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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Grandes crânios!


Um ponto de ordem à mesa: qualquer pessoa, incluindo, portanto, este subitamente "famoso" estudante brasileiro, tem o direito de não gostar de Marx, de Lenine, de Stalin, de Salazar, de Hitler, do Tony Carreira, da Santa da Ladeira, dos Três Pastorinhos, de Jorge Jesus, do Pinto da Costa...
Agora, como fez este tal estudante brasileiro, recusar-se a fazer um trabalho académico sobre Marx, com a desculpa de não gostar do marxismo, que, ao que parece, considera como que uma espécie de doença... é hilariante!
Se a moda pega, começaremos a ter estudantes a recusar trabalhos nas faculdades de medicina, por não gostarem da tuberculose, da gonorreia, do sarampo...

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Ângelo Correia – Velho cómico amador


Ângelo Correia, o impagável fala-barato e vendedor de banha da cobra, responsável, entre outras coisas igualmente inúteis, pelos únicos “empregos” que se conhecem a Pedro Passos Coelho, tem uma atração irresistível pelo mundo da comédia.
Na verdade, já desde a inenarrável e longínqua “intentona dos pregos” que o patusco barão do PPD-PSD produz, regularmente, textos e frases cómicas. Aí está mais uma amostra, um punhado de frases que ele parece estar a testar, provavelmente, para uso em “stand-up comedy.
O “material” agora revelado é muito irregular. Senão, vejamos:
«Passos é um amigo de muitos anos» - muito fraquinho!
«Durão Barroso é um líder que manda pouco» - é verdade, mas além de ser uma piada igualmente fracota... peca por defeito.
«Seguro é um líder transitório» - média/fraca... mesmo para quem goste de humor cruel.
«Marcelo é um belíssimo candidato a Presidente da República» - aqui já estamos a entrar no material humorístico de qualidade.
E, finalmente, a pièce de résistance, a grande piada que pode fazer uma sala cheia romper em gargalhadas:
«Portas é um homem leal!»
Fantástico! Ainda assim, apesar de, aqui e ali, ao longos dos muitos anos que já leva disto, o candidato a cómico Ângelo Correia nos ter feito rir algumas vezes... o conselho que lhe posso dar é que não arrisque tudo numa carreira de comediante. Sobretudo, não largue ainda o “emprego” actual!

sexta-feira, 22 de março de 2013

Sócrates – Uma graçola com quase dez dias de avanço...




Há coisas para as quais nunca se está verdadeiramente preparado!
Depois de um dia começado logo bem cedo com reuniões, preparando a continuação de um projecto de trabalho feito com gosto, reunião prolongada para a boa conversa regada a companheirismo (e um excelente Borba, admito), na bela Casa do Alentejo, dia terminado, em termos “públicos”, com a presença, enquanto simples munícipe, na apresentação dos cabeças de lista da autarquia do meu novo Concelho de residência... chego a casa e levo com a bruta notícia: «Sócrates será comentador na RTP».
Afinal, ao que parece, vou (vamos) continuar a ajudar a pagar os fatinhos “queques” desse elegante inútil, desta vez, via orçamento da televisão do Estado, com a desculpa de que se trata de pagar os tais comentários.
Sem prejuízo de futuras opiniões sobre esta (para dizer o mínimo) insólita notícia... por hoje faço apenas uma pergunta:
Se a comunicação social em peso deu agora esta notícia... que diabo vai colocar nas primeiras páginas no próximo dia 1 de Abril? Vai ter que ser coisa “forte”, já que esta, como “piada”, não é fácil de bater!

