Assim que começou a tomar forma a “ameaça” de uma nova campanha eleitoral, assim que ficou claro que Sócrates não hesitaria perante nenhuma provocação, desde que que isso lhe garantisse a crise política que o transformasse em vítima em vez de culpado pela situação a que chegámos, em reincidente candidato em vez de simples ex-primeiro-ministro, com a perspetiva de poder continuar a governar, tomando todas as medidas que o grande capital exige que se tomem... mas podendo desculpar-se com a "culpa dos outros", as “ordens” do FMI e da “ajuda” externa... também eu decidi que não mudaria uma letra às posições que tomei em anteriores eleições, tanto autárquicas, como legislativas, ou as mais recentes presidenciais... mas com uma ligeira nuance:
Desta vez deixei “escapar” a informação de que me sentiria melhor não repetindo a experiência de ser candidato, ou mandatário, voltando à situação de apoiante, estatuto que (por motivos corriqueiros) as pernas, a coluna e o coração muito agradecem. Nunca saberei se iria ou não ser convidado... e isso não é importante. Aquilo que conta é que sou apoiante da lista da CDU para o distrito de Évora e de todos os homens e mulheres que, por todo o país, vão mais uma vez dar o melhor de si pelas listas conjuntas do PCP e dos Verdes e pelas ideias e sonhos que elas projetam para o futuro. Um futuro que se quer (e exige) melhor.
Só para “testar” as emoções desloquei-me a Évora para estar presente na apresentação da lista de candidatos. A equipa foi renovada, alguns elementos ainda são aqueles com quem já fiz campanha e, claro, como um bom trabalho deve ser reconhecido, o cabeça de lista continua a ser o João Oliveira.
Gosto muito do João Oliveira. Belo deputado, um poço de energia, sorriso aberto, simpatia sincera, convicções sem máscara, discurso fácil e claro. Evidentemente, o João Oliveira vai envelhecendo... caminhando a passos largos para se tornar mais um “dinossáurio” do PCP. Agora já tem 31 anos!
Resumindo... não me sinto nem por um momento (ninguém deve sentir-se!) menos responsabilizado, pelo facto de ser “apenas” apoiante. Se o fizermos de forma ativa, “contaminando” os mais próximos e lançando sementes de dúvida no cérebro de outros que ainda se julgam distantes... muito melhor!