quarta-feira, 3 de julho de 2013

“Governo” português – Triste figura!


Quão subserviente, lacaio, capacho, invertebrado, molusco, nojento, indigno, cobarde, vendido... entre outras coisas (mas essas não posso provar)... tem que ser um “governo”, para estar disposto a fazer a vergonhosa figura que fez o “governo” português, de cócoras e de calças na mão perante o poder imperial dos EUA, nesta estória lamentável envolvendo o avião oficial do Presidente da República da Bolívia?

Passos Coelho – Boletim clínico


Este indivíduo está sob o efeito (irrecuperável a curto prazo) de poderosos alucinogénios!
Este indivíduo comporta-se como um garoto com distúrbios comportamentais que o impelem a destruir, compulsivamente, tudo o que o rodeia!
Ainda que possa ser mais curial removê-lo do poder pela via da constitucional “moção de censura”... pergunto se não seria mais rápido e até mais humano... removê-lo do poder com a ajuda de uma equipa de enfermeiros do Hospital Júlio de Matos.
Agora a sério... acabou-se a pachorra!
Mas... havendo eleições, que se faça o possível por alterar a correlação de forças, no sentido de se poder desenhar um amanhã com o princípio de uma outra prática política. Pode não ser um “amanhã que canta”... mas, que diabo!, mesmo que não cante (ainda) maravilhosamente... pelo menos que não desafine desta forma pavorosa que suportamos no presente.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Paulo Portas - Um a um...


Este governo é um corpo leproso em fase terminal!
Paulo Portas é apenas mais um pedaço, podre, que cai!

Jennifer Lopez – Vida difícil!


Jennifer Lopez, a multimilionária cantora, actriz, produtora e empresária norte-americana de raiz latina, apanhou um “tareão” nas redes sociais por ter ido cantar para um tal Gurbanguly Berdimuhamedow, presidente do Turkemenistão. Dizem os indignados admiradores da artista, que ela não tinha nada que ir cantar para um gajo que não respeita os direitos humanos e que é um bruto e um ditador e tal…
A coisa foi de tal modo, que a pobre  já pediu desculpas urbi et orbi.
Pode ser tudo verdade. A verdade é que, por falta de elementos, não tenho opinião sobre o indivíduo em causa e muito menos sobre o facto de Jennifer Lopez ter ido cantar para ele.
Agora o que eu não entendo é como é que a artista vai continuar a trabalhar no seu próprio país, os EUA, um país onde se deixam milhões de cidadãos à mercê dos elementos, sem acesso a serviços de saúde e sem apoios de qualquer espécie.
Não sei como vai ter coragem de continuar a trabalhar sob o regime de Obama, um presidente que pratica alegremente a tortura nas suas prisões, prisões como a de Guantanamo, onde mantém centenas de prisioneiros sem qualquer culpa formada, um regime que invade países por interesses económicos, para lhes roubar, ou pelo menos, controlar e explorar os recursos naturais.
Não sei como terá cara para cantar para um presidente cujo regime não hesita em mandar assassinar adversários políticos, pouco se importando com o facto de, no decorrer dessas operações de assassinato, acabar por chacinar centenas de crianças, mulheres e homens cujo único pecado (mortal) foi o facto de viverem perto dos inimigos dos EUA.
Não sei como terá lata para encarar o seus colegas internacionais, artistas de países cujas instituições e cidadãos são miserável e ilegalmente espionados pelos serviços secretos do regime de Obama, uns bandalhos que não hesitam em violar comunicações, dados, vidas privadas… e até censurar jornais estrangeiros.
Ainda bem que Jennifer Lopez já está “podre” de rica… pois se passar a observar este rigor em futuros contratos… não lhe auguro um grande futuro em termos de trabalho.

Vítor Gaspar


... e a leve impressão de que já vai tarde. *
A esperança de que o demissionário Gaspar vá parar com os costados à prisão, por “serviços prestados” na delapidação dos recursos do país... é (por enquanto) uma utopia, evidentemente! Já a nomeação de Maria Luís Albuquerque, enterrada até ao pescoço no lamaçal dos SWAP, não tem, para já grande explicação... a não ser, provavelmente, o reconhecimento da única qualidade que a torna apta para o novo cargo no governo... e que é a capacidade para ir ao Parlamento mentir descaradamente aos deputados, sem corar, nem pestanejar.
Mas pronto... como já escrevi noutro lugar, poderia ter sido pior. Podiam ter ido buscar o Oliveira e Costa do BPN...

* Para além de isto ser uma certeza, não uma “impressão”... e muito menos “leve”, não posso deixar de pedir desculpa ao Chico Buarque por conspurcar a sua bela canção, “Trocando em miúdos”, misturando-a com as manobras destes bandalhos.