sábado, 15 de setembro de 2012

Conselho de Estado – Acordai! *


O Presidente da República decidiu convocar o Conselho de Estado, essa espécie de “albergue espanhol” que consegue juntar à mesma mesa o seríssimo general Ramalho Eanes e o ridículo Alberto João Jardim, o delinquente que está à frente do Governo e António José Seguro, o “senhor do bolo” Balsemão e Mário Soares... mais uma longa lista que é de se lhe tirar o chapéu.
Um dos Conselheiros de Estado (vá lá... não se riam!), Luís Filipe Menezes, deseja que o Conselho de Estado «seja marcado pelo bom senso e serenidade»... o que não deixando de ser um desejo bonito, é, porventura, excessivamente ambicioso.
Primeiro, porque é uma enorme ousadia juntar na mesma frase as palavras “bom senso e serenidade”, seguidas dos nomes de alguns dos “Conselheiros”.
Segundo, porque dado o facto de Cavaco Silva ter convidado Vítor Gaspar para estar presente e falar... se o Conselho de Estado conseguir manter-se acordado, já será um feito assinalável!
*  Com um grande pedido de desculpas ao Zé Gomes Ferreira, ao Lopes Graça... e a todos os amantes das “heróicas”.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Jogos Olímpicos – A “olímpica” ignorância


Ainda bem que não tenho sabido quem vai comentando os Jogos Olímpicos nos vários canais e nos vários directos. Assim não posso cair na tentação cruel de nomear quem quer que seja.
Há muito tempo que o meu comentador desportivo preferido é o grande ciclista Marco Chagas, tal é a consistência da sua “performance”, sempre culta, sempre informada, sempre interessante. Quase todos os restantes, infelizmente, são uma espécie de caça à calinada que desemboca nesse verdadeiro “clímax” que dá pelo nome de Rui Santos (que saudades do imparável Gabriel Alves!!!). Expedição fartamente povoada por curtos, mas intensos momentos de disparate. Uns, bastante divertidos, reconheça-se... outros apenas deprimentes.
Por manifesto azar, já levei nestes Jogos com vários dos tais momentos deprimentes.
Durante a Gala de Abertura, que mesmo não tendo visto na íntegra, me pareceu muito bem “esgalhada”, suportei o papaguear dos comentadores, deslumbrados com o som da própria voz, deslumbramento que os fazia, repetidamente, falhar pormenores interessantes do espectáculo. Apenas dois exemplos:
Durante a entrada em cena da bandeira olímpica, transportada por figuras conhecidas, os dois papagaios nunca se calaram, apenas mencionando, vagamente, a presença do mítico pugilistaCassius Clay, ou Muhamad Ali, se quiserem... e ainda mais vagamente, a presença da ambientalista Marina Silva, que um deles identificou como ex-candidata à presidência do Brasil, como se tivesse sido isso a motivar o convite. Imediatamente embalaram para o blábláblá, deixando passar em claro (que eu tenha ouvido) todos os restantes, a saber:
Sally Becker (reconhecida, entre outas actividades, pelo seu trabalho político-humanitário na guerra da Bósnia).
Shami Chakrabarti (Chanceler da Oxford Brooks University e director de uma organização defensora das liberdades civis, “Liberty”).
Leymah Gbowee (activista africana prémio Nobel da Paz 2011).
Doreen Lawrence (escritora e activista contra o racismo).
Haile Gebrselassie (um dos melhores atletas fundistas da História).
Ban Ki-moon (secretário-geral das Nações Unidas).
Daniel Barenboim (um dos maiores maestros da actualidade, que estaria ali, não tanto como músico, mas muito mais pelo significado humano e político da orquestra que fundou, composta por músicos judeus e árabes).
Não sei, porque não vi, que espécie de tratamento deram à escritora J.K. Rowling (lendo excertos do Peter Pan), ou ao actor Rowan Atkinson (como Mr. Bean), entre tantos outros “famosos” que foram aparecendo… mas antes desta “pobreza franciscana” que relatei, já me tinham feito rir muito (apesar da irritação), quando na altura da encenação da Revolução Industrial, entrou em cena Kenneth Branagh, um dos mais creditados realizadores de cinema, argumentista e actor que, respaldado pelo reconhecimento público que lhe dão os cerca de 50 filmes que já tem no currículo, ia declamando Shakespeare alto e bom som (e bem!)… não conseguindo impressionar os nossos diligentes comentadores que, depois de o ignorarem “olimpicamente” por alguns minutos, acabaram por lhe chamar «o figurante encarregado do recitativo».
Não me daria ao trabalho de escrever sobre esta historieta triste, não fosse o facto (espécie de “gota de água”) de um outro deles, não sei quem, se ter referido logo no dia seguinte, à importância não sei exactamente de quê, com o já clássico «não deixa de “não” ser importante»
Já que estamos em tempo de Jogos Olímpicos… que “mínimos” é que será obrigatório atingir para ser comentador na televisão?


