sábado, 3 de março de 2012

SCUT e Álvaro Santos Pereira... o descarado


Uma queixa apresentada por Aveiro a Bruxelas, contra a cobrança de portagens nas antigas SCUT, originou uma tomada de posição por parte das instâncias europeias. Rapidamente foram divulgadas duas interpretações da tomada de posição de Bruxelas:
1ª (A dos queixosos) – Bruxelas considera as portagens ilegais e pode até processar o Estado português.
2ª (A do ministro) – O inenarrável Álvaro Santos Pereira diz, insolente, que a proibição é apenas para os descontos que o governo concede a alguns residentes...
Primeira reflexão: Isto lembra por demais as técnicas de contagens de participantes em manifestações ou greves.
Segunda reflexão: Alguém, um dia destes, vai mesmo ter que perder a paciência a sério com este ministro e este governo... a ver se isto toma tino!

sexta-feira, 2 de março de 2012

Manter a cenoura à vista...


A Standard and Poor’s, seguindo certamente uma política de manutenção da cenoura a uma distância "aceitável" do burro, vem dizer mais umas coisas sobre Portugal. Desta vez, pretensamente simpáticas.
Diz que Portugal tem capacidade para cumprir, que o que estraga tudo é o excesso de austeridade e a falta de crescimento económico blá, blá, blá...  Ah... e, claro, que é diferente da Grécia.
Sobre a questão da Grécia estão carregados de razão. A começar em coisas realmente importantes, como a temperatura da água do mar... e continuando com frivolidades, como a História... as diferenças são aos magotes.
Agora o resto, vindo de uma das agências que têm, repetida e deliberadamente construído o clima constante de crise, anunciando desgraças que depois se esforça for fazer cumprir com as suas notações negativas sobre tudo o que se mexa em Portugal... é um mistério. Provavelmente, só explicável pela tal política de manter a cenoura a uma distância "aceitável" do burro... não vá ele perder o interesse, parar, desatar aos coices, sabe-se lá...

Mas pronto... o que é que eu sei sobre agências de notação?!

quinta-feira, 1 de março de 2012

E depois? Não é o que fazem todos?


E condena muito bem!
O que é admirável nesta notícia é a predisposição das autoridades para, escoradas numa alegada legalidade, acharem normal e aceitável que médicos, desde que a trabalhar no sector privado, se deixem subornar pelos laboratórios farmacêuticos, no sentido de darem preferência a este ou aquele medicamento, em detrimento de outros de igual qualidade, quando passarem as receitas.
Infelizmente, estas “autoridades” são apenas o reflexo da triste “flexibilidade” que a sociedade portuguesa tem para com a corrupção.
“Ai aceitou dinheiro? Fez muito bem! Não é o que fazem todos? Eu se pudesse, fazia o mesmo!”
“Deixou-se subornar a troco de umas férias e de uns presentes? Quero lá saber! Enquanto me tratar como deve ser...”
E, desgraçadamente, este tipo de desculpabilização, por vezes quase admiração pelos corruptos, vai subindo, subindo, subindo... até chegar às figuras do Estado, que acham normal enriquecer à custa do que fizeram (ou não fizeram) enquanto foram ministros, secretários de estado, autarcas...

A Elis teria gostado...


A minha namorada chegou a casa, há uns dias, assaz divertida com uma coisa “muito original” que tinha ouvido ao passar pelas gigantescas obras da escola secundária aqui do bairro.
Não querem lá ver que ainda existem piropos originais... pensei eu... mas não! Era coisa muito mais original do que isso. Ao passar pelas obras, ouviu um grupo de operários, muito provavelmente, brasileiros, cantando em coro.
É aqui que entra a originalidade. Quando seria espectável, quase natural, que os homens estivessem massajando o ego nacional, trauteando o avassalador (e insuportável... mas isso é o meu mau feitio) êxito musical do seu compatriota Michel Teló, “ai se eu tchi pego, ai, ai, se eu tchi pego”, então não é... que não?! Por qualquer conjugação instantânea dos astros, os nossos amigos, todos “cobertos” de tinta, cimento, dificuldades e saudades de casa, cantavam em coro “sou caipira pirapora nossa Senhora de Aparecida, ilumina a mina escura e funda, o trem da minha vida”... o refrão da grande cantiga “Romaria”, imortalizada pela Elis Regina.
É isto um estudo sócio-musical credível? Não. É, sequer, um estudo? Não. Isto revela uma qualquer tendência? Não.
...mas convenhamos que é interessante pensar que, por qualquer força do acaso, durante um pequeníssimo espaço na vastidão da linha do tempo, aqueles operários em construção cantaram e sentiram uma música infinitamente melhor do que a que canta e ouve, todos os dias, a todas as horas, a esmagadora maioria dos adolescentes que frequentam a escola que eles estão a (re)construir.
A Elis teria gostado...

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O Relvas


Estava eu entretido a pensar, ao ver as “novas previsões” do Gasparzinho, que aquilo que nos safa é que estes bandalhos que nos governam são “muito melhores” a fazer previsões dos que os que os antecederam... quando vi a notícia que realmente me impressionou... e que embora tendo também o dedo do Gasparzinho, é a cara chapada do seu criador e mais importante figura deste governo: o Relvas.
É de antologia ver o ar de gozo e triunfo com que o Relvas anunciou ter exigido aos municípios a revelação das suas contas, num prazo de não sei quantos dias. Como se as contas das autarquias não fossem já regularmente divulgadas e inspecionadas!
Na cabeça “afascistada” do Relvas, que por qualquer razão, parece odiar o poder autárquico, mesmo quando entregue ao PSD, as autarquias e a sua autonomia são um problema a abater... e os presidentes deviam ser nomeados, à moda de Salazar, mas agora, obviamente, pelo Relvas.
O Relvas sabe que o endividamento de todas a autarquias juntas é uma gota de água no endividamento geral do país, mas isso não o impede de, com o prazer que se viu nas imagens, infligir, de forma acanalhada e populista, esta humilhação ao Poder Autárquico Democrático.
O Relvas é um protofascista!
O Relvas não presta!
O Relvas (como se pode bem ver pela fotografia aqui em cima) cheira mal!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A importância


(“Reportagem” da visita de Obama às Lages, na Ilha Terceira, por um “fotógrafo” desconhecido)

O senhor Miguel Monjardino, professor do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica, considera que «a redução da presença norte-americana na Base das Lajes, Açores, é um sinal de que a Europa se tornou menos importante para Washington».

Poderá até ser... mas há diferente maneira de ver a coisa.

Para mim, por exemplo... e para não ir mais longe, um grande sinal da importância da Europa, de Portugal e das Lages em particular, seria não ser aí permitida a instalação de bases militares dos EUA... e isto independentemente de simpatias, alianças, o que quer que fosse.

Ou então eu estou muito mal informado... e ao abrigo dessas “amizades”, Portugal também tem uma base militar em território norte-americano. Quem sabe?...

António José Seguro – Austero... e inteligente


Que diacho será esta coisa da “austeridade inteligente”, que António José Seguro anda a vender?
Será o contrário de “bem-estar estúpido”?
A febre e as dores de garganta não me deixam concentrar devidamente... mas garanto que hei de tirar isto a limpo.