Esta notícia vinda de Inglaterra, segundo a qual, existe uma cada vez maior pressão sobre os profissionais do serviço público de saúde, no sentido de prolongarem até ao limite as esperas a que os doentes são sujeitos até conseguirem as suas intervenções cirúrgicas e outros tratamentos... deve fazer brilhar os olhos ao nosso novo ministro da “saúde”.
Segundo as associações de utentes inglesas, esta forma de “gerir” a saúde pública tem resultado em desvios de doentes para o sector privado, o principal objectivo!, ou em desistências que, no limite, acabam em mortes, o que evidentemente também é “bom para o sistema”, dada a poupança em tratamentos, para o Ministério das Saúde... e em pensões de reforma, para as Finanças em geral.
Num país normal e com um governo decente, a existir um aperto financeiro ou mesmo económico, é natural que um ministro das Finanças faça o que pode para cortar despesas... mas é por isso mesmo que faz falta um grande ministro da Saúde, que tenha uma formação que o faça dar mais valor aos seres humanos do que aos livros de contabilidade, que lute por avanços na medicina e nos cuidados de saúde. Que fique do lado dos doentes e resista com coragem aos cortes que lhe queiram impor.
Este miserável tecnocrata neoliberal, até agora, continua a parir medidas que visam unicamente a felicidade do seu cúmplice que está à frente da Finanças. Para além do que ordenou a troika. Para além do que é humano. Para além do que é suportável.
Mas que se dane o ministro! Hoje estou feliz! Uma amiga querida teve a notícia de que, depois do medo, depois da operação, depois da violência química e psicológica que se lhe seguiu por muito tempo... está finalmente livre de um cancro que tentou levá-la do nosso convívio.
Este belo milagre não fica a dever-se a este, nem a nenhum dos anteriores ministros da saúde, com as suas mesquinhas políticas de cortes, encerramentos de serviços e ostensivos favores aos amigos negociantes da morte... mas sim ao talento, empenhamento e carinho das equipas médicas, de enfermagem e de toda a outra boa gente que, com coragem e humanidade, está do lado da vida... apesar dos ministros.
É uma prenda para os familiares e amigos que, de coração apertado, apenas puderam contribuir com amor. E uma ou outra piada “parva” em plena enfermaria... porque dizem que rir faz bem a quase tudo... digo eu para me justificar.