ADENDA:  Por lapso, tinha incluido na "família" de comentadores "calinas" o jornalista Nuno Santos... quando queria dizer Rui Santos, o mago dos comentários da bola.
Como disse um dia um comentador desportivo, «é uma falta indesculpável, pela qual peço desculpa!»

sábado, 14 de julho de 2012

Miguel Relvas – Toda a tragédia tem o seu lado de comédia...


Agora que já parei de rir... acho que deve ser a “procura constante do conhecimento” que o faz andar de ouvidos bem abertos nas reuniões dos aventalinhos maçónicos, ou que o fazia andar de casa e pucarinho com o desbocado das “secretas”, que lhe passava muito desse “conhecimento”.
Deve ser por estarem avisados desses seus “conhecimentos”, que há tantos figurões a tremer, só de pensar o que poderia dizer e fazer um Relvas expulso do governo, por aí à solta... e ressabiado.
Mas já que, ao que parece, o “doutor” Relvas quer uma guerra de piadas... aí vai uma que me chegou aos ouvidos:
- Sr. ministro Relvas. Tem memória de quando começou a ter relações sexuais?
- Tenho. Foi numa colónia de férias... estava a fazer exactamente 12 anos de idade.
- Aos doze anos, senhor ministro???!!!
- Bem... na verdade, na altura apenas me masturbei umas quatro ou cinco vezes... 
mas deram-me a equivalência!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Por’ca’fé é que nos salva...


«Devo dizer que sou uma pessoa de fé, esperarei sempre que chova e esperarei sempre que a chuva nos minimize alguns destes danos. Como é evidente, quanto mais depressa vier, mais minimiza, quanto mais tarde, menos minimiza. Se não vier de todo, não perderei a minha fé mas teremos obviamente de atuar em conformidade».
Já qu’a’fé é que nos salva, aqui temos uma ministra da agricultura tentando resolver o problema da seca… com fé.
Já tínhamos políticos que, misturando convicções religiosas com assuntos de Estado, não se coíbem de dizer “se Deus quiser” a toda a hora. Vemos agora Assunção Cristas rezando para que chova… e não faltará muito para ouvirmos o ministro das Finanças exclamando “valha-me nossa senhora!” sempre que falar das contas públicas, ou Passos Coelho rogando “pai, afasta de mim esse cálice” de cada vez que for vaiado nas ruas.
Se estão à espera de que eu, parafraseando também o próprio Cristo, lhes retribua as referências religiosas com um “perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”, podem ir esperando sentados.
Primeiro, porque não estou muito dado ao perdão.
Segundo, porque eles sabem muito bem o que fazem!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Seguro – Olha os oxímoros fresquinhos, freguesa!


O empolgante António José Seguro não sai da televisão. Aparece tanto nos ecrãs para dizer coisas... que bem podia passar a chamar-se “teleseguro”.
Mas vamos a coisas sérias. Não?  Bom... então vamos às propostas políticas de Seguro.
O homem já nos tinha proposto, há tempos, o «capitalismo ético». Agora, num rasgo de criatividade, propõe-nos a «austeridade inteligente». Até onde irá o génio deste pensador, criador de oxímoros que lhe nascem assim, de supetão, como se fossem cogumelos?
Não tarda nada é capaz de nos aconselhar o “fogo que arde sem se ver”... jornadas de “contentamento descontente”... ou, sei lá, crises de “dores que desatinem sem doer”... se bem que eu esteja convencido de que já houve alguém que teve essas ideias antes. Acho que era um tipo que só via de uma das “vistas”, mas que, mesmo assim, tinha lá as suas ideias...

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

António José Seguro – Temos que ser fortes...




