quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Passos Coelho – Eh!... Eh-eh!... Eh... cultura linda!!!





Passos Coelho, embalado por mais uma vaia, desta vez de estudantes, resolveu fazer uma rápida “decoração de exteriores” às bacoradas que tinha para vender sobre os destinos do país... citando Luís de Camões.
Já reparei que alguns membros do governo gostam muito de citar. Citam a torto e a direito... e desta vez o azar calhou ao pobre do Camões.
Observando o ódio vesgo e vingativo que alguns destes governantes dedicam à cultura, bastando para isso ver como sorrateiramente, por entre justificados encerramentos e cortes de apoios a Fundações diversas, aproveitaram para propor a destruição de instituições produtoras de cultura, nalguns casos, entidades e estruturas absolutamente viáveis, ou pura e simplesmente insubstituíveis... parece-me que esta constante vontade para citar a cultura é, digamos, bastante “tauromáquica”:
Citam de longe!

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Durão Barroso – Pensar com os pés...


Confirmando mais uma vez que a arte dos clichés é uma coisa bastante fofa, Durão Barroso achou que o facto de estar a falar para uma plateia com muitos jornalistas brasileiros, justificava transformar tudo o que se passa com os países da União Europeia e com a Moeda Única... em imagens ligadas ao futebol.
Assim, pudemos assistir a um verdadeiro festival de termos como “prolongamento”, “golos”, “jogadores europeus”, “segunda parte”, “expulsões”... ... ...
Cada qual fala como quer! Ainda assim...
1. Se o Presidente da Comissão Europeia vai começar a falar futebolês, não seria melhor (e muito mais divertido!) colocar lá o Rui Santos?
2. Não seria melhor nomear o grande Cândido de Oliveira para Presidente do Conselho Europeu? Eu sei... eu sei que o senhor já morreu, mas não mais do que o actual Presidente Herman Van Rompuy...
3. Se realmente tudo na Europa se vai reger pelas regras do futebol, não estaria na altura de começarmos a falar seriamente da descarada batota, dos roubos de secretaria, dos resultados combinados e da generalizada corrupção entre os “dirigentes, jogadores e árbitros”?
Ah... e se resolverem transformar os parlamentos em estádios... temos um exército de desempregados para garantir a manutenção. Se alguém percebe de “relvas”, somo nós!

Adenda: Sou tão nulo em matéria futebolística, que tinha trocado o nome ao senhor Cândido de Oliveira. Felizmente, há amigos atentos e dispostos a ajudar... :-)


terça-feira, 25 de setembro de 2012

EUA & Mitt Romney – E porque não abrir as “janelas” dos submarinos...


Como se não bastassem as humilhações que qualquer cidadão norte-americano decente já passa, fruto das sucessivas acções mais do que qustionáveis dos seus governos, no quadro internacional, ainda tem que passar a vergonha “planetária” de estar a arriscar vir a ter como Presidente um paspalhão como Mitt Romney que, para além do potencial criminoso que já revelou ser, é uma besta capaz de se indignar pelo facto de não ser possível abrir as janelas dos aviões comerciais... durante os voos.
Francamente... não lhes chegava o vexame que a inenarrável Sara Palin os fez passar há tão pouco tempo?
Francamente... haverá alguma cláusula especial nos estatutos do Partido Republicano, que obrigue os seus candidatos presidenciais a terem uma cultura de paralelepípedo de estrada e um Coeficiente de Inteligência ao nível das amebas?
Adenda: Não, não trata aqui de arrogância pseudo-cultural! Infelizmente, um país que tem um ministro como Miguel Relvas... não pode ter o topete de ser culturalmente arrogante com nenhum país do mundo!

Governo Passos/Portas – Abstracções...


Na minha qualidade de “cigarra”, já habituado a ser insultado por gente que não me merece o mínimo respeito, uma "cigarra" com tempo livre para abstracções destas e tendo no canto e nas letras, há já quarenta anos sem interrupção, a única saída profissional para fazer de “formiga”, exactamente como todas as “formigas” que vivem do seu trabalho e com quem tenho feito o caminho lado a lado, pergunto-me muitas vezes o que fará os parasitas como aqueles que nos têm vindo a governar, levantarem-se todos os dias para irem para os seus gabinetes.
Patriotismo, definitivamente, não é! Um bando que trai vergonhosamente o seu próprio povo e vende o património do país à velocidade a que eles o fazem, um bando que de tal maneira se submete aos interesses contrários ao interesse nacional... só por um qualquer exercício de humor negro pode declarar-se patriota.
Pela glória, também não! Um bando de miseráveis que, qualquer dia, já nem poderá ir fazer uma “mijinha” a uma casa de banho pública, sem ter à porta uma manifestação e um coro de vaias, sabe que ficará na História como um lamentável grupo de canalhas e lacaios que não fizeram mais do que merecer a rejeição, o desprezo e o asco daqueles a quem, venal e friamente deram cabo das vidas.
Donde, só pode ser pelo dinheiro! Eu sei que eles não ganham grandes ordenados enquanto estão no Governo, logo, como tantos que vieram antes deles, estão à espera dos multimilionários tachos que, invariavelmente, estão reservados para quantos, como eles, fazem tantos e tão valiosos “jeitos” aos grandes patrões do mundo.
Resumindo... e para ser parco e comedido nas palavras, são lacaios, são bandidos, são corruptos, são lixo!!!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Sim... infelizmente, por vezes, a irritação pode tingir a ironia com algum sarcasmo


