quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Campeões... da desigualdade


Diz-me o Correio da Manhã online (entre outros) que Portugal é o país mais desigual da Europa. Aquele em que o fosso que separa os muitos muito pobres dos poucos muito ricos é mais obsceno. Aquele em que a canalhice produz efeitos práticos mais visíveis... e as novas "taxas moderadoras" aí estão para o reforçar. Aquele em que o capitalismo nem se dá ao incómodo de disfarçar a selvajaria.
É uma vergonha que deveria fazer corar tanto aqueles que tudo têm feito para afastar Portugal dos ideais de Abril, como aqueles que, podendo fazer alguma coisa contra isso... pouco ou nada fizeram.
Como mera curiosidade, sou ainda informado que dos poucos países do mundo em que a situação de desigualdade é ainda mais criminosa, o Chile está em primeiro lugar. Pode não querer dizer nada. Pode haver uma tonelada de explicações económica e politicamente “doutas”... mas não deixa de ser interessante verificar que o estado da economia chilena actual é um produto dos cérebros dos famosos neoliberais que ficaram conhecidos como “Chicago boys”, os tais que foram oferecer o “milagre económico” ao assassino Pinochet, depois dos seus patrões em Washigton terem patrocinado o golpe militar que vitimouAllende e milhares de chilenos.
Finalmente, é igualmente interessante lembrar que estes “Chicago boys”, encabeçados pelo seu mestre Milton Friedman, são os ídolos económico/políticos dePassos Coelho e dos seus mais diretos cúmplices.
Isto explica muito do que nos está a acontecer!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

As almofadas


Confesso que o facto de ter acesso à internet apenas de vez em quando e por breves minutos, somado à confusão de uma mudança de casa e da quase total privação de televisão... tudo junto não é de todo o melhor cocktail de circunstâncias para ter uma ideia precisa daquilo que se passa.
Uma coisa, no entanto, é constante a cada passagem pela frente de um televisor, nalgum café, ou das “gordas” dos jornais: tanto o “opositor” Seguro, como o senhor dos Passos (de Coelho) não se calam com a existência, ou a ausência, ou mesmo a disposição daquilo a que chamam, obcessivamente... “almofadas”.
Isto é uma nova forma de governo e de oposição... ou andam mesmo a fazer-nos a cama?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Passos e o Europeu





Pedro Passos Coelho, que em vez de um político a exercer o cargo de primeiro-ministro de um pais soberano, mais parece um “gestor de massa falida” (sim, às vezes o Pacheco Pereira acerta) diz-se «sem medo de greves e disposto a todas as batalhas»... para “justificar” os consecutivos ataques aos trabalhadores.

Aquilo que, de momento, o traz verdadeiramente apreensivo (digo eu...) é o resultado do sorteio que colocou a Selecção Nacional no mesmo grupo da Alemanha, para a luta pelo próximo título europeu de futebol.

Compreende-se. Com que cara é que Passos Coelho vai andar a lamber os sapatos, ou mesmo o anafado rabiosque, a Angela Merkel... ao mesmo tempo que milhões de adeptos da Selecção portuguesa gritam desalmadamente contra os alemães?

Isto, quando até o futebol atrapalha, não é nada fácil!

domingo, 4 de dezembro de 2011

Pete Seeger por Peter, Paul and Mary – Se eu tivesse um martelo...



Se eu tivesse um martelo...
Se eu tivesse um sino...
Se eu tivesse uma canção...
O martelo da justiça
O sino da liberdade
A canção do amor
entre os meus irmãos e irmãs
de toda a Terra

A nossa banda sonora para este Domingo é uma pérola escrita pelo grande Pete Seeger e por Lee Hays. É um hino de uma época em que muitas consciências se abriram para a vergonha da guerra, do racismo, da exploração... ainda que poucas se tenham mantido fieis a essa abertura e tomada de consciência.

A canção foi estreada em público, em 1949, cantada pelo próprio Pete Segeer e por Lee Hays, num jantar de apoio a vários dirigentes do Partido Comunista dos Estados Unidos que enfrentavam, em tribunal, acusações de tentativa de derrube do governo dos EUA (por lá, um eufemismo para acusação de traição).

Pete Seeger, fazendo de conta que já esqueceu o brutal boicote de que era vítima naquele tempo de chumbo que se vivia nos EUA nos anos 50, princípio dos anos 60, diz, no princípio do vídeo, que durante algum tempo, depois de escrever esta canção, esteve convencido de que ela não seria lá grande coisa... até que os “Peter, Paul and Mary” a gravaram e ela “levantou voo”. E como levantou! A ajuda da popularidade do grupo entre as novas gerações foi preciosa e este “If I had a hammer” aqueceu muitos e muitos milhares de gargantas, um pouco por todo o mundo... e também a minha. Foram gravadas mãos-cheias de versões, em vários idiomas. Uma, até, por Victor Jara, com o nome de “El martillo”, versão que se pode ouvir AQUI.

Bom Domingo!

“If I had a hammer” – Peter, Paul and Mary
(Pete Seeger/Lee Hays)



sábado, 3 de dezembro de 2011

Carlos Costa – Mudança de patrões…



O contabilista Carlos Costa (contabilista… mas sabe o que é “crowding out”) ainda há pouco tempo foi colocado por José Sócrates na cadeira principal em frente à farta gamela do Banco de Portugal. Agora, quando acha que já não precisa do PS para coisa nenhuma… vai ao Parlamento ser malcriado com um deputado socialista, Galamba de seu nome e que, diga-se, é um arruaceiro que merece largamente todas as que lhe caiam em cima.


Já não há gratidão… é o que é!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Dia da “restauração”



E assim chegamos ao dia 2 de Dezembro. Ontem foi o Dia da Restauração. Provavelmente, foi o último. O último… comemorado com um dia feriado, entenda-se. O 1º de Dezembro é um dos feriados que este governo tenciona abolir.

Desde que aprendi na escola que então se chamava “primária” o que era o 1º de Dezembro, comecei a fazer trocadilhos e piadas com o “Dia da Restauração” e o sector da dita restauração. Hoje não o farei. A situação dramática em que este governo de ladrões acaba de colocar todo um sector de actividade, com a subida do IVA para 23%, colocando (como bem observou alguém ligado àquela actividade) uma simples sopa ao mesmo nível de taxação de um relógio de ouro e diamantes da Cartier, ou de um qualquer produto da Prada, confesso não saber o que mais depressa irá ser “abolido”; se o feriado, se muitos milhares de postos de trabalho, em muitas e muitas centenas de pequenos restaurantes e cafés que serão forçados a fechar as portas.

Entretanto, como se alguém tivesse encomendado um número de palhaços para assinalar o dia... o senhor Artur Santos Silva, que, ironicamente, foi presidente da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (curiosamente, o 5 de Outubro parece ser o outro feriado a abolir) resolveu partilhar connosco um dos seus mais profundos pensamentos: «os feriados podem ser assinalados... trabalhando».

Claro que sim, senhor Artur! Também o senhor bem que poderia pensar calado. Porque diabo não o fez?!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Cavaco - E se se exportasse ele próprio?!




Cavaco gosta muito de apelar. Volta não volta lá está ele a apelar para uma coisa qualquer. Desta vez «Cavaco apela à exportação da agricultura portuguesa».

Bela ideia! Não há-de ser assim tão difícil… os agricultores portugueses já por lá andam… foram quase todos "exportados". Primeiro pelas políticas do fascista Salazar. Agora, pelas políticas de fascismo económico do próprio Cavaco e dos restantes lacaios do capital apátrida.