Uma das piores “qualidades” de António José Seguro, e aquela que no curto e médio prazo piores serviços prestará à causa do debate político de ideias, já que um partido socialista, como é o caso do Partido Socialista de Seguro, estando (em teoria) na oposição, deveria ser uma parte importante nesse debate... mas, como dizia, uma das piores “qualidades” de Seguro é fazer com que, por comparação em cada confronto direto, Pedro Passos Coelho pareça infinitamente mais do que é. Pela forma como, injustamente, Passos adquire “estatura”. Pela maneira implacável e fácil com que Passos o esmaga... ainda por cima com uma ensaiada delicadeza e um postiço sorriso nos lábios, que muita gente, infelizmente, confunde com real delicadeza e sincero sorriso.
Poucas coisas há mais risíveis do que o ar emproado com que Seguro, para os jornalistas, e depois de ser copiosamente tosado, insiste nos seus já incontáveis ultimatos ao governo e exigências ao primeiro-ministro, ou a maneira pomposa e ridícula como atribui a si próprio o inexistente título de «líder da oposição».
Como já deixei escrito no “Cravo de Abril”, num comentário a um texto em que o retrato de Seguro foi, mais uma vez, muito bem feito, a postura e a “liderança” de seguro são de tal maneira deprimentes, atolambadas e patéticas que, num momento de fraqueza, poderíamos ser levados a ter pena da sua triste figura.
Sejamos pois fortes... e não caiamos na tentação!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Apagão nuclear... e cerebral


Sob o título «Governo anuncia abandono do nuclear até 2022», o jornal gratuito “Destak” dá-nos conta da intenção da Alemanha fazer aquilo a que chamam o apagão definitivo das suas várias centrais de produção de energia nuclear. Faz muito bem a Alemanha... seja por convicção ecológica (duvido!), seja por pressão dos constantes incidentes, envolvendo centrais nucleares, como foi (e está a ser) o recente caso do Japão.
Por qualquer razão obscura, o “jornalista” de serviço achou por bem ilustrar esta notícia com uma fotografia de um qualquer míssil (o Nuno Rogeiro deve saber o modelo e número de série), deixando no ar a confusão entre a energia produzida por reatores nucleares e que serve para alimentar fábricas, comboios elétricos, torradeiras e máquinas de barbear... com o universo dos arsenais de guerra e das bombas atómicas.
Provavelmente o “jornalista” não distingue uma coisa da outra... mas mesmo assim, a pergunta que fica é: quem fez desta gente... jornalistas encartados?
E ando eu há tantos anos a gozar com a célebre estória de um locutor da nossa rádio – cujo nome não vem ao caso – que em direto disse aos microfones: «hoje é um dia muito especial para nós, os profissionais da rádio... pois faz “n” anos que madame Curie descobriu o rádio...»

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Porto vs. Braga – Informação e jornalismo de excelência


Tenho andado todo o santo dia a fazer autênticas gincanas para evitar o contacto visual com televisores ligados, já que decidi levar a sério a ameaça terrorista feita ontem por vários canais de televisão, dizendo que iriam passar todo o dia a fazer diretos de Braga, diretos do Porto, diretos das festas (tenho uma ou outra sugestão para sítios de onde poderiam também fazer diretos... mas não seria educado da minha parte), diretos das alegrias, das tristezas... e até do próprio jogo de futebol entre o Porto e o Braga, entre o "menino da Foz" e o "gaiato de Leça".
Nesta altura já pouco me importa que ganhem uns, que ganhem os outros, ou até, embora me pareça que isso não seja possível, que percam todos. A grande informação, aquela que faltava, aquela que define um serviço de notícias de excelência, foi-me dada ontem por um “jornalista” da RTP que, diretamente de Dublin (onde uma multidão de tugas desdenha da crise) e depois de uma demonstração prática de como é possível ficar de microfone na mão, falando durante uma eternidade, mas sem dizer coisa nenhuma (o Jorge Lacão daria um grande repórter desportivo!), rematou com a tal informação que me encheu as medidas:
«A equipa do Sporting de Braga regressará a Portugal na próxima quinta-feira... quer ganhe ou perca o jogo.»
Nem imaginam o quanto eu fiquei aliviado com esta garantia! E se os jogadores bracarenses, ou por causa da ramboia da vitória, ou “derivado aos nervos” da derrota... decidissem nunca mais voltar?!!!