Não sei porque diacho é que a CGTP diz que o Governo está, mais uma vez, a «enganar os portugueses» quando para “compensar” a desistência do roubo de 7% dos ordenados dos trabalhadores, para oferecer ao patronato... tenciona intensificar o roubo exactamente aos mesmos, mas fingindo que rouba com outra mão e de outro bolso, isto ao mesmo tempo que repete estar a “estudar” a taxação daqueles que sempre ficaram (e ficarão) de fora dos sacrifícios.
Realmente, como é que a merdalhice das propostas da CGTP (com que o Gaspar “concorda”???), propostas de medidas que, contas feitas, poderiam arrecadar para o Estado cerca de 6.000 milhões de euros, pode competir com a genial proposta dos patrões, de um aumento de 30‰ no tabaco que, segundo eles, poderia render a fabulosa quantia de 485 milhões de euros?
Poderia... é a palavra chave, já que eles sabem (e se não sabem deviam saber!) que isso não vai acontecer. Se o tabaco for mais uma vez aumentado de uma forma tão brutal o resultado vai ser exactamente o mesmo que se seguiu aos últimos aumentos: a receita fiscal, em vez de subir, desce, em consequência da grande quebra do consumo.
Mas isto digo eu, que tenho aqui uma tal resma de diplomas de licenciaturas e mestrados em economia... que a bem dizer já nem sei onde os hei-de pôr!

Miguel Macedo – Sim... e porque não?! *


Desde que atingi a idade para compreender, realmente, as implicações e o significado na vida real das pessoas, de "fábulas" com um suposto fundo moral, como a famosa e, convenhamos, bastante reaccionária, sobre “A cigarra e a formiga”, escrita por La Fontaine... que muitas vezes fantasio a possibilidade de, tal como numa famosa anedota (que não vem ao caso), ter a sorte de poder encontrar algures o famoso autor... e mandá-lo bardamerda.
O bando de criminosos que ainda está no Governo faz de conta que não sabe que a origem de mais esta crise internacional, que se abateu ainda com maior violência sobre países com a dimensão e fragilidade de Portugal, deve-se aos crimes económicos dos seus patrões e do seu “deus” capital... e não à preguiça dos seus trabalhadores.
Se há costume nojento de alguns “tugas”, é esta mania antiga e asquerosa de estar constantemente a mandar os outros trabalhar, inventando até frases-feitas a propósito, como a famosa “para quem quer trabalhar há sempre trabalho”... ainda que vejam os seus semelhantes a passar fome e a engrossar as filas do desemprego, aos milhões.
Quase sempre, estes alarvidades saem da boca de parasitas e inúteis que, ou não fazem a ponta de um corno, ou vivem como nababos à custa da exploração do trabalho dos outros.
O inútil que ainda faz de ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, resolveu engrossar as fileiras destes parasitas e inúteis, ao vir acusar os portugueses de serem os culpados pelos erros monstruosos do seu Governo... chamando-lhes, insolentemente, num acto de miserável provocação reles, ressabiada, e de quem está já de cabeça perdida, «um país com muitas cigarras e poucas formigas».
E eu todo este tempo a pensar que o problema do país era estar a ser governado por uma vara de suínos!...
* Sim... e porque não? Se as cabras podem ser equilibristas, os cães dançarinos e os ursos andar de bicicleta... porque não poderia um porco citar os “clássicos”?

domingo, 23 de setembro de 2012

Stacey Kent – Uma pausa para refrescar... e seguir viagem


Ao longo da vida fui alvo de várias atenções do Júlio Isidro, um profissional de rádio e televisão que, numa época em que os cantores como eu pareciam sofrer de lepra (uma situação tão grave e real, que fez muitos mudar de caminho) nunca deixou de me convidar para os seus programas e de divulgar a minha voz. Fico a dever-lhe mais uma: ter-me lembrado há poucas horas a Stacey Kent que, por pura distração, andava injustamente afastada das minhas audições.
A Stacey Kent é uma jovem norte-americana atípica. É culta e alimenta um interminável interesse por outras culturas e línguas. Isso explica, provavelmente, o facto de os vários prémios e tremendos elogios da crítica que já recebeu, serem maioritariamente ingleses, franceses...
A atração pela música francesa levou-a a adquirir um francês invejável. Da mesma maneira, a paixão que “contraiu” pela música brasileira fê-la não achar suficiente ficar-se pelas versões em inglês e francês de canções como “Águas de Março”... e aí a temos, com o seu português cheio de pronúncia brasileira, a descobrir e a encantar-se com Portugal e a incluir no mais recente disco “O comboio”, uma canção com letra do poeta português António Ladeira.
Nos vídeos que partilho hoje, podemos ouvi-la (só ouvir também é bom!) cantar a pérola escrita e interpretada em 1971 por Carole King e tornada ainda mais famosa na versão de James Taylor,“You’ve got a friend”... e a atrever-se a cantar em francês uma daquelas canções que se julgaria só serem possíveis na voz da autora, Barbara, “Le mal de vivre”.
Já disse que a Stacey é uma norte-americana atípica. É-o também enquanto cantora de jazz, um género de artistas de quem muitas vezes se esperam verdadeiros números circences em palco e fogos de artifício vocais. Com ela, não! Com ela só há a melodia recriada sobriamente, com extremo bom gosto e um admirável respeito pelos autores, as letras (que ela diz tornarem a sua vida melhor)... e a voz doce.
Ouvir Stacey Kent tem o mesmo efeito de bálsamo que tinham alguns beijos sobre as nossas infantis feridas... reais ou imaginárias.
Bom domingo!
“You’ve got a friend” – Stacey Kent
(Carole King)



“Le mal de vivre” – Stacey Kent
(Barbara)