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Adenda... em forma de post


Imagino que se tivesse atirado um desperdício molhado em gasolina e a arder para uma cave coalhada de ratazanas ou cobras... o efeito seria mais ou menos o mesmo que o texto anterior provocou em certos candidatos a comentadores.
Dos já cerca de quinze que enviei para o seu lugar natural, o lixo, deixei passar apenas o do “anónimo das 3:36” que, numa demonstração de estupidez digna de um velho portão de quinta, insinua que fui eu que inventei a notícia que vem no jornal (de que fiz o link) e que passou, pelo menos, num telejornal. Como se não bastasse, coloca a hipótese de, a ter acontecido o que aconteceu, dever ser por todos os moradores serem “comunistas”, pois segundo o seu cérebro apodrecido, os comunistas «são os únicos racistas em Portugal». Depois... ladrou umas saudações e voltou para debaixo da pedra onde vive.
Mas não é deste pobre infeliz que quero falar!
Os outros, que o decoro me aconselhou a apagar, reagiram como as tais ratazanas ou cobras: em grande confusão de movimentos, muita fúria e guincharia. Os tais “comentários” foram um misto de escatologia, referências a partes anatómicas muito variadas, ameaças de morte, vivas a Marine Le Pen, vivas ao PNR... a confirmar não só a pequenez de cérebro que a imagem do post ilustrava, como da pedestre indigência moral, cultural e humana de que padecem os racistas em particular e os fascistas em geral.
Não posso deixar de ficar satisfeito com o efeito provocado pelo texto e as reacções selvagens dos racistas que se consideraram atingidos. Trata-se, afinal, de um vislumbre de “tomada de conscência”. Os racistas começam a ter noção de que a maior parte da sociedade os considera abaixo de lixo humano, ou escória da sociedade... e reagem assim: num misto de ódio cego e medo profundo.

Vergonha!!!


Tem quase cinquenta anos de idade, vive só, é angolana, chama-se Ângela Maria, trabalha num lar de terceira idade. Provavelmente, se mantém um emprego onde a maior parte dos utentes, senão a totalidade, são brancos... é porque merece a confiança de empregadores e utentes da casa. Nada disso lhe serve de grande coisa!
Depois de ter esperado anos para ter uma casa e poder sair do quarto que o ordenado lhe permite pagar, a Autarquia de Vila Franca de Xira atribuiu-lhe um apartamento num novo bairro social. Foram  apenas alguns minutos de felicidade... até ter chocado de frente com realidade.
A realidade é uma vizinhança que, decidida e violentamente (se tiver que ser, como ameaçam) a impede de entrar, sequer, na sua nova casa. As “desculpas” para o acto abjecto e racista são várias, mas, perante as câmaras da televisão, um dos moradores – provavelmente o “diplomata” do bairro – veio falar com ela, de longe, como se ela tivesse lepra, explicando tim tim por tim tim:
«Nós aqui não temos nada contra si nem contra Angola! A culpa é da Câmara, que sabia perfeitamente que o pessoal não quer aqui “gente de cor”!
Antes de comentar, devo dizer que não tenho a menor ilusão quanto ao que se passaria se a situação fosse exactamente ao contrário. Dito isto...
Serve esta estória dos nossos tristes dias para ilustrar a tontice que é o desânimo de alguns quando vêem que uma qualquer acção de protesto, ou grande manifestação, ou greve, não provoca imediatamente a queda do governo e a mudança radical das políticas.
A verdade é que a realidade de todos os dias é feita com este povo. Não há outro. Desgraçadamente, em grande parte... é um povo assim. É uma amálgama gigantesca de gente muito boa, misturada com gente amorfa... e uma parte infelizmente muito grande "disto". Poucas coisas há mais irreais do que pensar que basta escrever “Povo”, pomposamente, com letra maiúscula, para que todo o povo passe a ser uma entidade  una, maravilhosa, progressista e amante da justiça. Poucas coisas há mais perigosas do que esquecer que uma boa parte desse povo, uma parte inquietantemente grande, é composta deste “lúmpen” retrógrado, racista, individualista, resistente a qualquer ideia de cultura, progresso, partilha ou civilização.
É nestas alturas que faz sentido lembrar que nada é para amanhã e que há muito tempo e muito, muito trabalho pela frente. Na maior parte destes casos, e perdoem-me a brutalidade, a única solução é esperar que morram (mesmo não desejando que isso aconteça a ninguém antes do seu tempo natural), já que por muitas missas em que compareça, ou muitas eleições em que até vote... um racista não deixa lugar a grandes esperanças, dado o facto de o racismo ser uma “doença” sem cura conhecida. Os únicos paliativos que vamos tendo à disposição são o “verniz” social, o calculismo político, ou a hipocrisia mais ou menos religiosa.
Infelizmente, quase todas estas bestas procriam e, desgraçadamente, formatam as crias à sua imagem e semelhança... logo, o tempo e trabalho que temos pela frente, enquanto sociedade, é multiplicado por nem sei bem quantas vezes.
Infelizmente, estas bestas vivem e procriam em todas as classes sociais!
Há que apostar nas novas gerações! Tentar o possível e o aparentemente impossível para que, geração a geração, esta “raiz” se vá quebrando e a formatação se vá diluindo. Para que o ser humano se vá distinguindo cada vez mais pela sua humanidade... e nunca mais pela origem ou cor.
Infelizmente (e lamentavelmente!), não será de espantar que, neste ou noutros casos, acções como esta, aqui relatada, resultem na possível visita ao bairro de uma caravana nocturna de carros vindos de bairros próximos, carregados de armas e da tal “gente de cor” que espalhará o terror entre estes tão valentes brancos que, como sempre, se borrarão de medo... que é a história dos racistas sempre que têm que enfrentar mais do que uma simples mulher, de quase cinquenta anos de idade, seja de que cor for... e completamente só.