Para ser franco, os únicos jogos de uma só bola que me convocam, são o ténis de campo (que joguei muito mal) e o ténis de mesa (que joguei um pouco melhor). Tirando estes, fico-me pelo bilhar (que joguei razoavelmente bem) e pelo “snooker”, o verdadeiro, aquele dos britânicos... não pela grande quantidade de bolas... mas porque é uma alegria ver aqueles moços a jogar.
O resto é uma amálgama, em que tanto me faz que jogue o Barcelona, como o Grupo de Matraquilhos de Curral dos Láparos... ou os Chicago Bulls com o seu basquete multimilionário seguido por milhões de adeptos fanáticos.
E assim chegamos à NBA e ao tema de hoje.
Se, eventualmente, estivesse de visita aos EUA, a única forma de alguém me convencer a ir sentar os fundilhos num pavilhão, para ver jogar um bando de “traves” quase tão hipertrofiadas quanto as suas contas bancárias... era garantirem-me que no intervalo teria uma actuação das artistas de hoje.
São as “Quebe Sisters”. Quebe porque nem sempre se tem sorte com os apelidos, e sisters... calhando, porque são irmãs. Tocam vertiginosamente uma espécie de folk, jazz, swing... em que as vozes são como violinos, os violinos são como vozes e a perfeição é inexplicável. Os rapazes do contrabaixo e da guitarra cumprem o seu dever garbosamente.
São maravilhas como estas “sisters” que me ajudam a rir muito e sempre com muito gosto, de todas a vezes que alguém me chama “antiamericano”. Muito pelo contrário, adoro “americanos”! Desde que façam coisas que me agradem. Que me “bombardeiem” de espanto, me “arrazem” de talento, me “invadam” de prazer. E depois... não é obrigatório gostar de todos. Pois não? Ainda se pode escolher de quem se gosta. Não pode?
“It’s a sin to lie” e “Every which-a-way” – Quebe Sisters