sexta-feira, 15 de abril de 2011

Muito se evoluiu desde o tempo em que eram pendurados. Agora são “suspensos”...


A vida mais recente da inenarrável Fátima Felgueiras dava uma banda desenhada cómica que bem poderia servir de ilustração para os tão férteis anos de governança “socretista”, tal o brilhantismo, a profundidade, a consistência política, o aprumo ético.
Agora, foi condenada a um ano e oito meses de prisão, por participação económica em negócio... mas com pena suspensa. O título que me dizia «Fátima Felgueiras vai recorrer da decisão» confesso que me assustou. Não querem lá ver que ela teve um baque de consciência e vai exigir cumprir a pena?!... Mas não. Era o costume... o que me trás às minhas habituais considerações.
Primeiro, adoro a expressão jurídica “participação económica em negócio” para caracterizar um crime, já que é uma forma maravilhosa de não dizer coisa nenhuma. Participação económica em negócio pode ir desde a minha bica da manhã (ou não estou a participar economicamente no negócio?) até este fantástico negócio do nosso cavacal Presidente.
Segundo, e perdoem-me a vasta ignorância jurídica, mas se o cidadão julgado não cometeu aquilo de que foi acusado, é absolvido, ilibado, desculpe qualquer coisinha... por aí. Se em tribunal se prova que cometeu o crime de que é acusado, mas o juiz acha que é pouco importante, que o réu é muito boa pessoa, sem antecedentes criminais, que foi sem querer, que está muito arrependido, que jura que foi a primeira e última vez... pode perdoá-lo, desculpá-lo, “vai e não peques mais”. Agora se tudo é provado e tudo é suficientemente grave para o réu ser condenado em um ano e oito meses de prisão... por que diacho é que a pena há de ser suspensa?
Seja como for, a indescritível Fátima está convencida de que tem razão, de que o que fez não foi nada de repreensível, que o dinheiro desviado e pago indevidamente não foi uma coisa nem outra e que, muito provavelmente, tudo não passa de uma campanha negra, coligação negativa, infâmia, etc., etc... como disse: uma excelente banda desenhada cómica para ilustrar os tão férteis anos de governança “socretista.

7 comentários:

Maria disse...

Esta 'coisa' já tresanda!
É esta mesma justiça que pode prender e condenar por furto alguém que roube um pão apenas porque tem fome...

Abreijos.

relogio.de.corda disse...

Gostei da analogia pendurados versus suspensos. Mudam-se os tempos mudam-se os castigos (para coisinhas mais soft,diga-se).
Já repararam como a Fatinha tem as suas mãos? Parecem garras de unhas afiadas!!! Ahhh e a expressão do seu olhar?! ... chiça que a mulher mete medo ao susto!!

Graciete Rietsch disse...

A indescritível Fátima lá vai levando a água ao seu moinho sabe-se lá por que artes.
É bem um exemplo de todos estes governos socretinos ou aparentados.

Um beijo.

Fernando Samuel disse...

A pena suspensa é um desafio à continuação da... «participação económica em negócio»...


Um abraço.

Antuã disse...

Quem rouba um pão é um ladrão, quem rouba milhões é uma pessoa inteligente. Esta é amoral capitalista.

Anónimo disse...

Samuel
A piquena só foi passar umas férias ao Brasil.
Vitor sarilhos

Suq disse...

A filha jornalista na RTP, em plena Rua do Carmo, entrevista transeuntes. Eis senão quando questiona:

- O custo de vida aumentou?
- Sim e ainda mais porque estou desempregada!
- Em que classe social se situa: baixa, média ou alta?

Digo eu e se fosse prá mâezinha que ...