sábado, 11 de fevereiro de 2012

Paula Teixeira da Cruz – Ensaio


Segundo esse grande periódico de referência que é o gratuito “Destak”, Paula Teixeira da Cruz está em período de ensaios. A crer no título da notícia, a ministra admite que novo mapa judiciário ainda pode ser alterado por ser apenas um “ensaio”.
A ministra defende que o “texto” pode ser melhorado pelas “críticas construtivas” de que anda à procura.
Eu também sei que um bom ensaio (ou vários, se for necessário) pode contribuir para o aperfeiçoamento de quase tudo... mas a ver pelas reações generalizadas ao “texto” do primeiro “ensaio” da ministra... parece que decidiu começar com um guião muito, mas mesmo muito mau.
Assim como se o Coro de S. Carlos começasse os ensaios de uma nova produção da “Carmen”... mas com música pimba... ficando depois à espera de que chegassem as milagrosas “críticas construtivas”, que acabariam por transformar o inesquecível êxito “Afinal havia outra”, ou a tão celebrada "Mãe querida mãe querida", numa das árias de Bizet... quem sabe, a própria “Habanera”...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Miguel Relvas – Pronto... então vamos “brincar”?


O PCP tentou, sem arruaça, sem foguetório, ouvir o primeiro-ministro, responsável direto pelas polícias secretas, sobre a, ao que se sabe, mais mais que provável bandalheira que por lá terá reinado nos últimos tempos. Fê-lo, responsavelmente, convocando potestativamente Passos Coelho para o ouvir, à porta fechada, perante a Comissão de Assuntos Contitucionais, preservando quaisquer melindres e/ou segredos de estado que pudessem estar envolvidos. O primeiro-ministro, segundo o entendimento de alguns, contra a legalidade, recusou-se a estar presente.
Entretanto, a jovem aposentada Assunção Esteves, que tem como atividade de tempos livres a Presidência da Assembleia da República, chegou à conclusão de que o primeiro-ministro não é obrigado a responder aos deputados... decisão de que o PCP vai recorrer para o Plenário, por parcamente explicada e debilmente fundamentada.
Já o inenarrável Miguel Relvas, para reforçar o sentido da recusa do primeiro-ministro, diz que se trata de assuntos importantes e sensíveis... e acrescenta, com aquele seu ar de luminosa inteligência, que «não se pode fazer política com coisas tão sérias».
Para não gastar a frase do Agostinho Lopes, ainda que fosse a mais adequada... pergunto apenas: então se não se pode fazer política com coisas sérias, com que raio é que se pode e deve fazer política?!!!
Mais uma prova de que Miguel Relvas, para além de todas as “coisas muito sérias” e infelizmente muito graves, que vem demonstrando ser... é também um imbecil!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Nora Berra – Provavelmente não passam de “gaffes”...


Provavelmente não passam de “gaffes”... mas a verdade é que elas são cada vez mais frequentes na boca dos “nossos” governantes e a triste realidade que se vive hoje transforma-as instantaneamente em enormidades, ofensivas e insuportáveis.
Coube agora a vez a Nora Berra, a "vistosa" secretária de estado da saúde do governo de direita de Sarkozy. A governante francesa, pelo meio de recomendações várias para que os franceses se defendessem da vaga de frio, “entusiasmou-se”... e aconselhou os sem-abrigo a ficarem em casa.
Claro que lhe caiu em cima o Carmo e a Trindade, que, confesso, não sei como se chamam na França... mas podia ter sido bem pior. Já imaginaram o que seria se Nicolas Sarkozy, para “ajudar” a sua secretária de estado, cometesse a profunda idiotice de pedir aos sem-abrigo para não serem piegas?!

Manuel Braga da Cruz – O que vossa excelência quer, sei eu!


Chegou-me ao conhecimento uma série de críticas ao actual sistema de financiamento do ensino superior público, incluindo (obviamente) o valor das propinas pagas pelos estudantes, críticas de que destaco três:
«…a actual lei, ao sustentar a quase gratuitidade da frequência do ensino superior gera uma insustentável injustiça social, como seja a de colocar os impostos dos menos favorecidos da sociedade ao serviço da formação superior dos mais favorecidos»
«O Estado não pode continuar a discriminar os estudantes portugueses que escolhem universidade privadas e por isso não têm direito a bolsas»
«(e criticou ainda) ... que esse apoio seja negado a portugueses, por frequentarem o ensino não estatal, para ser dado a estudantes estrangeiros, apenas por frequentarem universidades estatais»
E dizem vocês: Essas críticas devem ter sido feitas por um jovem fanático ultraliberal… depois da trigésima quinta caneca de cerveja!
Errado! Por mais que as três declarações pareçam ter sido produzidas por um bêbado, tal a incongruência e pedestre estupidez dos argumentos, a luminária que proferiu estas alarvidades foi o reitor da Universidade Católica, Manuel Braga da Cruz. Claro que a seguir exigiu que o Estado aumentasse substancialmente as propinas... no ensino público.
Se um qualquer pensador der para se pôr a pensar nestes temas e decidir que o Estado deve acabar com o ensino público, ou pelo menos com o seu financiamento, embora a isso esteja obrigado pela força da Constituição da República Portuguesa... entende-se. É, no limite, um direito.
Agora vir defender isso, ao arrepio do interesse de milhares de estudantes e das suas famílias, visível e unicamente para favorecer o seu negócio privado... é demasiado porco, intelectualmente, para ser aceitável.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Álvaro Pereira – Ó Álvaro... andaste com sorte!


Não sei se alguma vez vos tinha confidenciado que gosto muito do Agostinho Lopes. Se não tinha ... digo-o hoje.
Gosto muito do Agostinho Lopes!
         ... e ainda por cima, é um diplomata! Sim... que perante aquele argumento tão canalha quanto estúpido, sobre os “constantes ataques do PCP aos emigrantes”, saído do cérebro infecto do incompetente que faz de ministro da economia, o Agostinho Lopes ter-se ficado por um singelo “não diga asneiras, porra!”, é um belo exercício de calma, presença de espírito... e contenção verbal.

Secção de “pedidos” e “achados”


Enquanto corta salários...
Enquanto corta pensões...
Enquanto corta subsídios de desemprego...
Enquanto facilita os despedimentos...
Enquanto aumenta brutalmente os transportes...
Enquanto aumenta as taxas moderadoras na saúde...
Enquanto aumenta os impostos...
Enquanto aumenta o número de dias de trabalho não pago...
Enquanto vai nomeando varas de assessores e cáfilas de ajudantes diversos, todos com belos ordenados, incluindo o subsídio de férias e de Natal que roubou a milhares e milhares de trabalhadores...
      ...Pedro Passos Coelho pede aos portugueses que «sejam menos piegas».
Já que estamos em maré de pedidos, também eu peço que Passos Coelho vá lamber sabão!
Eu sei que é um “pedido” meio esquisito, mas todos os outros que tinha no rascunho... até a mim fizeram corar quando os reli.