claro. Evidentemente, o João Oliveira vai envelhecendo... caminhando a passos largos para se tornar mais um “dinossáurio” do PCP. Agora já tem 31 anos!
Resumindo... não me sinto nem por um momento (ninguém deve sentir-se!) menos responsabilizado, pelo facto de ser “apenas” apoiante. Se o fizermos de forma ativa, “contaminando” os mais próximos e lançando sementes de dúvida no cérebro de outros que ainda se julgam distantes... muito melhor!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Troikas e baldrocas


Dominique Strauss-Kahn, presidente do FMI, Jean Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu e Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, são as caras das três entidades que nos invadiram e tomaram o poder, a convite dos vendidos que nos "governam". São a “troika” que anda na boca dos nossos comentadores e jornalistas nas últimas horas.
Como temos um jornalismo televisivo tão parolo quanto subserviente, agora os telejornais têm equipas a seguir a “troika” para todo o lado, descrevendo cada passo, cada espirro, cada olhar dos seus elementos. Quanto tempo irá durar a paranóia jornalística?
A “troika” veio a pé do hotel até ao Terreiro do Paço.
A “troika” está a admirar as arcadas do Ministério da Finanças.
A “troika” está a entrar para a primeira reunião.
A “troika” agora vai almoçar.
A “troika” está finalmente embrenhada nos assuntos da coisa pública...
A “troika” agora foi à casa de banho... está com outros assuntos “entre mãos”...

Haja pachorra! Não nos bastava a gravidade da situação?!